BLOG DO TOTONHO

  • TRAINEIRAS

    Traineiras – 2026 – João Félix

  • PEQUENAS DOSES

    Correção

    Veteranos militantes do PSOL e da Rede Sustentabilidade, Cláudio Leitão e João Sérgio Carvalho, corrigiram a coluna Pequenas Doses. Segundo eles, a ex-senadora Heloisa Helena será candidata a Câmara Federal pela Federação PSOL/REDE, Federação, que foi mantida ontem, após o PSOL rejeitar a formação de Federação com o PT.

    Trabalho de base

    Os militantes e dirigentes dos partidos de esquerda, mesmo sem candidatos locais, até o momento, estão esperando boa quantidade de votos para os seus candidatos, em outubro. É um processo difícil, porque exige muito trabalho de base junto as comunidades em diversos pontos do município.

    Outra realidade

    A votação obtida pela esquerda nas últimas eleições em Cabo Frio fazem com que a antiga Moscouzinha seja apenas uma tênue lembrança do início da década de 1960. As indústrias substituídas pelos setores do comércio e serviços criaram uma nova realidade, que as forças de esquerda e progressistas parecem não ter compreendido.

    Visita tradicional

    Hoje, o tradicional café tocado por Marizete e Zezeco, na Galeria Square Garden, recebeu a visita do ex-vereador Wilmar Monteiro, tradicional figura da vida política no município. Wilmar Monteiro, vereador de muitos mandatos, com assento no Plenário Oswaldo Rodrigues, foi também presidente da Câmara.

    O Desgaste

    As enxurradas e os alagamentos entraram no dia-a-dia das prefeituras brasileiras, que continuam inteiramente despreparadas para a realidade das consequências do aquecimento global. Como estão desatentas, os prefeitos tem sofrido imenso desgaste político, que, certamente irá desembocar nas eleições de 5 de outubro.

    Sexta-feira 13

    O professor Marcos Salaibe, veterano militante petista, na Região dos Lagos, anuncia nas redes sociais, particularmente no Instagram, que o PT de São Pedro da Aldeia realiza o seu Encontro Municipal, na próxima sexta-feira, às 19 horas. Endereço: Rua Júlia Santos, 163, em Porto da Aldeia.

    A mídia e a cobertura da guerra

    A grande mídia corporativa, leia-se Folha de São Paulo/UOL, Estadão e O Globo/Globo.com diminuiram consideravelmente a cobertura fantasiosa da agressão de Israel/EUA contra o Irã: afinal, o Irã não se revelou uma Venezuela e está provocando duros estragos na campanha militar de Israel/EUA, atingindo os estados satélites e com o fechamento do Estreito do Estreito de Ormuz, bagunçou o mercado de petróleo.

    É Dose!

    No campo interno, a grande mídia corporativa, tem trabalhado para o desgaste das instituições, particularmente o Supremo Tribunal Federal (STF), entre todas as instituições do país, a que mais representa a salvaguarda da Democracia. Bate pesado em Lula e de forma mais leve em Flávio Bolsonaro. O que ela quer mesmo é a chapa Tarcísio de Freitas/Michele Bolsonaro.

  • PODE ACONTECER

    Luis Fernando Veríssimo (*)

    Pode acontecer o seguinte. As revelações sobre o envolvimento de figuras do governo passado em crimes e escândalos chegam a ponto crítico. Civis e militares de graduação inimaginável vêem-se na iminência não de ir para a cadeia, o que contraria os hábitos brasileiros, mas de serem expostos como corruptos, torturadores, etc. O que, sei lá, seria chato. Os protestos contra “revanchismo” não adiantam. É preciso agir para deter a torrente de denúncias que ameaça destruir, na sua fúria persecutória, tudo o que o regime passado deixou de bom. Como, por exemplo, o, a… hm. Bem, é preciso agir. O golpe é decidido num telefonema no meio da noite. Falam em código.

    – Alô, Mão em Cumbuca? Boca na Botija.

    – Fala, Boca.

    – Tudo certo para amanhã?

    – Tudo.

    – Tem certeza?

    – Tenho. Houve resistência, mas o argumento de que até o Antônio Carlos está nas mãos dos comunistas foi decisivo. A maioria aderiu.

    – Quer dizer que…

    – Lá vamos nós outra vez.

    – Será que não há mesmo outro jeito?

    – Bem, se você quer ver nos jornais a história de como você roubava material do seu gabinete para vender…

    – Ssssh!

    – Nunca entendi. Você não se contentava com seu salário de…

    – Sssshh!

    – Tinha que vender os clipes de papel?!

    – E você? E você?

    – O que que tem eu?

    – E o cabaré no porão do

    – Ssshhh!

    – Bom, agora não adianta ficar lamentando. O importante é que ninguém descubra. Como está o plano?

    – Não pode falhar. Cercaremos o Congresso. Os congressistas se renderão. Usando os congressistas como reféns, exigiremos a capitulação do governo e das forças leais a Sarney.

    – Uma vez no poder, censuraremos a imprensa. De novo.

    – Exato.

    – Boa sorte, Mão!

    – Certo, Boca. No dia seguinte.

    – Alô, Mão em Cumbuca?

    – Não tem ninguém aqui com esse codinome.

    – Já vi que não deu certo…

    – É.

    – O que houve?

    – Atacamos o Congresso. Fomos direto ao cerne da democracia. Cercamos o prédio. Entramos para render os congressistas.

    – E?

    – E não encontramos ninguém!

    – O quê?!

    – Bom, para não dizer que não tinha ninguém, tinha uma taquígrafa. Pensamos em usá-la como refém mas acabamos desistindo.

    – Assim não dá!

    – É. É impossível golpear as instituições se elas não estão onde deviam estar!

    – O que vamos fazer agora, Mão?

    – Eu se fosse você dava o fora do país, Boca.

    – E de onde você pensa que eu estou falando, Mão?

    Luis Fernando Veríssimo – 1936/2025.

  • CANAL DO ITAJURU

    Canal do Itajuru – Cabo Frio/RJ – 2023 – Cais da Caieira – Local de partida dos barcos que realizam o transporte para a Ilha do Japonês (ao fundo). Existe um outro ponto, ao lado da “Casa do Príncipe”, que também explora esse serviço, no Bairro da Passagem. Reparem um casco emborcado no canal da Lagoa.

    Fotos e Texto de Antônio José Christovão.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Críticas & Críticas

    A oposição, nas redes sociais, ao governo do prefeito Serginho Azevedo, é na sua quase totalidade provocada por rachas no próprio espectro ideológico da direita: de alguma forma, gente que não se sentiu recompensada pelo apoio dado durante o processo eleitoral de 2024, que elegeu Serginho Azevedo prefeito de Cabo Frio. É uma questão interna, que transborda nas redes sociais.

    No Campo Progressista

    No campo progressista, entendendo-se como tal o PDT, o PT, o PSB, e com muito boa vontade o PSDB e o MDB, apenas o ex-deputado Janio Mendes, líder do PDT em Cabo Frio, tem se posicionado permanentemente com críticas ao governo de Serginho Azevedo (PL).

    O MDB de Marquinho Mendes

    Os sites locais noticiaram que o ex-prefeito Marquinhos Mendes, líder do MDB, estaria procurando outro partido para ser candidato no pleito de outubro de 2026. Marquinho Mendes, não confirmou as notícias de sua saída do partido e parece aguardar momento mais incisivo do ano eleitoral para confirmar possível candidatura.

    A Esquerda

    O PSOL, a Unidade Popular e a Rede Sustentabilidade ainda não lançaram nenhum nome local como candidatos a Assembleia Legislativa (ALERJ) e a Câmara de Deputados Federais. Até aqui a tendência é de desenvolver campanhas por candidaturas de nomes com atuação nacional, como o deputado Gláuber Braga (PSOL), que deve ter o apoio, em Cabo Frio, da Unidade Popular e Heloisa Helena, que deve vir candidata pelo PT, mas tendo por base sua sigla original, a Rede.

    Quem paga a conta?

