BLOG DO TOTONHO

  • SEMANA LIA NAVARRO 3

    Portinho – Lia Navarro 3

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia

    Sem candidatos

    Estamos no final de fevereiro e até o momento não se tem qualquer notícia de candidatos do campo da esquerda, em Cabo Frio. Os movimentos que se percebe são de cabos eleitorais, trabalhando politicamente para candidatos a Assembleia Legislativa ou Câmara Federal da capital e de outras cidades.

    Tem consequências

    É óbvio que a ausência de candidatos próprios da esquerda, no município para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal, enfraquece esse campo para em 2028 ter candidaturas fortes para a Câmara de Vereadores e até para Prefeito. É um dos fatores que contribui para que hoje a Câmara tenha o monopólio político e ideológico de vereadores do “bloco conservador”.

    Questão de aliança

    Para mudar o panorama político e ideológico da Câmara de Vereadores de Cabo Frio é necessário que o “bloco progressista”, representado pelo PT, PDT e PSB e a esquerda (PSOL, Rede Sustentabilidade e Unidade Popular) façam sólidas alianças. Com “rachas” a tendência é o “bloco conservador” continuar a ter monopólio do Legislativo.

    Cambalhotas

    É claro que a vida política é cheia de nuances e reviravoltas, mas Aldo Rebelo, ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PC do B), na Democracia Cristã (DC) é um pouco demais. A política brasileira não para de nos reservar surpresas. Ela não pula ou mesmo grita, mas dá cambalhotas dignas de circo do interior.

    Trump e a Decadência

    O governo Donald Trump, com sua fanfarronice e caminhos belicosos e tortuosos, está expondo ao planeta a decadência dos EUA, que com a queda e fragmentação da URSS, havia se transformado em potência unipolar. O dólar derrete aceleradamente e muito em breve as transações internacionais serão realizadas através de uma bolsa de moedas.

    Rússia X Ucrânia

    Para quem quer se informar para além da mídia corporativa, em especial Organizações Globo, Estado de São Paulo (Estadão), Folha de São Paulo, Reuters, Assoc Press, o Blog trás, dividida em capítulos, ampla matéria sobre o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, com a visão russa, produzida pelo Portal Sputnik. Vale conferir.

    Nem os Keynesianos

    O Blog convida seus leitores a buscar veículos alternativos, na medida em que a grande mídia corporativa dá uma visão distorcida da realidade. Focam em apenas um lado do universo político/ideológico, que é bem mais amplo. Exemplo: todos são contrários a derrubada da semana 6 X 1, como já se posicionaram contra o salário mínimo e o 13º.

    John Maynard Keynes – 1883/1946.

    Nem os Keynesianos 2

    Basta ver, que os “jornalões”: só buscam a opinião dos economistas liberais (Escola de Chicago) e neoliberais, ligados a especulação financeira. São tão caras de pau, que até mesmo os economistas de orientação keynesiana não são chamados a debater. Ao grande público é dado apenas a visão do mercado financeiro.

  • Raízes da operação militar especial russa: história do conflito ucraniano -1

    Golpe de Estado na Ucrânia

    Os eventos do Euromaidan levaram à crise política na Ucrânia. Em novembro de 2013, o presidente ucraniano Viktor Yanukovich recusou-se a assinar o Acordo de Associação com a União Europeia, temendo a ruptura das relações já existentes com a Rússia. Essa decisão provocou protestos em massa em Kiev.

    O confronto de três meses entre as forças de segurança e os manifestantes – muitos dos quais nacionalistas – resultou em dezenas de mortes e um golpe de Estado.

    Na noite de 22 de fevereiro, os ativistas do Euromaidan tomaram o complexo governamental, assumindo o controle dos prédios do parlamento, da presidência e do governo. Como resultado do golpe de Estado, o poder foi transferido para a oposição. O presidente legítimo Viktor Yanukovich foi forçado a fugir urgentemente para a Rússia.

    1. Policiais durante confrontos com manifestantes na Praça da Independência em Kiev – Sputnik / Andrei Stenin

    2. Policiais durante confrontos com manifestantes na Praça da Independência em Kiev – Sputnik / Aleksei Furman

    3. Participante de ações em apoio à integração europeia da Ucrânia na rua Grushevsky em Kiev – Sputnik / Andrei Stenin

    4. Policiais são vistos na Praça Maidan, em Kiev, onde começaram os confrontos entre manifestantes e a polícia – Sputnik / Andrei Stenin

    Perseguições à língua russa

    Desde 2014, as autoridades de Kiev iniciaram uma ofensiva sistemática contra a população de língua russa. Foram aprovadas leis que limitam o uso da língua russa:

    – Foi revogada a Lei de Bases da Política Linguística do Estado, de 2012.

    – Reduziu-se o número de escolas onde o ensino era realizado em língua russa. A partir de 1º de setembro de 2020, as escolas que ensinavam em idioma russo na Ucrânia passaram a ensinar no idioma oficial.

    – Foram aprovadas emendas à Lei da Televisão e Radiodifusão. A quota de transmissão em ucraniano na televisão e rádio de âmbito nacional e regional aumentou para 75% por semana, e para 60% na mídia local.

    – Foi suspensa a transmissão de canais de TV russos, proibida a exibição de filmes russos e vedada a participação de artistas incluídos na “lista de pessoas que representam ameaça à segurança nacional”.

    – Foi aprovada a Lei de Garantia do Funcionamento do Ucraniano como Língua Nacional.

    – Foram aprovadas as leis sobre os povos autóctones da Ucrânia e sobre as minorias nacionais da Ucrânia, que excluíram definitivamente os russos da proteção jurídica do Estado.

    Perseguição da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou

    Mosteiro feminino de Santa Iveron (à direita) e a igreja de Santa Olga, princesa igual aos apóstolos (à esquerda), destruídos durante as hostilidades em Donetsk. - Sputnik Brasil

    Mosteiro feminino de Santa Iveron (à direita) e a igreja de Santa Olga, princesa igual aos apóstolos (à esquerda), destruídos durante as hostilidades em Donetsk.

    A perseguição da Igreja Ortodoxa Ucraniana, historicamente ligada ao Patriarcado de Moscou, se tornou norma, incluindo a tomada de templos e a perseguição de clérigos desta Igreja:

    – Em 23 de setembro de 2024, entrou em vigor a lei “Sobre a proteção da ordem constitucional no campo das atividades das organizações religiosas”. Na Ucrânia, a atividade da Igreja Ortodoxa Ucraniana foi praticamente proibida.

    – A lei “Sobre liberdade de consciência e organizações religiosas” incluiu um artigo especial que proíbe a atividade na Ucrânia de organizações religiosas ligadas à Igreja Ortodoxa Russa.

    – Houve a tomada do Mosteiro de Pechersk de Kiev e do Mosteiro de Pochaev, com a remoção de parte das relíquias religiosas, incluindo as relíquias de santos.

    – Tomadas em massa de templos. Foram tomadas catedrais e outras igrejas em Ivano-Frankovsk e Lvov, deixando essas cidades sem templos da Igreja Ortodoxa Ucraniana. As autoridades retiraram as catedrais da Santíssima Trindade e da Transfiguração em Chernigov da posse da comunidade da Igreja Ortodoxa Ucraniana. Em Cherkasy, foi tomado o Mosteiro do Nascimento da Santíssima Virgem.

