


A expansão norte-americana sobre o continente teve como base a Doutrina do Destino Manifesto, conjunto de ideias de cunho racial e religioso, que descreviam o povo norte-americano como superior e com destino traçado por Deus e por ele respaldado para se apoderar de áreas sob o controle do que chamavam de ‘povos incultos” ou “menores”.
Assim foi com a Doutrina Monroe de 1823, que se opunha a intervenção de potências coloniais no Continente Americano, tentando a recolonização e avançando cada vez mais com a “Marcha para o Oeste” e a expansão do território sobre áreas pertencentes as antigas colônias europeias.
Ao final do século XIX e início do XX os EUA através do Big Stick (Política do Grande Porrete), na América Central e Caribe, fechava o século com o “Corolário Roosevelt” (Theodore Roosevelt – Presidente dos EUA – 1901/1909), a Doutrina Monroe, com o sentido claro de expansão imperialista e hegemonia no Continente.
A 1ª Guerra Mundial (1914/1918) já anuncia o declínio europeu e a ascensão dos EUA, no cenário mundial.
Em 2026, a intervenção na Venezuela acontece dentro de cenário bastante diferente. Os EUA é uma potência em declínio, tentando obstar e retardar a expansão do seu principal adversário, a China, no Continente Americano, que com diplomacia grosseira chama de “quintal”.
O problema é que essa potência caminhando ao longo do seu crepúsculo tem grande capacidade de, em meio ao esperneio, fazer grandes e terríveis estragos ao longo dos próximos anos.
Tempos de Tormenta!