VERGONHA & VERGONHA

Vergonha & Vergonha

A prisão preventiva do pastor/cantor e ex-deputado Silas Bento e do seu filho Wanderson causou forte repercussão negativa na campanha do deputado Sérgio L. Azevedo. Esperar o que da aliança da extrema direita com o “centrão municipal”? Em todos os cantões do país o resultado tem sido esse que estamos vendo em Cabo Frio: vergonha e mais vergonha!

Dura lição!

A sociedade cabofriense vê com grande incômodo o que está acontecendo ao ex-deputado Silas Bento e a seu filho Wanderson. Não é agradável e não pode ser motivo de júbilo, mas está sendo uma dura lição para aqueles que teimam em usar a religião e o nome de Deus como meio de ascensão política e financeira.

Condenação!

As redes sociais repercutem intensamente o episódio da prisão do ex-deputado Silas Bento e do seu filho Wanderson. Praticamente todas as manifestações tem sido de condenação ao deputado e as práticas que os internautas consideram lesivas a sociedade.

Rebuliço

A Família Bento, que encontrava grande dificuldade para sobreviver politicamente, sofreu grande baque com a prisão do patriarca e do seu filho. A incerteza de uma dura prisão preventiva, certamente provoca o desmantelamento da estrutura de campanha: muitos cabos eleitorais procuram abrigo em outras legendas e em campanhas com menos rebuliços.

Estratégia furada

O deputado de extrema direita tentou fazer sua campanha com o selo do apoio do presidente da república, apoio que nunca veio apesar da farta propaganda. A insistência tem se revelado um erro estratégico, porque em diversos pontos do país o apoio do governo federal tem sido um ponto negativo.

Rejeição!

O populista midiático, Russomano, em São Paulo e o prefeito Marcelo Crivella, no Rio de Janeiro têm índices de rejeição estratosféricos e correm o perigo de não chegar ao segundo turno. A rejeição cresceu ainda mais depois que o governo federal aumentou os decibéis em apoio às duas candidaturas.

Família Perfeita 1

A campanha do deputado ainda tentou jogar pra ver se colava a idéia da “família perfeita”, tipo “Papai sabe tudo”, seriado norte-americano, da década de 50. Não colou, porque família perfeita nunca existiu. Os padrões mudaram muito com o tempo, enquanto o tal modelo de família tem suas bases no século XIX e seus estertores no final da primeira metade do século XX.

Família Perfeita 2

A Família Bento, como tantas outras, serve como exemplo para mostrar que a família perfeita, una, imutável e sem defeitos de fabricação é uma criação lendária. Não tem escora na realidade e não resiste a exames mais apurados, digamos assim. Teria sido melhor que o deputado tivesse ido “com menos sede ao pote” e não aporrinhasse os professores da educação pública.

DESPEITO (conto de A Vida Como Ela É…)

Nelson Rodrigues

O marido era ciumento ou, como ela dizia, suspirando, “ciumentíssimo”. Se Marlene ria um pouco mais alto, pronto. Vinha o mundo abaixo. O fato é que ele achava a gargalhada da mulher quase uma demonstração de impudor. Marlene esboçava um protesto:

— Mas que foi que eu fiz, criatura? Eu não fiz nada!

E ele, ressentido, quase ultrajado:

— Fez, sim! Quem ri desse jeito é gentinha!

Teve que eliminar a gargalhada dos seus hábitos. E, junto de Rafael, sofria de inibições tremendas, incapaz de olhar, de sorrir, de conversar com naturalidade. A família e as amigas estranhavam: “Que é que há? Você que era tão alegre”. Respondia, com involuntária amargura: “Rafael é um caso sério!”. Em voz baixa, dizia para as amigas íntimas: “Não me dá uma folga. Faz uma marcação tremenda. Desconfia até de poste!”. Houve quem sugerisse:

— Não seja boba! Reaja!

Reagir como? E o que ninguém sabia, nem Marlene estava disposta a confessar, é que tinha medo do marido. Rafael possuía um desses temperamentos de ópera, de Cavalleria rusticana; era um bárbaro contido. Certa vez, fizera uma ameaça concreta. Apertando entre as mãos o rosto da esposa, disse, falando quase boca com boca:

— Se me traíres um dia, eu te mato, juro que te mato!

