NICA BOMFIM “EMBONECOU” A NOVELA “VERÃO 90”.

Artista plástica e atriz, Nica Bomfim (é com M mesmo) “embonecou” os personagens da novela “Verão 90”, que faz o maior sucesso, no horário das 19 horas, na Rede Globo. Na foto, as atrizes aparecem com os bonecos, que representam seus personagens.

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COMO GARANTIR O “FAZ-ME RIR”

Acusado de fazer cara de paisagem diante de decisões espinhosas, Adriano Moreno, ganhou fama de inerte e incapaz de liderar o processo político dentro do município.

Há quem diga pelos bares, cafés e restaurantes que o governo está mesmo nas mãos do seu “1º Ministro”, o secretário de fazenda, “engenheiro de finanças”, Antônio Carlos Vieira.

Segundo as “más e boas línguas” o secretário, que não teve sequer um voto, é quem manda “faz e acontece”, na administração pública municipal. Teria então mais poder que o próprio prefeito.

A partir da construção política da reforma administrativa, com apoio em setores do legislativo, Antônio Carlos Vieira é quem estaria selecionando os exonerados para serem reconduzidos ou não aos cargos.

A recondução ou não vai dar a exata medida de quais são os secretários do eixo central do poder e aqueles que estão na periferia e dependem da boa vontade do “1º Ministro”.

Sem apoio para se manter nos cargos e garantir o velho e bom “faz-me rir” no final do mês, muitos se retiram, pensando lá na frente, isto é, em 2020.

Enquanto isso o governo inicia uma ofensiva publicitária para dar ao prefeito a imagem de simpático homem de ação. A essa altura dos acontecimentos a tarefa será bastante árdua, mas em Cabo Frio tudo é possível.

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PEQUENAS DOSES

  • Perguntado na rede social, o vice-prefeito Felipe Monteiro, disse que o PC do B está no governo Adriano Moreno, mas mantém sempre o debate dentro do partido e em todos os níveis. O que isso significa? Só entrevista mais longa poderá responder.
  • Após o imbróglio mal resolvido entre o grupo político de Adriano Moreno e o PDT, Felipe Monteiro foi convidado e aceitou ser companheiro de chapa de Adriano: o cargo de vice-prefeito literalmente acabou por cair no colo do PC do B. O partido tem o seu nicho no governo.
  • As figuras mais fanáticas da extrema direita, de alma bolsonarista, festejaram a saída da dupla Cláudio Leitão e Denize Alvarenga do governo e querem empurrar mais gente pra fora. A turma quer ampliar ainda mais o espaço que possui dentro da prefeitura.
  • A calçada em frente ao Charitas, feita de muito má vontade, no governo de Marquinhos Mendes, está se desmanchando: uma simples calçada em frente a um dos prédios históricos mais importantes da cidade e nada se faz. Bem acomodados nas janelas do Charitas os cupins se divertem.
  • Na Rua Raul Veiga, bem atrás do Charitas, um vendedor de caldo de cana, resolveu que todos têm a obrigação de desfrutar e compartilhar da sua fé: um aparelho de som, de alta potência, brinda os passantes, com hinos gospel. A cidade está uma zona!
  • O pior é que o ambulante está localizado na calçada dos fundos do Charitas, na lateral do “Ismar Gomes”, que, para boa informação ao distinto público, é uma antiga escola da rede pública estadual. Pelo menos respeito!
  • Existem lugares, no centro da cidade, que o número de ambulantes e camelôs é tão grande, que o acesso a calçada é difícil. É uma verdadeira feira a céu aberto. Isso sim é uma balbúrdia.
  • O professor José Américo Trindade, o Babade, continua resistindo a modernidade do celular, mas não abre mão do ar refrigerado. Munido de uma manta, não perde nenhum jogo das meninas do Brasil: vôlei e futebol. Com os rapazes ele não se sentiu a vontade: frustração!
  • O prefeito Adriano Moreno inicia uma ofensiva política no sentido de melhorar a imagem do governo. A área mais sensível tem sido a educação, que causou grande desgaste, com os embates entre o secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira e o então secretário de educação, Cláudio Leitão.
  • O prefeito vai ter que correr muito atrás: segundo os rumores das paredes do Palácio Tiradentes, o PC do B está insatisfeito e o PSB acabou de deixar o governo, reclamando, entre outras coisas de falta de transparência.
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O BAILE DO JUDEU – Bernardo Guimarães

Ora, um dia, lembrou-se o Judeu de dar um baile e atreveu-se a convidar a gente da terra, a modo de escárnio pela verdadeira religião de Deus Crucificado, não esquecendo, no convite, família alguma das mais importantes de toda a redondeza da vila. Só não convidou o vigário, o sacristão, nem o andador das almas, e menos ainda o Juiz de Direito; a este, por medo de se meter com a Justiça, e aqueles, pela certeza de que o mandariam pentear macacos.