    Em Búzios, município com eleitorado relativamente pequeno, o prefeito Alexandre Martins (Republicanos) vai criar mais três subsecretarias, aumentando a burocracia e criando novos cargos e encargos. É evidente, com mais custos a serem pagos pelos cidadãos-contribuintes da cidade. Tudo isso de olho espichado nas eleições de outubro.

    Chuvas, Alagamentos e o Desgaste

    Os prefeitos tem perdido muitos pontos junto a opinião pública em função das chuvas torrenciais e o despreparo das cidades para lidar com esse problema, que se agrava como consequência do aquecimento global. São muitos anos de ocupações em áreas de risco, em decorrência da falta de políticas públicas no campo habitacional. Seguidos alagamentos provocados pelo baixo investimento nas galerias de águas pluviais e na própria defesa civil etc.

    Chover no Molhado

    Fica claro, que o problema vai muito além da crítica oportunista voltada para desgaste dos adversários de ocasião, ganhos políticos e eleitorais, sem que se mexa numa questão básica: é preciso mudar profundamente o planejamento das administrações municipais, levando-se em conta a questão do aquecimento global e suas consequências para a população. Caso contrário resta continuar a “chover no molhado”

  • NÃO TENHA MEDO DE PERDER PESSOAS

    Cláudio Leitão (*)

    Não tenha medo de perder pessoas que não gostam de ouvir verdades a não ser aquelas que elas acreditam ser únicas. Não tenha medo de perder pessoas que não conseguem conviver com críticas e as respondem com mentiras e ataques pessoais. Não tenha medo de perder pessoas que se acham arautos da ética, que se acham melhores do que você e não são.

    Não tenha medo de perder pessoas que desdenham e não respeitam os seus semelhantes ou os mais humildes. Não tenha medo de perder pessoas que não tem a capacidade ou a humildade do sentimento da gratidão. Não tenha medo de perder pessoas que colocam o dinheiro e a posição social acima da solidariedade e do respeito ao ser humano. Não tenha medo de perder pessoas que maltratam animais e que os abandonam quando doentes ou idosos.

    Não tenha medo de perder pessoas que tenham preconceitos de qualquer natureza e se vangloriam disso. Não tenha medo de perder pessoas que apresentam comportamento misógino, homofóbico, etarista e capacitista. Não tenha medo de perder pessoas que criticam a corrupção, mas tem o seu corrupto de estimação. Não tenha medo de perder pessoas que desvalorizam a ciência, a racionalidade da vida e acreditam em mitos. Não tenha medo de perder pessoas que falam mal de todo mundo. Um dia ela também falará mal de você.

    Não tenha medo de perder pessoas que não gostam de arte, música, livros e cultura de maneira geral. Não tenha medo de perder pessoas que jamais pedem desculpas pelos seus erros e injustiças praticadas. Não tenha medo de perder pessoas que não tem empatia e não se compadecem com a dor do próximo. Não tenha medo de perder pessoas que não se sentem indignadas quando injustiças são praticadas, principalmente contra os mais humildes.

    Não tenha medo de perder pessoas que defendem uma moral conservadora em público, mas no privado se comportam de forma contrária. Não tenha medo de perder pessoas que apenas emanam ódio e rancor e não tem a capacidade de amar a vida. Não tenha medo de perder pessoas que não respeitam o meio ambiente e não reconhecem a sua importância como bem coletivo.

    Não tenha medo de perder pessoas que usam a religião para diminuir, excluir e segregar as outras. Não tenha medo de perder pessoas que dizem que sua bandeira jamais será vermelha. Essa é a cor da bandeira de vários países sérios e importantes. Essa é a cor do sangue. A cor da luta. Não tenha medo de perder pessoas que torcem pelo Flamengo, rsrs ! Esta frase é só uma brincadeira para descontrair.

    Não tenha medo de perder pessoas. Tenha medo de perder a si mesmo.
    O mundo gira e novas pessoas surgem na sua vida.
    Não tenha medo de ter sonhos e ser feliz em qualquer fase da vida !!

    (*) Claudio Leitão é Economista e Professor de História.

  • JAPÃO VIA GRÉCIA

    Arthur Dapieve (*)

    Do ônibus a caminho do palácio de Cnossos, em Creta, avistava-se a placa nos antigos limites de Heraklion. Ela dizia “alguma coisa Nikos Kazantzakis”. Depois de três semanas na Grécia, a gente consegue ler o alfabeto local, ainda que quase sempre sem saber o que as letras informam. De “Nikos Kazantzakis”, porém, eu tinha certeza.

    Também sabia que, por ter sido excomungado pela Igreja Ortodoxa Grega, contrariada pelo livro “A última tentação de Cristo”, Kazantzakis havia sido sepultado isoladamente, sobre um bastião nas muralhas de Heraklion, em 1957. Havia a chance, portanto, de “alguma coisa” significar “túmulo de”. Saltamos ali na volta de Cnossos.

    Em meio a uma pracinha árida, lá estava o túmulo de Kazantzakis: uma pedra escura, uma lápide branca, uma cruz singela, formada por galhos secos. A solidão era indizível, embora um jovem casal namorasse num dos banquinhos próximos. Na lápide, o mais belo epitáfio que conheço: “Eu nada espero. Eu nada temo. Eu sou livre.”

    Nove anos antes, cobrindo o Festival de Veneza para o “Jornal do Brasil”, eu ficara impressionado com a profunda religiosidade do filme que Martin Scorsese — um ex-seminarista — fizera baseado em “A última tentação de Cristo”. Enquanto isso, a sala de projeção era protegida de fundamentalistas cristãos por um cinturão de carabinieri.

    Na viagem de volta, eu comprara a edição americana do livro e reforçara a desconfiança sobre o que de fato incomodava as igrejas (a Católica também o colocara no índex). Não, não era o envolvimento de Cristo com mulheres (a tentação do título, superada) e sim o papel de Judas, que o trai para que se cumpra a Palavra (uma seita herética da Idade Média chegava quase a considerá-lo o verdadeiro Messias).

    Na orelha da recém-lançada edição da Grua para o romance “O capitão Mihális”, passado durante uma rebelião de Creta contra o Império Otomano, em 1889, o poeta Alexei Bueno enaltece a força e a coerência do conjunto da obra de Kazantzakis e o define: “Intrinsecamente um místico, mas assombrado pela solidão trágica do homem, sua visão do mundo se aproxima do que poderíamos chamar de niilismo heroico”.

    A Grécia, aqui e agora, é uma escala em mais um dos meus retornos ao Japão. O próprio Bueno me deu outra dica kazantzakiana, semanas atrás: o escritor viajara ao país e à China, registrando a sua experiência em livro. Na verdade, ele viajara duas vezes. A primeira em 1935 e a outra no ano de sua morte, aos 74 anos, por leucemia. Sua segunda mulher, Eleni, o acompanhou na despedida do Oriente e da vida, recolheu trechinhos do diário do marido e os comentou, num longo adendo ao livro original.

    Consegui uma edição americana usada, “Japan China — A journal of two voyages to the Far East”. Admito que não foi sem temor que comecei a leitura: apesar de o militarismo nipônico já estar em marcha ao menos desde a invasão da Manchúria, em 1931, Kazantzakis conhecera o orgulhoso Japão antes da Segunda Guerra Mundial; seria eu capaz de reconhecê-lo de minhas viagens? O temor era tolo, claro. Uma das coisas que caracteriza o país é justamente a coexistência entre passado e presente.

    Kazantzakis descreveu, por exemplo, uma cena numa ponte de Osaka. Dois ciclistas colidiram e caíram no chão. Ele parou e aguardou a briga. Os dois japoneses se levantaram, sacudiram a poeira das roupas, tiraram seus chapéus, se cumprimentaram em silêncio e seguiram suas vidas. “O Japão transborda de pessoas”, escreveu o grego. “A existência em comum seria intolerável se lhes faltasse polidez.” Eu vi os avisos nas estações de trem, pedindo para que não se deixe malas atrapalharem o trânsito alheio.
    Sendo grego, Kazantzakis estava particularmente atento ao sentimento trágico no dia a dia da outra nação, também acossada por vulcões, terremotos, maremotos. Ainda no navio, ele notou como os japoneses riam o tempo todo. “A tragédia não teria nascido (…) se a comédia não tivesse nascido no mesmo momento”, refletiu. “Elas são irmãs gêmeas. Só quem sente a tragédia da vida pode sentir o poder redentor do riso.”