    – Cerca de 180 processos criminais foram abertos contra clérigos e arcebispos da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou. 20 bispos e sacerdotes foram privados da cidadania ucraniana.

    – Uma nova forma de repressão contra os clérigos da Igreja Ortodoxa Ucraniana foi a sua mobilização forçada para as Forças Armadas da Ucrânia.

    1. Igreja destruída após bombardeio aéreo na cidade de Krasnodon – Sputnik / Valery Melnikov

     2. Moradores de Lugansk após bombardeio da cidade – Sputnik / Valery Melnikov

     3.  Cúpula e teto destruídos do templo em honra à Ícone da Mãe de Deus de Iverskaya do Mosteiro Iverskaya feminino de Donetsk, localizado perto do aeroporto da cidade de Donetsk, destruído durante os combates no Sudeste da Ucrânia. – Sputnik / Vera Kostamo

    Insatisfação da população de língua russa no sudeste do país

    Após o golpe de 2014, começaram intensos protestos no Leste do país, onde predominava a população de idioma russo, inclusive no Donbass e na Crimeia. Os moradores dessas regiões exigiram uma solução para a questão do status da língua russa e a realização de uma reforma constitucional, incluindo a federalização da Ucrânia.

    No Donbass, foi formada uma milícia popular.

    O massacre de Odessa

    Incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa – Sputnik / Aleksandr Polishuk

    Em 2 de maio de 2014, dezenas de pessoas morreram e foram queimadas vivas na Casa dos Sindicatos de Odessa. Os apoiadores do Euromaidan destruíram o acampamento dos ativistas que discordavam da política das autoridades ucranianas. As pessoas tentaram se salvar na Casa dos Sindicatos, mas foram bloqueadas e morreram no incêndio.

    Os acontecimentos em Odessa marcaram o episódio final do confronto civil entre os apoiadores do governo ucraniano da época e os opositores do golpe de Estado.

    1. Incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa – Sputnik / Aleksandr Polishuk

     2.  Incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa (a entrada central está pegando fogo) – Sputnik / Aleksandr Polishuk

     3. As pessoas saíram para o parapeito durante o incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa. À direita: o rosto e o cabelo da moça foram atingidos por um trapo ensopado numa mistura inflamável de uma garrafa de “coquetel Molotov” jogada. – Aleksandr Polishuk

     4. O corpo da pessoa que morreu em decorrência do incêndio no edifício da Casa dos Sindicatos em Odessa – Sputnik / Denis Petrov

  • SEMANA LIA NAVARRO 2

    Praia do Siqueira – Lia Navarro 2

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Taxa do Lixo

    O embate entre o governo de Serginho Azevedo, acrescido dos vereadores contra setores importantes da sociedade insatisfeitos com a taxa de lixo deve levar algum tempo e certamente vai desaguar no processo eleitoral de 2026. Nenhum imposto ou taxa passa incólume, sem um acirrado debate junto a sociedade organizada. Transparência é fundamental.

    Transparência

    A Câmara Municipal, independente de sua composição política e ideológica, obrigatoriamente tem que primar pela transparência. Afinal, os vereadores são representantes da sociedade como um todo e não de categorias profissionais e de determinados bairros. Existem questões que incomodam a sociedade e não a uma comunidade específica.

    O voto é proporcional

    Existem vereadores que se preocupam unica e exclusivamente com os bairros ou comunidades, que teoricamente os teriam colocados confortavelmente sentados nas poltronas do Plenário Oswaldo Rodrigues: pensam apenas numa frase: como garantir a reeleição. E o futuro do município?

    O voto é proporcional 2

    Trabalham, quando o fazem, voltados unica e exclusivamente para aquele bairro ou comunidade. Esquecem, que, no sistema eleitoral brasileiro, no caso do Legislativo, seja ele municipal ou estadual, a eleição é proporcional, portanto, o vereador é eleito pela sociedade como um todo.

    Vergonha

    A inauguração da igreja neopentecostal dentro de um hotel, na entrada da cidade, deveria despertar o repúdio da sociedade organizada ou não, mas vivemos tempos de “vale-tudo”. O que esperar de algo criado por um homem que utiliza um linguajar chulo, com palavrões e agressões de toda natureza?

    Vergonha 2

    O vídeo que melhor define o empresário da fé é quando ele se dedica a mostrar a colegas de púlpito, sem qualquer constrangimento, como arrancar a grana dos fieis através de dízimos e ofertas. O grande jornalista Ricardo Boechat definiu Malafaia como “pilantra”, “tomador de dinheiro” e o mandou “caçar uma rola”.

    Confrontos no Bloco Conservador?

    Há quem diga que nos bastidores existem confrontos entre diversas correntes do “bloco conservador” e que as críticas ao governo de Serginho Azevedo (PL) e a atuação do seu vice, Miguel Alencar (União Brasil) são decorrentes dessas divisões. Segundo essas mesmas fontes, essas divergências existiriam desde a campanha eleitoral, de 2024.

    Bilionários sem nenhuma fé

    São poucos os jornalistas corajosos como Ricardo Boechat, que incomodava os poderosos e não tinha nenhum medo dos siricuticos, pitis, faniquitos e chiliques dos Macedos, Malafaias, RR Soares ou Valdomiros, que tanto mal fazem ao povo brasileiro. Estão todos bilionários, esbanjam acintosamente a riqueza, enquanto o povo os cobre de dízimos.

    Combate aos maus-tratos aos animais

    A médica veterinária Fenela Assed está realizando bom trabalho no canil municipal e na atenção e prevenção aos maus tratos de animais. Atendendo a denúncias de maus-tratos, a veterinária esteve na área do Lido (Canto do Forte) e com o apoio da Guarda Ambiental, da ROMU e da Superintendência do Canil Municipal, resgatou os animais e prendeu os responsáveis.

    Falta punição para os grileiros

    A secretaria de meio ambiente também tem feito um bom trabalho contra os grilheiros, que invadem áreas públicas do município. Entretanto, esse trabalho não é completo, porque não se vê punição para essa turma, que reiteradamente, na mais completa ilegalidade, continua a tentar, quase diariamente se assenhorar de terras, que não lhe pertencem, estimulando a favelização da cidade.

  • A POLÍTICA E SUA DINÂMICA PARTIDÁRIA

    Cláudio Leitão (*)

