CULTURA & PODER

Dedos, mãos e braços

As alterações na Lei Orgânica Municipal (LOM), que permitiram a reeleição de Miguel Alencar (Democratas) a presidência da câmara e mais uma reeleição antecipada pode ter surpreendido muita gente menos a Aquiles Barreto (PSD). As paredes murmurantes do Palácio Tiradentes garantem meio esbaforidas, que as mudanças têm os dedos, as mãos e até os braços do ex-petista, hoje no colo de Otávio Paes, prefeito do Rio de Janeiro. Será?

Quem foi o arquiteto?

Há quem diga e as paredes murmurantes reverberam que essas alterações na Lei Orgânica Municipal de Cabo Frio fogem aos ditames da Constituição Cidadã de 1988. Cabe aos juristas interessados a interpretação, mas as mudanças estão dentro do jogo de interesses políticos aqui da província. Quem foi o arquiteto dessa aliança política da eleição de 2020? O resultado está aí!!!!!!

Cadê a vassoura?

As coisas andam tão sinistras no balneário praiano do Vale de Gizé, que algumas pitonisas e ases do carteado cigano garantem que existe possibilidade de retorno do veterano cineasta Miguel Alencar Jr a secretaria municipal de Cultura de Cabo Frio. Essas visões do apocalipse são rejeitadas por sensatos analistas da política cabofriense, mas onde existem bruxas …

Relação: cultura X poder

O pouco fecundo governo do médico ortopedista Adriano Moreno (Democratas) teve três secretários de cultura: o meteórico Fernando Chagas, que logo pediu exoneração e faz um belo trabalho em Minas Gerais e foi substituído pela pesquisadora Meri Damaceno. A secretária foi exonerada após uma articulação política, que recolocou no “trono” o cineasta Milton Alencar Jr, manobra que deixou muitas seqüelas, inclusive na relação entre Adriano Moreno e Meri Damaceno.

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