REVERSÃO DO QUADRO

O prefeito José Bonifácio tem dedicado boa parte do seu tempo ao 2º Distrito de Tamoios. Algumas lideranças políticas acreditam que o prefeito tenta reverter o quadro eleitoral para as eleições de 2022. A região tem dado muitos votos para políticos oriundos da Baixada Fluminense devido à migração recente da baixada para aquele distrito.

 Menina dos olhos

O prefeito tem investido bastante em Tamoios, área que tem duas jóias, “meninas dos olhos” de José Bonifácio: a Fazenda Campos Novos, desapropriada por ele mesmo em seu segundo mandato e o Parque Municipal do Mico Leão Dourado, que Marquinhos Mendes tentou eliminar por decreto.

A derrota do bolsonarismo

A principal tarefa na eleição de 2022 é derrotar o bolsonarismo em todas as frentes: municipal, estadual e nacional. Alguns defendem Frente de Esquerda e outros a Frente Democrática, um pouco mais ampla, ambas defendendo a preservação do Estado Democrático de Direito com a derrota do bolsonarismo neofascista.

Administração & Política

Até algumas pessoas mais próximas do prefeito dizem que ele administra, mas que faz muito pouca política e por não ter paciência esse espaço é ocupado por outros. Pode ser pura especulação, mas nos seus mandatos anteriores José Bonifácio entregou o município arrumado, mas a adversários políticos, que retrocederam nas práticas saudáveis da administração pública.

A ESQUERDA BRASILEIRA PRECISA CONSTRUIR ALTERNATIVAS PARA A SUPERAÇÃO DO LULISMO

Cláudio Leitão (*)

Lamento toda a vez que vejo setores da esquerda atribuindo o golpe e a retirada de direitos apenas aos partidos de direita, Temer e Bolsonaro. Que me desculpe os companheiros petistas, mas não podemos reproduzir um discurso pronto e calculado que é próprio para omitir o papel fundamental do PT e seu enorme grau de responsabilidade sobre o caos político atual e o “fenômeno” que levou a eleição do fascista que hoje habita o Palácio do Planalto.

Michel Temer só assumiu depois do impeachment porque era vice de Dilma. Tudo começou lá atrás, quando Lula optou por se aliar ao PMDB e entrar no jogo da elite capitalista tupiniquim. É preciso lembrar que Dilma, após sua eleição, aplicou uma política de ajustes fiscais com o banqueiro Joaquim Levy no Ministério da Fazenda,mesmo prometendo não mexer nos direitos do povo. Apresentou um projeto na campanha e no governo adotou a “agenda aecista”.

A retirada de direitos não é recente. Em 2003, depois que Lula foi eleito pela primeira vez, a Reforma da Previdência foi o cumprimento de parte das promessas da “Carta ao Povo Brasileiro”. Manteve o Sistema da Dívida Pública, o tripé macroeconômico, o Fator Previdenciário (vetou o seu fim em 2010 no dia da estreia do Brasil na Copa), colocou o banqueiro Henrique Meirelles no Banco Central, além de outras medidas, dando continuidade ao pacto neoliberal do governo FHC.

Os programas sociais ao longo do governo Lula e Dilma foram ações compensatórias e temporárias. Foram importantes e produziram resultados econômicos positivos na economia, mas também visavam não só o marketing eleitoral do PT, como também benefícios para a própria elite capitalista, a fim de alimentar a massa de consumo. Porém, por serem compensatórias e não estruturantes estas medidas têm sido hoje “implodidas” no terrível governo Bolsonaro.

O projeto “Minha Casa Minha Vida” compensou a imensa escalada de despejos nas periferias pelo avanço da especulação imobiliária, movido por empreiteiras regadas à verba pública superfaturada, como a Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, etc. Fies e Prouni compensaram a privatização e o monopólio da educação pelos tubarões do ensino, Króton, Anhanguera, etc. O Reuni expandiu as universidades federais em quantidade, mas não em qualidade.

A renda do trabalhador subiu um pouquinho com o Bolsa Família e o pequeno aumento do salário mínimo (muito abaixo do patamar de dignidade humana segundo o Dieese). Foram medidas para que se adquirisse bens de consumo, mas não produziram efeitos significativos e duradouros na redução da desigualdade social. Dados e pesquisas recentes reafirmam este efeito.

