CORAGEM DONA MEIA-NOITE

Ângela Maria Sampaio de Souza (*)

O que é Ano-Novo além de ser uma data comemorativa e reflexiva também?

No dia 31/12, ponderamos sobre nossa trajetória de vida durante esses 12 meses e traçamos metas para o novo ano que se iniciará.

Quando o relógio sinaliza que é meia-noite, rolam muitos abraços e desejos de um ano de prosperidade e sucesso.

Um coração preenchido por gratidão é tudo que nós precisamos ter nesse ano- novo.

De repente num momento, os fogos de artifício anunciam que o ano-novo está presente e o ano velho ficou para trás.

As taças se cruzam e o champanhe borbulhante anuncia que o ano-novo chegou.

Não importa a nação, não importa a língua, cor, origem, porque sendo humanos e descendentes de um só Pai, lembramos apenas de uma só palavra: Amor.

De repente estamos sem mágoa, sem rancor, sem ódio e cantamos uma só canção, um hino: liberdade.

Ano-Novo sem comparação com o tempo já vivido, vamos ganhar um ano pintado e bem colorido.

Não precisamos beber champanhe nem outra bebida, não precisamos fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.

Vamos acreditar que a esperança continuará viva em nossos corações e que seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, direitos respeitados e liberdade.

Dentro de nós existe sempre um ano-novo adormecido a espera de ser acordado. Jamais haverá um ano-novo se continuarmos a copiar erros do ano-velho.

Temos que deixar que o Ano-Novo exprima seu desejo de Paz e Amor.

Obrigada 2021 por tudo que nos ensinou e que venha um Ano realmente Novo para nós.

Quem sabe se este aninho não vai fazer milagres?

Coragem dona meia-noite, vamos!

Saiam da frente que lá vou eu!!!!

FELIZ ANO-NOVO A TODOS!!!

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é Professora.

ANO NOVO

Não sei se vocês notaram, mas toda a nossa vida é regida por ciclos.

Toda ela. Nem sempre estamos no controle deles e talvez nem devamos ter esse poder. O fim de um ano e o começo de outro é muito mais do que um ciclo natural dos movimentos astrais. É o símbolo da renovação, de um novo início, de novas jornadas possíveis. Pensando bem esse ciclo acontece a cada dia. Dormir e acordar são dádivas, assim como todos os demais ciclos da nossa vida, infância, adolescência, juventude, maturidade, mundo do trabalho, das relações (boas ou não) e nada disso é banal justamente por sermos finitos por aqui. A morte é o único ciclo natural que vem com mais dúvidas e esperanças do que entusiasmo. Só que, paradoxalmente, morte e finitude fazem da vida uma experiência única (mesmo que se acredite em reencarnação, ela só se dá uma por vez…).

Nem sempre esses ciclos são bons. Alguns são regidos pela aspereza das condições materiais da existência. Um ciclo difícil de romper, sobretudo pelo esforço solitário. Somente aqui encontramos o máximo da resiliência, que ainda acha espaço para uma noção de felicidade. E isso constrange (ou deveria ao menos constranger) a todos que não estão em ciclos semelhantes, o embrião da empatia.

Há os que se colocam em ciclos viciosos, independente das condições materiais. Existências que até podem ser badaladas, mas na mesma proporção da sua futilidade. Ciclos sem sal, de mesmice, de ostentação imbecil. Ciclos modinhas de existências artificiais. Há quem inveje, quem copie, quem deseje. Acho apenas um desperdício de tempo fazer os “tá pago” da vida em função do que os outros vão achar das nossas próprias vidas. Enfim…

O importante aqui é que um novo ciclo começa e devemos ser gratos. Se chegamos até aqui vivos e saudáveis (pelo menos com um mínimo aceitável de saúde física, mental e emocional), se apesar do projeto de morticínio fascistóide chegamos vacinados (com muita luta…), se nossas casas não se perderam, se não sofremos as intempéries do clima, os destemperos da violência, se apesar das perdas e das maldades da política e do capital ainda comemos algo que não seja lixo e ossos, gratidão.

E que assim possamos recomeçar lembrando mais uma vez que essa gratidão é o primeiro passo para a solidariedade, para o despertar ético e para não confundirmos, estejamos aonde for, ambição com ganância.

Afinal, todos fazemos parte da mesma jornada.

Feliz Ano Novo.

(*) Professor, historiador e Consultor Educacional.

