BLOG DO TOTONHO

  • SEMANA LIA NAVARRO 4

    Forte São Matheus – Lia Navarro 4

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    A vida de Noel Rosa

    O espetáculo musical sobre a história do samba e a vida do grande Noel Rosa estreia em 20 de março, às 20 horas, no Teatro Átila Costa, em São Pedro da Aldeia. O texto é do escritor Geraldo Afonso. A direção é de Daniel Ericsson e a produção da Samburá Multiartes.

    Críticas

    O ex-deputado Janio Mendes e os sites de notícias do ex-vereador e ex-secretário Dirlei Pereira e Juarez Volotão tem se notabilizado pelas críticas ao governo de Serginho Azevedo. Janio Mendes tem concentrado seu discurso nas áreas de economia/finanças, especialmente sobre o IPTU e a cobrança da Taxa de Lixo.

    Caminhos opostos

    Depois de muitos anos de atuação política, inclusive ocupando cargos no executivo municipal, Dirlei Pereira e o ex-prefeito Alair Corrêa ficaram em caminhos opostos politicamente. Dirlei é um crítico ácido da administração de Serginho Azevedo e Alair, desde a eleição em 2024, tem demonstrado apoio ao prefeito de Cabo Frio.

    A Praça da Ferradura precisa de bancos

    Manoel Eduardo (Marreco) o veterano “vereador do povo”, aquele que há muitos anos defende as causas populares de Búzios pergunta ao prefeito Alexaandre Martins: por que na Praça da Ferradura não há bancos? Como sempre o veterano político buziano sai em defesa dos direitos da população. O prefeito precisa trabalhar mais rápido e melhor.

    Rússia X Ucrânia

    O Blog colocou hoje a segunda etapa da matéria jornalística sobre o conflito entre a Rússia e Ucrânia. A guerra completou quatro anos essa semana e é alvo de desinformação generalizada, produção em massa de “fake news”. O Blog, sem juízo de valor, expõe matéria com o outro lado da informação, de origem russa, quase nunca publicada pela mídia corporativa ocidental.

    Baixaria

    Melodramas e baixarias de toda a sorte marcaram o discurso de Donald Trump frente ao Congresso dos EUA. A cada fala, por mais curta e sem importância que fosse, os republicanos levantavam-se e cobriam Trump de palmas: parecia ensaio comandado por Roque, ajudante de palco de Sílvio Santos: o homem do Baú fazia melhor.

    Modelo nefasto

    Grande parte do Congreso Nacional Brasileiro (Câmara de Deputados Federais e Senado Federal da República), com clara hegemonia da direita e ultradireita parece ter pegado como modelo o norte-americano. As cenas de explícita baixaria e leis absolutamente exdrúxulas são cada vez mais comuns.

    Programa “Minha primeira arma”

    O Portal da Câmara de Deputados mostra os absurdos perpetrados pela extrema direita no Parlamento. A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou em fevereiro de 2026 projetos que facilitam a compra de armas, incluindo o PL 2.959/2025 (Programa “Minha Primeira Arma”) e o PL 4.750/24. Ambos visam facilitar a aquisição de armas por jovens, reduzem impostos e chegam ao ponto de criar linhas de crédito específicas para facilitar as compras.

    Vergonha da Nação

    Os deputados poderiam ter criado programas como “Meu primeiro livro” ou “Minha primeira peça de teatro” ou mesmo “O meu 1º Filme”. Nada disso interessa a eles, que dentro da arrogância típica do nazi-fascismo, desejam violência e morte como solução para os múltiplos problemas da sociedade.

  • A HIPOCRISIA COMO CONFLITO SOCIAL

    Luciana G. Rugani (*)

    Alguns acontecimentos dos últimos dias deixaram muito material sobre o qual a sociedade precisa se debruçar e pensar, cada um se autoanalisar e refletir sobre as tantas mudanças sociais pelas quais já passamos e sobre a necessidade de seguir pra frente, deixando pra trás aquilo que não cabe mais e que representa o atraso e o preconceito.
    Frequentemente, acontecem tragédias em que homens, covardemente, por meio de violência contra a mulher ou contra os filhos, destroem a própria família. Dias atrás, um tribunal absolveu um homem que mantinha relação marital com uma criança de 12 anos (a enorme repercussão contrária acabou levando à revisão da sentença). No carnaval, houve o desfile de uma escola de samba que buscou promover um importante debate crítico por meio de uma de suas alas.
    E o que teriam em comum tantos fatos diferentes?
    Na base de todos encontra-se um conflito social que precisamos reconhecer e sobre o qual é preciso refletir: a hipocrisia, o distanciamento entre os rótulos e as atitudes, hipocrisia essa que, às vezes, costuma enganar algumas pessoas a ponto de elas nem perceberem que a reforçam. Em alguns casos, essa hipocrisia tem raiz em conceitos arcaicos, impregnados culturalmente e ocultos sob enganosos entendimentos oriundos de um orgulho dominador e possessivo. Conceitos como “Deus, Pátria e Família”, por exemplo, totalmente deturpados, fora da nossa realidade atual, interpretados de maneira arcaica como uma maneira de impor um domínio cuja raíz é um orgulho eivado de arrogância e preconceito.
    Não entrarei aqui no campo de nenhuma religião específica, mas, se fizermos uma reflexão básica sobre o conceito de “Deus”, considerando a ideia de um criador de todo o universo, atemporal, onisciente, sem começo e nem fim, que é a ideia básica de qualquer discussão sobre o tema, é claro que a imagem de alguém humano, imperfeito e dotado dos mesmos erros e características de qualquer ser humano é incompatível com a ideia de uma fonte criadora de todo o universo. Então por que compreendê-lo da mesma maneira humanizada que os antigos, de inteligência primária, que constituíam uma sociedade ainda primitiva e brutalizada, o compreendiam? Já não é tempo de rever, mais profundamente, os conceitos? Uma comparação básica que muito ajuda nessa reflexão: por que muitos desses que usam a máscara religiosa como algo formal, como uma capa para esconder as aberrações que executam, quase nunca falam em Jesus? Por que preferem se agarrar a passagens do Antigo Testamento e pouco se importam com as falas de Cristo? O Novo Testamento abriu uma nova era, em que, segundo o ensino pregado por Jesus, a força e a imposição de domínio sobre o outro seriam substituídos por leis de amor, pelo respeito e pelo não-julgar, portanto abraçar esse novo entendimento certamente exigiria abrir mão do orgulho pernicioso, do preconceito, da visão de superioridade e de posse sobre o outro.
    E o conceito de “Pátria”, tão utilizado para transmitir uma sensação de que a sociedade deve estar sempre pronta a seguir um comando forte e ditatorial, esquecendo que pátria se defende é na defesa da soberania roubada no dia a dia, que pátria se fortalece é no combate às injustiças sociais e na defesa da democracia, pois uma sociedade mais justa e próspera para todos é que a tornará mais forte e independente.
    E o que dizer então do conceito de “Família”! Esse, então, é um dos mais deturpados a todo instante. A imagem de bela família mas que, por dentro, no lar, impera a violência contra a mulher, a visão dos filhos e da mulher como propriedade, a visão preconceituosa da mulher, esquecendo que ela também é um ser livre, que, ao unir-se a um homem, não passou a ser propriedade dele. Uma imagem de bela família que contrasta com a imposição da ideia de que o homem é quem domina e que à mulher cabe “edificar” o lar, ou seja, o homem pode errar à vontade que o lar está nas mãos da mulher, e ela nunca deve errar, sob pena de pesado julgamento. Uma visão totalmente arcaica, enganosa, sem nenhum sentido de realidade, que deveria ter sido deixada lá atrás, nas dobras do tempo, nos primórdios de séculos passados. A mulher não é propriedade. A menina, criança, tem direito a estudar, a se formar, a tornar-se uma mulher e cidadã livre para, a partir daí, escolher seus caminhos e tomar suas decisões. Jamais se deve encarar como normal a relação conjugal de um homem com uma criança, nem justificá-la como comum em razão de ser costume em alguma localidade. Não, isso não é normal, foi um costume normal no passado arcaico, em que a subjugação feminina era aceita, porém há séculos isso ficou pra trás e lá deve permanecer. A sociedade evoluiu, e os conceitos também precisam evoluir. E se é para utilizar o mesmo verbo, hoje o lar é “edificado” sobre pilares como respeito, amor, companheirismo e responsabilidades compartilhadas. Fruto de uma parceria horizontal, e não de uma relação de superioridade ou de domínio, não de uma hierarquia rígida e baseada na posse.
    Incrível como tantas pessoas se escondem sobre os rótulos enganosos desses conceitos e aprontam as piores aberrações! Sabemos que não há perfeição, pois somos humanos, somos imperfeitos e por isso estamos vivos, para evoluir ao menos um pouco e deixar pra trás preconceitos e conceitos arcaicos. Mas não estamos aqui para conservar hábitos, costumes e entendimentos que já não cabem mais em nossa sociedade.
    Costumam usar também o termo “conservador” como se fosse algo saudável e bom. Quando que conservar entendimentos equivocados e ultrapassados é algo saudável? Basta refletir um pouco mais!
    Outra coisa que tem se tornado muito comum é o uso da interpretação mais conveniente para garantir a preservação de outros interesses. Vimos isso na questão da ala da escola de samba à qual me referi no início. No desfile, o que houve foi uma crítica social a comportamentos, à hipocrisia presente nos comportamentos. Não houve nada relativo a religiões específicas, entretanto alguns políticos e líderes religiosos sem escrúpulos, que usam as máscaras e os rótulos da religião como meio de defender interesses outros, sejam econômicos ou políticos, articularam a divulgação, para seus seguidores, de uma interpretação equivocada, como se a escola estivesse se referindo aos membros de determinado nicho religioso. Com isso, buscaram atrair a indignação dos religiosos contra a escola, e aqueles que não param para analisar profundamente e se deixam levar pelos rótulos, mais uma vez entraram no jogo enganoso dos hipócritas, morderam a isca e perderam uma boa oportunidade de compreender a crítica social feita e abrir os olhos para perceber os falsos e hipócritas da atualidade.
    Nos dias atuais, a hipocrisia pode ser encarada como um importante conflito social, pois sua propagação tem promovido intolerância, radicalismo e profundas dissensões. E, no âmbito religioso, a hipocrisia aliada à fé sem questionamentos, à política e impulsionada pela força da internet e das redes sociais torna-se uma venda imposta a grande parte de seguidores das mais diversas religiões, a ponto de alguns defenderem justamente aquilo que mais mal faz para a essência real dessas religiões.