    Acabou o Carnaval e vamos entrar novamente num ano de eleições. Os processos vão começar a acelerar e as candidaturas começarão a ser mais bem definidas. A política em seu dia a dia segue sendo um ambiente complexo, emocional e muitas vezes não verdadeiro. Os interesses se confundem. A definição de ética muda e passa a ter um sentido próprio e específico. Tem agentes políticos que sempre colocam os seus interesses privados acima do público, mas também tem o contrário, gente bem-intencionada que sempre coloca o interesse público em primeiro lugar, porém também preserva seus interesses pessoais e eleitorais.
    Aprendi ao longo dos anos de militância que não existe perfeição no campo político. Minha primeira filiação partidária foi no PT em 1984, quando jovem estudante de Economia em Niterói. O partido tinha 4 anos de fundação. Depois da faculdade fui morar no Nordeste durante alguns anos da minha vida e minha filiação se perdeu. Naquela época era tudo no papel e a filiação muitas vezes precisava ser renovada.
    Quando me mudei para Cabo Frio, no final dos anos 80, me afastei um pouco da política por necessidades profissionais. O meu trabalho na indústria farmacêutica demandava muitas viagens e tive dificuldades em atuar politicamente. Os anos se passaram e no início dos anos 2000 o PT chega ao poder fazendo opções e escolhas contrárias ao seu discurso de fundação. Escolhas “pragmáticas”, da chamada política real, que seguiam as regras habituais dos demais partidos. A cúpula partidária dizia que o partido tinha que se adaptar à realidade concreta da política nacional.
    Discordando destas escolhas do PT, mas seguindo na luta, junto com vários companheiros ex-petistas, ajudei a fundar o PSOL no Rio de Janeiro, e mais particularmente em Cabo Frio, no ano de 2005. Segui militando nesta linha ideológica e fui três vezes candidato a prefeito da cidade. Em 2008, 2012 e 2016. Aqui em Cabo Frio me formei também em História.
    Em 2018 deixei o PSOL e adotei também uma linha mais pragmática. As pessoas me cobravam e diziam que eu fazia muitas críticas e não conseguia viabilizar minhas propostas. Recebi um convite de Adriano (Rede Sustentabilidade) para num projeto de união derrotar um dos caciques da política local, Marquinho Mendes. Vencemos aquela fatídica eleição suplementar e me tornei Secretário de Educação. Agora “poderia fazer” e responder aos críticos.
    Fiquei apenas dez meses no governo e sofri uma enorme decepção política. Adriano traiu os compromissos de campanha e quase todos os companheiros que o ajudaram a ganhar a eleição. Esta história muitos já conhecem. Saí do governo denunciei desvios de recursos da educação e isso gerou uma Ação Civil Pública impetrada pelo MP, que infelizmente hoje, segue a “passos de tartaruga” na Segunda Vara Cível de Cabo Frio. Mas neste curto período de gestão, apesar das dificuldades, tivemos várias realizações reconhecidas pelos profissionais de educação e analistas políticos. Sem falsa modéstia, provei aos críticos que era capaz de fazer e realizar.
    O tempo correu e veio a eleição municipal de 2020. Recebi um convite do saudoso prefeito José Bonifácio, que depois venceu a eleição, me filiei ao PDT e disputei a eleição para a Câmara dos Vereadores. Não me elegi, mas tive uma votação que contribuiu para fortalecer a legenda. Mas assim são as urnas e vida que segue!
    Em 2024, a convite do companheiro de longa data, Rafael Peçanha, que foi candidato a prefeito pela Rede Sustentabilidade, retornei ao PSOL e me candidatei novamente a vereador. Com votação abaixo, também não me elegi. A luta política é muito dura para quem participa do processo eleitoral cumprindo regras e agindo com ética e princípios republicanos.
    Contei esta história relatando alguns aspectos da minha modesta trajetória para mostrar que a política…

    (*) Cláudio Leitão é Economista e Professor de História.

  • SEMANA LIA NAVARRO 1

    Itajuru – Lia Navarro

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia

    Semana difícil

    A semana tem sido dura para as famílias cabofrienses, em especial a Família Ferreira, que há bem pouco tempo perdeu Francisco de Assis, o Kiko de Timinho. No fim de semana morreu João Eduardo Ferreira Novellino, Dudu, economista e irmão do falecido prefeito José Bonifácio. Dudu foi velado e cremado, em Niterói, na tarde de domingo.

    Questão de espaço?

    A pergunta é, por que setores da direita e ultradireita batem tanto no governo de Serginho Azevedo (PL)? Isso pode ser verificado diariamente nos sites e portais de notícias nas redes da internet onde denúncias de toda sorte são colocadas contra o governo, que a primeira vista deveria ser reconhecido como parceiro. É uma questão de espaço?

    Questão de espaço? 2

    O governo de Serginho Azevedo (PL) foi montado com base no bloco conservador, que o elegeu, inclusive com o monopólio político na Câmara onde não existe nenhuma voz do bloco progressista ou mesmo da esquerda. Por que então apanha tanto da ultradireita? A resposta possível é que o tamanho da administração pública, apesar dos engordamentos artificiais, não comportou todo mundo.

    A Taxa do Lixo

    Nenhum novo imposto ou taxa é bem recebida pela população, mas ainda quando ela é votada e sancionada sem debates em audiências públicas, com a participação, mesmo que limitada da sociedade. A Câmara monolítica, cuja hegemonia pelo bloco conservador é absoluta, vai ter que segurar a onda da evidente rejeição popular.

    A Taxa do Lixo 2

    A Câmara monolítica está começando a se explicar, mas erroneamente tenta colocar a culpa da nova taxa na falta de mobilização popular. Brota então nova pergunta que não quer calar: e os vereadores não estão no Legislativo eleitos exatamente como representantes das suas comunidades, dos seus bairros, da população? Por que não questionaram?

    Lugar apropriado

    A cidade ganha mais um templo neopentescostal, mais uma dissidência da Assembleia de Deus, dessa vez em nome de Malafaia, de retórica raivosa, agressiva e ultraconservadora. O “pastor” notabilizou-se por divulgar vídeos na internet com “aulas” de como os outros “pastores” devem arrancar dízimos dos fieis.

    Lugar apropriado 2

    A nova igreja ou templo ou empreendimento da fé (escolham o nome) está localizada em hotel de luxo, em importante avenida da cidade, certamente com intenção de influenciar a vida política e religiosa do município Talvez um estabelecimento de luxo seja mesmo o lugar apropriado para esse tipo de firma se fixar.

    Cadê o “Tapetinho”

    Bairros como Jardim Caiçara, Parque Burle, Guarany e São Cristovão estão precisando com urgência do “tapetinho”, que o governo tem implantado em outras áreas administrativas. São muitos anos de abandono, sem a devida atenção das políticas municipais, que se refletem no dia a dia dos cidadãos pagadores de impostos.

    Jornalismo do Departamento de Estado dos EUA

    Uma vergonha a matéria do Fantástico, já justificando uma possível intervenção militar dos EUA e Israel sobre o Irã. As acusações sobre o regime iraniano vão do autoritarismo e corrupção e ameaças a estabilidade do Oriente Médio. A reportagem esquece de citar muitas coisas, inclusive o golpe de estado de 1953 (Operação Ajax), que derrubou o governo de Mohammed Mossadegh, 1º ministro iraniano, que ousou nacionalizar o petróleo. Seguido da violenta repressão do regime sangrento do Xá Reza Pahlavi, que sobreviveu até 1979, sempre com o apoio “liberal e democrático” do governo dos EUA.

  • INVOCA-SE O CÉU E NEGOCIA-SE A TERRA

    Mauro Porto (*)

    Em Cabo Frio, cidade de cerca de 230 mil habitantes e já abarrotada com mais de mil igrejas, lá vem mais um templo inaugurado por Silas Malafaia.

    Se fé virasse alvará, a prefeitura tinha que abrir uma secretaria exclusiva para administrar milagre por metro quadrado.

    Enquanto comércio fecha as portas, ambulante sua no sol e morador faz malabarismo pra pagar a obscena taxa de lixo aprovada na surdina pela Câmara — sempre diligente quando o assunto é pesar no bolso do contribuinte — há um setor blindado contra tempestades: o da religião-empresa.

    A Constituição promete igualdade perante a lei. Na prática, o fiel paga imposto, o pequeno empresário aperta os cintos, mas o templo navega na imunidade tributária como cruzeiro em mar calmo.

    As Assembleias de Deus chegaram ao Brasil em 1910 como missão pentecostal, fincando os pés nas camadas mais pobres e crescendo vertiginosamente ao longo do século XX até se tornarem o principal segmento evangélico do país.