O orçamento da Educação, Saúde, Saneamento, Habitação, etc, seguiram pequenos como nos tempos de FHC, enquanto crescia a dívida pública interna, a isenção fiscal das grandes empresas e do setor agropecuário, as concessões públicas a Rede Globo e outras grandes emissoras, assim como os esquemas corruptos envolvendo todos os grandes partidos.

Isso sem falar da situação no campo, que nos governos do PT apresentaram o maior retrocesso de assentamentos de sem-terra e indígenas desde o governo Geisel. Foi superado agora pelo nefasto governo Bolsonaro. O favorecimento da elite latifundiária agroexportadora proporcionou o “boom” no comércio das commodities, sobretudo com a China, ao mesmo tempo em que o longo processo de desindustrialização do país crescia sem providências efetivas.

Em seu final, o governo Dilma teve que retirar cada vez mais os mesmos benefícios compensatórios e temporários para manter-se no poder agradando a uma elite cada vez mais exigente de um neoliberalismo radical. Para refrescar a memória de alguns, há algum tempo atrás, tínhamos o Exército promovendo uma ocupação na Maré, lei antiterror aprovada, criminalização de manifestantes, prisões arbitrárias em junho de 2013, Força Nacional para reprimir manifestações e garantir privatizações como a do pré-sal, tudo isso sob as bênçãos de José Eduardo Cardoso, ex-ministro da Justiça. Toda essa “democracia” ocorreu, infelizmente, durante o governo petista.

No entanto, mesmo assim Dilma perdeu o controle do Congresso, fragilizando a tática da “governabilidade lulista”, diante do enorme descontentamento popular, através das greves, outras mobilizações e até as marchas pelo impeachment dos “paneleiros”, manipulados pela mídia de direita, ex-aliada do PT.

A saída para elite, inclusive a judiciária, foi substituir Dilma por Temer, a fim de unir novamente o Congresso e dar continuidade a retirada de direitos sem passar pelo processo eleitoral.  A diferença desta vez é que o “novo tempo” fez com que o PT perdesse sua utilidade para a alta burguesia brasileira. Isso também inclui a tentativa seletiva de barrar Lula nas eleições de 2018, através de sua injusta condenação na Justiça.

A partir de então, o PT mudou de estratégia e passou a tentar desgastar Bolsonaro, fazendo corpo mole para deixar passar as reformas (vide o cancelamento de duas greves gerais pelas centrais sindicais orbitadas pelo PT) para que no processo eleitoral vindouro, Lula, após sua libertação, possa realinhar um novo pacto a “La Concertacion” para atingir novamente a presidência. Este pacto, por incrível que pareça inclui de novo o famigerado “Centrão”.

Portanto, neste momento em que o povo trabalhador sente o impacto da reforma trabalhista, da reforma previdenciária, dos cortes de gastos nas áreas sociais, intervenções federais nas instituições, não podemos desviar o foco da luta principal, colaborando com a “amnésia induzida” que tira o PT da conta do golpe e da retirada de direitos.

Levar Lula novamente ao poder significa reeditar o processo de negar reformas estruturais e voltar com as políticas compensatórias de “novo estilo”. Não por acaso, o ex-presidente e ex-operário, já afirmou com relação às reformas que “não vai anular tudo”. Já disse também que “amadureceu” e não tem compromisso com políticas de esquerda (Como pedir união das esquerdas?). Além disso, pretende manter no Ministério da Fazenda ou Economia algum outro “valet de chambre” do sistema financeiro.

Porém, neste momento, reconheço, que como a esquerda brasileira ainda não conseguiu construir projetos e nomes para 2022, Lula ainda é a melhor alternativa para derrotar o bolsonarismo, e isso, apesar do descontentamento com ele, se torna mais importante.A eleição em 2022, infelizmente, sinaliza uma disputa não entre esquerda e direita, mas sim, entre civilização e barbárie.

A democracia no Brasil não é plena e não é de hoje. Temos uma pandemia descontrolada ceifando vidas, milhões de pessoas sem acesso à habitação e saneamento básico, milhões de presos preventivos sem julgamento, a concentração da grande mídia nas mãos de algumas famílias, uma polícia alicerçada em métodos de exceção permanente nas periferias das grandes cidades, cinco grandes empresários têm patrimônio equivalente ao da metade da população, e por aí vai.