    (*) Luciana G. Rugani – Pensadora, escritora e poeta.

  • Raízes da operação militar especial russa: história do conflito ucraniano – 2

    Moradores de Sevastopol em um concerto festivo após a realização do referendo sobre o status da Crimeia

    Crimeia

    Buscando proteger seu direito à autodeterminação e à língua materna, os habitantes da Crimeia, em referendo realizado em 16 de março de 2014, votaram esmagadoramente a favor da reunificação com a Rússia. A região foi incorporada à Rússia.

    Proclamação de RPD e RPL, bombardeio de cidades

    Na primavera de 2014, foram proclamadas repúblicas populares nos territórios das regiões de Donetsk e Lugansk. Em resposta, as autoridades da Ucrânia acusaram a população de “separatismo” e iniciaram uma operação militar na região, que se transformou em um conflito armado em grande escala. Contra a milícia popular, foram lançados tanques e aviação.

    Cidades como Donetsk, Gorlovka, Lugansk e Debaltsevo foram submetidas por anos a bombardeios de artilharia pelo regime ucraniano. Bairros residenciais, hospitais e escolas foram destruídos.

    1. Uma mulher na varanda de uma casa bombardeada pelo exército ucraniano. – AP Photo / Mstyslav Chernov.

    2. Milicianos populares transportam uma vítima mortal do ataque aéreo da Força Aérea Ucraniana contra o prédio da administração regional em Lugansk – Sputnik / Evgeny Biyatov

    3. Uma mulher olha através de uma janela quebrada de seu apartamento depois que ele foi atingido pela artilharia ucraniana na área de Voroshilovsky, no centro de Donetsk, Ucrânia. – AP Photo / Manu Brabo

    ‘A Madona de Gorlovka’

    Em 27 de julho de 2014, as formações armadas das Forças Armadas da Ucrânia bombardearam as ruas de Gorlovka com lançadores de foguetes Grad. 22 moradores da cidade morreram, entre eles a “Madona de Gorlovka” Kristina Zhuk e sua filha de dez meses, Kira. Com a criança no colo, a mãe tentou fugir dos soldados ucranianos. A foto de Kristina morta, deitada na grama da praça da cidade ainda segurando sua filha, tornou-se um símbolo do terror bárbaro da Ucrânia contra o povo resistente do Donbass.

    “A Madonna de Gorlovka” — a jovem Kristina Zhuk e sua filha de 10 meses morreram em 27 de julho de 2014, quando formações armadas da Ucrânia bombardearam as ruas de Gorlovka com lançadores Grad. Foto / Belaya Kniga Novorossii

    Tragédia em Zugres

    Em 13 de agosto de 2014, as Forças Armadas da Ucrânia bombardearam uma praia infantil na cidade de Zugres. 13 pessoas morreram no local, quatro outras posteriormente. Mais de 40 ficaram feridas. Segundo testemunhas, o dia estava quente e a praia no rio Krynka estava lotada de banhistas, muitos com crianças pequenas. A investigação mostrou que o bombardeio da praia infantil em Zugres foi realizado com lançamento de foguetes do sistema Smerch.

    Acordos de Minsk

    Uma tentativa de deter o conflito armado e a morte de civis foram os Acordos de Minsk. Assinados em 2014 e 2015 com mediação da Rússia, Alemanha e França, os acordos estabeleciam medidas essenciais para resolver a situação: aprovar uma lei de anistia para todos os participantes do conflito civil, declarar as repúblicas de Donetsk e Lugansk como territórios especiais e consolidar isso na Constituição ucraniana, organizar eleições locais, entre outras.

    Mas nenhum ponto foi cumprido. A Ucrânia violou sistematicamente os acordos. Não houve cessar-fogo nem retirada das armas ucranianas: observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) registravam regularmente bombardeios das Forças Armadas da Ucrânia em Donetsk e Lugansk, inclusive com uso de armamento pesado. Além disso, Kiev constantemente dificultava o monitoramento da OSCE, negando acesso a várias áreas.

    Como posteriormente admitiram líderes europeus, os acordos foram assinados não para serem cumpridos, mas para ganhar tempo e reforçar o poder militar da Ucrânia. O ex-presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, declarava abertamente que o objetivo de Kiev não era a paz, mas o desgaste do inimigo. Sua frase infame de que “os filhos deles ficarão presos em porões” mostrava o desprezo da elite de Kiev pelo sofrimento dos habitantes do Donbass.