    Eram culto simples, Bíblia aberta e consolo para quem só tinha fé e esperança. Hoje, parte dessa herança parece capturada por meganhas de paletó que descobriram na política uma extensão natural do púlpito — não basta o poder do céu, querem também o poder dos homens.

    E a nova etapa dessa “obra” começou em grande estilo: as reuniões foram inauguradas no luxuoso Hotel Paradiso Corporate. Paradiso, de paraíso mesmo, só para os ricos e abastados da cidade. Porque os pobres fiéis — aqueles que sustentam a engrenagem com dízimos pingados no meio da dor cotidiana — raramente atravessam as portas giratórias do luxo.

    O evangelho que nasceu nas periferias agora estreia sob lustres e ar-condicionado central.

    Inventou-se até uma teologia sob medida para o caixa: a “prosperidade”, onde fé vira investimento e Deus assume o papel de sócio do sucesso financeiro.

    Uma narrativa que transforma miséria em falta de fé e riqueza em certificado divino — uma afronta direta ao projeto de Jesus de Nazaré, que caminhava entre pobres, párias e desassistidos, não entre suítes executivas e auditórios climatizados.

    Pelo andar da carruagem e pelo histórico do líder falastrão, o novo “templo” soa menos como casa de oração e mais como comitê político em temporada eleitoral.

    Entre um culto e outro, palanque. Entre um louvor e outro, articulação.

    O objetivo já não parece apenas inaugurar o reino dos céus, mas consolidar influência aqui embaixo.

    Se há um deus preferido nesse projeto, atende pelo nome de Mamom.

    Como ironizou Voltaire, o príncipe deve parecer devoto — porque um povo que teme a Deus hesita antes de tocar no ungido. No Brasil de hoje, há quem tenha entendido perfeitamente a lição: mistura-se altar e palanque, invoca-se o céu e negocia-se a terra.

    Em Cabo Frio, onde falta saneamento, sobra templo. Onde falta política pública, sobra retórica ungida. E o céu — convenientemente — virou o investimento imobiliário mais lucrativo da cidade.

    (*) Advogado

  • CABO AZUL

    Vento frio, praia rasa…
    Estou de volta aos amigos que aqui deixei
    De volta aos cafés e as discussões políticas
    As risadas com o mau humor da vida
    Matando a saudade com abraços apertados
    Pois pode ser que não volte mais
    O acaso e o destino se convergem
    Um barco fantasma navega no canal.

    José Sette de Barros é artista plástico, escritor e cineasta. 19/02/24.

  • GARÇA NO CANAL DO ITAJURU

    Garça no Canal do Itajuru – Cabo Frio/RJ – 2025 – Antônio José Christovão.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    O embate é na ultradireita

    A rápida observação dos portais e sites de notícias nas redes sociais da internet permite dizer que as dissenções e os embates se dão na direita e ultradireita. Talvez pela divisão do poder não ter sido feita de tal maneira a repartir com mais “igualdade” e “fraternidade” as fatias ou parcelas sempre tão cobiçadas.

    Progressistas & Esquerda

    Os progressistas e a esquerda propriamente dita não tem se pronunciado na redes sociais com a radicalidade e a agressividade da ultradireita ou extrema-direita, em Cabo Frio e Região dos Lagos. Talvez pelo resultado da última eleição, que deixou esses arcos ideológicos e políticos fora das Câmaras de Vereadores. A conferir!

    Câncer na Garganta?

    É vergonhosa e ultrajante a maneira pela qual a ultradireita dita cristã procura impor seus valores tradicionais, particularmente as relações familiares a toda a sociedade. Tenta impor a censura e utiliza um linguajar de baixíssimo nível, inclusive com ameaças, como o “pastor” que convoca orações para que os que não são iguais tenham “câncer na garganta”.

    Religião como instrumento de poder

    Cada pessoa ou família tem o direito moral, ético, político e constitucional de se instituir oficial ou oficiosamente da maneira que lhe for mais apropriada. Ninguém, muito menos uma religião ou seita, tem o direito de querer impor e subordinar o indivíduo e a coletividade aos seus princípios religiosos, utilizados, em regra, como instrumentos de dominação.

    Pastor ou Demônio?

    Coloco “pastor” entre aspas, porque o ser humano, especialmente aquele que se intitula pastor, não tem moral e respeito por si mesmo e pelos outros ao desejar o mal para aqueles que não pensam de forma semelhante. Não pode ser chamado de pastor e tem que ser defenestrado da corrente religiosa que diz representar. Usa o nome de Deus em benefício próprio.

    Um homem mal

    O pior é que tem gente no meio político que teme esse tipo de “pastor” ou “pregador” e fica contemporizando, tentando encontrar explicações e direitos onde eles não existem. Um cara que se diz “homem de Deus” e deseja aos outros um câncer ou qualquer outra doença, não é de Deus, de Alá, Maomé, Buda ou qualquer outra divindade. É apenas um homem mal, que pode até ser do demônio, mas de Deus não é.

    Deus não é jagunço de “pastor”

    É preciso lembrar a esse tipo de gente rançosa e autoritária, que Deus não é jagunço de pastor para fazer o que ele manda. Deus não está a serviço de homens maus como esse tipo de “pastor” para disseminar doenças entre o povo. Deus é a representação mais pura do amor e rejeita o ódio como instrumento de convivência humana.

    O enfrentamento

    É preciso que os progressistas parem de temer o avanço dos neopentecostais, que pregam a abolição do estado laico, a censura e o autoritarismo como arma religiosa e política. O neopentecostalismo não respeita os outros credos e propaga o racismo religioso contra as religiões afro-brasileiras. É preciso parar de mimimi e enfrentá-los.

    Jardim Caiçara & Parque Burle

    Muito se fala nas periferias, mas pouco se observa bairros como o Jardim Caiçara e o Parque Burle, ambos precisando da presença constante do poder público. Está na hora do “tapetinho” chegar nesses bairros e a Comsercaf estar mais atenta aos anseios da comunidade. Que tal melhorar a qualidade e a quantidade da arborização?

  • HOMENAGEM A UM VITORIOSO

    Luciana G. Rugani (*)

