
Um bom artista não sabe fazer mais nada além de criar.
Em qualquer situação sempre seremos utópicos, rebeldes e transformadores das circunstâncias.
O grande artista é um ser revolucionário, caminha na frente da realidade, observa o mundo de binóculos, longe de tudo e de todos, contempla a liberdade.
Sem a boa arte a educação não se consolida como parte da cultura de um povo.
Burocratizar a boa arte é asfixiar o talento da criação.
Um bom artista não tem que depender do Estado, mas é o Estado que depende do artista.
O Estado tem o dever de proteger os artistas e oferecer a eles os meios de produção que necessitam na prática dos seus sonhos diversos.
O cineasta, o escritor, o artista plástico, o músico, o poeta, o dramaturgo, todo grande artista, não precisa de diploma para poder exercer os seus talentos criativos.
A arte só é verdadeira quando não é imposta pelo sistema, pelo mercado, pelos interesses dos burocratas.
A arte para a revolução e a revolução para a libertação total da arte.
O artista não quer aposentadoria, o verdadeiro artista quer morrer trabalhando.
A boa arte está acima da política e dos desejos populares.
A boa arte não se vende, absorve-se.
A loucura é o combustível do grande artista.
A boa arte é universal e eterna.

José Sette de Barros é artista plástico, cineasta e escritor.