    Presidente da Belarus Aleksandr Lukashenko, seu homólogo russo Vladimir Putin, ex-chanceler alemã Angela Merkel, ex-presidente francês François Hollande e ex-presidente ucraniano Pyotr Poroshenko em 11 de fevereiro de 2015 durante uma reunião destinada a pôr fim a dez meses de combates na Ucrânia. - Sputnik Brasil

    Presidente da Belarus Aleksandr Lukashenko, seu homólogo russo Vladimir Putin, ex-chanceler alemã Angela Merkel, ex-presidente francês François Hollande e ex-presidente ucraniano Pyotr Poroshenko em 11 de fevereiro de 2015 durante uma reunião destinada a pôr fim a dez meses de combates na Ucrânia. – AFP 2023 / HO/Presidential Press-service/Mykola Lazarenko

    Novo ciclo do conflito

    O atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, que assumiu o poder em abril de 2019, continuou a política repressiva das autoridades ucranianas contra a população do sudeste do país. Em 17 de fevereiro de 2022, a RPD e RPL informaram sobre os bombardeios mais intensos dos últimos meses pelas Forças Armadas da Ucrânia.

    Objetivos da operação militar especial

    21 de fevereiro de 2022. O presidente russo, Vladimir Putin, durante o discurso. – Sputnik / Aleksei Nikolsky

    O presidente russo, Vladimir Putin, explicou que tomou essa decisão em nome das pessoas que estavam sofrendo genocídio por parte do regime de Kiev. Vladimir Putin (24 de fevereiro de 2022): “As circunstâncias exigem de nós ações decisivas e imediatas. As repúblicas populares do Donbass pediram ajuda à Rússia. Em relação a isso, de acordo com o artigo 51, parte 7, da Carta da ONU, com a sanção do Conselho da Federação e em cumprimento aos tratados de amizade e assistência mútua ratificados pela Assembleia Federal com a RPD e a RPL, tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial”.

    Garantir Objetivos principais da operação militar especial:

    – Garantir os direitos da população de língua russa.

    – Legitimar a escolha do povo.

    – Desmilitarização (neutralizar a ameaça militar e impedir os planos da Ucrânia de aderir à OTAN).

    – Desnazificação (reprimir a disseminação da ideologia neonazista).

    Incorporação dos novos territórios à Rússia

    Em setembro de 2022, foram realizados referendos na RPD, RPL e nas regiões de Zaporozhie e Kherson sobre a incorporação desses territórios à Rússia. A grande maioria dos moradores votou a favor. Em 30 de setembro foram assinados os tratados de incorporação das quatro regiões à Rússia.

    Putin reconhece a independência das Repúblicas de Donetsk e Lugansk da Ucrânia, 21 de fevereiro de 2022. – Sputnik / Aleksei Nikolsky

  • SEMANA LIA NAVARRO 3

    Portinho – Lia Navarro 3

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia

    Sem candidatos

    Estamos no final de fevereiro e até o momento não se tem qualquer notícia de candidatos do campo da esquerda, em Cabo Frio. Os movimentos que se percebe são de cabos eleitorais, trabalhando politicamente para candidatos a Assembleia Legislativa ou Câmara Federal da capital e de outras cidades.

    Tem consequências

    É óbvio que a ausência de candidatos próprios da esquerda, no município para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal, enfraquece esse campo para em 2028 ter candidaturas fortes para a Câmara de Vereadores e até para Prefeito. É um dos fatores que contribui para que hoje a Câmara tenha o monopólio político e ideológico de vereadores do “bloco conservador”.

    Questão de aliança

    Para mudar o panorama político e ideológico da Câmara de Vereadores de Cabo Frio é necessário que o “bloco progressista”, representado pelo PT, PDT e PSB e a esquerda (PSOL, Rede Sustentabilidade e Unidade Popular) façam sólidas alianças. Com “rachas” a tendência é o “bloco conservador” continuar a ter monopólio do Legislativo.

    Cambalhotas

    É claro que a vida política é cheia de nuances e reviravoltas, mas Aldo Rebelo, ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PC do B), na Democracia Cristã (DC) é um pouco demais. A política brasileira não para de nos reservar surpresas. Ela não pula ou mesmo grita, mas dá cambalhotas dignas de circo do interior.

    Trump e a Decadência

    O governo Donald Trump, com sua fanfarronice e caminhos belicosos e tortuosos, está expondo ao planeta a decadência dos EUA, que com a queda e fragmentação da URSS, havia se transformado em potência unipolar. O dólar derrete aceleradamente e muito em breve as transações internacionais serão realizadas através de uma bolsa de moedas.

    Rússia X Ucrânia

    Para quem quer se informar para além da mídia corporativa, em especial Organizações Globo, Estado de São Paulo (Estadão), Folha de São Paulo, Reuters, Assoc Press, o Blog trás, dividida em capítulos, ampla matéria sobre o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, com a visão russa, produzida pelo Portal Sputnik. Vale conferir.

    Nem os Keynesianos

    O Blog convida seus leitores a buscar veículos alternativos, na medida em que a grande mídia corporativa dá uma visão distorcida da realidade. Focam em apenas um lado do universo político/ideológico, que é bem mais amplo. Exemplo: todos são contrários a derrubada da semana 6 X 1, como já se posicionaram contra o salário mínimo e o 13º.

    John Maynard Keynes – 1883/1946.

    Nem os Keynesianos 2

    Basta ver, que os “jornalões”: só buscam a opinião dos economistas liberais (Escola de Chicago) e neoliberais, ligados a especulação financeira. São tão caras de pau, que até mesmo os economistas de orientação keynesiana não são chamados a debater. Ao grande público é dado apenas a visão do mercado financeiro.

  • Raízes da operação militar especial russa: história do conflito ucraniano -1

    Golpe de Estado na Ucrânia

    Os eventos do Euromaidan levaram à crise política na Ucrânia. Em novembro de 2013, o presidente ucraniano Viktor Yanukovich recusou-se a assinar o Acordo de Associação com a União Europeia, temendo a ruptura das relações já existentes com a Rússia. Essa decisão provocou protestos em massa em Kiev.

    O confronto de três meses entre as forças de segurança e os manifestantes – muitos dos quais nacionalistas – resultou em dezenas de mortes e um golpe de Estado.

    Na noite de 22 de fevereiro, os ativistas do Euromaidan tomaram o complexo governamental, assumindo o controle dos prédios do parlamento, da presidência e do governo. Como resultado do golpe de Estado, o poder foi transferido para a oposição. O presidente legítimo Viktor Yanukovich foi forçado a fugir urgentemente para a Rússia.

    1. Policiais durante confrontos com manifestantes na Praça da Independência em Kiev – Sputnik / Andrei Stenin

    2. Policiais durante confrontos com manifestantes na Praça da Independência em Kiev – Sputnik / Aleksei Furman

    3. Participante de ações em apoio à integração europeia da Ucrânia na rua Grushevsky em Kiev – Sputnik / Andrei Stenin

    4. Policiais são vistos na Praça Maidan, em Kiev, onde começaram os confrontos entre manifestantes e a polícia – Sputnik / Andrei Stenin

    Perseguições à língua russa

    Desde 2014, as autoridades de Kiev iniciaram uma ofensiva sistemática contra a população de língua russa. Foram aprovadas leis que limitam o uso da língua russa:

    – Foi revogada a Lei de Bases da Política Linguística do Estado, de 2012.

    – Reduziu-se o número de escolas onde o ensino era realizado em língua russa. A partir de 1º de setembro de 2020, as escolas que ensinavam em idioma russo na Ucrânia passaram a ensinar no idioma oficial.