    Os enredos das escolas de samba costumam girar em torno de temas relevantes de nossa história e cultura, e também em torno de personalidades. Homenagens também são muito frequentes, seja a pessoas que já partiram como também a pessoas que seguem entre nós. E algumas homenagens costumam gerar polêmicas, principalmente quando se trata de nomes ligados à política. Aliás, permitam-me um parênteses, não somente em relação a homenagens, mas tudo que se refere a políticos acaba gerando alguma controvérsia.
    No carnaval deste ano, a escola de samba Acadêmicos de Niterói resolveu homenagear o presidente Lula na Sapucaí. Recém chegada ao grupo especial, a escola abriu os desfiles na noite de domingo, a primeira noite dos desfiles cariocas, e caprichou na organização. Com um samba-enredo contagiante, um ritmo de bateria que nos impulsiona a sambar e uma letra marcante, a história de Lula foi contada desde os tempos de criança em Garanhuns até os dias atuais, juntamente com lances de nossa história e da cultura do agreste nordestino de Pernambuco. O desfile não teve nenhuma conotação eleitoral, foi apenas uma homenagem, muito bem feita, a uma personalidade pública, assim como foi também a segunda escola a desfilar, a Imperatriz Leopoldinense, que homenageou o cantor Ney Matogrosso. Mas, como eu disse antes, tudo que envolve políticos gera controvérsia, a começar pela oposição, que logo se manifestou dizendo que o desfile configuraria campanha antecipada e teria sido organizado com recursos públicos. É importante esclarecer esses dois pontos.
    Em relação a configurar campanha antecipada, o debate começou até bem antes da entrada da escola na Sapucaí. E os juristas, inclusive dos tribunais superiores, deixaram bem claro que poderia haver o risco de ilícito eleitoral caso houvesse alguma atitude que envolvesse pedido explícito de votos. Entretanto, isso não aconteceu. O desfile transcorreu normalmente, como eu disse acima. E essa foi também a opinião da grande maioria dos profissionais do Direito consultados após o desfile. A maioria concordou que não houve nada que remetesse ao processo eleitoral de 2026, muito menos qualquer atitude que configurasse pedido explícito de voto, e disseram que, certamente, como uma atitude típica de oposição para tentar penalizar o presidente, deverão ser propostas ações pelos adversários, mas que, de acordo com a lei, não darão em nada porque não ficou configurado nenhum ilícito eleitoral. Segundo os juristas, a Lei Federal nº 9.504/97, em seu art. 36-A, estabelece o pedido explícito de voto como condição para configuração de propaganda eleitoral antecipada.
    E, sobre a questão do recebimento de verba pública pela escola, é importante dizer que, segundo os mesmos especialistas, tradicionalmente e legalmente, o poder público investe no carnaval, pois o carnaval é um investimento, um negócil cultural, e isso em todas as esferas: nacional, estadual e municipal. A verba pública é encaminhada para a Liga das Escolas de Samba, e a liga é quem decide se o dinheiro será aplicado na organização do carnaval ou se será destinado diretamente às escolas. A liga decidiu repassar para as escolas, então todas recebem o mesmo valor. E ainda, caso a Acadêmicos de Niterói não recebesse nada, aí sim estaria configurado tratamento diferenciado, pois todas as escolas têm direito a esse repasse.
    O desfile certamente provocará ruídos por parte da oposição, mas, considerando que tudo se dará dentro do processo legal, serão apenas ruídos naturais e previsíveis.
    E vale dizer: que mal há em homenagear em vida uma personalidade política, em ano eleitoral? Isso já aconteceu em outras ocasiões e com muitos outros políticos, inclusive com nomes apoiados pela direita que, agora, se posiciona contra a homenagem a Lula. Já houve homenagens de todos os tipos, seja em grandes eventos, como recebimentos de títulos, honrarias e medalhas, como também em redes sociais. E a norma sempre foi clara: o que não pode haver é qualquer atitude que configure pedido explícito de voto.
    Para concluir, vale dizer que foi um desfile muito emocionante, pois a escola soube retratar, de maneira detalhada, em cada coreografia, em cada carro alegórico e em cada ala, a história como se fosse contada pela mãe deste que, gostem ou não, superou e venceu as maiores diversidades, com coragem e sem fugir dos desafios, e tornou-se o grande líder internacional que é nos dias atuais: Luiz Inácio Lula da Silva.
    E o carnaval, mais uma vez, cumpriu seu papel como festa popular, levando para a avenida alegria, história, cultura, homenagem e diversidade.

    (*) Luciana G. Rugani
    Pensadora, escritora e poeta

  • PONTE FELICIANO SODRÉ – 1926

    Foto da Ponte Feliciano Sodré, da Revista Fon – Fon, de 1926. Provavelmente no dia, ou próximo da sua inauguração, naquele mesmo ano.
    Não custa lembrar: a Ponte Feliciano Sodré completará, este ano, um século de existência! (Publicação de Antônio José Christovão em seu perfil no Facebook).

    Arquivo da Biblioteca Nacional
    https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&Pesq=cabo%20frio&id=2218509451367&pagfis=57392

    — em Cabo Frio.

  • A ARTE DE PORTINARI

    Portinari – Carnaval de 1960

    Portinari – Lavadeira – 1947.

    Cândido Portinari – 1903/1962.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Enseada das Palmeiras

    A enseada das Palmeiras e os quiosques ao longo da orla ficaram cheios durante os quatro dias de Carnaval. O bairro se consolida como destino turístico, mas também procurado pelas famílias locais, que buscam música boa, alegria, segurança, sem a superlotação das praias do Forte, Peró e Conchas.

    Francisco de Assis Ferreira dos Santos (Kiko de Timinho)

    Nesse Carnaval o Bloco Cê Filho de Quem? brincou pelas ruas do Centro de Cabo Frio, com a alegria de sempre dos foliões, que “rasgam a fantasia” para curtir. O seu criador, organizador e folião-mor, Kiko de Timinho (apelido no qual revelava o seu imenso amor pelo pai) partiu, mas deixou sua presença no coração dos amigos e foliões. Viva Kiko!

    DiCabo a Rabo

    A Praça Gentil Cordeiro de Farias, no final da Avenida Nossa Senhora da Assumpção, já no bairro da Passagem, recebeu na quarta-feira de cinzas o bloco nordestino, DiCabo a Rabo. O bloco, de raiz pernambucana e de alma cabofriense, tradicionalmente ensaia e se apresenta, na Praça da Cidadania, no entorno da Praia do Forte.

    Dom Cabral

    O Dom Cabral, o maior e mais bem transado botequim de Cabo Frio e Região dos Lagos abriu todos os quatro dias de Carnaval e rebateu qualquer tristeza, na quarta-feira de cinzas a partir das 18:30h. O seu proprietário, o jornalista Moacir Cabral. oriundo da estância hidromineral de São Fidélis, dá plantão diário no estabelecimento.

    Uma Viagem ao Sul

    O profesor José Américo Trindade, na “capivara” conhecido por Babade, está em viagem com a amada Eloisa pelas bandas do Rio Grande do Sul. Eloisa o carregou para um programa romântico no Hotel Majestic, calma caro leitor, é apenas o Museu Mário Quintana e lá se dedicou a ouvir Elis Regina. Antes visitou a Catedral Metropolitana para receber a benção do Cardeal Jaime Spengler: dois litros de água benta caprichada.

    Doutor Borborema na folia?

    Doutor Borborema, aquele médico, que nunca acertou um diagnóstico, depois que perdeu a perereca para um caminhão da Comsercaf, sumiu entre mil lamúrias. Segundo interlocutores mais chegados o Doutor Borborema refugiou-se em um albergue construído para abrigar idosos ainda serelepes. Não há notícias de siricuticos.

    O que muda no estado?

    As descompatibilizações nos cargos executivos para concorrer as eleições de outubro, devem ocorrer em abril. O governador Cláudio Castro, quer ser senador, mas antes enfrenta a Justiça Eleitoral (TSE): se for cassado muita coisa muda na política do Estado do Rio. Um novo governador terá que ser eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa (ALERJ).

    Tarefa hercúlea

    Apesar do desgaste político evidente o prefeito de Búzios, Alexandre Martins (Republicanos) ainda pensa em fazer deputado estadual, com o apoio do governador Cláudio Castro (PL). Como o universo eleitoral de Búzios é muito restrito, o prefeito terá que expandir muito rápida a sua esfera de influência na Região dos Lagos. É uma tarefa hercúlea como dizia o ex-deputado Wilson Mendes.