Era de supor que ninguém acudisse ao convite do homem que havia pregado as bentas mãos e os pés de Nosso Senhor Jesus-Cristo numa cruz, mas, às oito horas da noite daquele famoso dia, a casa do Judeu, que fica na rua da frente, a umas dez braças, quando muito, da barranca do rio, já não podia conter o povo que lhe entrava pela porta adentro; coisa digna de admirar-se, hoje que se prendem bispos e por toda parte se desmascaram lojas maçônicas, mas muito de assombrar naqueles tempos em que havia sempre algum temor de Deus e dos mandamentos de Sua Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana.

Lá estavam, em plena judiaria, pois assim se pode chamar a casa de um malvado Judeu, o tenente-coronel Bento de Arruda, comandante da guarda nacional, o capitão Coutinho, comissário das terras, o Dr. Filgueiras, o delegado de polícia, o coletor, o agente da companhia do Amazonas; toda a gente grada, enfim, pretextando uma curiosidade desesperada de saber se, de fato, o Judeu adorava uma cabeça de cavalo mas, na realidade, movida da notícia da excelente cerveja Bass e dos sequilhos que o Isaac arranjara para aquela noite, entrava alegremente no covil de um inimigo da Igreja, com a mesma frescura com que iria visitar um bom cristão.

Era em junho, num dos anos de maior enchente do Amazonas. As águas do rio, tendo crescido muito, haviam engolido a praia e iam pela ribanceira acima, parecendo querer inundar a rua da frente e ameaçando com um abismo de vinte pés de profundidade os incautos transeuntes que se aproximavam do barranco.

O povo que não obtivera convite, isto é, a gente de pouco mais ou menos, apinhava-se em frente a casa do Judeu, brilhante de luzes, graças aos lampiões de querosene tirados da sua loja, que é bem sortida. De torcidas e óleo é que ele devia ter gasto suas patacas nessa noite, pois quantos lampiões bem lavadinhos, esfregados com cinza, hão de ter voltado para as prateleiras da bodega.

Começou o baile às oito horas, logo que chegou a orquestra composta do Chico Carapana, que tocava violão; do Pedro Rabequinha e do Raimundo Penaforte, um tocador de flauta de que o Amazonas se orgulha. Muito pode o amor ao dinheiro, pois que esses pobres homens não duvidaram tocar na festa do Judeu com os mesmos instrumentos com que acompanhavam a missa aos domingos na Matriz. Por isso dois deles já foram severamente castigados, tendo o Chico Carapana morrido afogado um ano depois do baile e o Pedro Rabequinha sofrido quatro meses de cadeia por uma descompostura que passou ao capitão Coutinho a propósito de uma questão de terras. O Penaforte, que se acautele!

Muito se dançou naquela noite e, a falar a verdade, muito se bebeu também, porque em todos os intervalos da dança lá corriam pela sala os copos da tal cerveja Bass, que fizera muita gente boa esquecer os seus deveres. O contentamento era geral e alguns tolos chegavam mesmo a dizer que na vila nunca se vira um baile igual!

A rainha do baile era, incontestavelmente, a D. Mariquinhas, a mulher do tenente-coronel Bento de Arruda, casadinha de três semanas, alta, gorda, tão rosada que parecia uma portuguesa. A D. Mariquinhas tinha uns olhos pretos que tinham transtornado a cabeça de muita gente; o que mais nela encantava era a faceirice com que sorria a todos, parecendo não conhecer maior prazer do que ser agradável a quem lhe falava. O seu casamento fora por muitos lastimado, embora o tenente-coronel não fosse propriamente um velho, pois não passava ainda dos cinquenta; diziam todos que uma moça nas condições daquela tinha onde escolher melhor e falava-se muito de um certo Lulu Valente, rapaz dado a caçoadas de bom gosto, que morrera pela moça e ficara fora de si com o casamento do tenente-coronel; mas a mãe era pobre, uma simples professora régia!