    Sendo místico, Kazantzakis também se interessava pela relação que aquela gente estoica tinha com o transcendente. Ficou impressionado com o modo como os japoneses adaptaram o budismo, importado da Índia via China, ao xintoísmo nativo, fundado no culto aos ancestrais. “Por que um homem deveria temer a morte se acredita que após morrer ele se funde com toda a sua raça e se torna imortal?”, pensou.

    Sendo um esteta, Kazantzakis via uma similaridade principal entre o Japão e o seu próprio país, ao menos o seu país na Antiguidade. “Mesmo a menor das coisas a surgir das mãos do homem para ser usada na vida cotidiana é uma obra de arte, feita com amor e graça”, escreveu na despedida de 1935. Enfim, o grego viu o que qualquer um que visite o Japão no século XXI ainda vê: um povo ocupado em embelezar a vida e dignificar a morte. Só que a sua admiração se expressou numa prosa superior.

    (*) Jornalista e Escritor.

  • MAR DE CABO FRIO/RJ

    Mar de Cabo Frio – 2023 – Antônio José Christovão.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    PT & PSOL

    Por 47 votos a 15, Federação com o PT acaba de ser derrotada no Diretório Nacional do PSOL. Afinal, tratava-se de uma Federação entre socialistas e social-democratas ou apenas uma aliança entre social-democratas, isto é, com o mesmo conteúdo político e ideológico e apenas algumas nuances de diferença?

    Sanduiche de pão com pão

    O debate estava sonolento na Sociedade Musical Santa Helena quando foi sugerida a Hilton Massa uma possível coligação sua com Claudionor Muniz, ambos candidatos a prefeito de Cabo Frio. Hilton Massa, de bom humor, disse, provocando risadas entre os presentes: “sanduiche de pão com pão”, no caso, entre dois candidatos conservadores e com pouquíssimos votos.

    Filósofo

    Uma ex-aluna, hoje professora das redes públicas, municipal e estadual escreveu essa semana nas redes sociais da Internet, que o professor Babade (José Américo Trindade), um craque da História, um dia lhe disse que “no fundo do poço tem um alçapão”. A professora referia-se a educação pública municipal e estadual. Babade virou filósofo?

    A Ponte descaralhada

    As campanhas eleitorais, principalmente os comícios, sempre geraram muitas situações engraçadas. Quando a Ponte Feliciano Sodré estava sendo duplicada, no primeiro governo de José Bonifácio, um comício estava sendo realizado ali no Largo de Santo Antônio, praticamente ao lado da obra. Pois bem, um dos candidatos a prefeito, se entusiasmou demais e criticou o prefeito por estar “descaralhando a ponte”, quando os operários estavam apenas raspando pra depois pintar.

    Fernando Chagas

    Um dos gestores do Instituto AbraPalavra, ganhador do Prêmio Jabuti/2025, o mais importante da Literatura Brasileira, Fernando Chagas foi secretário municipal de cultura, de Cabo Frio. Quando vem por aqui, violonista que é, não deixa de brindar os amigos com o seu talento, particularmente com o “Trenzinho Caipira”, de Villa-Lobos.

    Tatiana Carlotti/Opera Mundi

    O ex-ministro Franklin Martins é retido em aeroporto do Panamá e deportado ao Brasil

    Franklin Martins relata que autoridades panamenhas reconheceram erro e pediram desculpas; chanceleres de ambos os países conversaram sobre episódio.

    O ex-ministro Franklin Martins foi detido no Aeroporto Internacional de Tocumen, na Cidade do Panamá, na madrugada da última sexta-feira (06/03) enquanto realizava uma conexão para a Cidade da Guatemala, onde participaria de um seminário universitário.

    Ao desembarcar no aeroporto, seu passaporte foi retido e ele foi submetido a um interrogatório. Após um tempo de espera, um agente informou que ele não poderia seguir viagem e que seria deportado para o Brasil. Franklin pediu que as autoridades panamenhas entrassem em contato com a Embaixada do Brasil ou permitissem que ele próprio ligasse, mas o pedido foi negado. Não houve explicações sobre os motivos da deportação.

    Opera Mundi, o ex-ministro relatou que o Itamaraty interveio diplomaticamente. O chanceler brasileiro Mauro Vieira entrou em contato com o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez. As autoridades panamenhas reconheceram que houve um erro e pediram desculpas – resposta formal que deve ser divulgada nas próximas horas.

    ‘Tempos turbulentos’

    O ministro destacou que durante o interrogatório os policiais demonstraram especial interesse em uma prisão sofrida por ele, em 1968, durante a ditadura militar brasileira. Ele afirmou aos policiais que se tratava de uma prisão por motivos políticos, ligada à luta contra o regime militar, e não um crime comum.

    Em 1969, Franklin participou do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, realizado pela Ação Libertadora Nacional e pelo Movimento Revolucionário 8 de Outubro, para garantir a libertação de presos políticos.

    “Claro que esse é o motivo”, disse, ao acrescentar que o episódio não foi citado e que, provavelmente, seu nome apareceu durante o cruzamento de informações das bases de dados panamenhas e norte-americanas, cuja cooperação é intensa.

    Ele também mencionou ter ouvido dos agentes sobre o endurecimento da lei migratória panamense de 2008 , após um decreto presidencial emitido no ano passado. Franklin diz não acreditar em perseguição pessoal, mas considera o episódio “um sinal dos tempos turbulentos que estamos vivendo”.

    Detido (ou retido) no aeroporto do Panamá e deportado de volta para o Brasil

    No dia 6 de março de 2026, pouco depois da 1h da madrugada, deixei o aeroporto do Galeão a bordo de um avião da Copa Airlines. Meu destino final era a Cidade da Guatemala, onde participaria durante três dias de um seminário promovido pela iniciativa “Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas”, na Universidade Rafael Landívar. No trajeto, faria uma conexão na Cidade do Panamá.

    Lá chegamos por volta das 6h. O voo para a capital da Guatemala deveria sair duas horas e meia depois. Ao desembarcar do avião, no final do “finger” que dava para a entrada da área internacional do aeroporto, dois policiais à paisana pediam aos passageiros seus passaportes, que eram examinados rapidamente e devolvidos. Quando entreguei meu documento, um dos agentes dirigiu-se ao seu colega (provavelmente seu superior) e entregou-lhe o passaporte. Imediatamente o policial pediu-me que o acompanhasse. Perguntei-lhe o motivo. Respondeu apenas que precisava fazer uma entrevista comigo.

    Levou-me até as dependências de uma área fechada, ainda na parte internacional do aeroporto, que não possuía qualquer identificação. Ao chegarmos, pediu que eu me sentasse numa cadeira em frente à mesa e dirigiu-se à sala ao lado. Falou com alguém e voltou em poucos minutos. Os dois ambientes eram separados por uma grande parede de vidro. Através dela, os chefes dos interrogadores e outros policiais, sem serem vistos pelo interrogado, poderiam acompanhar tudo que estava acontecendo e sendo dito na sala ao lado.

    O agente pediu-me que preenchesse um documento com meus dados (nome, profissão, idade, endereço, motivo da viagem, se já tinha sido preso, motivo da prisão etc). Perguntei a razão da entrevista e ele não quis responder. Disse que era um procedimento padrão autorizado pela lei de migração de 2008 e que depois me daria outras informações. E começou a fazer perguntas que, de um modo geral, apenas repetiam o que já estava informado no documento que eu havia preenchido. Pediu-me provas de que eu iria participar de um seminário numa universidade da Guatemala. Mostrei-lhe a programação, que ele fotografou. Tirou fotos minhas também e colheu minhas impressões digitais três vezes.