    Cabo Frio e a ALERJ

    Entre todas as cidades da Região dos Lagos, aquela que tem o maior eleitorado e grande influência política é Cabo Frio. Até o momento, porém, o prefeito Serginho Azevedo (PL) parece não ter definida a sua escolha para uma cadeira na Assembleia Legislativa (ALERJ). Não pode esperar muito, a política não admite espaço vazio.

    Família Reis com Eduardo Paes

    A adesão da Família Reis, leia-se Washington Reis, em Duque de Caxias a candidatura ao governo do estado de Eduardo Paes (PSD) é um forte baque para a extrema direita. Há quem diga (Anthony Garotinho), que o governador Cláudio Castro (PL) será cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por esses dias.

  • CONTOS DE CARNAVAL

    Rubem Braga (*)

    A MOÇA DO CARNAVAL

    Minha amiga Lila Bôscoli, que faz com muita eficiência e graça a crônica feminina de Ultima Hora do Rio, telefonou outro dia para saber o que eu achava da mulher foliona. Ela se referia a essa que dança cantando, de braços abertos, no salão ou em cima da mesa, nos bailes de carnaval. Pela maneira de Lila fazer a pergunta percebi que ela esperava que eu “pichasse” a foliona. Pois respondi com sinceridade: “adoro”.

    Lila acha que há falta de linha e exibicionismo nessa maneira de brincar. Exibicionismo ou “semonstração”, como dizia Mário de Andrade, há muito no carnaval; mas o que em outras ocasiões é ridículo e de mau gosto, no carnaval fica sendo engraçado e bem. É próprio do espírito carnavalesco a pessoa perder o medo ao ridículo que a inibe o ano inteiro, se soltar, se espalhar, se exibir. Já conheci muita moça bonita, de ar sério e recatado, que passa o ano inteiro cultivando o mito da própria altivez e no carnaval se veste de prata, de escrava ou de havaiana e se esbalda, sorrindo e rebolando para todos, cantando as letras maliciosas, saltando durante horas em volta do salão, em cima da cadeira ou da mesa.

    Sim, adoro mulher fantasiada, porque sua beleza ganha uma graça nova, inesperada, uma como que verdade superior, uma completação de sonho. Nunca vi mulher tão bonita como mulher bonita em carnaval; o instinto a leva a se despir e vestir com a sabedoria do jogo dos espaços de carne e de cores, ela põe a imaginação a serviço do esplendor e da graça de si mesma. Ah, é uma grande coisa, o carnaval!

    Impossível negar o que há de sensualismo e de malícia em um baile de carnaval; mas exatamente nas grandes folionas é que essa malícia e esse sensualismo atingem um grau de gratuidade e de pureza, se desligam do prazer individual para ser uma integração na música e na alegria de todos; ela não tem par, ou não dá ao par nenhuma importância especial, ela goza o prazer de todos e de si mesma, ela se entrega ao ritmo com uma espécie de devoção. Essa, sim, essa é quem brinca o carnaval, é quem lhe dá o encanto e o prestígio, a ilusão, a misteriosa grandeza humana que outra festa nenhuma tem. Viva a moça do carnaval, a que se entrega toda, braços abertos para o alto, à sua magia e ao seu generoso fascínio, viva a moça que avança no fervor das noites acesas de fevereiro, princesa de lantejoulas imortais, guerreira de joelhos incessantes, e graça imperecível — viva para sempre, no seu minuto feliz de esplendor e alegria, a moça do carnaval!

    (*) Rubem Braga – 1913/1990.

    Lima Barreto (*)

    O MEU CARNAVAL

    Mas fôste mesmo recrutado?

    – Fui; e comi fogo que não foi graça.

    – Como foi a história?

    – Aproximava-se o carnaval. Como era meu costume, vim para a oficina, onde trabalhava. Eu morava em Santa Alexandrina, pelas bandas do Largo do Rio Comprido.

    – Ao chegar à oficina, na Rua dos Inválidos, o mestre me disse: “Valentim, você hoje tem um serviço externo. Você vai até Caxambi, no Méier, para assentar as caixas d’água de um prédio novo.” Deu-me o dinheiro das passagens e parti. Conhecia aquela zona e, a fim de poupar níqueis, desprezei o bonde e fui a pé. Passava eu por uma rua tranversal à Imperial, quando fui abordado por três ou quatro tipos fardados, do mais curioso aspecto. Eram de diversas cores, formando uma escolta, cujo comandante, um cabo, era um preto. E que preto engraçado! Desengonçado, pernas compridas e arqueadas, pés espalhados – era mesmo um macaco. A farda, blusa e calça, estava toda pingada; o cinturão subira-lhe até quase ao peito… Enfim, era um verdadeiro jagodes, um “Judas”.

    – Que é que eles te disseram?

    – O cabo veio direito a mim e perguntou-me com toda a empáfia: “Onde é que você vai?” Disse-lhe; mas a feroz autoridade parecia ter implicado comigo, tanto que me intimou: “Você vai à presença do senhor capitão Lulu.” “Mas não fiz nada”, objetei. Ele foi inabalável e não quis atender os meus rogos. Chorei, roguei, mas nada! Num dado momento, um dos soldados disse: “Seu cabo está com muitos luxos. Se fosse comigo, esse paisano ia já.” E fez menção de desembainhar um enorme sabre de cavalaria que tinha à cinta.

    – Mas que soldados eram estes?

    – Não estás vendo logo? Eram guardas nacionais.

    – Percebo. Foste?

    – Fui. Que remédio?

    – Que te fizeram?

    – Vou contar-te tintim por tintim. Levaram-me a presença do oficial. Era um mulato forte, simpático, e o seria intensamente se não fosse a sua presunção e pernosticidade. Era assim o capitão Lulu. Muito apurado no seu uniforme, disse-me num tom imperativo: “Você é um reles desertor. É um ignóbil brasileiro que recusa servir a sua pátria.” Objetei-lhe cheio de susto: “Mas, senhor capitão, nunca fui soldado, como posso ser desertor?” O capitão Lulu não respondeu diretamente à minha interrogativa, mas perguntou-me: “Como é que você se chama?” Disse-lhe. Indagou ainda: “Onde é que você mora.” Indiquei: “Rua tal, em Santa Alexandrina.” Isto pareceu-lhe contrariar; mas nada disse. Pôs-se a escriturar num livro e, por fim, falou- me: “Encontrei os seus assentamentos. Você está há muito tempo qualificado neste batalhão – 01.723.436. regimento de cavalaria da Guarda Nacional. Apesar de reiteradas intimações, você não se tem apresentado. Está preso disciplinarmente por oito dias.” Fiquei tonto, atordoado: “Mas senhor”, fiz eu, a tremer. “Cabo”, gritou o Lulu, “cumpra as ordens. Já sabe!”

    – Puseram-te na cadeia?

    – Não. Revistaram-me, tiraram-me as ferramentas e o dinheiro que levava. Isto tudo, na presença do marcial Lulu. Quando este viu os cobres, gritou: “Dá cá! Esses cobres vão para a caixa do regimento.” Após o que, levaram-me para um outro compartimento, onde me fizeram despir a roupa e vestir uma calça e blusa do uniforme. Das peças que lá havia, a única blusa que me chegava, tinha as divisas de cabo. Não quiseram arrancá-las e fui feito cabo de esquadra. Isto não impediu, porém, que me pusessem em serviço árduo.

    – Qual foi?

    – Meteram-me uma enxada na mão e fizeram-me capinar a chácara durante quase oito dias, passando fome.

    – Como?