    – Foram aprovadas emendas à Lei da Televisão e Radiodifusão. A quota de transmissão em ucraniano na televisão e rádio de âmbito nacional e regional aumentou para 75% por semana, e para 60% na mídia local.

    – Foi suspensa a transmissão de canais de TV russos, proibida a exibição de filmes russos e vedada a participação de artistas incluídos na “lista de pessoas que representam ameaça à segurança nacional”.

    – Foi aprovada a Lei de Garantia do Funcionamento do Ucraniano como Língua Nacional.

    – Foram aprovadas as leis sobre os povos autóctones da Ucrânia e sobre as minorias nacionais da Ucrânia, que excluíram definitivamente os russos da proteção jurídica do Estado.

    Perseguição da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou

    Mosteiro feminino de Santa Iveron (à direita) e a igreja de Santa Olga, princesa igual aos apóstolos (à esquerda), destruídos durante as hostilidades em Donetsk. - Sputnik Brasil

    Mosteiro feminino de Santa Iveron (à direita) e a igreja de Santa Olga, princesa igual aos apóstolos (à esquerda), destruídos durante as hostilidades em Donetsk.

    A perseguição da Igreja Ortodoxa Ucraniana, historicamente ligada ao Patriarcado de Moscou, se tornou norma, incluindo a tomada de templos e a perseguição de clérigos desta Igreja:

    – Em 23 de setembro de 2024, entrou em vigor a lei “Sobre a proteção da ordem constitucional no campo das atividades das organizações religiosas”. Na Ucrânia, a atividade da Igreja Ortodoxa Ucraniana foi praticamente proibida.

    – A lei “Sobre liberdade de consciência e organizações religiosas” incluiu um artigo especial que proíbe a atividade na Ucrânia de organizações religiosas ligadas à Igreja Ortodoxa Russa.

    – Houve a tomada do Mosteiro de Pechersk de Kiev e do Mosteiro de Pochaev, com a remoção de parte das relíquias religiosas, incluindo as relíquias de santos.

    – Tomadas em massa de templos. Foram tomadas catedrais e outras igrejas em Ivano-Frankovsk e Lvov, deixando essas cidades sem templos da Igreja Ortodoxa Ucraniana. As autoridades retiraram as catedrais da Santíssima Trindade e da Transfiguração em Chernigov da posse da comunidade da Igreja Ortodoxa Ucraniana. Em Cherkasy, foi tomado o Mosteiro do Nascimento da Santíssima Virgem.

    – Cerca de 180 processos criminais foram abertos contra clérigos e arcebispos da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou. 20 bispos e sacerdotes foram privados da cidadania ucraniana.

    – Uma nova forma de repressão contra os clérigos da Igreja Ortodoxa Ucraniana foi a sua mobilização forçada para as Forças Armadas da Ucrânia.

    1. Igreja destruída após bombardeio aéreo na cidade de Krasnodon – Sputnik / Valery Melnikov

     2. Moradores de Lugansk após bombardeio da cidade – Sputnik / Valery Melnikov

     3.  Cúpula e teto destruídos do templo em honra à Ícone da Mãe de Deus de Iverskaya do Mosteiro Iverskaya feminino de Donetsk, localizado perto do aeroporto da cidade de Donetsk, destruído durante os combates no Sudeste da Ucrânia. – Sputnik / Vera Kostamo

    Insatisfação da população de língua russa no sudeste do país

    Após o golpe de 2014, começaram intensos protestos no Leste do país, onde predominava a população de idioma russo, inclusive no Donbass e na Crimeia. Os moradores dessas regiões exigiram uma solução para a questão do status da língua russa e a realização de uma reforma constitucional, incluindo a federalização da Ucrânia.

    No Donbass, foi formada uma milícia popular.

    O massacre de Odessa

    Incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa – Sputnik / Aleksandr Polishuk

    Em 2 de maio de 2014, dezenas de pessoas morreram e foram queimadas vivas na Casa dos Sindicatos de Odessa. Os apoiadores do Euromaidan destruíram o acampamento dos ativistas que discordavam da política das autoridades ucranianas. As pessoas tentaram se salvar na Casa dos Sindicatos, mas foram bloqueadas e morreram no incêndio.

    Os acontecimentos em Odessa marcaram o episódio final do confronto civil entre os apoiadores do governo ucraniano da época e os opositores do golpe de Estado.

    1. Incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa – Sputnik / Aleksandr Polishuk

     2.  Incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa (a entrada central está pegando fogo) – Sputnik / Aleksandr Polishuk

     3. As pessoas saíram para o parapeito durante o incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa. À direita: o rosto e o cabelo da moça foram atingidos por um trapo ensopado numa mistura inflamável de uma garrafa de “coquetel Molotov” jogada. – Aleksandr Polishuk

     4. O corpo da pessoa que morreu em decorrência do incêndio no edifício da Casa dos Sindicatos em Odessa – Sputnik / Denis Petrov

  • SEMANA LIA NAVARRO 2

    Praia do Siqueira – Lia Navarro 2

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Taxa do Lixo

    O embate entre o governo de Serginho Azevedo, acrescido dos vereadores contra setores importantes da sociedade insatisfeitos com a taxa de lixo deve levar algum tempo e certamente vai desaguar no processo eleitoral de 2026. Nenhum imposto ou taxa passa incólume, sem um acirrado debate junto a sociedade organizada. Transparência é fundamental.

    Transparência

    A Câmara Municipal, independente de sua composição política e ideológica, obrigatoriamente tem que primar pela transparência. Afinal, os vereadores são representantes da sociedade como um todo e não de categorias profissionais e de determinados bairros. Existem questões que incomodam a sociedade e não a uma comunidade específica.

    O voto é proporcional

    Existem vereadores que se preocupam unica e exclusivamente com os bairros ou comunidades, que teoricamente os teriam colocados confortavelmente sentados nas poltronas do Plenário Oswaldo Rodrigues: pensam apenas numa frase: como garantir a reeleição. E o futuro do município?

    O voto é proporcional 2

    Trabalham, quando o fazem, voltados unica e exclusivamente para aquele bairro ou comunidade. Esquecem, que, no sistema eleitoral brasileiro, no caso do Legislativo, seja ele municipal ou estadual, a eleição é proporcional, portanto, o vereador é eleito pela sociedade como um todo.

    Vergonha

    A inauguração da igreja neopentecostal dentro de um hotel, na entrada da cidade, deveria despertar o repúdio da sociedade organizada ou não, mas vivemos tempos de “vale-tudo”. O que esperar de algo criado por um homem que utiliza um linguajar chulo, com palavrões e agressões de toda natureza?

    Vergonha 2

    O vídeo que melhor define o empresário da fé é quando ele se dedica a mostrar a colegas de púlpito, sem qualquer constrangimento, como arrancar a grana dos fieis através de dízimos e ofertas. O grande jornalista Ricardo Boechat definiu Malafaia como “pilantra”, “tomador de dinheiro” e o mandou “caçar uma rola”.

    Confrontos no Bloco Conservador?

    Há quem diga que nos bastidores existem confrontos entre diversas correntes do “bloco conservador” e que as críticas ao governo de Serginho Azevedo (PL) e a atuação do seu vice, Miguel Alencar (União Brasil) são decorrentes dessas divisões. Segundo essas mesmas fontes, essas divergências existiriam desde a campanha eleitoral, de 2024.

    Bilionários sem nenhuma fé

    São poucos os jornalistas corajosos como Ricardo Boechat, que incomodava os poderosos e não tinha nenhum medo dos siricuticos, pitis, faniquitos e chiliques dos Macedos, Malafaias, RR Soares ou Valdomiros, que tanto mal fazem ao povo brasileiro. Estão todos bilionários, esbanjam acintosamente a riqueza, enquanto o povo os cobre de dízimos.