TEMPO BREVE

José Facury Heluy

Vou contar os anos de 2020 e 2021 como se fosse apenas um e o chamarei apenas de Tempo Breve porque anos que se avolumam de quase os mesmos eixos condutores, não são de se separarem, mas de se unirem para serem revistos no futuro sob a mesma ótica na perspectiva de uma lembrança apenas passageira. Nessa brevidade de tempo, posso considerar como o ano que mais produzi para a cultura, na maioria das vezes da forma voluntária, contribuindo com o que sei por formação e por prática para as gestões e artistas da minha cidade, da minha região, do meu Estado. E o que é pior vendo, sem poder mexer uma fagulha, a tentativa assassina de demolirem nacionalmente aquilo que demoramos muito a constituir. Mesmo assim não conseguiram, nem na saúde, nem na cultura!

No voluntarismo, nas centenas de reuniões remotas, enquanto os da cidade onde moro viam minhas sugestões com tintas do querer derrubá-los, os das outras cidades sugavam os saberes pra si com denodo para resolverem dos mais agudos aos mais simples problemas das leis emergenciais promovidas pelo Congresso, vindas em boa hora para evitar o pior.

E como a militância cultural é maior do que as querelas, eis que o nosso Tempo Breve chega ao seu fim, amainado que fora por uma produção, agora de cunho pessoal. Onde me foi possível no meio disso tudo construir e publicar a trajetória do meu grupo teatral Creche na Coxia 40 anos (Editora Sofia/Secec), juntando-se a isso, a produção da exposição da minha prática teatral em O Ator e a Cena (Editora Cravo/Amazon).

Enquanto me debruço em reconstituir desejos para um tempo que não seja mais tão dolorosamente breve, muitas ideias irão brotar quando vermos no próximo ano o pior de todos os males se retirar pros “cafundó do judas” e as nossas esperanças culturais ressurgirem das cinzas do nosso sempre eterno recriar.

MENSAGEM DE ANO NOVO

2021 está chegando ao fim. Muitos dizem: “ah esse ano foi difícil, já deu, que venha 2022”. Mas precisamos pensar que um ano que vai não leva consigo as dificuldades surgidas. Essas fazem parte da vida e precisam ser enfrentadas com a nossa mudança pessoal, com nosso aprimoramento enquanto seres humanos.

As dificuldades continuarão enquanto a sociedade insistir na ganância, no egoísmo, na destruição da natureza, na falta de empatia, na falta de amor e carinho ao lidar com o outro. As dificuldades continuarão enquanto a frieza dos corações permanecer, enquanto os seres não aprenderem a valorizar o que de fato tem valor, como sentimentos sinceros, lealdade, ética, amizades incondicionais, verdade, amor.

Dizem que neste ano muito foi revelado, que a verdade de muita gente veio à tona. E isso perturbou muitos corações e destruiu relações.

Então desejo que em 2022 possamos todos trabalhar em nós mesmos as revelações deste ano, de maneira que elas impulsionem o aprimoramento de nosso ser para que sejamos cada vez mais maduros nos entendimentos, mais assertivos nas escolhas de nossos caminhos e mais lúcidos para que consigamos detectar e mudar em nós o que precisa ser mudado, com foco em uma melhor convivência com o outro e com o planeta. Que tenhamos mais humildade para fazermos uma autoanálise real de nosso proceder. Somente assim teremos de fato um feliz ano novo! Claro que precisamos de fé em Deus e confiança na vida, mas a nossa reforma íntima, a nossa evolução enquanto ser humano é um passo essencial para sermos verdadeiramente felizes.

Um feliz 2022 pra todos nós!

Luciana G. Rugani

Mirinho é o Chefe de Gabinete

Mirinho Braga (PDT) é o novo Chefe de Gabinete. O governo ganha a larga experiência do ex-prefeito de Búzios. Mirinho é amigo pessoal e aliado político de longa data de José Bonifácio.

O “diplomata de Cabo Frio”

O ex-Chefe de Gabinete Pedro José assume a Coordenadoria de Estratégia e Planejamento das Relações Institucionais. No novo cargo Pedro José vai colaborar na interlocução com instituições municipais, estaduais e federais.

Outras mudanças

A secretaria de fazenda Daniella Mendes deve ser deslocada para ocupar a pasta de administração hoje a cargo de Rui França, que acumula com a secretaria de segurança e direitos humanos. Na fazenda, o nome mais cotado é o do presidente do Ibascaf, Bebeto Cardoso.

Na saúde …

A nova secretária de saúde, Érika Borges é assistente social com especialização na área sanitária pela Fiocruz e tem experiência na área de saúde pública. A nova secretária foi durante todo o ano o “braço direito” de Felipe Fernandes.

O ano eleitoral

As mudanças feitas no governo de José Bonifácio (PDT) objetivam azeitar a máquina político/administrativa para o ano eleitoral, que o governo terá que enfrentar. O PDT tem candidato a Assembléia Legislativa, Janio Mendes e ao que parece vai deixar em aberto a Câmara Federal.

