ENTRE CURSOS E RECURSOS

Investir em educação é construir o presente e possibilitar cenários favoráveis para o futuro de uma sociedade. Atualmente a Educação Básica depende verdadeiramente de duas grandes fontes de receitas, os repasses do Fundo Nacional da Educação Básica e os 25% que estados e municípios devem aportar por meio de suas receitas próprias.

Essa dependência ganha contornos dramáticos quando sabemos que o Fundeb, no atual formato, vai vigorar apenas até 2020. Há sinais de uma sensibilidade pela permanência do fundo. E isso se justifica pelo simples fato, mostrado pela ONG Todos Pela Educação, de que a diferença no país entre a rede que mais e menos recebe recursos, em um cenário sem o fundo, pode chegar a até 10.000%. Com o fundo essa discrepância está na casa dos 564%. Ou seja, sem a sua continuidade seria impensável na atualidade a manutenção de qualquer perspectiva de educação nacional como política pública de estado.

O atual ministro da educação já se mostrou a favor, mas desde que haja contrapartidas e metas que nem ele soube explicar quais seriam. Coisa de quem não tem o traquejo necessário para a liturgia e dignidade da função. Aliás, esse tem sido a régua que marca o traçado dos nomes que muitas vezes chegam a postos de comando da educação sem que reúnam a capacidade necessária para dar conta dos processos de gestão estrutural e pedagógica.

É cada vez mais comum as redes de ensino serem comandadas por qualquer pessoa que tenha apenas uma habilitação formal para uma carreira docente. As vezes nem isso. Triste ver a educação ser transformada em trampolim eleitoral e em casamata de aliados. Triste ver a redução das instâncias diretivas da educação ao se tornarem meras planejadoras de folha de pagamento. Educação sempre deveria ser posta acima desse patamar térreo.

O outro problema é que nem sempre a educação recebe corretamente os percentuais de receita própria. Com as propostas de desvinculação de receitas e caso essa moda pegue de cima a baixo, o custeio da educação poderá ceder o lugar para a transferência dos seus recursos, geralmente para molhar a garganta do rentismo.

Essa crise não afeta apenas os níveis básicos. A situação do ensino superior é complicada também. A formação de professores continua sofrendo com limitações curriculares e com cursos que não recebem o devido investimento e condições de existência. Se isso está afetando a rede pública, imaginemos na privada, majoritária e quase soberana no que concerne ao ensino e que em sua quase totalidade tratam os cursos de licenciatura como algo que não merece nada além de um empurrão para uma cristalizada plataforma virtual, barata e simplória.

Novamente, o atual ministro até aceita que nas graduações das universidades públicas não haja cobrança de mensalidades. Mas defende isso justamente no local de produção de ciência e conhecimento mais avançados, os mestrados e doutorados. Ou seja, fazer ciência no país passaria a ser uma questão de foro particular e restrito a quem pode pagar para produzir conhecimento.

O Fundeb é um elemento chave para a manutenção e pagamento de salários. Assim como a formação preliminar e continuada são indispensáveis para a construção da concepção de educação de uma rede de ensino. O restante é gestão. É gente. É competência e sinergia.

O VEXAME DOS BOLSONARISTAS, EM CABO FRIO.

Os bolsonaristas bem que tentaram, mas não conseguiram evitar o vexame. Foi ridículo o pequeno número de pessoas que apareceu na Praça da Cidadania, caminhou até o deck (mandala) e no máximo, em meia hora se dispersou. Engraçado, que quando estavam junto ao deck, alguém na cobertura do edifício mostrou uma bandeira vermelha. Resultado: os bolsonaristas apressaram o fim da modesta passeata e saíram correndo.

ANGELA DAVIS – UMA AUTOBIOGRAFIA.

A Boitempo publica pela primeira vez no Brasil Uma autobiografia, de Angela Davis. Lançada originalmente em 1974, a obra é um retrato contundente das lutas sociais nos Estados Unidos durante os anos 1960 e 1970 pelo olhar de uma das maiores ativistas de nosso tempo. Davis, à época com 28 anos, narra a sua trajetória, da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI. A falsidade das acusações contra Davis, sua fuga, a prisão e o apoio que recebeu de pessoas de todo o mundo são comentados em detalhes por essa mulher que marcou a história mundial com sua voz e sua luta.