Fidelidade

Marlene podia dizer, a propósito dos ciúmes do marido: “Rafael fala de barriga cheia”. Semelhante desabafo podia ser prosaico, mas era expressão da verdade. Casada há três anos e meio, jamais sua conduta permitira a mais tênue suspeita, o mais vago equívoco. Nenhuma vida mais límpida, mais sem mistério.Chegava a exagerar a compostura de esposa. Não privava com outro homem que não fosse com o marido, os cunhados e os próprios irmãos; não dançava senão com Rafael ou, no máximo, com Leocádio, o único amigo que merecia do marido confiança total. Rafael vivia dizendo:

— Confio mais em Leocádio que em meus irmãos.

Assim honesta, assim fiel, ela pasmava as amigas que, com alegre frivolidade, de uma maneira desapaixonada e apenas esportiva, tinham romancesextraconjugais. Seuespanto era sincero e patético: “Como é que você tem essa coragem?”. Muitas replicavam mais ou menos assim: “Teu dia chegará!”. E houve uma, mais desabusada que as outras, que a desafiou:

— Tu ainda gostas do teu marido?

— Evidente!

— Não acredito. Tem santa paciência, mas não acredito.

— Por quê?

E a outra:

— Porque nenhuma mulher pode gostar do mesmo homem por mais de dois anos. E já é muito!

— Que horror!

— É isso mesmo! Batata, minha filha!

A Viagem

De qualquer maneira, a conversa com a amiga irresponsável fez-lhe um mal pavoroso. Pela primeira vez, esboçou a hipótese: “Será que eu?…”. Experimentou um arrepio de medo e volúpia; e tratou de pensar noutra coisa.Daí a dias, o marido aparece com a notícia: iater que correr as praças da Europa com o chefe. Ela fez a pergunta: “E eu?”. Rafael suspirou:

— Você fica. Mas o negócio é rápido. Um mês, no máximo.

A tal amiga, quando soube, telefonou: “Parabéns, parabéns! Aproveita, sua boba”. E reforçou: “A título de experiência. Uma vez só”. Marlene protestou, com veemência, de uma maneira quase agressiva. Mas experimentou, outra vez, um arrepio. A verdade é que levava, no mais íntimo de si mesma, as palavras da outra:“Nenhuma mulher pode gostar do mesmo homem por mais de dois anos”. Fechou os olhos e fez os cálculos: estava casada com o marido há três. Gostava dele ainda? Era o mesmo sentimento? A mesma coisa? Pouco depois, estava diante do espelho pondo ruge e pó; e, olhando a própria imagem, pensou: “Não, não é a mesma coisa”. Na véspera da partida, Rafael teve com a mulher uma conversa patética. Antecipando os ciúmes, repetiu a ameaça: “Se, na minha ausência… Eu te mato, ouvis-te?”. Dez minutos depois, ele confessava, com heróica sinceridade: “Não, eu não te mataria, nunca. A ti, não. Mas sim o cara que tivesse a coragem, a ousadia!…”.

No dia seguinte, pela manhã, Marlene levava o marido ao aeroporto. Quando o avião de quatro motores levantou vôo — ela experimentou um sentimento de liberdade absoluta.

O Amigo

Voltou para casa, eufórica. Antes de embarcar, o marido a advertira: “Não te quero de conversinha com homem nenhum. Tu só podes conversar com o Leocádio. É o único!”.Já em casa, ela cantarolou, passou os dedos no piano. A sensação de uma liberdade completa a embriagava. Tomou um banho muito longo e delicioso; acariciou a própria nudez como uma lésbica de si mesma.Pintou-se, perfumou as mãos, os braços, o pescoço; vestiu o seu melhor quimono, calçou as chinelinhas de arminho. Não tinha nenhum plano concreto, nenhuma vontade definida e, no entanto, preparara-se com deleite e com minúcia, como se esperasse alguém. Sentou-se perto do telefone e discou um número. Atendeu, do outro lado, uma voz de homem. Marlene identificou-se e fez o pedido: “Eu queria um favor teu, Leocádio”. Ele foi dizendo: “Pois não, pois não”. Baixou a voz: “Quer dar um pulinho aqui em casa?Agora?”. Leocádio parecia surpreso: “Alguma novidade?”. Ela evitou a resposta direta: “Queria conversar contigo”. O telefonema, o chamado, tudo nascera de um impulso misterioso e inexplicável. Estava agindo sem premeditação e ela própria não se reconhecia a si mesma nessa leviandade. Finalmente, Leocádio chegou. Parecia triste e nervoso. Ela explicou o chamado: “Estou me sentindo muito só… Queria que você me fizesse companhia…”. Leocádio, que estava sentado, ergueu-se. Perdera a naturalidade:

— Bem. Vamos fazer o seguinte: eu tenho um compromisso agora. Volto dentro de meia hora, quarenta minutos. OK?