    Visivelmente, o policial estava querendo ganhar tempo. Deteve-se especialmente no item da minha prisão em 1968, em Ibiúna. Preferi não entrar em detalhes. Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado durante 21 anos contra ela – e isso não era um crime, mas um dever para os democratas. Depois de mais algumas perguntas sem importância, pediu-me que aguardasse. Entrou na sala ao lado, separada da dependência em que estávamos pela grande parede de vidro. E não voltou mais.

    Depois de uns 20 minutos sozinho na sala, preocupado com a possibilidade de perder o voo do Panamá para a Guatemala, que sairia às oito e pouco da manhã, bati na porta várias vezes. Não responderam. Pouco depois, outro policial veio falar comigo. Disse que meu caso tinha sido decidido por seus superiores. Eu não poderia viajar para a Guatemala. Seria deportado de volta para o Brasil no primeiro voo com destino ao Rio de Janeiro.

    Perguntei-lhe a razão. Ele tampouco explicou claramente. Como seu colega, voltou a falar na Lei de Migração de 2008. Disse que ela determinava que estrangeiros não poderiam entrar no Panamá ou fazer conexões para outros países através do Panamá se tivessem cometido crimes considerados graves, como tráfico de drogas, crimes financeiros, assassinatos, sequestros etc. Mais uma vez afirmei que não havia cometido crime algum, mas lutado contra uma ditadura. E me orgulhava disso.

    Pedi então que eles entrassem em contato com a Embaixada do Brasil ou me permitissem fazer uma ligação telefônica para nossa representação diplomática. O policial respondeu que não fariam isso. Alegou que se tratava de uma decisão soberana e exclusiva das autoridades panamenhas.

    Por volta das 10h, deixei a sala acompanhado por dois policiais – sem identificação, mas provavelmente integrantes da Policía Nacional – e fui levado para o andar de baixo, sendo confinado numa sala de Migración de Panamá, ao lado dos guichês de controle dos passaportes dos viajantes. Lá fiquei por mais quatro horas sem qualquer explicação. Novamente, fui fotografado de frente e perfil. Colheram por duas vezes minhas impressões digitais.

    Pelo menos, os funcionários da Migración eram mais sociáveis. Permitiram que eu fosse ao banheiro. Autorizaram a compra de um hamburguer na hora do almoço. Ajudaram a recarregar meu celular. E procuraram mostrar simpatia, dando a entender que sabiam que, às vezes, erros eram cometidos com os “retenidos”. Voltaram a falar na Lei de 2008, mas deixaram escapar que sua aplicação havia se tornado mais rígida depois de decretos recentes do governo. Em 2025, os Estados Unidos e o Panamá assinaram acordos bastante abrangentes na área da segurança.

    Pouco depois das 14h, outro funcionário da Migración, levando meu passaporte e a passagem da Copa Airlines da Cidade do Panamá para o Rio de Janeiro, acompanhou-me até o portão de embarque. O documento foi entregue à chefe dos comissários de bordo, com a determinação de que só me fosse devolvido no Rio. Ao chegarmos na Cidade Maravilhosa, a aeromoça entregou-o a uma funcionária brasileira da Copa Airlines, que me acompanhou até a sala da Polícia Federal ao lado dos guichês de controle dos passaportes. Em um minuto, recebi de volta o documento.

    Uma observação final: é evidente que não se tratou de uma operação fortuita. Ela foi planejada, provavelmente a partir do cruzamento de informações das bases de dados panamenhas e/ou norte-americanas – a cooperação entre os órgãos de segurança dos dois países é intensa – com os nomes dos passageiros do voo. Não creio que se tratou de uma perseguição à minha pessoa. Devem estar adotando esse procedimento como um padrão. Talvez seja um sinal dos tempos turbulentos que estamos vivendo.

    Será que quem lutou contra a ditadura militar no Brasil e, em algum momento, foi condenado pelos tribunais militares daquela época, não deve ser alertado se for visitar o Panamá ou mesmo fazer uma conexão para outro país? Não seria o caso do governo brasileiro, através de seus representantes diplomáticos, conversar sobre esses abusos com as autoridades panamenhas?

    (*) Franklin Martins – Jornalista/Escritor.

  • AS FILHAS DE LILITH

    Júnia Rocha (*)

    Foi num dia nublado entristecido que ela se deu conta.

    Calada e contida, espreitava o mundo de sua janela. A todos agradava, era gentileza e simpatia. Não sabia importunar, em tudo concordava. Pacífica, complacente e comedida. Piedosa que só, altruísta. Eis que a forjaram boazinha.

    Muito cedo a ensinaram sobre os sinônimos de aprovação, sobre fechar as pernas, sobre rir baixo, sobre manter o cabelo preso, sobre usar cores pálidas, entre tantos outros códigos comportamentais impostos. A opressão sobre o feminino o estrangulando com seus tentáculos.

    Ela havia aprendido sobre a linearidade do tempo, sobre uma forma única de entender o mundo. E acreditou que ele fosse fixo assim, por muito tempo se manteve encolhida naquele espaço de limite traçado onde não cabia o atrevimento de suas indagações.

    Mas o que ela não sabia era que havia uma natureza nata pulsante que a conduzia para si e que se dava para além de suas percepções conscientes. Era alguma coisa latente que ela sem escolher farejava. Sua força de fêmea a impelia para esse lugar. Ela teria que haver-se com ela, observar seu rosto transfigurado no espelho, desconhecer-se, estranhar-se, assustar-se com o que fizera de si, com o que permitira que fosse feito de si. Foi preciso perder-se no labirinto dos caminhos enganosos, foi preciso afogar-se na “má água” de suas fontes contaminadas de equívocos. Foi preciso que lhe sufocassem o ar para que recuperasse o último fôlego de vida.

    Foi num dia nublado entristecido que Eva entendeu quem era.

    Eva se viu costela de Adão. Eva lembrou de todos os silenciamentos, de todos os dedos apontados em julgamento em sinal de recriminação, lembrou de todos os papéis a ela atribuídos, como desempenhar modelos domésticos de esposa e mãe. Eva não tinha querer, Eva só consentia, Eva era um ser servil dentro do espectro da conveniência machista. Eva se viu numa sociedade de homens, conservadorista, que podava sua atuação na construção de sua história e de sua cidadania. E, perplexa, enxergou todos os mecanismos coercitivos com que a subjugaram, toda forma de violência moral e sexual com que a sujeitaram, todos os sonhos pueris de afeto traídos pela pornografia do abuso, toda injustiça praticada contra seus talentos desvalorizados, toda sua identidade corrompida por regras que anularam sua autenticidade, toda potência de sua sensibilidade transformada em fragilidade com intuito de enfraquecê-la. Eva reconheceu que o seu poder fora usurpado.

    Então, Eva chorou um pranto de cachoeira, torrentes de dores desaguaram sobre pedras irregulares e pontiagudas arrastando tudo o que encontrava pela frente, despejando tormentos inexprimíveis no precipício dos rios e no abismo de todos os mares. Neste dia, o mar agitou-se por todo o continente, ondas ressacadas inundaram costas e submergiram ilhas e aldeias longínquas. Eva viu esvaírem-se todas as suas certezas e arrancadas as máscaras de sua persona. Mas o planeta sinalizou arco-íris em meio à tempestade e ela quis descobrir quem era.

    Foi num dia nublado entristecido que Eva rebelou-se e despediu-se do paraíso.

    E numa busca desenfreada, ela seguiu ao encontro de todas as suas partes despedaçadas. E foi aprendendo com a alegria inocente da sua menina e com a raiva legítima de suas contrariedades. Apaixonou-se por si mesma quando adentrou na estrada de sua solitude e surpreendeu-se com a intensidade amorosa de seu próprio amparo e acolhida. Aprendeu a exorcizar monstros imaginários ao deixar para trás as cavernas do obscurantismo, ousando caminhar pelo portal das infinitas possibilidades.