    Combate aos maus-tratos aos animais

    A médica veterinária Fenela Assed está realizando bom trabalho no canil municipal e na atenção e prevenção aos maus tratos de animais. Atendendo a denúncias de maus-tratos, a veterinária esteve na área do Lido (Canto do Forte) e com o apoio da Guarda Ambiental, da ROMU e da Superintendência do Canil Municipal, resgatou os animais e prendeu os responsáveis.

    Falta punição para os grileiros

    A secretaria de meio ambiente também tem feito um bom trabalho contra os grilheiros, que invadem áreas públicas do município. Entretanto, esse trabalho não é completo, porque não se vê punição para essa turma, que reiteradamente, na mais completa ilegalidade, continua a tentar, quase diariamente se assenhorar de terras, que não lhe pertencem, estimulando a favelização da cidade.

  • A POLÍTICA E SUA DINÂMICA PARTIDÁRIA

    Cláudio Leitão (*)

    Acabou o Carnaval e vamos entrar novamente num ano de eleições. Os processos vão começar a acelerar e as candidaturas começarão a ser mais bem definidas. A política em seu dia a dia segue sendo um ambiente complexo, emocional e muitas vezes não verdadeiro. Os interesses se confundem. A definição de ética muda e passa a ter um sentido próprio e específico. Tem agentes políticos que sempre colocam os seus interesses privados acima do público, mas também tem o contrário, gente bem-intencionada que sempre coloca o interesse público em primeiro lugar, porém também preserva seus interesses pessoais e eleitorais.
    Aprendi ao longo dos anos de militância que não existe perfeição no campo político. Minha primeira filiação partidária foi no PT em 1984, quando jovem estudante de Economia em Niterói. O partido tinha 4 anos de fundação. Depois da faculdade fui morar no Nordeste durante alguns anos da minha vida e minha filiação se perdeu. Naquela época era tudo no papel e a filiação muitas vezes precisava ser renovada.
    Quando me mudei para Cabo Frio, no final dos anos 80, me afastei um pouco da política por necessidades profissionais. O meu trabalho na indústria farmacêutica demandava muitas viagens e tive dificuldades em atuar politicamente. Os anos se passaram e no início dos anos 2000 o PT chega ao poder fazendo opções e escolhas contrárias ao seu discurso de fundação. Escolhas “pragmáticas”, da chamada política real, que seguiam as regras habituais dos demais partidos. A cúpula partidária dizia que o partido tinha que se adaptar à realidade concreta da política nacional.
    Discordando destas escolhas do PT, mas seguindo na luta, junto com vários companheiros ex-petistas, ajudei a fundar o PSOL no Rio de Janeiro, e mais particularmente em Cabo Frio, no ano de 2005. Segui militando nesta linha ideológica e fui três vezes candidato a prefeito da cidade. Em 2008, 2012 e 2016. Aqui em Cabo Frio me formei também em História.
    Em 2018 deixei o PSOL e adotei também uma linha mais pragmática. As pessoas me cobravam e diziam que eu fazia muitas críticas e não conseguia viabilizar minhas propostas. Recebi um convite de Adriano (Rede Sustentabilidade) para num projeto de união derrotar um dos caciques da política local, Marquinho Mendes. Vencemos aquela fatídica eleição suplementar e me tornei Secretário de Educação. Agora “poderia fazer” e responder aos críticos.
    Fiquei apenas dez meses no governo e sofri uma enorme decepção política. Adriano traiu os compromissos de campanha e quase todos os companheiros que o ajudaram a ganhar a eleição. Esta história muitos já conhecem. Saí do governo denunciei desvios de recursos da educação e isso gerou uma Ação Civil Pública impetrada pelo MP, que infelizmente hoje, segue a “passos de tartaruga” na Segunda Vara Cível de Cabo Frio. Mas neste curto período de gestão, apesar das dificuldades, tivemos várias realizações reconhecidas pelos profissionais de educação e analistas políticos. Sem falsa modéstia, provei aos críticos que era capaz de fazer e realizar.
    O tempo correu e veio a eleição municipal de 2020. Recebi um convite do saudoso prefeito José Bonifácio, que depois venceu a eleição, me filiei ao PDT e disputei a eleição para a Câmara dos Vereadores. Não me elegi, mas tive uma votação que contribuiu para fortalecer a legenda. Mas assim são as urnas e vida que segue!
    Em 2024, a convite do companheiro de longa data, Rafael Peçanha, que foi candidato a prefeito pela Rede Sustentabilidade, retornei ao PSOL e me candidatei novamente a vereador. Com votação abaixo, também não me elegi. A luta política é muito dura para quem participa do processo eleitoral cumprindo regras e agindo com ética e princípios republicanos.
    Contei esta história relatando alguns aspectos da minha modesta trajetória para mostrar que a política…

    (*) Cláudio Leitão é Economista e Professor de História.

  • SEMANA LIA NAVARRO 1

    Itajuru – Lia Navarro

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia

    Semana difícil

    A semana tem sido dura para as famílias cabofrienses, em especial a Família Ferreira, que há bem pouco tempo perdeu Francisco de Assis, o Kiko de Timinho. No fim de semana morreu João Eduardo Ferreira Novellino, Dudu, economista e irmão do falecido prefeito José Bonifácio. Dudu foi velado e cremado, em Niterói, na tarde de domingo.

    Questão de espaço?

    A pergunta é, por que setores da direita e ultradireita batem tanto no governo de Serginho Azevedo (PL)? Isso pode ser verificado diariamente nos sites e portais de notícias nas redes da internet onde denúncias de toda sorte são colocadas contra o governo, que a primeira vista deveria ser reconhecido como parceiro. É uma questão de espaço?

    Questão de espaço? 2

    O governo de Serginho Azevedo (PL) foi montado com base no bloco conservador, que o elegeu, inclusive com o monopólio político na Câmara onde não existe nenhuma voz do bloco progressista ou mesmo da esquerda. Por que então apanha tanto da ultradireita? A resposta possível é que o tamanho da administração pública, apesar dos engordamentos artificiais, não comportou todo mundo.

    A Taxa do Lixo

    Nenhum novo imposto ou taxa é bem recebida pela população, mas ainda quando ela é votada e sancionada sem debates em audiências públicas, com a participação, mesmo que limitada da sociedade. A Câmara monolítica, cuja hegemonia pelo bloco conservador é absoluta, vai ter que segurar a onda da evidente rejeição popular.

    A Taxa do Lixo 2

    A Câmara monolítica está começando a se explicar, mas erroneamente tenta colocar a culpa da nova taxa na falta de mobilização popular. Brota então nova pergunta que não quer calar: e os vereadores não estão no Legislativo eleitos exatamente como representantes das suas comunidades, dos seus bairros, da população? Por que não questionaram?

    Lugar apropriado

    A cidade ganha mais um templo neopentescostal, mais uma dissidência da Assembleia de Deus, dessa vez em nome de Malafaia, de retórica raivosa, agressiva e ultraconservadora. O “pastor” notabilizou-se por divulgar vídeos na internet com “aulas” de como os outros “pastores” devem arrancar dízimos dos fieis.

    Lugar apropriado 2

    A nova igreja ou templo ou empreendimento da fé (escolham o nome) está localizada em hotel de luxo, em importante avenida da cidade, certamente com intenção de influenciar a vida política e religiosa do município Talvez um estabelecimento de luxo seja mesmo o lugar apropriado para esse tipo de firma se fixar.