Perseguição

E não voltou. Até então, Marlene estava incerta dos próprios desígnios. Sentia-se confusa e espantada. Correu ao espelho e se olhou, com uma atenção nova e grave. Dir-se-ia que a imagem refletida era a de uma desconhecida. Livre da sujeição ao marido, queria não sei que experiências inéditas e encantadas. As amigas falavam de carícias que Rafael não admitia. Esperou a volta de Leocádio quarentaminutos, uma hora,duas. E nada. Irritou-se e a irritação clareou seus sentimentos. Sabia agora o que queria. Ligou para a amiga leviana. Esta aplaudiu logo, interessada: — “Tens peito, hein! Assim que eu gosto!”.Deu uma orientação: “Quando o homem começa com chiquê, com nove-horas, a mulher deve ter a iniciativa. Claro! O golpe é dar em cima! Por que não?”. Marlene balbuciou: “Deus me livre!”. Mas a outra, empenhada no caso como se estivesse em jogo um interesse pessoal, insistiu: “Vai por mim!”. Ficou Marlene sem saber o que fazer.Havia, no cinismo da outra, uma perversão que a atraía e repugnava. Acabou ligando para Leocádio. Ele foi o mais efusivo possível:

— Você vai me desculpar, meu anjo. Mas sabe como é: houve um contratempo e eu não pude ir. Mas apareço aí de noite, com minha noiva.

Então, Marlene teve uma atitude de inesperada audácia. Disse: “Com sua noiva, não!”. Foi um grito tão espontâneo, irresistível, que surpreendeu a ambos. Leocádio, sem entender, perguntava: “Por que não com minha noiva?”. Ela já se adiantara muito e não podia recuar. Firme, viril, mordendo as palavras, foi dizendo: “Quero você. Só você. E ninguém mais. Compreendeu?”. Admitiu, num sopro: “Compreendi”. Ela ainda sublinhou: “Pelo amor de Deus, não me faça ser mais clara”. Mais tarde telefonou para a amiga, para contar as novidades. A outra desmanchou-se em felicitações:

— És das minhas! És das minhas! E amanhã, já sabes, quero um relatório completo!

A Espera

Deu folga à empregada. Queria estar só, absolutamente só. Preparou-se, de novo, com um requinte absoluto. Fez questão, sobretudo, das chinelinhas de arminho, que achava, não sei por que, um detalhe bonito e voluptuoso. De repente, batem na porta. Corre, vai abrir. Era um mensageiro, com um cabograma do marido. Leu, com uma espécie de náusea: “Milhões beijos, morto saudades”. Rasgou a mensagem e atirou os pedacinhos de papel pela janela. Continuou a expectativa, até duas, três horas da manhã. Foi se deitar, chorando com exclamações: “Cretino! Cretino!”. Pela manhã, telefonou, magoadíssima: “Oque você fez comigo não se faz. Não é papel!”. Acabou, numdesafio: “Você parece que tem medo de mim!”. Ele definiu a situação:

— Pois tenho medo de você. Muito. Medo. Porque eu gosto de você, sempre gostei.

Marlene agarrou-se às suas palavras: “Eu também. Eu também”. Então, o rapaz na sua calma amargurada, concluiu:

— Mas eu não traio meu maior amigo. Nunca. Prefiro meter uma bala na cabeça a trair meu maior amigo. É só.

Marlene teve uma explosão histérica no telefone:

— Sua múmia! Seu imbecil! Palhaço!

A Vingança

Não saiu mais de casa, não foi a lugar nenhum. Só despertava da sua dor extática, obtusa, para descompor Leocádio no telefone. Usava as expressões mais baixas, os termos mais ordinários. Ele ouvia tudo até o fim, sem desligar. Finalmente, findo o prazo de um mês, voltou o marido, em outro avião de quatro motores. Vinha, realmente, louco de saudades, certo de que a maior mulher do mundo era a sua. Tomaram otáxi e, durante a viagem, Marlene disse, com o rosto marcado pelo sofrimento e pelo ódio:

— Esse teu amigo, o cachorro do Leocádio, sabe o que me fez? Me pegou à força, me deu um beijo e anda atrás de mim como um cão!