Questionando a banalização da ideia de que “o pessoal é político”, Davis mostra como os eventos que culminaram na sua prisão estavam ligados não apenas a sua ação política individual, mas a toda uma estrutura criada para criminalizar o movimento negro nos Estados Unidos. Além de um exercício de autoconhecimento da autora em seus anos de cárcere, nesta obra encontramos uma profunda reflexão sobre a condição da população negra no sistema prisional estadunidense.

AS ELEIÇÕES SÃO LOGO ALÍ

Como criar e incentivar a participação política numa sociedade como a brasileira onde a desinformação e a manipulação são parte do dia a dia.

De um lado as grandes corporações de mídia estigmatizam assuntos, matizes partidárias e ideológicas. Elaboram pautas monocráticas onde só uma escola de pensamento tem espaço, onde o livre debate é uma farsa muito bem engendrada.

De outro as chamadas “fake news”, isto é, as notícias falsas, algumas grosseiras, outras tão caprichadas, que até mesmo leitores mais cuidadosos podem se enganar.

Vivemos no chamado mundo da “pós verdade” onde se cria uma versão, absolutamente desconectada da realidade, que mesmo assim é divulgada e creditada por parte da população.

A sociedade do espetáculo e da manipulação destrói reputações construídas ao longo de uma vida em fração de segundos, sem que a veracidade da notícia seja sequer aferida.

Cabo Frio não é uma ilha fora do planeta e mesmo que em proporções mais discretas e limitadas experimenta ações, que assustam por sua agressividade e falta de pudor, sem qualquer respeito pelo outro.

Todo adversário é transformado em inimigo, nesse processo de desconstrução, que acaba por atingir a todos.

Atenção! As eleições são logo ali.

PEQUENAS DOSES

  • Na próxima quarta-feira, 29, acontece a Audiência Pública, que vai examinar e debater o parecer do Tribunal de Contas do Estado – TCE-RJ das contas da administração de Marquinhos Mendes, em 2017.
  • O ex-prefeito tem “corrido coxia”, como diria Vovô Bibiu. Marquinhos Mendes tem trabalhado intensamente para ganhar uma sobrevida política para 2024, porque 2020 já está fora.
  • O programa de Dirlei Pereira, em emissora de rádio, recebe a oposição ao governo de Adriano Moreno. Há alguns anos Dirlei Pereira era o secretário municipal de saúde de Alair Corrêa e Adriano, membro da bancada do “Chefe”. Coisas da política cabofriense.
  • Na época, o vereador Adriano Moreno usou sua influência política e indicou como secretário de saúde, o médico ortopedista Carlos Ernesto, que hoje responde pela Defesa Civil do seu governo. Coisas da política cabofriense.
  • O ex-deputado federal Paulo César Guia usou as redes sociais da internet para relembrar seu tempo de músico. “Cessé de Jairinho” foi clarinetista da “furiosa”, banda da Sociedade Musical Santa Helena e não esqueceu as macias poltronas do Congresso Nacional.
  • O modelo de tratamento de esgoto “a tempo seco” foi implantado pela Prolagos. A concessionária vende água, mas não trata o esgoto como deveria. Até quando a Laguna de Araruama vai resistir?
  • Muita gente se pergunta qual será o impacto das denúncias do ex-secretário de educação Cláudio Leitão contra o governo de Adriano Moreno. As denúncias atingem mais intensamente o secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira.
  • Cabo Frio recebeu nos últimos 23 anos bilhões (bilhões mesmo) de royalties do petróleo. Os prefeitos Alair Corrêa, Marquinhos Mendes e Adriano Moreno nunca se preocuparam em criar um “Fundo Soberano” para investir em infra-estrutura. Resultado? Saúde e saneamento sucateados.
  • Radamés Muniz e Paulo Cotias, apesar da falta de recursos, têm realizado trabalho bastante criativo, na área de turismo. A dupla mostra que, se tivesse mais apoio, poderia se tornar um meio de alavancar a aprovação do governo.