    Cadê o “Tapetinho”

    Bairros como Jardim Caiçara, Parque Burle, Guarany e São Cristovão estão precisando com urgência do “tapetinho”, que o governo tem implantado em outras áreas administrativas. São muitos anos de abandono, sem a devida atenção das políticas municipais, que se refletem no dia a dia dos cidadãos pagadores de impostos.

    Jornalismo do Departamento de Estado dos EUA

    Uma vergonha a matéria do Fantástico, já justificando uma possível intervenção militar dos EUA e Israel sobre o Irã. As acusações sobre o regime iraniano vão do autoritarismo e corrupção e ameaças a estabilidade do Oriente Médio. A reportagem esquece de citar muitas coisas, inclusive o golpe de estado de 1953 (Operação Ajax), que derrubou o governo de Mohammed Mossadegh, 1º ministro iraniano, que ousou nacionalizar o petróleo. Seguido da violenta repressão do regime sangrento do Xá Reza Pahlavi, que sobreviveu até 1979, sempre com o apoio “liberal e democrático” do governo dos EUA.

  • INVOCA-SE O CÉU E NEGOCIA-SE A TERRA

    Mauro Porto (*)

    Em Cabo Frio, cidade de cerca de 230 mil habitantes e já abarrotada com mais de mil igrejas, lá vem mais um templo inaugurado por Silas Malafaia.

    Se fé virasse alvará, a prefeitura tinha que abrir uma secretaria exclusiva para administrar milagre por metro quadrado.

    Enquanto comércio fecha as portas, ambulante sua no sol e morador faz malabarismo pra pagar a obscena taxa de lixo aprovada na surdina pela Câmara — sempre diligente quando o assunto é pesar no bolso do contribuinte — há um setor blindado contra tempestades: o da religião-empresa.

    A Constituição promete igualdade perante a lei. Na prática, o fiel paga imposto, o pequeno empresário aperta os cintos, mas o templo navega na imunidade tributária como cruzeiro em mar calmo.

    As Assembleias de Deus chegaram ao Brasil em 1910 como missão pentecostal, fincando os pés nas camadas mais pobres e crescendo vertiginosamente ao longo do século XX até se tornarem o principal segmento evangélico do país.

    Eram culto simples, Bíblia aberta e consolo para quem só tinha fé e esperança. Hoje, parte dessa herança parece capturada por meganhas de paletó que descobriram na política uma extensão natural do púlpito — não basta o poder do céu, querem também o poder dos homens.

    E a nova etapa dessa “obra” começou em grande estilo: as reuniões foram inauguradas no luxuoso Hotel Paradiso Corporate. Paradiso, de paraíso mesmo, só para os ricos e abastados da cidade. Porque os pobres fiéis — aqueles que sustentam a engrenagem com dízimos pingados no meio da dor cotidiana — raramente atravessam as portas giratórias do luxo.

    O evangelho que nasceu nas periferias agora estreia sob lustres e ar-condicionado central.

    Inventou-se até uma teologia sob medida para o caixa: a “prosperidade”, onde fé vira investimento e Deus assume o papel de sócio do sucesso financeiro.

    Uma narrativa que transforma miséria em falta de fé e riqueza em certificado divino — uma afronta direta ao projeto de Jesus de Nazaré, que caminhava entre pobres, párias e desassistidos, não entre suítes executivas e auditórios climatizados.

    Pelo andar da carruagem e pelo histórico do líder falastrão, o novo “templo” soa menos como casa de oração e mais como comitê político em temporada eleitoral.

    Entre um culto e outro, palanque. Entre um louvor e outro, articulação.

    O objetivo já não parece apenas inaugurar o reino dos céus, mas consolidar influência aqui embaixo.

    Se há um deus preferido nesse projeto, atende pelo nome de Mamom.

    Como ironizou Voltaire, o príncipe deve parecer devoto — porque um povo que teme a Deus hesita antes de tocar no ungido. No Brasil de hoje, há quem tenha entendido perfeitamente a lição: mistura-se altar e palanque, invoca-se o céu e negocia-se a terra.

    Em Cabo Frio, onde falta saneamento, sobra templo. Onde falta política pública, sobra retórica ungida. E o céu — convenientemente — virou o investimento imobiliário mais lucrativo da cidade.

    (*) Advogado

  • CABO AZUL

    Vento frio, praia rasa…
    Estou de volta aos amigos que aqui deixei
    De volta aos cafés e as discussões políticas
    As risadas com o mau humor da vida
    Matando a saudade com abraços apertados
    Pois pode ser que não volte mais
    O acaso e o destino se convergem
    Um barco fantasma navega no canal.

    José Sette de Barros é artista plástico, escritor e cineasta. 19/02/24.

  • GARÇA NO CANAL DO ITAJURU

    Garça no Canal do Itajuru – Cabo Frio/RJ – 2025 – Antônio José Christovão.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    O embate é na ultradireita

    A rápida observação dos portais e sites de notícias nas redes sociais da internet permite dizer que as dissenções e os embates se dão na direita e ultradireita. Talvez pela divisão do poder não ter sido feita de tal maneira a repartir com mais “igualdade” e “fraternidade” as fatias ou parcelas sempre tão cobiçadas.

    Progressistas & Esquerda

    Os progressistas e a esquerda propriamente dita não tem se pronunciado na redes sociais com a radicalidade e a agressividade da ultradireita ou extrema-direita, em Cabo Frio e Região dos Lagos. Talvez pelo resultado da última eleição, que deixou esses arcos ideológicos e políticos fora das Câmaras de Vereadores. A conferir!

    Câncer na Garganta?

    É vergonhosa e ultrajante a maneira pela qual a ultradireita dita cristã procura impor seus valores tradicionais, particularmente as relações familiares a toda a sociedade. Tenta impor a censura e utiliza um linguajar de baixíssimo nível, inclusive com ameaças, como o “pastor” que convoca orações para que os que não são iguais tenham “câncer na garganta”.

    Religião como instrumento de poder

    Cada pessoa ou família tem o direito moral, ético, político e constitucional de se instituir oficial ou oficiosamente da maneira que lhe for mais apropriada. Ninguém, muito menos uma religião ou seita, tem o direito de querer impor e subordinar o indivíduo e a coletividade aos seus princípios religiosos, utilizados, em regra, como instrumentos de dominação.

    Pastor ou Demônio?

    Coloco “pastor” entre aspas, porque o ser humano, especialmente aquele que se intitula pastor, não tem moral e respeito por si mesmo e pelos outros ao desejar o mal para aqueles que não pensam de forma semelhante. Não pode ser chamado de pastor e tem que ser defenestrado da corrente religiosa que diz representar. Usa o nome de Deus em benefício próprio.

    Um homem mal

    O pior é que tem gente no meio político que teme esse tipo de “pastor” ou “pregador” e fica contemporizando, tentando encontrar explicações e direitos onde eles não existem. Um cara que se diz “homem de Deus” e deseja aos outros um câncer ou qualquer outra doença, não é de Deus, de Alá, Maomé, Buda ou qualquer outra divindade. É apenas um homem mal, que pode até ser do demônio, mas de Deus não é.

    Deus não é jagunço de “pastor”

    É preciso lembrar a esse tipo de gente rançosa e autoritária, que Deus não é jagunço de pastor para fazer o que ele manda. Deus não está a serviço de homens maus como esse tipo de “pastor” para disseminar doenças entre o povo. Deus é a representação mais pura do amor e rejeita o ódio como instrumento de convivência humana.