    – A comida era café ralo e pão duro, pela manhã; e, às duas horas, um ensopado de mamão verde, muito mal feito, no qual encontrar uma pastilha de carne seca era uma raridade de fazer alegria até chorar. Na sexta-feira que precedia o sábado, véspera do carnaval, descansei. Ordenaram-me que lavasse a farda e a roupa branca, o que fiz vestindo em cima do corpo a fatiota com que fora preso. Mandaram passar a roupa lavada a ferro; e, no sábado, ordenaram-me que a envergasse e fosse à presença do comandante. Apresentei-me, fiz a continência que me haviam ensinado e esperei as ordens. O Lulu disse para o superior: “Está aí coronel, o desertor que capturei.” O comandante recostado na cadeira, acariciou o ventre proeminente com as duas mãos e disse com sotaque italiano: “Que vai ele fare?” O capitão Lulu respondeu: “Vai ser minha ordenança, no patrulhamento do carnaval.” O coronel ítalo-brasileiro só se limitou a dizer: “Bene!” À tarde, no sábado, Lulu, antes de sairmos, mandou-me chamar e aconselhou-me: “Você me parece boa pessoa, disciplinada. Procede muito bem. ‘A submissão é a base do aperfeiçoamento’, disse Victor Hugo. Se sou oficial, se cheguei à posição em que estou, devo, não só ao meu esforço, como também a ser obediente aos meus superiores. Você veio, acompanhou-me; porte-se bem que não terá de arrepender- se.”

    – O que era esse tipo, além de guarda nacional?

    – Era servente do Senado.

    – Que magnata!

    – Não te rias. À hora marcada, saímos, eu e Lulu, para a ronda. Deu-me cinco mil-réis, para despesas; mas não os pude gastar em uma feijoada, porque o aguerrido Lulu não me dava tempo. Andamos pelas ruas e, à noite, fomos aos clubes, onde pude beber e comer à vontade. No domingo foi a mesma coisa e já tinha ganho a intimidade de Lulu, a ponto de bebermos os nossos calistos juntos. Na segunda-feira, deu-me licença de ir até em casa; e eu que já estava ensoberbado de ser guarda nacional, fui de farda, facão e tudo! Quando cheguei ao Largo do Rio Comprido, saltei para tomar alguma coisa. Topei logo com um conhecido que, surpreendido e cheio de espanto, me disse: “Valentim! Que é isso? Você pode ser ‘pegado’ !” “Porque?” “Ninguém se pode fantasiar com os trajes militares do país.” Mal tinha dito isto, quando fui preso imediatamente por um polícia que me levou à delegacia onde não me quiseram ouvir e me meteram no xadrez até quarta-feira de cinzas. Está em que deu a Guarda Nacional e como foi o meu carnaval, naquele ano.

    (*) Lima Barreto – 1881/1922.

  • VERÃO 2026

    Verão de 2026 – João Félix

  • CARLOS MENDONÇA – CABO FRIO
    1. Salina – 2) Dunas – 3) Barcos – Carlos Mendonça

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Bastidores

    Há quem diga nas rodas de conversa na Câmara, no Suisso e adjacências, que as denúncias e críticas generalizadas, que ocuparam nos últimos dias as redes sociais da internet são a expressão da guerra de bastidores entre os grupos do prefeito Serginho Azevedo e o seu vice, Miguel Alencar. Ambos pertencem ao chamado “Bloco Conservador”. A conferir!

    A Entrevista 1

    A princípio, o jornalista Sidnei Marinho fez uma excelente entrevista com Aquiles Barreto, ex-vereador em Cabo Frio e ligado politicamente a candidatura do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes ao governo do estado. Aquiles Barreto contribuiu para o apoio do PSD a campanha de Serginho Azevedo a Ptefeitura, além de ser amigo pessoal de Miguel Alencar.

    A Entrevista 2

    Na entrevista a Sidnei Marinho, na Litoral News, Aquiles Barreto reforçou a ideia, que o tempo é de Serginho Azevedo, que perdeu ao mesmo tempo a companheira de vida e sua candidata a Assembleia Legislativa. Segundo ele o tempo é de esperar e que o prefeito deve lançar uma candidatura, que expresse o seu tamanho eleitoral.

    Destruição de reputações

    A internet se transformou numa rede de destruição de reputações onde através de “metralhadoras giratórias” se ataca tudo e a todos, não popupando ninguém. Não é bom para a sociedade, que parece se dividir em guetos ou bolhas, muito menos para a Democracia, na medida em que todos são colocados em um mesmo saco de linhagem pouco conhecida. Daí é um pulo para a pilantragem autoritária.

    Articulações políticas

    Cláudio Castro tem dois caminhos se deixar o governo do Estado do Rio: pode sair por decisão do TSE ou para disputar uma vaga no senado (em 2026, são duas em disputa por estado). A Assembleia Legislativa então elegerá o substituto de Cláudio Castro. O nome de André Ceciliano, ex-presidente da ALERJ e assessor especial de Lula é um dos cotados, mas pode também ser o vice de Eduardo Paes.

    Fortalecendo o interior

    Eduardo Paes (PSD), prefeito da capital, aparece como favorito em todas as pesquisas, mas á “gato escaldado”, porque já foi derrotado e sabe que precisa se fortalecer no interior. Não é por acaso que o prefeito de Campos, a maior cidade do interior, Wladimir Garotinho é cotado para fazer parte da chapa de Paes.

    Operação Especial de Carnaval

    A CCR ViaLagos espera receber mais de 413 mil veículos durante o período do Carnaval, de 2026, na medida em que é a principal via de acesso a Região dos Lagos. A concessionária montou a Operação Especial de Carnaval, reforçando o atendimento e o monitoramento em toda a extensão da rodovia.

    Cursos FIRJAN/SENAI – 1

    A Firjan SENAI está com inscrições abertas para 640 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional na unidade da Região dos Lagos, em São Pedro da Aldeia. Ao todo, são 8.880 vagas distribuídas por 28 unidades pelo estado. A previsão é de que o início das aulas seja entre os meses de fevereiro e abril, a depender de cada turma. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas presencialmente na unidade de interesse

    Cursos FIRJAN/SENAI – 2

    São 369 turmas que abrangem áreas tecnológicas como Alimentação, Construção Civil, Eletroeletrônica, Energias Renováveis, Gestão e Logística, Indústria Metalúrgica e Mecânica, Manutenção Industrial, Moda e Vestuário, Tecnologia da Informação, Automotiva, Audiovisual e Comunicação Digital, Design e Criação, Refrigeração e Climatização, Produção Industrial, Artes Gráficas e Marcenaria e Mobiliário.


220 respostas em “BLOG DO TOTONHO”

A cronica da Rugani, excelente como sempre, realça a figura do beija flor! Eu tambem , o acompanho em seus movimentos, aqui nos jardins da casa do meu filho em Maricá. Acontece que aqui, no seu habitat, os movimentos feitos são milimetricos e são dois, o maior ao ir no bebedouro e o menor, beijando o polen das plantas, os acompanho pq muitas vezes eles tem muito a ver conosco! E salve a natureza que Deus nos dá! Temos a obrigação de cultiva-la, como foi o Eden, no genesis.