O tenente-coronel era rico, viúvo e sem filhos e tantos foram os conselhos, os rogos e agrados e, segundo outros, ameaças da velha, que D. Mariquinhas não teve outro remédio que mandar o Lulu às favas e casar com o Bento de Arruda. Mas, nem por isso, perdeu a alegria e a amabilidade e, na noite do baile do Judeu, estava deslumbrante de formosura. Com seu vestido de nobreza azul-celeste, as suas pulseiras de esmeraldas e rubis, os seus belos braços brancos e roliços de uma carnadura rija, e alegre como um passarinho em manhã de verão. Se havia, porém, nesse baile, alguém alegre e satisfeito de sua sorte, era o tenente-coronel Bento de Arruda, que, sem dançar, encostado aos umbrais de uma porta, seguia com o olhar apaixonado todos os movimentos da mulher, cujo vestido, às vezes, no rodopiar da valsa, vinha roçar-lhe as calças brancas, causando-lhe calafrios de contentamento e de amor.

Às onze horas da noite, quando mais animado ia o baile, entrou um sujeito baixo, feio, de casacão comprido e chapéu desabado, que não deixava ver o rosto, escondido também pela gola levantada do casaco. Foi direto a D. Mariquinhas, deu-lhe a mão, tirando-a para uma contradança que ia começar.

Foi muito grande a surpresa de todos, vendo aquele sujeito de chapéu na cabeça e mal-amanhado, atrever-se a tirar uma senhora para dançar, mas logo cuidaram que aquilo era uma troça e puseram-se a rir, com vontade, acercando-se do recém-chegado para ver o que faria. A própria mulher do Bento de Arruda ria-se a bandeiras despregadas e, ao começar a música, lá se pôs o sujeito a dançar, fazendo muitas macaquices, segurando a dama pela mão, pela cintura, pelas espáduas, nos quase abraços lascivos, parecendo muito entusiasmado. Toda a gente ria, inclusive o tenente-coronel, que achava uma graça imensa naquele desconhecido a dar-se ao desfrute com sua mulher, cujos encantos, no pensar dele, mais se mostravam naquelas circunstâncias.

— Já viram que tipo? Já viram que gaiatice? É mesmo muito engraçado, pois não é? Mas quem será o diacho do homem? E essa de não tirar o chapéu? Ele parece ter medo de mostrar a cara… Isto é alguma troça do Manduca Alfaiate ou do Lulu Valente! Ora, não é! Pois não se está vendo que é o imediato do vapor que chegou hoje! E um moço muito engraçado, apesar de português! Eu, outro dia, o vi fazer uma em Óbidos, que foi de fazer rir as pedras! Aguente, dona Mariquinhas, o seu par é um decidido! Toque para diante, seu Rabequinha, não deixe parar a música no melhor da história!

No meio de estas e outras exclamações semelhantes, o original cavalheiro saltava, fazia trejeitos sinistros, dava guinchos estúrdios, dançava desordenadamente, agarrando a dona Mariquinhas, que já começava a perder o fôlego e parara de rir. O Rabequinha friccionava com força o instrumento e sacudia nervosamente a cabeça. O Carapana dobrava-se sobre o violão e calejava os dedos para tirar sons mais fortes que dominassem o vozerio; o Penaforte, mal contendo o riso, perdera a embocadura e só conseguia tirar da flauta uns estrídulos sons desafinados, que aumentavam o burlesco do episódio. Os três músicos, eletrizados pelos aplausos dos circunstantes e pela originalidade do caso, faziam um supremo esforço, enchendo o ar de uma confusão de notas agudas, roucas e estridentes, que dilaceravam os ouvidos, irritavam os nervos e aumentavam a excitação cerebral de que eles mesmos e os convidados estavam possuídos.

As risadas e exclamações ruidosas dos convidados, o tropel dos novos espectadores, que chegavam em chusma do interior da casa e da rua, acotovelando-se para ver por sobre a cabeça dos outros; sonatas sinistramente burlescas do sujeito de chapéu desabado, abafavam os gemidos surdos da esposa de Bento de Arruda, que começava a desfalecer de cansaço e parecia já não experimentar prazer algum naquela dança desenfreada que alegrava tanta gente.