Os deserdados

Os deserdados do Velho Egito, que perderam o rico dinheirinho na pirâmide financeira, que sacudiu Cabo Frio e a Região dos Lagos, continuam protestando. O último protesto aconteceu em frente a uma casa noturna junto ao Canal do Itajuru.

As investigações

As investigações da polícia e do Ministério Público estão revelando o inimaginável. É de admirar número tão pequeno de presos tal a quantidade de gente enganada e lesada, em toda a Região e fora dela.

PEDAÇOS DE UM DIÁRIO PERDIDO 

José Correia Baptista 

1 – Vou a Niterói visitar minha mãe e passar a segunda-feira fazendo o que chamo de “seboterapia”, percorrer sebos de Niterói e do Rio em busca de livros de história – voltei a estudar a formação de Cabo Frio com questões cujas respostas não encontro e me animam a pesquisar – e de títulos que acabam me interessando tanto na literatura como em ensaios políticos e filosóficos. Na viagem para Niterói opto pela estrada velha e deixo a ViaLagos. Passei uns 10 anos fazendo esse percurso quando editava o jornal Aqui, do Rio de Janeiro a Cabo Frio, parando em quase todos os municípios da Região dos Lagos, onde deixava os finos biscoitos que minha padaria produzia. A gente acha que a única paisagem digna de recordação é aquela que um dia foi a mais bucólica e que vemos em fotografias já amareladas e inesperadamente percebemos que vimos uma época que também amareleceu. Aquela salina à beira da estrada, hoje já não existe, tornou-se um condomínio. Aquele alagado é hoje uma ocupação urbana. Envelhecemos rapidamente. Nos tornamos história sem nos darmos conta. Paro na Rodoviária de Araruama para ir ao banheiro público e depois passo pela banca de jornais. “Ewando ainda edita o Jornal da Região?”, pergunto. “Sim, mas não temos o jornal dele”, me responde o jornaleiro que ali está há mais de trinta anos e que não me reconhece e que por tantos anos falei com ele deixando o jornal Aqui. Deixa para lá. Compro todos os postais que têm como tema momentos da vida cotidiana de Araruama de há algumas décadas. Crianças mergulhando na Laguna é uma das fotos mais significativas, a que me cativa. Ela representa um grupo e ninguém. É um espírito de época, distante. De qualquer época. Ali poderia estar minha filha. Quem ela é? É a filha de qualquer pai. De todo o pai.

2 – Da rua do Rosário vejo ao lado a livraria Kosmos e em frente a até hoje majestosa Igreja do Rosário. Dobro à esquerda, tomo a Rua do Ouvidor, logo depois o Largo de São Francisco, e me dirijo a sebos interessantes que dominam a área histórica do Rio de Janeiro. Compro os livros que meu dinheiro dá. Conheço outros livros que lá estavam e nem sabia da existência deles. Interesso-me por todos. Anoto. O amigo Totonho, num comentário arrevesado, onduloso, tortuoso e venenoso, diz que sou um bibliófilo. Sim, também. Gasto meus tostões em livros em tal quantidade que é impossível lê-los todos do início ao fim, além dos CDs, DVDs, e vinis. Mas é um regalo para a vista e para meu ser consultar e vislumbrar o paraíso que podemos construir e frequentar. Hannah Arendt lembra em seu livro A vida do espírito (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010, 2.ed.) – que já vi colocado em livraria na estante de assunto Espírita – que a filosofia nasceu e permanece como visão.

3 – O dia está lindo. Céu azul, temperatura agradável, luminosidade suave, vou com Márcia e Júlia visitar Carlos Mendonça. Desço do carro em frente à casa do artista plástico no Portinho. São 11h, chamo, demora um pouco a atender, até que vem em nossa direção vagarosamente e explica que estava deitado. Se queixa de depressão. Anda tomando remédios. Entramos e nos sentamos na varanda ao fundo da espaçosa casa. Mendonça chama a mulher, a professora Vilma. Puxo a conversa informando que Julia está estudando desenho e tem habilidades na pintura. Mendonça faz um breve retrospecto da sua história de artista plástico: foi criado pelos tios, mas foi o presente de sua mãe, um estojo com material de pintura, que despertou nele as artes plásticas. E recomenda a Julia a se libertar das regras, a valorizar a imaginação e a achar seu próprio caminho. Vilma nos oferece café. Fico surpreso em ver que Julia colocou café em sua xícara. Mendonça lembra de artistas plásticos de Cabo Frio, como Scliar, que ajudava os artistas iniciantes desde que acreditasse neles, como foi o caso de Carlos Lima. Vilma me diz que Mendonça envelheceu de repente. Falamos um pouco de Gerson Tavares que anda aí pelos 84 anos de idade e também mora no Portinho. Vilma defende que Gerson se preparou para a velhice, cuida bem da saúde há muitos anos. Também acho. Mendonça nos leva a seu atelier. Mostra-nos alguns quadros de diferentes estilos. Há alguns desenhos de Mendonça, desconhecidos, que ele mesmo pensa que valeria a pena ser expostos. Júlia gosta do que vê. Ao nos despedirmos, Vilma nos diz que nossa visita fez bem a Mendonça. Também nos fez bem.