RAÍZES DO CONSERVADORISMO BRASILEIRO

Em Raízes do conservadorismo brasileiro, Juremir Machado da Silva aponta caminhos capazes de elucidar por que o Brasil é um país em débito com a própria história

Partindo da análise de discursos políticos e jornalísticos do início do século XIX, o autor identifica fundamentos conservadores que permearam o contexto da assinatura da Lei Áurea e sobre os quais foi erigida, um ano e meio depois, a República brasileira.

Ciente de que a liberdade não foi uma concessão, mas uma árdua conquista das pessoas negras, o autor demonstra como a estrutura do capitalismo comercial escravista se traduziu – e ressoa ainda hoje – numa intrincada legislação, elaborada para atender a determinados interesses, e num imaginário cultural e ideológico, edificado para justificar a manutenção de privilégios – mesmo que isso implicasse, na época, a desumanização e a coisificação de pessoas.

Em texto ágil, o autor desvela as origens do conservadorismo e a história da busca pela igualdade social no Brasil. A fina ironia que acompanha o texto, se não torna o tema mais leve, funciona como um mecanismo que ajuda o leitor a suportar o espanto de ver a gênese da hipocrisia que ainda hoje sustenta relações de dominação entre classes e raças.

Um livro essencial não apenas para pessoas interessadas em história, sociologia e análise do discurso, mas também para aquelas que desejam viver em um país melhor, em que a escravidão tenha de fato se extinguindo para todos.  

PAUTA SUPRAPARTIDÁRIA

As redes sociais da Internet estão inundadas de notas emitidas por diferentes associações, entidades e indivíduos, que defendem as questões ambientais.

Na Região dos Lagos, em particular Cabo Frio não é diferente, todos os grupos e pessoas querem dar sua contribuição na formulação de ações vinculadas à proteção ambiental.

A cidade vive profunda crise, que se reflete e materializam direta e indiretamente as questões ligadas ao ambiente ou dele decorrentes.

Não serão ações isoladas de grupos e pessoas, que terão força para atuar de forma propositiva na elaboração de políticas públicas municipais: os esforços tenderão a se dispersar e ao enfraquecimento frente, muitas vezes a interesses poderosos.

Em 2020, acontecerão novas eleições municipais e se os defensores das causas ecológicas estiverem fragmentados e despreparados para a luta política, mais uma vez naufragarão.

É preciso, portanto, a unificação de esforços, suprapartidários, acima do espectro político e ideológico, para que seja possível impor aos candidatos uma pauta, que preserve em sua essência a execução de políticas públicas capazes de reverter o atual estado de degradação ambiental do município de Cabo Frio.

PEQUENAS DOSES

  • A próxima semana promete ser tensa e movimentada na política cabofriense Na 4ª, 29, a partir das 15 horas a câmara vai realizar Audiência Pública para discutir o parecer do TCE sobre as contas do ex-prefeito Marquinhos Mendes, ano 2017.
  • Caso o legislativo mantenha o parecer do TCE-RJ, a carreira política do ex-prefeito Marquinhos Mendes estaria praticamente encerrada. Afinal, seriam 8 anos de castigo e dificilmente o político sobreviverá a essa pena.
  • Entre muitos boatos que circulam neste fim de semana, em Cabo Frio, um dá conta que Cláudio Leitão não teria caído sozinho. Segundo alguns, a secretaria municipal de fazenda será ocupada em definitivo por Clésio Guimarães Faria.
  • A aliança implicaria na aprovação das contas do ex-prefeito Marquinhos Mendes, que se comprometeria a não disputar a prefeitura em 2020, com liminar. O ex-prefeito, com as contas aprovadas, se resguardaria para disputar o governo municipal, em 2024.
  • A tarde foi movimentada na Cafeteria Per Tutti, na Praça Porto Rocha. O professor José Américo Trindade, o Babade, voltou de Ilhéus. Foi cercado por militantes e observadores da vida política, em Cabo Frio: quase um guru. Posteriormente, no “Parada e Obrigatória”, dedicou-se a uma refeição. frugal, com base em hortaliças.
  • Grupo de amigos e Elma Martins, viúva do ambientalista e fotógrafo Antônio Ângelo se movimentam no sentido de montar uma exposição com suas fotos: “Olhares de Antônio”. Reconhecimento do seu talento em defesa do meio ambiente.