Farto de repetir pela sexta vez o motivo da quinta parte da quadrilha, o Rabequinha fez aos companheiros um sinal de convenção e, bruscamente, a orquestra passou, sem transição, a tocar a dança da moda.

Um bravo geral aplaudiu a melodia cadenciada e monótona da Varsoviana, a cujos primeiros compassos correspondeu um viva prolongado. Os pares que ainda dançavam retiraram-se, para melhor poder apreciar o engraçado cavalheiro de chapéu desabado que, estreitando então a dama contra o côncavo peito, rompeu numa valsa vertiginosa, num verdadeiro turbilhão, a ponto de se não distinguirem quase os dois vultos que rodopiavam entrelaçados, espalhando toda a gente e derrubando tudo quanto encontravam. A moça não sentiu mais o soalho sob os pés, milhares de luzes ofuscavam-lhe a vista, tudo rodava em torno dela; o seu rosto exprimia uma angústia suprema, em que alguns maliciosos sonharam ver um êxtase de amor.

No meio dessa estupenda valsa, o homem deixa cair o chapéu e o tenente-coronel, que o seguiu assustado, para pedir que parassem, viu, com horror, que o tal sujeito tinha a cabeça furada. Em vez de ser homem, era um boto, sim, um grande boto, ou o demônio por ele, mas um senhor boto que afetava, por um maior escárnio, uma vaga semelhança com o Lulu Valente. O monstro, arrastando a desgraçada dama pela porta fora, espavorido com o sinal da cruz feito pelo Bento de Arruda, atravessou a rua, sempre valsando ao som da Varsoviana e, chegando à ribanceira do rio, atirou-se lá de cima com a moça imprudente e com ela se atufou nas águas.

Desde essa vez, ninguém quis voltar aos bailes do Judeu.

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O TEMPO É CRUEL.

Alguns notórios observadores dos movimentos políticos de Cabo Frio garantem que a reforma administrativa, com as alianças que produziu, pode dar ao governo de Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira o fôlego necessário para atravessar o deserto e chegar às eleições de 2020.

É uma travessia dura para um grupo inexperiente política e administrativamente, que assumiu em um “mandato tampão” e perdeu muito tempo em brigas e confusões intestinas.

Vai ter que abrigar boa parte do seu pessoal extremamente queixoso por ter sido deixado ao relento (o inverno e o vento sudoeste estão aí) e ao mesmo tempo atender a interesses de grupos políticos tradicionais agregados com a reforma administrativa.

Como exercitar todo esse malabarismo, digno de David Copperfield, com recursos, que não permitem mágica, em um estado que vive em crise permanente. Associe essa realidade à falta de tarimba e poderemos ter mais confusões, embaraçando toda a sociedade.

O tempo que era pouco é quase nenhum. Afinal, estamos em junho de 2019 e para enxergar o processo eleitoral basta dobrar a esquina, porque 2020 é logo ali.

Está na hora de correr atrás do prejuízo.

O tempo é um dos adversários a serem vencidos. Talvez o mais cruel.