Uma hora depois, Rafael entra pelo escritório de Leocádio. Ao vê-lo, este teve uma exclamação de afetuosa surpresa. Rafael puxou o revólver e atirou nele quatro vezes, à queima-roupa. Leocádio morreu e não teve tempo, ao menos, de desfazer a expressão de cordialidade, quase doce.

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A NOVA CIVILIZAÇÃO

Ricardo do Carmo (*)

Que tempos esses

de grande aprendizagem

estamos vivendo!

De homens primitivos e força bruta.

Da estupidez a toda.

Generais que nunca foram à guerra.

Coronéis de patente comprada.

Capitão do mato vestido de capitão.

Soldados que não sabem

sequer em que país estão.

Exército que sai no braço

por falta de munição.

Tempos esses de cartas oficiais

com erros de português.

De antiministros sem antisséptico verbal.

Com aulas diárias e ao vivo

que fazem de nós idiotas convictos.

A história reescrita por sádicos.

Uma legião de homens grosseiros

versus meia dúzia de outros sensíveis.

É a nova civilização.

O homem de Bíblia na mão

e revólver na cintura.

Sempre o dedo no gatilho

e o rastilho perverso

de horizontes escuros.

A imbecilidade acima de tudo.

Mas tem uma coisa:

Eles têm medo de nós!

(*) Ricardo do Carmo é poeta, professor e documentarista.

PESQUISA FALSA!

Pesquisa falsa!

A extrema direita não se emenda e agora aparece com uma pesquisa falsa, que não bate em nada com a realidade. Os meninos têm que aprender, que até para montar notas e pesquisas falsas que possam funcionar, tem que ter um ar de correção, os números tem que bater e outros acertos. Fora daí é burrice.

Século retrasado

A campanha do candidato da extrema direita é baseada no lema da TFP – Tradição, Família e Propriedade – organização reacionária que tanto mal fez ao país. É um retrocesso tão grande, que Cabo Frio poderia voltar ao século XIX. Nenhum compromisso com a vida contemporânea e a modernidade.

A onda extremista

A onda extremista sacudiu Cabo Frio, em 2018, isso aguçou a cobiça sobre a cidade, que é considerada a capital e o centro econômico e político da Região dos Lagos. O olho cresceu, mas os cabofrienses têm resistido às investidas da extrema direita, que ansiosa pelo poder colocou vários candidatos de uma só vez. O resultado sai dia 15.

Fora de Cabo Frio!

Os políticos da Baixada Fluminense e da Zona Metropolitana do Rio de Janeiro tem o olho esticado sobre Cabo Frio. Sabem que controlando Cabo Frio passariam a ter a hegemonia em toda a Região dos Lagos. Essa turma, que vem de braços dados com a extrema direita não interessa aos moradores do município. Quem não é ingênuo sabe o que representam.

Desinformação

Alguns candidatos na atual eleição têm tanta certeza da desinformação, que tem candidato a vereador prometendo o que é função do prefeito e candidato a prefeito usando atribuições que pertencem ao governo estadual e federal. Aí entendemos por que atacam tanto os professores.

Ana Larsen

Temos um pastor presidente de um partido cristão preso por roubar verbas da saúde na maior pandemia do Brasil. Temos outro cristão, senador, pego com dinheiro na cueca, fruto de corrupção. Temos uma pastora – deputada assassina do próprio esposo que também era pastor. Temos a esposa do presidente, cristã, que recebeu 89 mil, fruto de roubo. Paro ou continuo?

E eu irei para o inferno porque gosto de mulher e cerveja! Ok!

Moisés de Oliveira

Restinga

Apesar de tudo a restinga ainda combate. Suas plantas que suportam a estiagem não desistem do dia frente à primeira facãozada. Vem a máquina, abre a estrada, entretanto a aroeira se mantém firme, com os galhos abertos em protesto; não vai sair dali e não adianta lhe pedirem documento de compra e venda da terra. Estar fincada no chão, enraizada até a maciez do lençol freático é prova viva de que o lugar é seu.

Para se protegerem da pitangueira ergueram um muro. E a arbustiva de galhos finos teve de crescer de banda, meio de lado, puxando para dentro a barriga do tronco. E cresceu generosa, sem esquecer-se de dar comida aos pássaros. Agora que suas raízes engrossaram, talvez por vingança, a pitangueira remexe a areia que, movediça, põe o muro a perigo através de uma rachadura que é a própria ferida aberta e purulenta do concreto.

