A LINGUAGEM!

A Linguagem

A revisão do Plano Diretor será a prioridade para Dhanyelle Garcia, futura secretária de planejamento da prefeitura de Cabo Frio. Novata, a secretária esqueceu que nem todo mundo é engenheiro, arquiteto ou urbanista, usando uma linguagem pouco acessível. Como está ocupando um cargo público tem que falar uma linguagem, que ao menos boa parte da população entenda.

Linguagem popular

Taí uma tarefa urgente da nova secretaria de comunicação social, pilotada pelo jovem Marcos Azevedo: fazer uma reunião com todo o 1º e 2º escalão e também no 3º, pode ser por etapas, e orientá-los no sentido de falar uma língua adequada ao entendimento da chamada opinião pública. Ajudaria muito o futuro prefeito.

A delegação popular

Afinal, mesmo que de forma indireta, porque são de nomeação do prefeito, é essa figura magnânima e muito esquecida chamada “povo”, que os colocou nos cargos bem remunerados que ocupam. Não estão na iniciativa privada, mas em órgão público por delegação popular.

Filho feio não tem pai

A “nova” Praça Porto Rocha reformada no estertor de um dos governos de Marquinhos Mendes foi transformada em praça cheia de lápides e pouquíssimas árvores. Piso escorregadio e bancos que servem pra deitar, nunca pra sentar. Verdadeiro cemitério a céu aberto. Segundo o velho ditado popular: “filho feio não tem pai”. Ninguém, até hoje, assumiu a autoria do projeto.

A Cartola!

Um conhecido observador da política cabofriense espantado com a abrangência do secretariado e do 1º escalão escolhido pelo prefeito eleito disse: “A cartola de José Bonifácio é muito funda”. O mesmo reverberam as paredes murmurantes do histórico prédio da câmara e do trepidante Palácio Tiradentes.

Algodão entre cristais

O ex-deputado Janio Mendes é conhecido por sua grande capacidade de negociação política. Apesar de não pertencer formalmente ao governo de José Bonifácio é uma das figuras mais importantes do atual quadro político de Cabo Frio. Vai atuar como uma espécie de desbravador de contatos, o que já está fazendo. Quem sabe um “algodão entre cristais”.

Legado desastroso

O que fazer com o legado desastroso do governo de Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira (Cati)? Taí uma indagação, que deve estar moendo os miolos da nova administração: como pagar? Como colocar as contas em ordem? Afinal, a prefeitura não é igual à iniciativa privada em quem você pode dizer “não fui eu que fiz” ou “a dívida não é minha” e assim por diante.

Ampla aliança

O prefeito eleito fez uma aliança tão extensa, que resta pouca coisa da oposição em Cabo Frio. Se essa ampla maioria se expressar sob a forma de apoio irrestrito e sólido ao dia-a-dia do governo, José Bonifácio vai ter margem de manobra suficiente para enfrentar o primeiro ano, que deve ser bastante complicado: pandemia + crise econômico-financeira.

Emagrecimento eleitoral 1

O resultado das urnas, em 15 de novembro, não foi nada bom para os chamados partidos de esquerda, em Cabo Frio. Juntos, a recém nascida UP (Unidade Popular) e o PSOL, lançaram candidatos próprios e não conseguiram atingir 1% dos eleitores. O PSOL, em 2012 teve 5.300 votos e oito anos depois, em 2020 conseguiu atingir apenas 562.

Emagrecimento eleitoral 2

É preciso uma análise profunda e democrática do que ocorreu durante esse processo para explicar esse “emagrecimento” eleitoral. Afinal, em 2012, 2016 e 2020 o PSOL apresentou nos dois primeiros pleitos, Cláudio Leitão e em 2020, o professor Roberto Valentim da Costa Póvoas, o professor Betinho. Ambos queridos e respeitados. O que aconteceu? O discurso envelheceu? A estratégia foi incorreta? São questões a serem debatidas e respondidas.

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