    E foi assim que as primeiras lutas foram travadas, tratava-se de suas batalhas internas, de recuperar tudo o que lhe fora negado, de resgatar das profundezas suas genuínas verdades consentindo que resplandecessem.

    Foi num dia nublado não mais entristecido que, feito uma miragem, apareceu-lhe Lilith revelando-lhe a face.

    E Lilith dançou para Eva com os quadris em rebolado, incitando-a, provocando-a, gargalhando seu riso desavergonhado, exalando aromas de mistérios, evocando a memória primitiva de sua ancestralidade, de forma tão visceral, tão naturalmente selvagem a ponto de libertar Eva de sua alma aprisionada, fundindo-se a ela com a sua alquimia mágica.

    Desde então, para todo lado surgem Filhas de Lilith povoando a Terra, conquistando espaços, mijando calçadas, descabeladas, coloridas, desbocadas, reclamando direitos, acumulando vitórias, denunciando crueldades, revendo valores, reposicionando lugares, fincando novas bandeiras, marcando territórios, donas de si, sabedoras das marcas das infinitas cicatrizes que lhes sangraram o peito e lhes trouxeram aqui, resistindo pelas vozes que foram amortecidas e silenciadas, sendo farol de esperança de um novo tempo inaugurado.

    Foi num dia ensolarado que, uma mulher, embuída de sua inteireza, de seu renascer e do desabrochar de sua humanidade, proclamou para os quatro cantos da Terra seu próprio grito de liberdade.

    (*) Junia Rocha é Prifessora, Pesquisadora e Escritora.

  • VIGIA DO FORTE SÃO MATHEUS – CABO FRIO – RJ

    Vigia do Forte São Matheus – 2023 – Cabo Frio/RJ – Antônio José Christovão.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Não quero choro nem vela – A Vaquinha

    Olá! A vaquinha “Colabore com o espetáculo Não Quero Choro nem Vela” precisa do seu apoio. Contribua fazendo uma doação ou compartilhando com seus contatos. Toda ajuda faz a diferença! https://www.vakinha.com.br/5957790?utm_campaign=whatsapp&utm_medium=website&utm_content=5957790&utm_source=social-shares

    Vida & Poesia de Noel Rosa

    A vida, a poesia e o legado de um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira ganham os palcos no espetáculo teatral musicado “Não Quero Choro Nem Vela: Vida e obra de Noel Rosa”, que estreia no dia 20 de março de 2026, às 20 horas, no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro d’Aldeia (RJ).

    Cabo Frio continua sem Teatro

    Esse belíssimo espetáculo sobre a vida e a poesia de Noel Rosa estreia no Teatro Municipal Átila Costa, na cidade vizinha de São Pedro da Aldeia, porque aqui em Cabo Frio vamos completar uma década sem o Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb. O estádio de futebol, conhecido como “Correão” já foi reformado e reinaugurado. É impossível compreender as escolhas do governo.

    Semana 8M no IFF/Cabo Frio

    A semana 8M no IFF Campus Cabo Frio – “Ocupar, lutar, cuidar” – acontece entre os dias 9 e 13 de março, tendo como objetivo propor reflexão e ação sobre corpo, direito e enfrentamento a violências, através de mesas-redondas, oficinas e palestras, fortalecendo o diálogo, escuta e protagonismo. A programação inclui ainda atividades ligadas à dança, arte, futebol e defesa pessoal: um convite para ocupar espaços, lutar por direitos e cuidar de si e do outro.

    Falta de respeito

    O problema entre empresas de prestação de serviços, concessionárias e as prefeituras se arrastam pelas cidades brasileiras. As empresas de telefonia penduram seus fios de qualquer jeito, formando uma “massaroca”, que enfeia as cidades, deixando as prefeituras o trabalho de retirar. Faturam alto, deixando o ônus para o poder público.

    Falta de respeito 2

    Acontece também com as concessionárias de energia, gás e fornecimento de água e tratamento de esgoto. Falta cronograma, coordenação entre o público e o privado e sobra desleixo e desrespeito com aqueles brasileiros que trabalham duro, pagam seus impostos e percebem que o percentual de retorno é pequeno.

    Praia do Siqueira

    A orla da Praia do Siqueira, considerado o mais belo por do sol de toda a Região dos Lagos, está precisando ao menos de uma “guaribada” por parte da Prefeitura. A orla precisa ser reurbanizada, mas enquanto a “grande obra de reurbanização” não vem a área precisa de limpeza e manutenção. A conferir!

    Avanço sobre áreas públicas

    A Prefeitura bem que poderia criar cursos, ensinando aos empresários, que existem definições específicas para o que é privado e o que é público. Infelizmente, se verifica em tempo quase integral empresários avançando sobre áreas públicas, que, obviamente não pertencem a eles e dane-se o cidadão-contribuinte, que vai perdendo o espaço que é seu. A Prefeitura precisa ser mais dura com quem quer ganhar na marra o espaço que é público.

    Buracos & Tapetinho

    O último governo de José Bonifácio sofreu grande desgaste junto a opinião pública em função da campanha oposicionista sobre os buracos nas ruas da cidade: o então prefeito alegava que primeiro era necessário sanear as finanças municipais. O prefeito não teve tempo para concluir seu projeto de saneamento das finanças, mas o deixou bem estruturado.

    Taxa do Lixo

    Depois do desastre do governo de Magdala Furtado, Serginho Azevedo se elegeu, com quase 70% dos votos e criou o “efeito tapetinho”, que a sua comunicação social soube aproveitar muito bem, mas todo governo tem o ponto crucial de desgaste. Serginho Azevedo apanha com a criação da Taxa do Lixo. Qual a solução que o governo vai encaminhar?

  • MISTICISMO HUMORÍSTICO

    Eça de Queiroz (*)

    Voltei. É agora que as toutinegras emigram. Andei pelos campos neste ar desfalecido do Inverno outonal.

    Agora o azul está indolentemente belo. Tem quase uma irônica serenidade. E o azul intenso, frio, triunfante. Tem a luz, a beleza, a força, a inefabilidade. Agora a luz enternecida dos campos arrasta-se pelas grandes águas quietas e pálidas, onde o vento revolve e espalha a agonia das folhas.

    Quando voltava, vi uma casa pequena, esbranquiçada, escondida entre as bênçãos indolentes das árvores. Tinha a serena quietação de quem tem ouvido segredos extáticos e era triste e religiosa como a entrada amarelecida de um convento católico. Havia uma corrente de água delgada que fazia claras murmurações, e era como o acompanhamento, natural e melódico, de uma écloga latina. Entre as árvores estava um banco solitário onde o musgo se dependurava. Nas plantas, nas clematites, nas trepadeiras que o cercavam, havia um murmúrio como de vozes distantes que contam felicidades perdidas. A pedra escura e molhada do banco tinha a tristeza das pedras do cemitério à luz consoladora, purificadora e branca que cai dos céus outonais.

    Agora, ali sobre aquele banco dorme estirada a grande luz do Sol, e à noite o luar, porque já não há naquela casa namorados contemplativos, que venham de noite ou à sesta despertar para se poderem sentar — aqueles dormentes de luz.
    Aquela casa abandonada faz lembrar amores místicos: e quando se vê à luz dolente do escurecer, faz subir do coração como um sabor de beijos antigos e esquecidos.

    As árvores erguiam em atitudes violentas e proféticas os seus braços nus, engelhados, suplicantes para o frio azul, esperando no entorpecimento a fermentação violenta das seivas. Os ramos frios e nítidos deixavam passar indiferentes, sem as suspender, sem as acariciar, as moles nudezas das nuvens.

    Toda a Natureza no tempo dos frios está impassível e sonolenta.

    Passei por um cemitério. Andava um coveiro abrindo covas. Tinha um rosto inerte e animal. A luz dissipava-se. E uma estrela, que se chama Vênus, luzia metálica, ardente, desejosa, lancinante, num fundo sinistro de ramagens.