    O enfrentamento

    É preciso que os progressistas parem de temer o avanço dos neopentecostais, que pregam a abolição do estado laico, a censura e o autoritarismo como arma religiosa e política. O neopentecostalismo não respeita os outros credos e propaga o racismo religioso contra as religiões afro-brasileiras. É preciso parar de mimimi e enfrentá-los.

    Jardim Caiçara & Parque Burle

    Muito se fala nas periferias, mas pouco se observa bairros como o Jardim Caiçara e o Parque Burle, ambos precisando da presença constante do poder público. Está na hora do “tapetinho” chegar nesses bairros e a Comsercaf estar mais atenta aos anseios da comunidade. Que tal melhorar a qualidade e a quantidade da arborização?

  • HOMENAGEM A UM VITORIOSO

    Luciana G. Rugani (*)

    Os enredos das escolas de samba costumam girar em torno de temas relevantes de nossa história e cultura, e também em torno de personalidades. Homenagens também são muito frequentes, seja a pessoas que já partiram como também a pessoas que seguem entre nós. E algumas homenagens costumam gerar polêmicas, principalmente quando se trata de nomes ligados à política. Aliás, permitam-me um parênteses, não somente em relação a homenagens, mas tudo que se refere a políticos acaba gerando alguma controvérsia.
    No carnaval deste ano, a escola de samba Acadêmicos de Niterói resolveu homenagear o presidente Lula na Sapucaí. Recém chegada ao grupo especial, a escola abriu os desfiles na noite de domingo, a primeira noite dos desfiles cariocas, e caprichou na organização. Com um samba-enredo contagiante, um ritmo de bateria que nos impulsiona a sambar e uma letra marcante, a história de Lula foi contada desde os tempos de criança em Garanhuns até os dias atuais, juntamente com lances de nossa história e da cultura do agreste nordestino de Pernambuco. O desfile não teve nenhuma conotação eleitoral, foi apenas uma homenagem, muito bem feita, a uma personalidade pública, assim como foi também a segunda escola a desfilar, a Imperatriz Leopoldinense, que homenageou o cantor Ney Matogrosso. Mas, como eu disse antes, tudo que envolve políticos gera controvérsia, a começar pela oposição, que logo se manifestou dizendo que o desfile configuraria campanha antecipada e teria sido organizado com recursos públicos. É importante esclarecer esses dois pontos.
    Em relação a configurar campanha antecipada, o debate começou até bem antes da entrada da escola na Sapucaí. E os juristas, inclusive dos tribunais superiores, deixaram bem claro que poderia haver o risco de ilícito eleitoral caso houvesse alguma atitude que envolvesse pedido explícito de votos. Entretanto, isso não aconteceu. O desfile transcorreu normalmente, como eu disse acima. E essa foi também a opinião da grande maioria dos profissionais do Direito consultados após o desfile. A maioria concordou que não houve nada que remetesse ao processo eleitoral de 2026, muito menos qualquer atitude que configurasse pedido explícito de voto, e disseram que, certamente, como uma atitude típica de oposição para tentar penalizar o presidente, deverão ser propostas ações pelos adversários, mas que, de acordo com a lei, não darão em nada porque não ficou configurado nenhum ilícito eleitoral. Segundo os juristas, a Lei Federal nº 9.504/97, em seu art. 36-A, estabelece o pedido explícito de voto como condição para configuração de propaganda eleitoral antecipada.
    E, sobre a questão do recebimento de verba pública pela escola, é importante dizer que, segundo os mesmos especialistas, tradicionalmente e legalmente, o poder público investe no carnaval, pois o carnaval é um investimento, um negócil cultural, e isso em todas as esferas: nacional, estadual e municipal. A verba pública é encaminhada para a Liga das Escolas de Samba, e a liga é quem decide se o dinheiro será aplicado na organização do carnaval ou se será destinado diretamente às escolas. A liga decidiu repassar para as escolas, então todas recebem o mesmo valor. E ainda, caso a Acadêmicos de Niterói não recebesse nada, aí sim estaria configurado tratamento diferenciado, pois todas as escolas têm direito a esse repasse.
    O desfile certamente provocará ruídos por parte da oposição, mas, considerando que tudo se dará dentro do processo legal, serão apenas ruídos naturais e previsíveis.
    E vale dizer: que mal há em homenagear em vida uma personalidade política, em ano eleitoral? Isso já aconteceu em outras ocasiões e com muitos outros políticos, inclusive com nomes apoiados pela direita que, agora, se posiciona contra a homenagem a Lula. Já houve homenagens de todos os tipos, seja em grandes eventos, como recebimentos de títulos, honrarias e medalhas, como também em redes sociais. E a norma sempre foi clara: o que não pode haver é qualquer atitude que configure pedido explícito de voto.
    Para concluir, vale dizer que foi um desfile muito emocionante, pois a escola soube retratar, de maneira detalhada, em cada coreografia, em cada carro alegórico e em cada ala, a história como se fosse contada pela mãe deste que, gostem ou não, superou e venceu as maiores diversidades, com coragem e sem fugir dos desafios, e tornou-se o grande líder internacional que é nos dias atuais: Luiz Inácio Lula da Silva.
    E o carnaval, mais uma vez, cumpriu seu papel como festa popular, levando para a avenida alegria, história, cultura, homenagem e diversidade.

    (*) Luciana G. Rugani
    Pensadora, escritora e poeta

  • PONTE FELICIANO SODRÉ – 1926

    Foto da Ponte Feliciano Sodré, da Revista Fon – Fon, de 1926. Provavelmente no dia, ou próximo da sua inauguração, naquele mesmo ano.
    Não custa lembrar: a Ponte Feliciano Sodré completará, este ano, um século de existência! (Publicação de Antônio José Christovão em seu perfil no Facebook).

    Arquivo da Biblioteca Nacional
    https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=259063&Pesq=cabo%20frio&id=2218509451367&pagfis=57392

    — em Cabo Frio.

  • A ARTE DE PORTINARI

    Portinari – Carnaval de 1960

    Portinari – Lavadeira – 1947.

    Cândido Portinari – 1903/1962.

  • PEQUENAS DOSES

    Luiz Antônio Nogueira da Guia.

    Enseada das Palmeiras

    A enseada das Palmeiras e os quiosques ao longo da orla ficaram cheios durante os quatro dias de Carnaval. O bairro se consolida como destino turístico, mas também procurado pelas famílias locais, que buscam música boa, alegria, segurança, sem a superlotação das praias do Forte, Peró e Conchas.

    Francisco de Assis Ferreira dos Santos (Kiko de Timinho)

    Nesse Carnaval o Bloco Cê Filho de Quem? brincou pelas ruas do Centro de Cabo Frio, com a alegria de sempre dos foliões, que “rasgam a fantasia” para curtir. O seu criador, organizador e folião-mor, Kiko de Timinho (apelido no qual revelava o seu imenso amor pelo pai) partiu, mas deixou sua presença no coração dos amigos e foliões. Viva Kiko!

    DiCabo a Rabo

    A Praça Gentil Cordeiro de Farias, no final da Avenida Nossa Senhora da Assumpção, já no bairro da Passagem, recebeu na quarta-feira de cinzas o bloco nordestino, DiCabo a Rabo. O bloco, de raiz pernambucana e de alma cabofriense, tradicionalmente ensaia e se apresenta, na Praça da Cidadania, no entorno da Praia do Forte.

    Dom Cabral

    O Dom Cabral, o maior e mais bem transado botequim de Cabo Frio e Região dos Lagos abriu todos os quatro dias de Carnaval e rebateu qualquer tristeza, na quarta-feira de cinzas a partir das 18:30h. O seu proprietário, o jornalista Moacir Cabral. oriundo da estância hidromineral de São Fidélis, dá plantão diário no estabelecimento.