Os cactos, com seus espinhos embranquecidos pela maresia, permanecem olhando o mar; têm já os cabelos brancos, mas sejamos francos, os velhos também têm seus medos. O desses cactos é o estacionamento clandestino de automóveis.

A coruja buraqueira, não está preocupada, está com fome. Ela também é um ser vivo, mas não é como o ser humano que pode optar por ser um solteirão sem filhos. Reproduzir não é uma escolha para ela, é uma programação natural. E os filhos estão lá esgoelados no buraco, pois nada lhes sacia a fome de rapina.

A restinga ainda está entre nós e o mar. E o seu verde sobre a areia branca é o mais belo de todos. Que me perdoe a Mantiqueira que vi florir sob a chuva, mas é que a restinga esverdeia-se inclusive entre a aridez do sol e do sal.

Rafael Alvarenga

Cabo Frio, 22 de outubro de 2020

É PARA TODOS

Octávio Perelló (*)

Sem propostas e com visão alienada da realidade, a oposição a José Bonifácio segue com ataques e mentiras.

E não se limita à agressividade explícita que ofende o adversário, mas pratica também o discurso excludente, que divide a população entre esse e aquele, e o município entre isso e aquilo.

Vai mal, muito mal, se propondo a governar apenas para os aliados de velhas ideias e práticas. Enquanto Zé une a todos com propostas concretas, disposto a governar com responsabilidade e atenção às diferentes necessidades para cada área em todos os cantos do município.

Por isso Zé vai bem, muito bem! E cresce cada vez mais no coração da população, que não aguenta mais aqueles que pensam que podem comprar todas as consciências.

(*) Jornalista & Produtor de conteúdo

CONSERVADORES & REACIONÁRIOS

Esclarecendo 1

É preciso esclarecer que o candidato da extrema direita, o deputado Sérgio L. Azevedo se empenhou na eleição de Wilson Witzel, que está sendo afastado por corrupção. Só se afastou dele quando o quase ex-governador rompeu com o “patrão”, o governo federal para o qual se curvou.

Esclarecendo 2

No início do seu mandato, o deputado, ainda sob as bênçãos de Witzel (aquele que mandou mirar na cabecinha), tentou armar uma CPI contra as universidades públicas no Estado do Rio de Janeiro. Foi repudiado pela sociedade, professores e alunos e teve sua tentativa recusada pelos deputados da Assembleia Legislativa.

Conservadorismo X Reacionarismo

É preciso esclarecer a diferença entre conservador e reacionário. O espetáculo protagonizado pela candidatura de extrema direita em Cabo Frio não é apenas uma manifestação conservadora. Vai muito além é reacionária, se opondo a qualquer mudança, que possa transformar a realidade social, aceita qualquer método para que isso não aconteça e sonha com uma sociedade, que nunca existiu.

A reação!

A ultra direita tenta apresentar uma família plena, que nunca existiu. É amarrada a uma série de conceitos e preconceitos didaticamente pregados para os outros, mas que efetivamente nunca praticou. Em sua concepção do que é perfeito imagina uma sociedade estática, na qual ela se julgava relevante. Reage e reprime qualquer transformação e para isso utiliza qualquer método que esteja à mão.

Complicação – 1

Está cada vez mais difícil a situação da candidatura do ex-prefeito Marquinhos Mendes (MDB), que luta para sobreviver politicamente, tentando manter seu nome vivo entre a população. O velho MDB, depois do desmantelamento do grupo político de Sérgio Cabral Filho, perdeu sua força.

Complicação 2

Marquinhos Mendes lançou sua candidatura com bastante atraso em relação a outros candidatos, depois de ter apoiado Aquiles Barreto. O ex-prefeito perdeu sua base de apoio político, tem a situação jurídica e eleitoral pra lá de complicada e um número bem pequeno de candidatos a câmara o acompanhando.

Por que será?

Enfraquecido politicamente desde sua última passagem pela prefeitura, que deixou em calamidade pública e com imensa rejeição, Alair Corrêa se jogou nos braços da ultra direita. Negociou politicamente com a turma, mas tem sofrido grande rejeição do grupo e reclamou nas redes sociais. Por que será?

Quem diria!

O “velho morubixaba”, quando lhe interessa divulga que é filho de um velho comunista, tentando arrumar votos progressistas (hoje em dia não consegue mais). Ainda assim conseguiu entregar sua “raspa do tacho”, meia dúzia de militantes, nas mãos da ultra direita. Quem diria!