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PEQUENAS DOSES

  • O momento de readaptação da prefeitura de Adriano Moreno ainda não rendeu melhoria nas pesquisas. Não é por acaso que a saída do PSB do governo rendeu muitos apoios dos internautas.
  • Todos os governos municipais eleitos na onda bolsonarista estão com dificuldades para governar e enfrentam queda acentuada na aprovação popular. Cabo Frio é apenas mais um exemplo, acentuando a crise vivida pela cidade nos governos de Alair Corrêa e Marquinhos Mendes.
  • Eleitos para a Alerj a pouquíssimo tempo, Mauro Bernard e Sérgio Luiz Azevedo sofrem com a inexperiência e com a posição política de extrema direita. Absurdo! Ambos votaram em pautas voltadas para emparedar as universidades públicas.
  • A configuração político-eleitoral para 2020, caso seja mantida a proibição de coligação na proporcional, deve mudar radicalmente. Muitos partidos nanicos, em grande parte utilizados para abrigar toda sorte de manobras, podem desaparecer.
  • O PC do B leia-se Carlos Quintão e Filipe Monteiro, não se manifestou oficialmente a respeito da guinada ainda mais a direita do governo de Adriano Moreno. Como a prefeitura de Cabo Frio é agora do Democratas aguarda-se a posição da legenda comunista.
  • O grupo do PC do B, em Cabo Frio, quer muito eleger vereador comprometido política e ideologicamente com o partido. É uma aposta que exige muito trabalho e que pode explicar sua manutenção no arco de alianças, que segura o governo de Adriano Moreno.
  • O ex-deputado federal Paulo César Guia discursa para a platéia quando diz que é candidato a prefeito. Na verdade, ‘Cecé de Jairinho’, também chamado de ‘Mão que salva’ quer mesmo é voltar à câmara federal. O cabofriense se adaptou ao Plenário Ulisses Guimarães e tem muita saudade de Brasília.
  • Apesar de muitas especulações o professor Flávio Rebel continua pilotando a secretaria municipal de esporte e lazer. Ao contrário de outros secretários Rebel é membro emérito da “República do Edifício das Professoras”. Este parece ser o atributo mais importante para permanecer no secretariado.
  • O novo secretário de turismo, professor Paulo Cotias, tem especial carinho pelo projeto do ‘Turismo Histórico’, que, considera um dos pontos relevantes para alavancar o turismo de qualidade, em Cabo Frio.
  • O secretário garantiu ao Blog do Totonho, que pretende reunir a equipe e montar uma gestão compartilhada. Paulo Cotias acompanhou o prefeito Adriano Moreno na visita aos tapetes de sal, da Igreja Católica.
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AMAR VOCÊ É COISA DE MINUTOS – Paulo Leminski

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui

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SOLIDARIEDADE & DIVERSÃO

Faça a doação de uma cesta básica e ganhe um ingresso família para o Pic Nic da Solidariedade e mais: concorra a uma festa de 40 pessoas na Casa da Árvore Park Lagos.
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Período da arrecadação: 18/06 a 21/07
Ponto de Arrecadação: Casa da Árvore Park Lagos
Data do Pic Nic: 21/07, das 09:30h às 11:30h
Ingresso família: 1 adulto e 1 criança
O sorteio da festa acontecerá no dia do Pic Nic, junto com o sorteio de 5 pacotes de 10 horas de recreação.
Valor do ingresso avulso R$ 30,00
(com 3k de alimento você paga meia entrada)
#casadaarvore #casadaarvoreparklagos #casadaarvorecabofrio

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OS TCHUTCHUCAS!!!!!

Apesar de ter gente de diferentes dinastias e raízes políticas o governo comandado pela dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira, está ganhando traços bastante peculiares, cada vez mais seus.

Não há dúvida que a turma do “Edifício Lila” ou “Edifício das Professoras” tem ranço alairzista, que confirma seu DNA provinciano, autoritário e conservador. Essas “qualidades” são sua marca registrada.

A reforma administrativa não está servindo unicamente para o governo compor com outras forças, mas também para se livrar daqueles que considera indesejáveis no seu campo político: nem todos que foram exonerados serão recolocados em seus postos.

Alguns secretários, caso queiram continuar em seus cargos, serão obrigados a “cortarem na própria carne”, ou seja, diminuir o número de contratados e comissionados.

A regra não vale para todos, apenas para aqueles que não pertencem ao núcleo do poder. São os secretários que estão no governo, mas na periferia do poder. De um modo geral não desfrutam da proximidade com o prefeito e com o secretário de fazenda.

Quem quiser permanecer no governo, desfrutando de obesas portarias e mesmo aquelas submetidas a dietas, terá que “comer na mão” de quem realmente manda.

Na mão dos TCHUTCHUCAS!!!!!!!!

