Problemas com a Câmara

Em seu terceiro mandato como prefeito de Cabo Frio José Bonifácio mais uma vez está tendo problemas com a câmara. Esses problemas são gerados por dois motivos: 1) a extensa e distorcida montagem da aliança política alardeada aos quatro ventos como necessária para ganhar a eleição; 2) a falta de paciência e habilidade do prefeito para abraçar a negociação política.

A negociação política

Apenas o cargo não faz um bom negociador político, tarefa em que Tancredo Neves era ótimo e Ulysses Guimarães, ruim. É preciso que além de maturidade, tenha credibilidade e peso político para ser respeitado como interlocutor. E que tenha o respaldo do prefeito, sem o qual nada anda nesse campo. Parece tudo muito óbvio, mas nem sempre as pessoas enxergam as obviedades.

A questão é jurídica ou política?

As paredes murmurantes percebem e reverberam que as fragilidades da representação e articulação política do governo provocaram uma situação anormal no legislativo. Uma mudança na Lei Orgânica Municipal (LOM) permitiu que o atual presidente da Casa fosse reeleito duas vezes, a segunda com dois anos de antecipação. Será inconstitucional? Pode até ser, mas a questão é por natureza política e é assim que deveria ter sido encarada.

Arquitetos & Engenheiros 1

O mais “furreca” dos analistas políticos examinando o quadro político-eleitoral de 2020 poderia avaliar que apenas um candidato tinha condições de atrapalhar a eleição de José Bonifácio para prefeito de Cabo Frio e não era pela direita e sim no campo progressista. Com a saída desse candidato da disputa eleitoral, Zezinho venceria a eleição, como acabou por acontecer, derrotando o candidato bolsonarista.

Arquitetos & Engenheiros 2

A diferença poderia ser um pouco menor, mas as condições objetivas e subjetivas para a vitória do pedetista estavam dadas. Por que então uma aliança com setores extremamente fisiológicos, sem nenhuma identidade ideológica e que a eleição mostrou que o embornal de votos dessa turma era furado? Quais os arquitetos e engenheiros dessa obra mal feita, mal conduzida e que hoje atrapalha o governo?

O que será?

O processo político vai mostrar se a aliança de Aquiles Barreto (PSD) e Miguel Alencar (Democratas) vai ser a dobradinha para 2024 ou por pragmatismo vão se aliar ao bolsonarista Sérgio L. Azevedo. Tudo vai depender do resultado das eleições de 2022, que estão ali na primeira esquina. Estará o governo preparado para enfrentá-las? Cartas para a redação.

Felicidade clandestina

Clarice Lispector

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses.

Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife.

Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.”

Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

As vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

CANDEIA: Mostra Internacional de Narração Artística

A “Candeia: Mostra Internacional de Narração Artística” está de volta, desta vez em formato totalmente online e gratuito.

Em sua 4ª edição, o festival, que acontece de 14 a 19 de setembro no YouTube do Instituto AbraPalavra, é uma oportunidade de valorizar e promover a escuta e a importância do relato oral e da palavra no mundo contemporâneo. Confira a programação completa no site: https://linktr.ee/abrapalavra

“Candeia: 4ª Mostra Internacional de Narração Artística”

A “Candeia: Mostra Internacional de Narração Artística” está de volta, desta vez em formato totalmente online e gratuito.

Em sua 4ª edição, o festival, que acontece de 14 a 19 de setembro no YouTube do Instituto AbraPalavra, é uma oportunidade de valorizar e promover a escuta e a importância do relato oral e da palavra no mundo contemporâneo. Confira a programação completa no site: https://linktr.ee/abrapalavra

A LUTA POR HEGEMONIA

Habilidade & Negociação

As relações entre a câmara municipal e o executivo nunca foram fáceis de tocar, mas as dificuldades em geral sempre foram superadas por muitas conversas. Nas últimas décadas dois políticos se destacaram como hábeis negociadores, o falecido Acyr Rocha e hoje o vereador Luis Geraldo (Republicanos): a conversa exige maturidade de parte a parte.

Aliança heterogênea

A engenharia montada pelos “gênios da lâmpada” para eleger José Bonifácio (PDT) prefeito de Cabo Frio revela-se complicada para o exercício do governo. A aliança não foi apenas extensa em demasia, mas recheada de interesses heterogêneos e muitos deles conflitantes, que desde o início da administração começaram a pipocar. A exoneração do ex-vereador Jefferson Vidal foi o primeiro exemplo de muitos que vieram a seguir.

Luta por hegemonia

Como José Bonifácio (PDT) anunciou de imediato que não seria candidato a reeleição os “engenheiros de obra pronta” trataram de forjar um esquema no qual o mais importante seria o período “pós Bonifácio”. Ora, não lhes passou pela cabeça que teriam que governar todo um mandato de quatro anos com o pedetista? É claro que sim, desde que conseguissem manter a hegemonia dentro do grupo governante.

