
Luiz Antônio Nogueira da Guia.
Penduricalhos & Balangandãs
O governo de Alexandre Martins (Republicanos), em Búzios impôs a sociedade uma estrutura administrativa, visivelmente agigantada e ociosa, custando caro ao cidadão-contribuinte. Pois não parou por aí, teve a cara de pau de criar cinco subsecretarias, onerando ainda mais a população: os cabos eleitorais agradecem penhoradamente.
Estrutura superlativa
Essa estrutura administrativa superlativa não atende aos interesses da população buziana e sim o projeto político do prefeito, que precisa eleger a esposa deputada estadual. Em casos desse tipo convém observar o que acontece e perguntar quem é que vai pagar a conta? O povo! Tem alguma dúvida meu caro leitor?
Por uma fatia do poder
Enquanto o prefeito Serginho Azevedo está ocupado com chuvas torrenciais e alagamentos, parte do grupo que o apoiou na eleição de outubro de 2024 faz intensa campanha pela mudança por dentro do governo. Essa campanha é desenvolvida nas redes sociais por gente que esperava uma participação mais efetiva na administração, digamos assim.
Crises artificiais?
Por incível que possa parecer a esquerda e o “bloco progressista”, com exceção do ex-deputado Janio Mendes, assistem de forma amorfa as movimentações de setores da própria direita, que criam crises artificiais, tentando obrigar o governo a ceder-lhes participação efetiva nas decisões do poder.
Fratura parcial
A Família Bento, leia-se Silas, Ilana, Vanderson, Vanderley e outros menos cotados está parcialmente indisposta com o prefeito Serginho Azevedo. Afinal, Vanderson continua secretário, mas a matriarca Ilana foi demitida após repetir no prédio da Prefeitura, chamado Palácio Tiradentes (de palácio não tem quase nada) os mesmos eventos verificados nos governos de Marquinho Mendes e Alair Corrêa.
Paciência & Prudência
Os problemas no secretariado ocorrem no período pré-eleitoral onde acontecem terremotos, tsunamis e toda sorte de abalos sísmicos e inundações. Cabe ao prefeito ter paciência e capacidade de articulação política para conter insatisfações e usar a autoridade para colocar o que está desajustado no lugar. A conferir!
Mudanças no Secretariado
Nesse início de ano parece que o governo municipal não vai resistir a uma boa mexida no secretariado e algumas assessorias, buscando eficiência administrativa e reorganizando seu aparato político. A eleição é em outubro, mas a descompatibilização é por abril mesmo e os acordos tem que ser mantidos, refeitos, reorganizados e por aí vai.

O Eterno Retorno
“A história que se ignora condena o presente ao eterno retorno do mesmo teatro de sombras. Assistimos hoje à rearticulação do que Paulo Henrique Amorim nomeou como PIG, a imprensa corporativa que opera como braço ideológico da Faria Lima. Não há distância entre o editorial e o balanço financeiro, pois a conjunção é carnal. Onde se depositam bilhões, colhem-se as manchetes que sustentam o assalto institucionalizado contra o povo.
O expediente é antigo e eficaz, o falso moralismo. O caso do Banco Master, gestado sob a égide do bolsonarismo e de Campos Neto, tenta ser transferido ao colo do atual governo por um malabarismo retórico. O motivo é nítido, uma elite de raízes escravocratas não possui projeto de nação. Sua única oferta ao país é a miséria organizada e a perpetuação do privilégio.
Sem programa social ou horizonte de desenvolvimento, resta a essa elite o espantalho da corrupção seletiva. É o discurso que induz o cidadão a votar contra o próprio destino, seduzido por uma ética de fachada. O lavajatismo não morreu, ele apenas hibernou nas redações para ressurgir como a voz do dinheiro. Precisamos desmascarar o cinismo e nomear o mecanismo. Onde eles pregam a moral, escondem o lucro sujo que empobrece a maioria. A alternativa ao abismo é a consciência.“
Jessé Souza