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PEQUENAS DOSES

  • Prova de popularidade: observadores políticos cabofrienses estão esperando o prefeito Adriano Moreno e seu “1º Ministro”, Antônio Carlos Vieira, passeando na Avenida Nossa Senhora da Assunção, admirando os tapetes de Corpus Christi.
  • Os cargos comissionados ou portariados tem reclamado que tem sido alvo de “espionagem” por parte do “1º Ministro”, que do seu gabinete, na secretaria de fazenda, quer saber de tudo: não vale conversar com a oposição. Parece o retorno do fantasma de Alair Corrêa.
  • Até mesmo os freqüentadores assíduos do “senadinho” as margens do Canal do Itajuru e a turma da 3ª idade do Café per Tutti já tiveram notícias dos ciúmes dos “manda chuvas” da prefeitura. É mesmo muita falta do que fazer ….. e, cá entre nós, tem tanto a ser feito.
  • Freqüentadores habituais dos corredores do vetusto prédio da câmara garantem que o ex-prefeito Marquinhos Mendes, tem, no momento, 13 votos contrários ao parecer do TCE-RJ, que condena suas contas.
  • Marquinhos Mendes tem feito da derrubada do parecer do TCE-RJ seu “mantra” e não larga do pé dos vereadores. Na rua, o ex-prefeito garante que será candidato nas eleições de 2020. E o “Efeito Barroso”?
  • O professor Paulo Cotias, coordenador de história da Universidade Estácio de Sá, é o nome, dentro da estrutura do governo, que assume a secretaria municipal de turismo. Paulo Cotias, recentemente, havia se desfiliado do PSB.
  • O PSB, na noite de terça-feira, emitiu nota oficial declarando sua saída da administração de Adriano Moreno, em função dos rumos políticos, que o governo tomou. A nota oficial dos socialistas cabofrienses está nesta edição do Blog do Totonho.
  • As divergências do empresário hoteleiro Radamés Muniz com o governo de Adriano Moreno são antigas e foram se aprofundando com o tempo. O empresário, durante a campanha, foi o companheiro de chapa do vereador Rafael Peçanha.
  • No final da tarde de ontem Radamés Muniz distribuiu comunicado sobre seu pedido de demissão, nas redes sociais. Nele o ex-secretário faz um balanço da sua participação no governo de Adriano Moreno.
  • Vários setores da oposição têm manifestado indignação com a mesquinhez dos protagonistas do governo Adriano Moreno, que iniciaram processo de perseguição a ex-subsecretária de educação, Denize Alvarenga.
  • A repercussão tem sido péssima para a prefeitura, porque evidencia o caráter autoritário e perseguidor do governo, que teria que estar acima de questões minúsculas. Falta ética, profissionalismo e respeito aos profissionais da educação.
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SOL DE OUTONO

Nesse final de outono o sol está encurralado. Mal encontra tempo para permanecer no alto do céu. É o tamanho do dia que o espreme. Fica o astro, tão suntuoso nos idos dias de verão, vagando pela linha do horizonte. Procurando brecha para entrar nas coisas. Mendigando um corpo para fazer suar. Mas como é difícil sobreviver quando as noites longas e frias são como garras!

É nesses tempos que o sol entra pela sala e vai até o final da cozinha. Pobre estrela! A máquina de lavar não é digna de sua grandeza, no entanto o desespero faz até os reis perderem a majestade. Eu detesto o frio e como o sol traz uma leve sensação de calor sou seduzido; entretanto a luz refletida no chão e nas paredes me expulsa. Passo a tarde como um beduíno, guiando minha caravana e carregando os pertences imprescindíveis ao meu trabalho, da sala para a cozinha e finalmente para o quarto dos fundos que eu já quero como a um Oasis.

O sol gira um pouco mais. Beija o interruptor numa cobiça insana por longevidade, ainda que artificial. Faz o rum de dentro da garrafa brilhar na ilusão de um mágico elixir da vida eterna. Estende os raios mais longos em direção a mim. Mas não posso agarrá-lo senão através da crônica que anuncia o seu ocaso.

Migro outra vez. Volto para a sala e monto minha cabana de frente para o que resta do sol de hoje. Não há fim mais belo que esse: das tardes de outono nas beiras do mundo!

Rafael Alvarenga

Cabo Frio, 17 de junho de 2019

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O DESLUMBRAMENTO DOS “MENINOS DO EDIFÍCIO LILA”

A falta de traquejo do grupo de Adriano Moreno está levando o governo a sofrer seguidas derrotas, no campo político, inclusive no legislativo, onde deveria estar em “lua de mel” após a reforma administrativa.

A turma que chegou ao poder jogando pedras na política tradicional, chamada nacionalmente de “velha política”, que seria sinônimo de corrupção e aparelhamento do estado, logo percebeu que as coisas não eram exatamente assim.

Aparvalhado, ainda não conseguiu se organizar e estabelecer para dentro do espírito do Estado Democrático de Direito, se fortalecer e criar seus próprios espaços.

O grupo continua choramingando, como uma criança mimada, que ganhou o brinquedo que sempre sonhou, mas não sabe e não compreende os mecanismos que o fazem funcionar.