(*) José Correia Baptista é formado em Ciências Sociais e em Letras pela UFF.

As substituições

O secretário Felipe Fernandes saiu a pedido e a nomeação de Érika Borges mantém a mesma linha tocada por Felipe. O prefeito não quer mudanças substanciais na secretaria de saúde, que ele considera que vem funcionando a contento.

Solução política

O governo deve tentar uma solução política para manter o vereador Felipe Monteiro (PDT), que tem se revelado bom articulador político. A posição de Felipe Monteiro está ligada a outras mudanças que acontecerão no cerne do governo.

Ganhos de eficiência

Decorrido um ano de governo, novas alterações vão acontecer no governo de José Bonifácio (PDT), mas serão pontuais, sem que implique em uma reestruturação geral. Em outros setores o prefeito privilegiou inicialmente ganhos políticos, que considera consolidados, busca agora ganhos de eficiência administrativa.

Preservação do patrimônio

O governo, leia-se Coronel Rui França, foi rápido na apuração da denúncia feita aqui no Blog, de ocupação irregular de área de preservação ambiental junto ao Shopping Park Lagos. Essa política de preservação do patrimônio público deve ser estimulada e ampliada.

Antes, durante e após o Carnaval

Aquele papo de antigamente que o ano político começava após o Carnaval não vale mais. As articulações políticas estão cada vez mais intensas e desrespeitam quallquer prazo protocolar, se é que ainda existe algum. As candidaturas estão sendo colocadas na rua. A pergunta é: quantas resistirão a ação do tempo político/eleitoral?

O PT em Cabo Frio e Região dos Lagos

O PT tenta mais uma vez se colocar como uma força política em Cabo Frio e na Região dos Lagos. Até hoje não conseguiu. O máximo que alcançou na cidade foi a eleição de um vereador: Alfredo Barreto. Não é por acaso que faz “caminho fundo” para conquistar o ex-vereador Rafael Peçanha.

Animação!

Sem dúvida o prefeito José Bonifácio (PDT) está conseguindo arrumar as contas do município. Segundo alguns analistas essa nova realidade está animando muita gente a tentar a prefeitura de Cabo Frio, em 2024. Pegar a prefeitura com as contas saneadas é outra coisa.

Biblioteca

Para aquela visita de final de ano quem chegou a Cabo Frio foi o médico pneumologista Walter Nogueira Filho. É o filho do professor Walter Nogueira da Silva, que fundou e dá o nome a Biblioteca Pública Municipal de Cabo Frio tão bem cuidada por Zuleika Crespo.

Vem Passarinhar

Maçarico branco originário de Nova Jersey presente na Lagoa de Araruama.

Eduardo Pimenta (*)

A Laguna de Araruama está inserida na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro em 210 km², com 40 km de comprimento, largura máxima de 13 km, profundidade média de 3 metros e máxima de 17 metros. É caminho das aves migratórias que vem da rota Atlântica e Nordeste. A Rota Atlântica contorna toda a costa brasileira desde o Amapá, passando pela lagoa indo até o Rio Grande do Sul. Já a Rota Nordeste possui uma bifurcação que cruza os estados do Maranhão e Piauí e se estende até o estado da Bahia, podendo ser um atalho até a mesma lagoa.

Todos os anos aves limícolas e migratórias invernam ao longo da Lagoa de Araruama, entre setembro e abril, onde adquirem massa corpórea e realizam mudas para retornar aos sítios de reprodução.O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), consideram o ecossistema Lagunar de Araruama e seu entorno, como um dos 12 Centros de Diversidade Vegetal do Brasil.

Em especial milhares de Maçaricos brancosficam concentrados em bandos nas faixas de praias lagunaresnesse período favorecendo o Birdwatching, conhecido no Brasil como observação de aves.  Uma excelente alternativa de lazer ao ar livre para pessoas que procuram a região na alta temporada de verão.

No mundo todo, milhões de pessoas se divertem com o Birdwatching, um hobby gratificante que envolve caminhadas ao ar livre fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Além disso, contribui para a conservação dos ambientes naturais e se bem conduzido pela iniciativa privada e pública pode atrair um turista consciente, o que muito precisamos para a Região dos Lagos.

(*) Eduardo Pimenta é Biólogo, M.Sc. em Engenharia de Produção, Coordenador De Pesquisa e Extensão da Universidade Veiga de Almeida, pesquisador The International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas, consultor estratégico do Projeto Albatroz, Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Lagos São João e membro da Academia Cabofriense de Letras.