Os sem votos, mas bem articulados

Estabeleceram então um conjunto de forças para aprisionar politicamente a administração, tornando-a refém desses laços criados ainda na campanha eleitoral. Prepararam o terreno para a ascensão do grupo que todas as pesquisas mostraram que não tinha votos para chegar ao poder: daí a necessidade de tentar manter o governo de mãos atadas, abrindo caminho para as eleições de 2024.

A ATRATIVA E PERIGOSA LINGUAGEM DOS NEGÓCIOS 

José Correia Baptista 

Ultimamente a crise das chamadas empresas de investimento ocupa o noticiário. Fechamento de negócios, clientes lesados e revoltados, atentados, ameaças de morte, fugas, assassinato, prisão, carreatas, enfim, essa atividade de mercado provou ser de altíssimo risco e barulhenta, ocupando agora as folhas policiais. E Cabo Frio passou então a erguer uma nova taça, a de ser o novo Egito do planeta, por sediar dezenas de organizações que, segundo apontam as investigações policiais, teriam se especializado na empresa de alto risco da construção de pirâmides, as pirâmides financeiras.

O noticiário reproduz a fala de um cliente desesperado que calcula que 90% das pessoas de Cabo Frio aplicavam seu dinheiro nessa atividade e que o estrago é tão profundo que ele prevê até a possibilidade de suicídios, na medida em que uma quantidade enorme de pessoas perdeu tudo e acredita não recuperar mais o que foi colocado nessas empresas.

O que mais me chama a atenção nessa série de ruína de empresas e de pessoas é a linguagem que foi criada em torno desse negócio que promete rendimentos mensais que vão de 10% a 30%, além do resgate integral após um ano do que foi aplicado. Um negócio que incentivou as pessoas a envolverem outras pessoas de seu círculo a fim de carrearem seus recursos para esse ganho ineditamente compensador.

Assim, creio que a ambição dos altos rendimentos foi lastreada por uma nova linguagem que pavimentou o ânimo dos aplicadores. A linguagem, com nomes estrangeiros e nacionais, mas da gramática financeira, aparece como pré-requisito para a credibilidade do negócio. A começar pela identificação das empresas, que, para dar confiança à sua clientela, adotam nomes em inglês. Nenhuma delas se chamará Itajuru, Cambucá, Tamoio ou Tupinambá Investimentos.

Elas apresentam consultores e traders aos seus clientes, pessoas que seriam experientes no mercado de investimentos para garantir a boa dinâmica das aplicações no complexo sistema financeiro. O cliente é chamado de investidor e ele se torna uma espécie de sócio da empresa na medida em que traz os familiares e amigos para engrossarem seu dinheiro nas aplicações financeiras, recebendo assim uma porcentagem calculada pela carteira criada de novos clientes. Há empresa que coloca à disposição do investidor um robô que será seu companheiro de negócios. Bonito. As empresas têm um corpo jurídico atento às demandas necessárias. Bonito. E o dono da empresa não é propriamente chamado de empresário, mas de CEO, Chief Executive Officer. Essa é a tradicional força atrativa do que é de fora é bom. A ideia da pirâmide pode ser associada a uma construção egípcia, mas a língua é a inglesa.

A outra ponta que me chama a atenção é a linguagem da empresa agora dissolvida que emite uma nota oficial explicativa para seus clientes. Como até entrar em crise, a empresa se apresentava como uma instituição séria e assim era considerada por seus clientes que recebiam então seus dividendos mensalmente, as notas públicas revelam as reais condições em que operavam nos bastidores as máquinas da oficina de investimentos.

Em uma dessas notas, a empresa reconhece sua inadimplência, mas coloca a culpa de sua quebra nos traders contratados extraordinariamente. Assim como o de ter depositado sua confiança em um CEO que acabou sendo baleado o que provocou um grosso cano na empresa – grosso cano é uma palavra fora do padrão usado em nota oficial, mas cujo sentido é exatamente esse. Diante desses percalços, a empresa então confirma que encerra suas atividades e, note bem, rescinde os contratos de forma antecipada – a expressão é um achado. Outra empresa também admite que quebrou e, entre outras justificativas, culpa a invasão a seu sistema. Todas dão uma esperança que voltarão gradativamente a pagar seus investidores.

Depois de tanto bafafá e o cheiro de morte no ar, o que se pode dizer é que a esperança deverá ser a última a morrer.

(*) José Correia Baptista é formado em Ciências Sociais e em Letras pela UFF.

