QUE PROGRESSO É ESSE?

Eduardo Pimenta

A Região dos Lagos tem experimentado um desenvolvimento oscilanteimpulsionado pelos royalties do petróleo, construção civile turismo, mas ainda carece de serviços básicospor falta de planejamento e gestão.

Há resistência na desconstrução do modelo vigente,alicerçado no dificultar para vender facilidades, em contra ponto aomodelo da gestão fundamentado no cumprimento da legislação, cidadania, qualidade e sustentabilidade.

Com a valorização do tripé, justiça social, eficiência econômica e equilíbrio ambiental tanto o setor privado quanto o setor público, necessitam cada vez mais de planejadores e gestores com conhecimento e visão.

A crise esta em destaque nos meios de comunicação e com isso não há como negar que há necessidade da ruptura deste modelo e eleição de um novoque identifique as transformações, proponha a gestão dos recursos, entenda as implicações dessas mudanças para a qualidade de vida e que elabore e construa uma visão gestora contabilizando a subtração da produção econômica na perda de recursos e os custos da degradação e recuperação de serviços.

Trata-se de um dos principais assuntos, estratégico em nossos dias e que pode tirar a Região dos Lagos da crise atual. Mas somente se governos, empresas e comunidades assumirem responsabilidade para com esse desafio.

Por isso devemos direcionar o foco para os princípios éticos relativos ao desenvolvimento das áreas mais sutis que deveriam receber maior atenção se quisermos ser mais eficazes na transformação desse modelopara outros não só de excepcional grau de sustentabilidade, mas de evolução e de melhoria contínua.

Que só se tornará realidade pela ação e o princípio aqui é que todas as deliberações sobre o assunto deverão sempre ir até o estágio da ação efetiva em todas as áreas que condicionam a excelência do resultado final, claro que em consonância com o princípio da interdependência e do sistêmico. Onde nenhuma deliberação sobre desenvolvimento sustentável fique, portanto, tão somente no nível de intenções teóricas, que não contemplem soluções criativas, eficazes, que levem à superação de todas as barreiras a um efetivo fazer acontecer.

A premissa aqui é que já dispomos de conhecimento suficiente, teorias suficientemente fundamentadas, evidências mais que razoáveis e tecnologias apropriadas para tomar todas as decisões necessárias para colocar nosso desenvolvimento na direção de uma sustentabilidade muito melhor do que a que temos hoje.

Nosso problema hoje está na falta de ações pragmáticas e velocidade no fazer acontecer. Não é ético continuar procrastinando as ações que já sabemos ser necessárias. A cada dia de adiamento é possível calcular os impactos sobre a sustentabilidade e os problemas que se geram a médio e longo prazo.

Obviamente são apenas sugestões e estímulos para diálogos e debates, não só quanto ao seu conteúdo como também quanto à forma de expressá-los, que podem e devem ser aperfeiçoados, a partir da contribuição de todos.

(*) Eduardo Pimenta é Professor, Biólogo, Ambientalista e Fotógrafo da Natureza.

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