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LAGOA DE ARARUAMA: DESAFIO POLÍTICO E CONFLITOS AMBIENTAIS – 6

O texto abaixo foi compilado do livro de FABIÁN ATACÓZ (ORG) RIO DE JANEIRO 2000. Ele está inserido no trabalho de final de curso do Programa de Formação Profissional em CIÊNCIAS AMBIENTEAIS do Instituto de Biologia & Escola Politécnica/UFRJ, sob o título “DIAGNOSE DA LAGUNA DE ARARUAMA – RJ À GUISA DE VISTORIA AD PERPETUAM REI MEMORIAM”
Luiz Fernando Vieira – Oceanólogo, Professor e Ambientalista
Edson Bedim de Azeredo – Advogado, Especialista em Direito Ambiental e Ambientalista

POLUIÇÃO É MAL DOS TEMPOS MODERNOS
Poluição é mal maior dos tempos modernos. É sinal de males outros que se acumulam e desabrocham nos grandes centros, devastando, pouco a pouco, a vida orgânica de mares, lagoas, rios manguezais e florestas. Sem falar nos malefícios que causa à rotina doméstica. Araruama, sua lagoa, é exemplo marcante de poluição crescente, gradativa e criminosa, cujas consequências, afetam diretamente a agricultura, a indústria e notadamente o turismo.
Bem maior da Região Litorânea, cuja beleza impar e os muitos atrativos, sofrem em demasia com a poluição que de suas tranquilas e outrora quase transparentes águas emanam, a Lagoa de Araruama merece, pode e deve ser tratada e muito bem conservada.
Persiste em erro crasso, quem alardear soluções de curto prazo para solucionar o problema. É demagogo quem anuncia medidas paliativas para estancar um mal que demanda tratamento intensivo, remédios altamente técnicos e especialistas com conhecimentos tecnológicos adquiridos no trato mundial.
A Lagoa de Araruama, padece de poluição há anos. Infelizmente, dia-a-dia, mês a mês o mal cresce. Devasta e agride o meio-ambiente. Espanta e expulsa o turista. Desampara o comércio. Afeta, prejudicando demais a pesca. São males perversos do mundo atual. Da incompreensão de muitos. Do desespero de poucos.
Segunda maior do Brasil, a Lagoa de Araruama precisa de socorro urgente. Necessita de ajuda. Requer cuidados diferenciados. Mas o problema não se restringe apenas e tão somente ao município araruamense. Ao seu poder executivo ou legislativo. É inquestionável um problema de todos os municípios que integram a Região dos Lagos. É um problema dos governos estadual e federal. Tentar resolver este problema a curto prazo é pregar no deserto. É tentar enganar os menos avisados. É tentar ludibriar o povo, a comunidade.
Inicialmente, cremos, existe necessidade imperiosa de conscientizar empresários e boa parcela da chamada camada popular para o problema. Eles, empresários, e também povo, são grandes contribuintes da poluição. Da destruição progressiva de nosso bem maior.
Temos um Consórcio Ambiental formado por municípios da Baixada Litorânea. Temos oferecimento de verba-auxilio de empresa de grande porte. Temos ONG’s trabalhando e fiscalizando o trabalho alheio. Temos promessas de ajuda dos governos estadual e federal. Temos tudo, enfim, para iniciarmos, de peito aberto, conscientes, os trabalhos de salvação da Lagoa Araruama. O que falta, então?
A resposta é simples, objetiva e correta: união. Vontade de arregaçar manga e dar remédio ao paciente. Minha administração, meu governo em Araruama, não quer ser apenas anfitrião de autoridades outras da região. Quer e se mobiliza para salvar, despoluindo, o bem maior que Deus nos legou: a Lagoa de Araruama.
Vilmar José Dias de Oliveira foi prefeito do município de Araruama – 1997/2000.

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