CULTURA & PODER

Dedos, mãos e braços

As alterações na Lei Orgânica Municipal (LOM), que permitiram a reeleição de Miguel Alencar (Democratas) a presidência da câmara e mais uma reeleição antecipada pode ter surpreendido muita gente menos a Aquiles Barreto (PSD). As paredes murmurantes do Palácio Tiradentes garantem meio esbaforidas, que as mudanças têm os dedos, as mãos e até os braços do ex-petista, hoje no colo de Otávio Paes, prefeito do Rio de Janeiro. Será?

Quem foi o arquiteto?

Há quem diga e as paredes murmurantes reverberam que essas alterações na Lei Orgânica Municipal de Cabo Frio fogem aos ditames da Constituição Cidadã de 1988. Cabe aos juristas interessados a interpretação, mas as mudanças estão dentro do jogo de interesses políticos aqui da província. Quem foi o arquiteto dessa aliança política da eleição de 2020? O resultado está aí!!!!!!

Cadê a vassoura?

As coisas andam tão sinistras no balneário praiano do Vale de Gizé, que algumas pitonisas e ases do carteado cigano garantem que existe possibilidade de retorno do veterano cineasta Miguel Alencar Jr a secretaria municipal de Cultura de Cabo Frio. Essas visões do apocalipse são rejeitadas por sensatos analistas da política cabofriense, mas onde existem bruxas …

Relação: cultura X poder

O pouco fecundo governo do médico ortopedista Adriano Moreno (Democratas) teve três secretários de cultura: o meteórico Fernando Chagas, que logo pediu exoneração e faz um belo trabalho em Minas Gerais e foi substituído pela pesquisadora Meri Damaceno. A secretária foi exonerada após uma articulação política, que recolocou no “trono” o cineasta Milton Alencar Jr, manobra que deixou muitas seqüelas, inclusive na relação entre Adriano Moreno e Meri Damaceno.

A Água Despontando Como Crise Global

Eduardo Pimenta (*)

Pelo menos 2,7 bilhões de pessoas vivem em bacias hidrográficas que sofrem de escassez aguda de água durante pelo menos um mês no ano.Para chegar a um entendimento da oferta e demanda hídrica mais refinada do que geralmente se considera, um estudo recente analisou a Pegada da Água Azulmensal de 405 grandes bacias hidrográficas, onde residem 65% da população mundial. Foi adotada uma abordagem com base nas vazões naturais e a vazão ambiental necessária presumida, admitida como 80% do escoamento superficial natural mensal.Se mais de 20% da vazão natural está sendo usada pelos seres humanos, então a Pegada da Água Azul é maior do que oferta de água azul, ocorrendo assim o déficit hídrico.

O uso mundial de água para a agricultura também deu um salto, a área de terra submetida a irrigação convencional aumentou 21% em 20 anos e a irrigação hoje é responsável por 70% da água captada de rios e reservas subterrâneas, e se as chuvas forem levadas em consideração, as culturas são responsáveis por 92% da pegada hídrica humana. O Índice Planeta Vivo para água doce tropical está se deteriorando em ritmo mais acelerado do que qualquer outro, com 70% de perda de biodiversidade entre 1970 e 2008.A água está rapidamente despontando como uma crise global que mal foi discutida.

Em todo o mundo, causamos muito desperdício em nosso uso de água e usamos fertilizantes excessivamente.Em vez de penetrar nas culturas, a maioria dos fertilizantes contamina rios e águas marinhas ou é liberada do solo para a atmosfera como óxido nitroso, um potente gás de efeito estufa. Enquanto isso, por exemplo, o manejo inadequado da água faz com que cerca de 52% da água captada dos rios Tigre e Eufrates na ressequida região do Oriente Médio da Turquia, Síria e Iraque seja perdida para a evaporação em canais e campos, o que possivelmente deve se repetir com a transposição do Rio São Francisco no Brasil.

(*) Biólogo, M.Sc. em Engenharia de Produção, Coordenador De Pesquisa e Extensão da Universidade Veiga de Almeida, pesquisador The International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas, consultor estratégico do Projeto Albatroz, Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Lagos São João e membro da Academia Cabofriense de Letras.

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Rua Telles Cândido Cardoso, Nº 36 – Porto do Carro – Cabo Frio/RJ

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O Sebo do Lanati diariamente distribui livros gratuitamente para população. São livros de diversas áreas e assuntos. Para retirar o seu, basta seguir até o endereço: Rua Telles Cândido Cardoso, Nº 36 Porto do Carro – Cabo Frio/RJ nos horários de Segunda a Sexta de  as9:30 as 18:00 e Sábado de 10:00 as 15:00. Ajude esse projeto! Aceitamos doações!!! Contato: Whatsapp (22) 9 9923-2394 Instagram @sebodolanati