Domingo,21 fui a praia do forte, encontrar com amigos e filhos e netos e bisnetos, conversas e mais conversas, regados com mineral e o pastel de camarão delicioso e coroando com uma enxova frita e aipim, uma delicia! A água, gelada como sempre! Antes de chegar, passei por praia sseca e conheci lugares que nunca trafeguei,com Monte Alto,muitas residencias e encontrei o meu primo Rômulo, de bike. Em resumo, sai da praia, cerca de 18hr, o sol ja se escondera! Belo dia, nunca em minha vida fiquei na praia, alem das 14 hr.Esse dia, ficará guardado para sempre , em minha já encanecida memoria! Ah! Como é bom ter amigos!

Domingo,21 fui a praia do forte, encontrar com amigos e filhos e netos e bisnetos, conversas e mais conversas, regados com mineral e o pastel de camarão delicioso e coroando com uma enxova frita e aipim, uma delicia! A água, gelada como sempre! Antes de chegar, passei por praia sseca e conheci lugares que nunca trafeguei,com Monte Alto,muitas residencias e encontrei o meu primo Rômulo, de bike. Em resumo, sai da praia, cerca de 18hr, o sol ja se escondera! Belo dia, nunca em minha vida fiquei na praia, alem das 14 hr.Esse dia, ficará guardado para sempre , em minha já encanecida memoria! Ah! Como é bom ter amigos!

“Aliás, além de Janio Mendes, outros ex-vereadores tentam retornar à Câmara de Cabo Frio. São eles Alfredo Gonçalves, Emanuel Fernandes, Vinícius Correia, Vanderlei Bento e Valfredo Gordo.”
Espero que não voltem nunca mais!

NESSE ANO DE 2024 CREIO QUE POSSA FICAR IGUAIS AOS OUTROS , UM MONTE DE PRÉ CANDIDATOS A VEREADOR INCOMPETENTES QUE NÃO SABEM QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA LEGISLAR. MAS SABEM COMPRAR VOTOS À RODO, COMO NOS TEMPOS DE OUTRORA VÃO CORTAR O DINHEIRO EM DUAS PARTES. SE ELEITOS ENTREGAM A OUTRA PARTE, SENÃO………..

Fim de semana comprido,e o blog do Tonho, tem as manifestações de pessoas gratas e livres de pensamentos constratando com a politica, nervosa, irregular e dispersiva sem nenhum projeto para o povo!

Meu Deus
Zé Roberto : meu melhor amigo, meu confidente !
O amigo que me mandava flores, me abraçava qdo me via triste, e foi ele com certeza, que me elegeu para Academia Cabo-friense de Letras !
Zé Roberto … nesse momento : tão dolorosamente presente, nas minhas saudades num abraçado apertado, de perder o fôlego como, nos nossos encontros !
Hoje a noite ,nas minhas orações noturnas, nos meus momentos de reflexões , vc vai está abraçado a mim, e eu vou adormecer sorrindo e tranquila : porque vou sonhar colorido entre os seus braços …

0 Pagallidis ,nas suas fotos e linhas, traz à mostra a nossa praia do forte, que considero, mais linda do Brasil. E tem ainda o Jaburu, que a chama de princesinha, muito bem adequado! Realmente, todas as autoridades deveriam zelar por ela, não que nódoas prejudiquem a sua beleza e tranquilidades!”

De poliitica nacional,municipal, vou.me omitir!:Como o homem é tão voluvel! É uma tristeza só! Os da fireita,então, são enfadonhos! Os da esquerda, gostam de mexer com os outros,mas, fracos em articulações, não se ajustam no congresso. Mais ima vez um abraço na Rugani, pelas metáforas dos pombos! Totonho, muita atenção nos que pretendem destruir a natureza, tão viva no nosso Cabo Frio!

Caro Totonho, vou me omitir, com respeito à politica partidária em Cabo Frio, deixo que os residentes o façam, um cois é certa, há evoluções par que estranhos se intrometam n politica nacional,como o famigerado Musk, e na esteira outros virão, podem crer! Mas, os democratas devem resistir!

BOM DIA. É ISSO TATI BUENO. SOFREMOS MUITO, CABOFRIENSES NATOS , DE RAÍZES PROFUNDAS, ACREDITAMOS SEMPRE QUE OS POLÍTICOS ANTIGOS OU VELHOS MESMOS ,IRIAM RESOLVER COM GALHARDIA E BOA ADMINISTRAÇÃO OS PROBLEMAS DA CIDADE. LEDO ENGANO. AGORA ESTÁ ACONTECENDO UM GRANDE ABRAÇO DOS AFOGADOS, MM , JÂNIO E A MAGDALA. A ”MAG” ESTÁ MAIS PERDIDA DO QUE CEGO NA BUCÓLICA PRAIA BRAVA. MM ABRAÇOU O JÂNIO E PIOROU SUA SITUAÇÃO DIANTE DO ELEITORADO. TIVERAM TODO O TEMPO DO MUNDO PARA FAZER DESTA POBRE CIDADE MILIONÁRIA UM QUASE PARAÍSO.DEU NO QUE ESTÁ DANDO………

Agora que me mudei ai de Cabo Frio, sinto que infelizmente nada mudou politicamente
E foram dezenas de anos, que morei e participei ativamente desse andar da carruagem política ai e que só piorou ‘
Não quero ser indelicada, mas pelo amor de Deus : ex prefeito inelegível: inventar de querer voltar ser prefeito nas costas de sua mulher ; chega a ser trágico se não fosse cômico !
Jânio Mendes nem vou comentar, nada : porque nunca tive por ele (por mil razões) alguma empatia política e pessoal !
Alair é aquilo que sempre foi e não vai mudar nunca ! Deixa ele quieto !
Adriano ( que certo advogado- advogado que estou em litígio judicial para recuperar a minha casa no Portinho,: e as rações são apenas duas : Não comprou e nem pagou os alugueis ) mas conseguir, tirar MM e colocar Adriano :que não passou de uma troca de cédulas velhas em circulação, por uma em piores condições de uso ; dois médicos com especialidades médicas diferente, mas idênticos politicamente : um saiu obrigado e outro pelas mesmas raxoes…
Enfim … essa é a velha dança política aí de CFrio, com enredos de promessas diferentes , mas com os mesmos atores amadores medíocres !
Recado dado
Tati Bueno

Bom isso, TATI BUENO. Nada mudou pra ficar tudo igual……política cabofriense….uma lástima….

Gostei do comentario da Angela. Ela está muito certa, tudo que acontece, sempre receberemos a repercussão, o i dividualismo, acabou! Não adianta nos escondermos, pq estamos envolvidos, acabou a covardia, mas, tem a hipocrisia, e assim vivemos. Quanto a politica em Cabo Frio, continua no seu marasmo, com a exceção do Serginho por duas medidas, a entrada da uerj e o do sanitario

BOA NOITE TOTONHO , COM TODO O RESPEITO E ADMIRAÇÃO POR VOCÊ E SEUS ESCRITOS, ME DESCULPE , MAS O ZÉ NÃO ESTAVA PREOCUPADO COM A SAÚDE FINANCEIRA DO MUNICÍPIO. HÁ DE VER PELO SIMPLES FATO DE TER COLOCADO A FILHA DO JÂNIO NA FAZENDA E O PRÓPRIO JÂNIO NA SAÚDE. ENTÃO ELE NÃO ESTAVA PREOCUPADO COM O ROMBO E NEM COM A SAÚDE…….

Escassez de líderes ou bons políticos em Cabo Frio , obriga aos gestores lançarem mais de velhos e desgastados políticos atuante e com ele, até a “família”
E isso aí Ronald Mureb
Tati Bueno

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