    Uma Viagem ao Sul

    O profesor José Américo Trindade, na “capivara” conhecido por Babade, está em viagem com a amada Eloisa pelas bandas do Rio Grande do Sul. Eloisa o carregou para um programa romântico no Hotel Majestic, calma caro leitor, é apenas o Museu Mário Quintana e lá se dedicou a ouvir Elis Regina. Antes visitou a Catedral Metropolitana para receber a benção do Cardeal Jaime Spengler: dois litros de água benta caprichada.

    Doutor Borborema na folia?

    Doutor Borborema, aquele médico, que nunca acertou um diagnóstico, depois que perdeu a perereca para um caminhão da Comsercaf, sumiu entre mil lamúrias. Segundo interlocutores mais chegados o Doutor Borborema refugiou-se em um albergue construído para abrigar idosos ainda serelepes. Não há notícias de siricuticos.

    O que muda no estado?

    As descompatibilizações nos cargos executivos para concorrer as eleições de outubro, devem ocorrer em abril. O governador Cláudio Castro, quer ser senador, mas antes enfrenta a Justiça Eleitoral (TSE): se for cassado muita coisa muda na política do Estado do Rio. Um novo governador terá que ser eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa (ALERJ).

    Tarefa hercúlea

    Apesar do desgaste político evidente o prefeito de Búzios, Alexandre Martins (Republicanos) ainda pensa em fazer deputado estadual, com o apoio do governador Cláudio Castro (PL). Como o universo eleitoral de Búzios é muito restrito, o prefeito terá que expandir muito rápida a sua esfera de influência na Região dos Lagos. É uma tarefa hercúlea como dizia o ex-deputado Wilson Mendes.

    Cabo Frio e a ALERJ

    Entre todas as cidades da Região dos Lagos, aquela que tem o maior eleitorado e grande influência política é Cabo Frio. Até o momento, porém, o prefeito Serginho Azevedo (PL) parece não ter definida a sua escolha para uma cadeira na Assembleia Legislativa (ALERJ). Não pode esperar muito, a política não admite espaço vazio.

    Família Reis com Eduardo Paes

    A adesão da Família Reis, leia-se Washington Reis, em Duque de Caxias a candidatura ao governo do estado de Eduardo Paes (PSD) é um forte baque para a extrema direita. Há quem diga (Anthony Garotinho), que o governador Cláudio Castro (PL) será cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por esses dias.


221 respostas em “BLOG DO TOTONHO”

Tirei o domingo pra ficar “futucando” o meu arquivo profissional, e termino sempre atrás de seu Blog Totonho !
E ele, que me coloca sempre a par dessa ilógica velha e repetitiva política de Cabo Frio !
Mas, é o que temos no momento até as eleições chegarem !
Candidato a prefeitura eu já tenho em que …possivelmente devo votar ; já que o meu título ainda é daí !
Para a Câmara : deixa as águas rolarem , porque até lá, muitas águas com certeza, vao rolar !
Abraços Totonho
Tati Bueno

Recado : Eita preguiça …
Iniciei ontem um texto pra o seu blog Totonho, mas quando terminei, relendo achei muito ruim !
Porque, com essa turma daí, tenho que tentar, pelo menos,subir alguns degraus pra chegar perto …
Mas vou tentar me reorganizar, emocionalmente, quando esse processo judicial terminar para que eu possa, voltar e matar a saudade grande de minha casa ai no Portinho .
Parece que não: mas confesso : só penso nessa volta e estou realmente vivenciando, momentos de grandes ansiedades, com essa volta tão desejada, programada e, não realizada !
Quero a minha casa de volta, quero regar o meu jardim, distribuir bananas e mangas pros vizinhos e, derrubar
principalmente, aquele muro enorme e sem sentido que construíram lá !
Quero vê o pessoal passando sorrindo, quero deitar na rede
com um livro qualquer nas mãos , receber amigos, limpar a piscina , ouvir música e achar ai a vida maravilhosa …
Abraços Totonho e desculpe pelo desabafo …
Tati

Boa noite. O PT há muito tempo não tem identidade aqui nesta cidade, infelizmente essa ”direção” não tem e não teve compromisso com a cidade e o partido, então esses ”novos atores” na coligação não muda em nada o atual momento. E o Lindbergh nunca foi ajudado como deveria e merecia por essa ”direção”, nunca vi uma grande movimentação aqui em torno do seu nome. Sou PT há muito tempo, então…….

Com a queda de temperatura associada às chuvas que chegaram intensas, os animos e os fisiologismos, alteram totalmente, o humano! Como sempre, a Ana Maria, nos trouxe a lembranca do nosso dia a dia,be tem mais agora, a ausencia de nossas autoridades com respeito a falta de luz, em diversos municipios do Estado.

Boa noite Totonho, concordo com tudo o que você falou sobre o PT nessas linhas , porém discordo totalmente quando você falou que o pré candidato do PT fortaleceu o partido, o qual chegou de paraquedas e sem nenhuma identidade, não só dividiu, mas também criou debandada geral, ainda mais apoiado por um presidente local que até agora não disse a que veio. Infelizmente , não sei dizer se aqui ele é um natimorto , ou um zumbi. No caso o partido. E a Mag, não está nem para a cidade , pois não a conhece, não tem o umbigo aqui. Uma lástima……..

Não é um comentario, mas,apreender o que o Totonho, trouxe a baila, o que a Rugani se reportou, antes, muito bom recordar as cronicas de Paulo Mendes Campos e o José Carlos de Oliveira, oque.muito nos enriquece! Semana, expressiva, ao recordar a figura de Teixeia de Souza, parabens para os amigos e conterraneos , !

Boa noite meu caro amigo de pré adolescência e daí pra frente,rrrrrsss, Otávio Perelló, muito bom ler suas linhas escritas nesta blog , boa escrita, sucinta, informativa. Fico feliz por você estar aqui. Abraços.

Bom dia. Só uma pergunta para ”esclarecimentos mais claros”, o PT de Cabo Frio pode enquadrar os outros partidos ? Com qual moral? Não move as ”massas” da cidade, não tem liderança popular, não aglutina a militância e nem faz o coração petista ”ferver”. Só dividiram a militância nos últimos seis anos…….estão querendo o que? há, é o horário político…..

Noto, no seu blog, Totonho, que nada muda em Cabo Frio, a amizade e honras, com uma familia (Bolsonaro )e um lider religioso inexpressivo, ativo pq lhe rende dividendos, fora o aspecto de Lula, viver no seu paraiso! Estamos, a caminho de uma derrocada,não só federal, mas, tambem estadual e municipal. Lembrar, que os Bolsonaros, nunca fizeram na vida e estão ricos, maior exemplo, atual, é o Jair Renan, que nunca acordou e tem um bom capital! E tem mais, não entendo como o Juninho quer se juntar a essa gentalha! Abraços na Rugani e em vc.

Finalmente , conseguir ver a revelação da foto de Evangelos Pagalidis ,a falésia. Com toda a minha idade, não a conhecia, mas, tem a mesma aparencia da falesia do Morro branco, no nordeste!

Hoje o seu blog está imbatível : intercalar velhas matérias políticas, com uma crônica de Rubem Braga musicada pelos dedos mágicos desse violonista : é realmente tudo que precisamos no momento
O resto é lixo !
Tati Bueno

Infelizmente, o PT tem um vice presidente, o Quaqua,que não merece nenhum credito! É capaz ate de aderir ao Serginho! Cuidado?

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