A esquerda no Brasil só poderá ter um projeto verdadeiramente transformador e estrutural quando superar Lula e todas as distorções do “lulopragmatismo”. O pior que o PT fez não foi manter e aprofundar a reforma da previdência, os escândalos de corrupção em campanhas eleitorais, não auditar a dívida pública, o loteamento fisiológico de ministérios, não fazer a reforma tributária, a reforma agrária, a reforma política, nomear banqueiros para gerir o Banco Central, a Lei Antiterror e outras medidas restritivas a mobilização popular. Isso tudo os outros também fizeram.

O que de pior fez o PT foi aniquilar ideologicamente com centenas de milhares de ativistas de esquerda que hoje acreditam que a única saída possível é a conciliação de classes e essas tais “alianças pela governabilidade”, ambas defendidas arduamente por Lula. Este prejuízo tem uma dimensão devastadora.

Vamos parar com este papo furado que “carimba” segmentos da esquerda socialista que fazem críticas a Lula e ao PT, críticas políticas e respeitosas, de estar “a serviço da direita”. É óbvio que eu não sou dono da verdade, respeito opiniões contrárias, mas penso que quem se afirma de esquerda precisa reconstruir esta luta em cima de uma alternativa radical e popular, radical no sentido de mudar pela raiz, por fora deste modelo de governança apodrecido. Precisamos lutar por mudanças que não se limitem apenas às eleições.

É fundamental que as novas lideranças de esquerda estejam ao lado das mobilizações dos trabalhadores e dos movimentos sociais organizados visando mudar este sistema em suas estruturas. Este movimento já existe, mas ainda é muito tênue, e confesso, não consigo enxergar esta possibilidade de aumento no curto e médio prazo, ou ainda, se isso de fato será alcançado algum dia.

Lula X Bolsonaro. É o que temos no momento. Vamos ver mais à frente se o quadro político vai mudar.  Teremos uma “terceira via” pelo centro ou pela esquerda? Não sei.

Desculpem o pessimismo !!

(*) Claudio Leitão é economista e professor de história.

AMIGO

Ângela Maria Sampaio de Souza (*)

Amigo é alguém que o tempo não leva, os anos não muda, a distância não afasta e a maldade não afeta.

É alguém muito raro, especial e é exatamente por isso que encontramos poucos em nossa vida.

Os verdadeiros amigos não são aqueles que estão conosco desde que nascemos, (pode acontecer), mas aqueles que foram chegando e ficaram.

Também não são aqueles que sorriem e dizem coisas bonitas, mas aqueles que dizem a verdade “na sua cara” mas defendem você pelas costas.

São aqueles também que sabem dizer não quando precisa, mas que enxugam nossas lágrimas quando precisa.

Amizade verdadeira é como o amor, não sabemos explicar, penas sentimos. Amizade verdadeira pode nascer à primeira vista e aos poucos as afinidades sendo descobertas, partilhadas e uma história vai sendo vivida.

Amizade é um dos sentimentos mais nobres que podemos sentir. Ela para ser verdadeira tem que ser desinteressada e não pode ser possessiva.

Por mais que o tempo passe e as dificuldades surjam amizade é firme e forte.

São nos momentos mais difíceis da vida que identificamos os verdadeiros amigos, pois eles não nos abandonam.

O amigo acolhe, ajuda e está sempre disposto a ouvir. Ele não espera recompensa o objetivo é ter você como amigo.

Verdadeiros amigos, quando se encontram depois de muitos anos, parece que continuam a conversa de muito tempo atrás.

Amigos são aqueles que quando olhamos para trás sentimos saudades.

Muitas pessoas entram em nossa vida e se afastam, mas aquelas especiais deixam marcas que são eternas.

Assim são os verdadeiros amigos!

Obrigada por sua amizade e permitir em chamar você de amigo!

Valeu sua amizade!!!!!

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é Professora.