Falta qualificação política e intelectual para recalibrar e tocar uma máquina administrativa cheia de vícios e problemas, que se acumularam ao longo dos anos.

Como falta habilidade e consistência para a negociação, com os diferentes grupos de interesses da sociedade, a dupla Adriano/Antônio Carlos pode acabar com a máquina, sem conseguir consertá-la.

O deslumbramento dos “Meninos do Edifício Lila” pode acabar por quebrar a cidade.

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PEQUENAS DOSES

  • O governo Democrata de Adriano e Antônio Carlos Vieira, por inabilidade, não tem controle político sobre a câmara: parece o PSL de Bolsonaro, no Congresso e se assemelha justamente na truculência. É o mesmo DNA.
  • Os deputados Mauro Bernard e Sérgio Luiz Azevedo apanharam de “cipó camarão”, na câmara. Vovô Bibiu que, durante anos presidiu o conselho, teria ficado impressionado. Razão: a CPI da ALERJ sobre o Hospital da Mulher.
  • A comissão de finanças da câmara aprovou, por unanimidade, o parecer do TCE-RJ, que reprovou as contas de Marquinhos Mendes. O próximo passo é votação no Plenário Oswaldo Rodrigues e o ex-prefeito precisa de 12 votos para barrar o relatório.
  • Marquinhos Mendes tem “corrido coxia” na câmara, tentando conseguir os votos necessários, mas não está fácil. Segundo rumores das paredes históricas do vetusto prédio o governo e o deputado Sérgio Luiz Azevedo estariam trabalhando contra.
  • A Ata da reunião do Conselho do FUNDEB, em 5 de junho, tem 26 páginas. Nelas estão transcritas as falas do secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira, que são consideradas verdadeiras “pérolas”. Segundo alguns observadores da política cabofriense o secretário, no mínimo, “perdeu a mão”: um mau sinal.
  • Quem teve acesso diz que o secretário Antônio Carlos Vieira pode se complicar com o que está descrito na Ata. O estrago político para o governo de Adriano Moreno é muito grande, justamente na área dos profissionais da educação.
  • Tudo leva a crer que o ex-secretário de educação Cláudio Leitão e o secretário de fazenda, Antônio Carlos Vieira vão bater de frente nos tribunais. Nesses casos as bancas de advocacia ficam soltando foguetes de felicidade. É a judicialização tomando conta da política brasileira.
  • O secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira faz, com o prefeito Adriano Moreno, a dupla que representa o Democratas, em Cabo Frio. Em Búzios, o partido tem o prefeito Henrique Gomes, que migrou do PP de Maluf e Dornelles para a legenda dos “Maia”.
  • O mais engraçado é que tem gente capaz de chamar essa turma de “Nova Política”. Falta completa de análise ou aquela vontade uterina de apoiar quem vai ganhar tão corriqueira em Cabo Frio? Tem governo? Sou a favor e estou dentro mamãe.
  • É óbvio, exceto em um momento de união nacional, que membros do Democratas, marxistas e anarquistas, não podem estar dentro do mesmo governo. Os anarquistas, por definição não poderiam estar em governo algum. Em Cabo Frio, entretanto, tudo pode acontecer.
  • A assembléia geral dos servidores realizada na Praça Tiradentes, em frente à prefeitura, após a reunião com o prefeito Adriano Moreno deliberou aceitar a proposta de reajuste de 8% e também o descongelamento dos triênios.
  • A mesma assembléia geral, entretanto, decidiu a manutenção da greve até o governo cumprir o compromisso de pagar aos servidores da ativa, aposentados e pensionistas o 13° Salário de 2016. Com outras palavras, a crise continua.
  • Apesar do período eleitoral não estar oficialmente aberto, as reuniões partidárias, busca de composições políticas estão “a todo vapor”. Apesar do imenso desgaste, Adriano Moreno pensa em reverter à impopularidade e tentar a reeleição. Não é por acaso que se transferiu de “armas e bagagens” para o PFL, digo, Democratas.
  • A aliança com a Rede Sustentabilidade levou o PC do B a conseguir ocupar a vice-prefeitura, com Filipe Monteiro. A mudança do prefeito para o Democratas e os seguidos conflitos do governo com o movimento sindical deve mudar o patamar dessa aliança.
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