Observei essa interação no ano da ultima eleição brasileira. A realidade dos relacionamentos sociais apenas se acentuaram, em direções astronômicas e opostas.

A crise social com o desmonte da democracia, a chegada do novo-Corona virus, a morte agonizante do sistema de saúde e por consequência, falência econômica brasileira.

Torna aquela eleição um momento pivot para o Brasil.

Duas peruas lindas e sofisticadas em NYC, hoje depois do voto no segundo turno:
“Vc sabe, tô me sentindo bem ótima. Votei pela mudança, o país precisa de uma coisa nova, e ele representa novidade”
A outra com olhar incrédulo apenas com sorriso amarelado meio que concordava, discordando.

Na linguagem do corpo, analizando, a medida que acompanhava pelo quarteirão. Me arrisco dizer que são amigas e colocaram a amizade acima das opiniões politicas.

Nenhum nome foi citado.
Podemos imaginar quem votou em quem.

Certas escolhas nos fazem repensar, se vale a pena ter esse ou aquela amiga por perto. Nunca tive paciência com comportamentos abrasivos ou pessoas tóxicas. Amizades verdadeiras sobrevivem grandes adversidades, mas quando a “novidade política”, na verdade é pão mofado, pra lá de podre, vale a pena deixar os amigos “mala sem alça” pra trás.

Os sentimentos de descontentamento social, despertados nessas eleições, foram muitos. A pseudo-burguesia que poderá fugir pra outros países quando a porca começar a apertar, é miserável, sempre foi.

O Complexo de Caco Antibes, brilhantemente representado por Miguel Falabela, nao é comédia, odiar pobre tem sido um esporte praticado pelos bem nascidos.

Sem educação extensiva, a ignorância vai sempre dominar e prejudicar escolhas políticas que realmente avançariam nosso Brasil a uma catergoria de potencia mundial.

Não posso terminar essa resenha sem relembrar outras peruas que vi na esquina da Broadway com sétima avenida, conversando em voz alta:

“Puxa, porque os ‘homeless’ brasileiros não falam inglês?”
No que a outra, concordando responde:
“Pois é, se eles pedissem esmola em inglês, eu até ajudaria.”
E assim caminha a inteligência brasileira.

Só rindo muito dessas mazelas
pra sobreviver a porca miséria nossas de cada dia.

(*) Carlos Luis DeMedeiros
www.cldemedeiros.com

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