LANÇAMENTO DO CD URBANO

Lançamento do EP “Urbano”, quinto trabalho de estúdio do compositor e educador musical José Henrique Nogueira, evoca valores que sustentam a vida moderna nas cidades: música, encontros e perspectivas

Por Octavio Perelló

Os elementos urbanos atestam o título e apontam o processo de criação marcado pelas pausas e acelerações da vida no Rio de Janeiro, onde a natureza circunda a expansão do concreto e oferece belezas e riquezas sonoras. Entregam ainda a trajetória do músico, compositor, musicoterapeuta, escritor e educador musical José Henrique Nogueira nos palcos, bares da vida, estúdios e salas de aula, reunindo experiências artísticas, acadêmicas e de vida que sintetizam a arte de reunir, entreter, encantar e cuidar de pessoas.

O EP “Urbano” é o quinto trabalho de estúdio de José Henrique Nogueira, após o lançamento dos CDs “Caiçara“, “Curiosa Idade Musical I e II“, e do compacto duplo “Mar” (vinil), este último lançado no início da carreira. Sua obra é permeada ainda de livros autorais sobre Educação Musical, coordenação acadêmica, pesquisa e ensino, além de criações musicais para teatro. José Henrique Nogueira é também idealizador e diretor do Espaço 23, que há doze anos oferece Música e Musicoterapia aos alunos, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

O mais recente trabalho, “Urbano“, chega ao público ainda em plena pandemia, marcando o encontro musical do compositor e violonista com os músicos Guto Goffi, José Staneck, Gastão Villeroy, Nilo Romero, Raimundo Luís, Lui Coimbra e Nana Simões. Os criativos arranjos do compositor, somados à competente execução dos músicos, com mixagem e masterização de Luizinho Mazzei, apresentam composições maduras para a audição dos mais requintados gostos musicais. 

Os destaques, sem tirar nem pôr, vão para todas as faixas (Balada para Pat Metheny, Era um Blues, Canon Blues,Trilha dos Pássaros e Urbano), que têm características particulares em suas propostas e andamento, embora exibam o mesmo DNA. Mas vale destacar duas, em especial, que foram antecipadas ao público: “Canon Blues”, que ao mesmo tempo em que tem uma intrínseca elaboração rítmica e melódica sobre o tema, tem ainda um apelo ao encontro, à diversão e à improvisação; e “Trilha dos Pássaros”, que remete ao modo pessoal de tocar violão do autor e se desenvolve no intuito de criar imagens sonoras que possam trazer a leveza e a magia dos pássaros no ambiente urbano.

“Estou muito feliz com esse novo trabalho e com os encontros que ele me proporcionou. Foi tudo feito com amor e dedicação à música.”

As cinco faixas do EP “Urbano” podem ser acessadas nas plataformas digitais Spotify, Apple Music e Deezer, além dos videoclipes que estão disponíveis no YouTube.  (Assistir “Canon Blues” e “Trilha dos Pássaros” nos links abaixo)

https://youtu.be/OUNEUqJi5ac

CABOCLO QUEBRA QUEBRA

Os mais otimistas vão pensar que é uma réplica tropical de “O Pensador” de Rodin. Nada disso! É mais conhecido através da alcunha de “Quebra-Quebra”, o terror dos proprietários de café de Cabo Frio. Calma! Aquiete-se caro leitor. Não é violento, mas dá um azar danado. Nem Dona Gertrudes, rezadeira de renome, deu jeito: os galhos de arruda murcharam quando chegaram perto dele. Quebrou 8 cafés e não vai parar. Saravá!

PROMESSA É DÍVIDA!

O governo do estado leia-se governador Cláudio Castro e o secretário Sérgio L. Azevedo estão sendo pressionados pelos prefeitos da Região dos Lagos a resolver o problema do hospital para os pacientes da pandemia de Covid-19. Depois do episódio do Hospital Unilagos, que não saiu da promessa, os prefeitos estão ressabiados.

Reeleição difícil

A pandemia está deixando em situação crítica o deputado/secretário Sérgio L. Azevedo. Primeiro teve o caso dos respiradores sucateados entregues ao prefeito Adriano Moreno e devolvidos pela prefeitura de Cabo Frio. E por último o prometido Hospital Unilagos, que não saiu. A continuar assim o deputado/secretário estará com sua reeleição ameaçada.