    O coveiro é um semeador. Semeia corpos. Somente não tem esperança nem o amor das colheitas. Quem ceifará aquela plantação crescida? Quem sabe se os corpos que se atiram a vala, sementes fúnebres, se abrem, lá em cima, em searas divinas de que nós apenas vemos a ponta das raízes que são as estrelas? Mas não. A alma morre. O corpo revive e dissipa-se na matéria enorme.

    E na alma que estão as más vontades, os negros remorsos, as lacerações do mal: o corpo desce livre, novo e são para as uberdades limosas das covas.

    Quando chega o último frio, ódios, amores, tristezas, invejas, melancolias, desejos, todos cansados das lutas e da vida, dizem à Natureza como gladiadores vencidos: “Os que vão morrer saúdam- te!” E morrem. A vida e o seu suplício é absorvida na insensibilidade da Natureza, no silêncio perpétuo, na força fatal e cega. E a matéria vai pelos ares, pelas planícies, amolece-se nas sombras, vivifica-se nos raios claros, e rochedo, floresta, torrente, fluido, vapor, ruído, movimento, estremecimento confuso do corpo de Cibele: e a matéria sente a vida universal, a palpitação do átomo debaixo da forma, sente-se banhada pelas claridades suaves e pelos cheiros dos fenos, sente-se impelida para a luz magnética dos astros e dilacerada nos ásperos movimentos da terra. A matéria tem a consciência augusta da sua vitalidade. E assim, sob a tua impassibilidade, há uma angústia imensa, uma vida ardente, impiedosa, uma alma terrível, ó formidável Natureza!

    A noite descia: caía de cima uma claridade láctea: pesava um austero e lento silêncio: a larga brancura celeste era gloriosa; os pastores desciam com os rebanhos lentos, balando; havia pelo ar uma bondade indefinida, uma virtude fluida: eu lembrava-me dos Elísios olímpicos e mitológicos onde, na claridade, passam as sombras heroicas, serenas, brancas, leves, levadas por um vento divino. Claridades sem sol!

    Eu ia, escutando os passos da doce noite que vinha caminhando. Ia- me afundando no tédio como um navio roto numa maré do equinócio. Enchiam-me a alma crepúsculos brancos. Entrei no grande arvoredo negro. Àquelas horas, os linfáticos, os inocentes, os místicos, encontram nos arvoredos languidezas e elevações ascéticas. Mas eu tremia entre a ramaria inquieta como um mar, misteriosa como um firmamento — tremia como um homem medroso que visse erguer-se um mono. Toda aquela negra decoração de ramos torcidos, de folhagens lívidas, de silêncios, enchia-me de um terror profundo e trivial. A luz dissipada e transfiguradora do ocaso dava aos troncos um estranho aspecto de lutadores, vindos do sangue e dos incêndios: os sinos distantes eram como vozes indefinidas de miséria e de dor.

    Passava um vento incessante e perseguidor. Os mochos voavam, e as águas sonoras eram como vozes vingativas e trágicas. A Lua entorpecida passava por detrás da estacada de ramos. O vento era rouco e lento como um canto católico de ofícios. E o grasnar lento e arrastado dos corvos parecia uma ladainha bárbara de padres. As árvores doentias rangiam ao vento hibernal, o ar estava diáfano, lácteo e mortuário. As estrelas que apareciam tinham o olhar lancinante.

    Cheguei à estalagem. Embaixo na lareira um magro fogo lambia as fuligens. A luz do meu quarto tinha a lividez dos círios, e o espelho tinha reflexos pálidos, como de sombras mitológicas que passassem. Ouviam-se os lobos.

    Lembravam-me então as outras noites, claras, doces, lentas, em que o céu derrama sonolências; então também eu ia por entre as árvores e ouvia ondas sonoras de cantigas, que o vento fazia retinir através da bruma, entre o acre cheiro das eflorescências.

    Aquelas vozes claras eram doces, santas, saídas de cristais, como veladas por um luar.

    Eram como claridades sonoras de estrelas. Era uma multidão de formas divinas que assim cantavam, divindades feéricas, willis, nixes, peris, fadas, que passavam ligeiras sem despertar os ramos adormecidos. Aquelas nudezas celestes, filhas do fogo, flores do mal, ondas do ar, entrelaçavam-se, dançando nas obscuridades, que as cintilações estelares franjavam de palidezas. No meio dos nevoeiros humanos elas faziam resplandecer diante dos olhos as visões paradisíacas, as criaturas siderais de lânguidos misticismos. Elas iam naqueles enlaçamentos, brancas e louras, cheias de lirismo, com os pés vermelhos e magoados de terem pisado auroras, iam, pousando nos jacintos, nos mirtos, nas rosas bárbaras cheias de sangue radioso, iam rolando sobre a brancura soluçante dos lírios e a sua voz triste subia por entre o azul lácteo para a Lua chorosa.

    Quando assim estava no quarto da estalagem, inerte como uma múmia, pensando nestas coisas, vi repentinamente através das vidraças a Lua aparecer-me.

    Mas não era aquela pura e imaculada Lua cor de opala — que derrama brancuras, como se através do azul caíssem lírios. Era uma Lua metálica, fria, hostil, material como uma moeda de ouro nova.

    Ela aparecia-me mortuária e lívida como uma sombra finada, que se ergue às grades de um adro. E o seu olhar, lancinante e rápido, estava cheio das minhas agonias…

    Ora nessa estalagem encontrei um amigo, antigo camarada, que se tinha feito saltimbanco.

    Fez bem. Cansado dos pedantes, dos burgueses, dos ventres mercantis, dos imbecis afogados em gordura, fez-se saltimbanco e vive entre os palhaços. Faz farsas coberto de farrapos luzentes, engole espadas, dança farto de vinho como um Sileno.

    Dorme numa capa esfarrapada, com a nuca sobre um tambor, à frescura das estrelas e sob a bondade dos luares.

    Às vezes tem frio e fome e gela nuns calções feitos de veludilho e de galões de ouro. Anda errante de vila em vila e a populaça da lama admira-o cingido do seu diadema de metal luzente. Dança sobre a corda, e os seus gestos e as suas musculaturas fazem soluçar de desejos as gitanas e as feiticeiras. Que lhe importam as grandezas e as materialidades felizes?

    Ele tem a multidão extática e enlevada nos giros dos seus sapatos, e tem uma bem-amada de tranças tão compridas como os ramos de um chorão e aneladas e fortes como negros penachos de voluptuosidade, e a sua testa tem um reflexo de luar, de mármore e de espelho: e tem um belo seio de formas bárbaras.

    Ele pula à noite, no circo aluminado, enquanto as toutinegras cantam nos canaviais. Ele faz girar vinte punhais de cobre em volta da cabeça num círculo puro e sonoro. E a multidão, um dia, vendo aquele diadema terrível e faiscante, e o saltimbanco impassível, grave, enfarinhado sob aquela coroa de luz, tomá-lo-á por um ídolo e fá-lo-á igual aos deuses!

    Ele, o meu saltimbaco, tem a alma de ouro e o coração de diamante — e ri-se, ri-se, quando o vento soa como flauta do Inverno, e ao concerto das corujas e das ondas as estrelas dançam.

    A miséria anda-lhe cavando a sepultura. Um dia, abandonado da bem-amada, morrerá sem pão, sem luz, sem calor, sem orações e sem sol. E não sofrerá mais. Viu durante a vida todo um povo curvado, aplaudindo, debaixo dos seus borzeguins. Os tambores e os clarinetes tocarão o dia melhor do saltimbanco, o dia em que morrer: tocarão o seu melhor dia os ferrinhos, os timbales, os clarinetes e os tambores!

    Todas estas coisas se parecem com sonhos. Mas o que é o sonho? O que são as visões? São as atitudes, fantásticas e desmanchadas, que a sombra dá às verdades. Já pensava assim o poeta Li Tai-Pé, que escrevia sobre as coisas santas da China, entre porcelanas e lacas, ao sopro dos nenúfares, vestido de sedas amarelas, perfumado de charão — doce contemplativo, branco diante de um vaso de margaridas!

    (*) Eça de Queiroz – 1845/1900.

