
Entramos, auspiciosamente ou não, no ano eleitoral de 2026, um teste importante para a liderança do prefeito Serginho Azevedo, que durante um ano teve o apoio político e a unanimidade da Câmara de Vereadores, sem qualquer resquício de oposição, seja progressista ou mesmo de esquerda.
A eleição para a Assembleia Legislativa (ALERJ) acontecerá no último trimestre do 2º ano de mandato do prefeito de Cabo Frio. que se elegeu beirando os 70% dos votos, após ter sido reeleito deputado, com mais de 100 mil votos, pavimentando a campanha que o levou ao Palácio Tiradentes, sede da Prefeitura de Cabo Frio.
O tamanho populacional dá a Cabo Frio uma grande força eleitoral, superior a qualquer outro município da Região dos Lagos e capaz de eleger ao menos dois deputados ao legislativo estadual. Não é por acaso que a eleição para a Assembleia Legislativa é termômetro da aceitação política do prefeito.
Não é um termômetro apenas da administração municipal, da popularidade do prefeito, do candidato e de seus apoiadores, mas da capacidade de articulação entre os atores, que participam do processo político/eleitoral.
A derrota no meio do mandato, afeta o poder do líder executivo, que passa a ser considerado “cavalo manco”, utilizando uma linguagem da política norte-americana, com redução substancial em sua capacidade de influência política.
Não é a toa que 2026 vai ser cercado de toda a atenção pelas lideranças municipais.