Ninguém sabe quem é

O deputado/secretário vai contar com o apoio do governador Cláudio Castro, que não cumpre suas promessas e o que é pior, ninguém sabe quem é. O atual governador do Estado do Rio exemplifica bem a decadência política do estado, que já foi conhecido como o “Tambor do Brasil”. Era vice de tal de Wilson Witzel, defenestrado da vida pública.

Mediocridade

O Estado do Rio contava com uma bancada no senado composta por gente como Saturnino Braga, Darcy Ribeiro, Abdias Nascimento e Jamil Haddah hoje têm um bolsonarinho da vida. É a mediocridade reacionária sob a forma de política.

MATA ATLÂNTICA

By: Marcelo de Paula

Vamos falar da exuberância natural de Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo e outros munícipios da Região dos Lagos, todos encrustados na Mata Atlântica, essa floresta natural brasileira que ocupa 17 estados e vem sofrendo desmatamento desde 1500, ano em que o Brasil foi encontrado pelos portugueses, que iniciaram o comércio de pau-brasil, animais silvestres e outras riquezas desse importante bioma!

Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe e mais áreas da Argentina e Paraguai! É a abrangência desse bioma, que abriga inúmeras espécies em extinção como o Mico-Leão-Dourado, o Macaco Muriqui, a onça-pintada e outros.

Para se ter uma ideia da importância da mata Atlântica para o país, no bioma residem 72% dos brasileiros numa dependência direta de serviços essenciais como abastecimento de água, energia elétrica, pesca, agricultura, turismo e manutenção e regulação climática! Ou seja, concentra 70% do PIB nacional e restam apenas 12,4% de sua floresta original!

O visual do Morro da Guia, da Ilha do Japonês, do Pontal do Atalaia, a Ilha do Farol, a Prainha do Pontal, a Praia do Forno, a Orla Bardot, as Dunas, a Restinga de Marambaia, a Praia das Conchas, do Peró e demais praias inseridas nessa linda vegetação montanhosa da nossa região, são todos cenários naturais desses 12,4% restantes da Mata Atlântica!

Em 27 de maio de 1560, sessenta anos após os europeus usurparem as terras indígenas com a classificação de descobrimento, o Padre José de Anchieta assinou a Carta de São Vicente, sendo considerado o primeiro documento a descrever sobre a biodiversidade das florestas tropicais nas Américas!

Numa alusão a data de assinatura da Carta de São Vicente, 27 de maio, o Brasil comemora o Dia da Mata Atlântica, área a qual estão situadas as principais cidades e regiões metropolitanas do País, inclusive o nosso município, como citei!

Von Martius, Langsdorff, Charles Darwin e tantos outros pesquisadores, botânicos, naturalistas passaram e passam pela Mata Atlântica, documentaram sua rica biodiversidade e chamaram a atenção para a importância da preservação do bioma!

Estamos falando de séculos passados, então imagina em dias atuais!

E por que estou falando da Mata Atlântica?! Para sensibilizar a todos que moram e frequentam a Região do Lagos, que são apaixonados pelos atrativos naturais da região, que gostam de fazer trilhas pelas praias de coloração azul ou esverdeada, que por favor cuidem muito bem da nossa Mata Atlântica, não destruam as plantas, não espalhem lixos, não construam em locais e de formas proibitivas, não despejem fossas nos mares e rios, façam seus passeios de barco e não poluam os mares!

Não podemos jogar essa conta da preservação apenas nos governantes. Nossa educação e extinto de preservação têm que falar mais alto. Não adianta o caminhão do lixo fazer a coleta e no mesmo dia você depositar sujeira no mesmo local; não adianta reclamar de bueiro e ralo entupidos e continuar a jogar lixo na rua; não adianta dizer que a cidade está abandonada e descartar sofá, geladeira e outros objetos pelas ruas e terrenos baldios!

Está na hora de reclamar menos e agir mais! Está na hora de proteger e preservar a beleza natural da Região dos Lagos e do país como um todo!

Não quero dizer com isso, que devemos nos conformar com o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vendendo madeira ilegal, ajudando a desmatar ainda mais as áreas protegidas, deixando a boiada passar desenfreada!

Não isso não!

Devemos sempre cobrar ações de melhorias dos governantes, mas não podemos esquecer nosso papel na sociedade, no urbanismo, na educação e na preservação ambiental!

(*) Marcelo de Paula/Cineasta Druida Filmes.