  • DIVULGAÇÃO
  • BOCA DA BARRA – CABO FRIO/RJ

    Boca da Barra – Cabo Frio/RJ – 2023 – Antônio José Christovão.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Situação eleitoral complicada

    Daniele Martins, esposa do prefeito Alexandre Martins (Republicanos) é a titular da Secretária da Mulher de Búzios e deve ser a candidata governista a Assembleia Legislativa (ALERJ). Como o eleitorado buziano é bastante pequeno, em comparação, principalmente com Cabo Frio, Araruama e Macaé, além de representar um governo bastante desgastado politicamente, a candidata vai ter que remar bastante. A conferir!

    Falhas geológicas

    O monopólio político do prefeito Serginho Azevedo (PL), na Câmara de Vereadores de Cabo Frio tem sido sacudido por pequenas tremores decorrentes das “falhas geológicas” do sistema. Era previsto na medida em que seria impossível que todos os nobres frequentadores do Plenário Oswaldo Rodrigues tivessem os mesmos candidatos a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.

    Boulevard Canal

    O Boulevard Canal, que de boulevard tem muito pouco ou quase nada, tenta se recuperar como ponto importante para o turismo em Cabo Frio. O investimento privado, entretanto, precisa da cobertura do governo municipal, no campo paisagístico e também da segurança, antiga reclamação dos comerciantes locais.

    Calçadas

    Logo que começou o governo, o prefeito Serginho Azevedo (PL) falou sobre a necessidade de melhoria das calçadas da cidade. Depois, talvez pelos numerosos problemas, esqueceu e nunca mais falou no assunto, ao mesnos com a ênfase necessária. As calçadas são péssimas, quase todas esburacadas e com inclinação inexplicável.

    Calçadas 2

    Inaceitável que, em determinados bairros as calçadas existem apenas como enfeites, porque grande parte das pessoas é obrigada a caminhar pela via pública, podendo ser atropelada aqui, ali e também o velho e desgastado acolá. Brincadeiras a parte, a cidade precisa com urgência de mais civilidade e calçadas decentes são fundamentais.

    Calçadas 3

    Não se trata apenas da ocupação de mesas, cadeiras, em bares e restaurantes, como também por oficinas, agências de motos e automóveis, cujos proprietários devem acreditar que o seu imóvel e negócio pode ocupar toda a extensão da calçada. Ao pedestre resta apenas o conformismo diante da incivilidade ou pode apelar para a autoridade pública responsável?

    Calçadas 4

    A bagunça é tamanha que tem gente que coloca cones e até mesmo cadeiras entre o meio-fio e o asfalto, determinando que o espaço da via pública lhe pertence. O absurdo é tal que cabe imaginar que a pessoa não conhece o sentido da expressão “via pública”. Com muito otimismo podemos imaginar que não saiba a diferença entre o que é privado e o que é público. Não é?

    A ONG Nossa Lagoa Viva cobra da Prefeitura e da Prolagos

    A ONG Nossa Lagoa Viva reclama junto a Secretaria Municipal de Serviços Públicos contra os “serviços de má qualidade prestados no pavimento das ruas no bairro da Siqueira”, cobrando a restituição imediata do pavimento viário no bairro da Praia do Siqueira nos termos da Lei Ordinária Municipal nº3.343/2021, ou seja, “concessionárias de serviços públicos são obrigadas a restituir o pavimento (asfalto ou calçamento) às condições originais”. É o mínimo, que deveria estar sendo cumprido.

  • ENCONTRO EM HOMENAGEM AO POETA CABO-FRIENSE WALDEMIR TERRA CARDOSO

    Luciana G. Rugani (*)

    Terça-feira (24), participei do encontro sobre história e cultura, locais e regionais, organizado pelo escritor, historiador e pesquisador, José Correia, na Capela de São Francisco da Penitência (ao lado do Convento Nossa Senhora dos Anjos) em Cabo Frio. O encontro acontece sempre na última terça-feira de cada mês, de 15:00 às 17:00.

    O tema desta edição foi uma homenagem ao primeiro poeta modernista cabo-friense, Waldemir Terra Cardoso, que morreu em 26/1/1936, aos 24 anos, em decorrência da tuberculose, em Itaipava, onde tentava se recuperar da doença.

    Waldemir Terra Cardoso nasceu em 3/1/1912, em Cabo Frio. Filho de Luiz José Cardoso e de Inayá Garcia Terra Cardoso, Waldemir publicou dois livros: “Borboletas” (1931) e “Zé-tarrafeiro e outros poemas” (1935).
    Waldemir era um poeta de família tradicional, mas, apesar da pouca idade, já havia adquirido uma visão mais aberta, que ia além dos limites dos costumes, dos valores, das crenças e das tradições das famílias mais abastadas e mais tradicionais da cidade. Apaixonou-se por uma moça, também filha de família tradicional, mas o amor dos dois não foi aprovado pelos pais da moça.

    Se voltarmos os olhos ao passado e buscarmos analisar o contexto daquela época, início do século XX, veremos que os valores, as tradições e os preconceitos eram ainda muito arraigados. As moças, quando crianças, costumavam ser predestinadas a um bom casamento, e um casamento era considerado “bom” quando o marido fosse um homem bem afeito a atividades que garantissem a continuidade ou o aumento da riqueza das famílias. Waldemir era um poeta e, talvez, não deve ter sido muito bem visto pela família da moça, portanto foram proibidos de viver esse amor.
    Mas as tradições não podem com o amor, principalmente com o amor dos românticos incontestáveis daquela época, e então o casal seguiu se encontrando com a ajuda de amigos, até o adoecimento e morte do poeta.
    José Correia fez a leitura de um artigo de sua autoria, intitulado “Dá pra ser feliz em Cabo Frio?”, publicado na Revista Nossa Tribo. Neste artigo, José Correia faz uma análise dos poemas “Culpa dos Pais”, de Pedro Guedes Alcoforado, e “Zé-tarrafeiro”, de Waldemir Terra Cardoso. O poema de Pedro Guedes trazia um casal apaixonado que também vivia um amor proibido, e que acabou se encontrando na praia e se entregando ao mar para viverem o amor na eternidade. Já o poema de Waldemir falava sobre um cabo-friense e uma mulher “estrangeira”, natural da serra, um casal igualmente apaixonado e proibido de viver o amor, que decide abrir mão de viver na cidade, deixa tudo para trás e se instala em uma pequena habitação em um arraial de pescadores, e ali, junto à vida marinha e à simplicidade do local, edifica o lar mais feliz do arraial. Segundo José Correia, a pergunta “Dá pra ser feliz em Cabo Frio?” seria a cena de fundo dos dois poemas e Pedro Guedes e Waldemir, cada um com seu poema, estariam dando respostas diferentes a essa pergunta. Waldemir, em “Zé-tarrafeiro”, revela uma profunda mudança de estilo e revela também seu olhar humanístico ao focar o pescador, o homem do povo e a vida simples junto à natureza marinha, e evidencia também o seu amadurecimento artístico.

    Fiquei me perguntando se, talvez, Waldemir também construiría para si e para sua amada um destino semelhante ao do personagem, se iria abrir mão da tradição e da vida urbana para viver o amor em uma área rural, na vila de pescadores, com toda a simplicidade e com todo o acolhimento encontrados junto à natureza, livre da rigidez preconceituosa da tradição conservadora daquela época. Quem sabe o seu poema “Zé-tarrafeiro” não descreveria um sonho seu a ser realizado, caso a tuberculose não o tivesse levado?…

    Para finalizar o encontro, homenageamos o poeta com a leitura de seus poemas junto ao seu túmulo, no Cemitério da Ordem Terceira de São Francisco, anexo à capela.

    Foi mais um encontro maravilhoso, rico de informações e histórias, em que pudemos conhecer um poeta que, mesmo tão jovem e vivendo em um passado tão distante, já possuía um olhar amplo, sem amarras. Com certeza, um jovem poeta cuja alma grandiosa não cabia na pequenez dos valores mundanos da família tradicional daquele tempo.

    (*) Luciana G. Rugani
    Pensadora, escritora e poeta

  • ESPETÁCULO TEATRAL MUSICAL CELEBRA VIDA E OBRA DE NOEL ROSA EM ESTREIA NA REGIÃO DOS LAGOS

    A vida, a poesia e o legado de um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira ganham os palcos no espetáculo teatral musicado “Não Quero Choro Nem Vela: Vida e obra de Noel Rosa”, que estreia no dia 20 de março de 2026, às 20 horas, no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro d’Aldeia (RJ)

    A montagem propõe um encontro sensível e emocionante com a trajetória de Noel Rosa, o eterno Poeta da Vila, conduzindo o público por sua breve, porém intensa, passagem pela história do samba. A narrativa é construída por atores e músicos que, entre cenas e canções, revisitam momentos marcantes da vida do compositor, costurados por clássicos que atravessam gerações e permanecem vivos no imaginário popular.

    Reconhecido como o primeiro compositor brasileiro de classe média a se dedicar ao samba, Noel foi responsável por aproximar o gênero do asfalto, ampliando seu alcance e transformando definitivamente a música urbana brasileira. Mesmo tendo falecido precocemente, aos 26 anos, deixou um repertório imortal, com obras como “Fita Amarela”, cujo verso “não quero choro nem vela” inspira o título do espetáculo.

    A dramaturgia e a concepção da obra buscam mais do que uma homenagem: propõem uma leitura profunda e afetiva sobre a memória de Noel, evidenciando sua genialidade, suas contradições e a potência poética de suas composições. O resultado é um espetáculo que une teatro e música em uma experiência sensorial, capaz de emocionar tanto admiradores do samba quanto novos públicos.

    Com texto assinado por Geraldo Afonso e direção de Daniel Ericsson, a produção é da Samburá Multiartes, sob coordenação de Patricia Caldara. O elenco reúne Kéren Hapuk, Simon Soul, Yuri Vasconcellos, Diego Vivas, Manuela Dominato, Roberta Sant’anna, Gustavo Seabra, Jean Maciel, Lara Suzana além dos músicos Miguel R. Hevia e Vitalino, que dão vida sonora ao universo de Noel Rosa, em um espetáculo de 1 hora e 40 minutos e classificação indicativa de 14 anos.

    Após a estreia, o espetáculo seguirá em circulação por teatros e clubes da Região dos Lagos e por outras cidades do Estado do Rio de Janeiro, reforçando seu compromisso com a valorização da memória cultural brasileira e a democratização do acesso às artes.
    Serviço: Espetáculo: Não Quero Choro Nem Vela: Vida e obra de Noel Rosa Estreia: 20 de março de 2026 (sexta-feira) Horário: 20 horas Duração: 1h40min Classificação Indicativa: 14 anos Local: Teatro Municipal Dr. Átila Costa – R. Francisco Santos Silva, 555 – Nova São Pedro – São Pedro d’Aldeia (RJ) Ingressos: R$ 70,00 (inteira) | R$ 35,00 (meia) Adquira pelo Sympla:

    https://www.sympla.com.br/evento/espetaculo-teatral-musical-nao-quero-choro-nem-vela-vida-e-obra-de-noel-rosa/3317193

    Ficha técnica:
    Texto e dramaturgia: Geraldo Afonso
    Direção: Daniel Ericsson
    Direção musical: Kéren Hapuk
    Preparação de corpo: Diego Vivas
    Arranjos: Miguel R. Hevia e Vitalino
    Iluminação: Aníbal Junior (Juninho)
    Cenografia: Daniel Ericsson
    Figurino: Roberta Sampaio
    Elenco: Kéren Hapuk
    Simon Soul
    Yuri Vasconcellos
    Diego Vivas
    Manuela Dominato
    Roberta Sant’anna
    Gustavo Seabra
    Jean Maciel
    Lara Suzana
    Músicos: Vitalino
    Miguel R. Hevia
    Produção Executiva: Patricia Caldara
    Assessoria de Imprensa: Samburá Multiartes
    Comunicação: Roberta Sampaio
    Design: Victor Dias

  • CANHÕES DO FORTE SÃO MATHEUS

    Canhões do Forte São Matheus – Antônio José Christovão – 2023.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Porto Alegre

    Se existe uma via pública onde a bagunça no estacionamento e no trânsito em geral está instalada e precisando de correção urgente é a Rua Porto Alegre. Recentemente ocupada por muitos bares, botecos e restaurantes dos mais diferentes tipos e sabores, a Porto Alegre se recente de ordem. Quem sabe um dia mães com seus bebês nos carrinhos possam transitar nas calçadas e não serem obrigadas a perigosamente caminhar no asfalto?

    Major Bellegard

    A Rua Major Bellegar, no Centro, é paralela a um dos pontos comerciais e turísticos mais importantes de Cabo Frio, o Boulevard Canal, que há muito vem solicitando melhorias a Prefeitura. A Major Bellegard passa nos fundos do Boulevard e apesar de ali estar a Secretaria Municipal de Fazenda, é uma rua praticamente abandonada. Virou apenas um grande estacionamento e paraíso dos flanelinhas.

    Não quero choro nem vela

    O musical sobre a vida e obra de Noel Rosa estreia dia 20 (sexta-feira), às 20 horas, no Teatro Átila Costa, em São Pedro da Aldeia. O texto é de Geraldo Afonso e a direção de Daniel Ericsson, com grande elenco. É uma produção rara na Região dos Lagos. Imperdível!!!! Adquira ingressos pelo Sympla:
    https://www.sympla.com.br/evento/espetaculo-teatral-musical-nao-quero-choro-nemvela-vida-e-obra-de-noel-rosa/3317193

    Guga Chacra

    A posição do jornalismo do Grupo Globo é tão favorável aos EUA e a Israel, que até mesmo o comentarista Guga Chacra reclamou na GloboNews. A cobertura sempre com viés israelense, falava do Hezbollah, como se o Líbano não existisse. Guga, visivelmente irritado, intereveio e colocou as coisas no seu devido lugar.

    A Covardia do Sionismo

    A covardia do regime sionista não tem limites. O estado colonial e genocida de Israel tem taras semelhantes ao nazismo: matar crianças e mulheres, destruir hospitais, atacar civis. Os primeiros dias de guerra contra o Irã comprovam isso. Seu exército formado por degenerados é a mais pura escória Breno Altman – Opera Mundi – 03/03/2026.

    A Linha do Departamento de Estado

    A guerra da dobradinha EUA + Israel contra o Irã deslocou o eixo do noticiário na mídia corporativa para o plano internacional. Os grandes portais de notícias como Globo.com e UOL fazem campanha com discurso do Departamento de Estado sos EUA e internamente continuaran a publicar noticiário contrário ao governo e favorável ao “perfil moderado” de Flávio Bolsonaro.

    A Mídia Corporativa defende a escravidão moderna

    Da mesma maneira que hoje faz campanha contra a extinção da semana 6 x 1, para impedir um dia a mais de descando para o trabalhador, o velho “O Globo” também fez campanha contra o 13º salário. Sempre ao lado das elites “O Globo”, a “Folha de São Paulo e o “Estado de São Paulo” (Estadão) defendem a escravidão moderna, como defenderiam a escravidão, no século XIX.

    Falta de candidatos

    Por incrível que pareça o “bloco progressista” ainda não apresentou candidatos a Assembleia Legislativa (ALERJ) e a Câmara de Deputados Federais, aqui em Cabo Frio. É uma situação complicada e se o fato se confirmar, terá uma repercussão bem forte na eleição para o Legislativo estadual e federal, em outubro de 2026 e também para o pleito de 2028.


224 respostas em “BLOG DO TOTONHO”

BOA NOITE TOTONHO. HÁ UM BOM TEMPO NÃO ESCREVO NADA.MAS, VOU APROVEITAR….rrrrssss . O PT CABO FRIO NINGUEM SABE,NINGUEM VIU. NINGUEM OUVE,SUMIU…TENHO PROCURADO PARA SABER DE NOVIDADES,MAS….

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