ECONOMIA: MARICULTURA NO PERÓ PROMETE 500 EMPREGOS DIRETOS

Na crise que o país vive e em particular Cabo Frio, a perspectiva de um investimento global de R$ 414 milhões, tem que ser estudado e avaliado com cuidado. O empreendimento, deve ser visto em profundidade, na medida em que prevê a instalação de uma fazenda de maricultura (mexilhões e vieiras), no Peró, que pode gerar cerca de 500 empregos diretos e 1.500 indiretos. O projeto passou por Audiência Pública, feita pelo MPF, realizada, esta semana, no Shopping do Peró.

SALVANDO A MONA LISA

No final de agosto de 1939, quando a guerra ameaçava eclodir na Europa, os curadores do Louvre guardaram o quadro mais famoso do mundo em um estojo especial forrado com veludo vermelho e o enviaram ao Vale do Loire, cerca de duzentos quilômetros ao sul de Paris. Assim começou a maior retirada de obras de arte e antiguidades da história. À medida que os alemães se aproximavam da capital em 1940, os franceses se apressavam para despachar as obras-primas cada vez mais ao sul, durante a guerra, cruzando todo o sudoeste da França.

Durante a ocupação alemã, a equipe do Louvre lutou para manter tesouros inestimáveis longe das mãos de Hitler e de seus seguidores e para manter o palácio do Louvre seguro, muitas vezes arriscando seus empregos e suas vidas para proteger a herança artística do país. Salvando a Mona Lisa é a história arrebatadora e cheia de suspense dessa batalha.

Resultado de uma pesquisa profunda e acompanhado por fotografias fascinantes daquele período, Salvando a Mona Lisa é uma envolvente história real de arte e beleza, intriga e sagacidade, e de uma coragem moral notável em face de um dos inimigos mais aterrorizantes da história.

ANTÔNIO ÂNGELO, LEVADO AO CÉU PELOS PASSARINHOS, PARTIU ANTES DO COMBINADO

De acordo com o humor e a importância do momento vários temas se revezaram nos editoriais do ‘Momento’, ‘Jornal do Totonho’ e finalmente ao ‘Blog do Totonho’, entretanto, um deles permaneceu todo esse tempo: o meio ambiente.

Muito influenciado pela persistência e sabedoria do fotógrafo e ambientalista apaixonado, Antônio Ângelo Trindade Marques, ex-aluno no pré-vestibular, no Rio de Janeiro e emérito “matador de aula”. Nos bares vizinhos ao curso fazia sucesso com as garotas mais descoladas da Zona Sul: o “galã”!

Em Cabo Frio, nos reencontramos, ambos com a cabeça quase totalmente branca, debatemos e brigamos muito. Antônio Ângelo tinha o mau humor mais engraçado que conheci e imensa capacidade para cativar amigos, em qualquer nível da injusta escala social brasileira.

Rolando Boldrin, o trovador da música caipira diria, se o conhecesse, “Antônio Ângelo levado ao céu pelos passarinhos, partiu antes do combinado”. Saiu de cena, deixando grande lacuna, na luta pelo estudo, conservação ambiental e os amigos sem chão.

Quem sabe os passarinhos quiseram preservá-lo das ameaças que pairam sobre o Parque Municipal da Boca da Barra e lá dentro suas paixões: a Ilha do Japonês e a Praia da Barra, a velha senhora tão maltratada por aqueles que dela querem extrair tudo, inclusive a beleza.

PEQUENAS DOSES

A justiça não tem o menor respeito pela população de Búzios. André Granado e Henrique Gomes se revezam na prefeitura, com imensos prejuízos para a população.

Em Cabo Frio, a guerra entre algumas facções políticas se acentua nas chamadas redes sociais da Internet. Fica difícil para qualquer observador identificar as diferenças entre o “falso” e o “verdadeiro”.

O governo municipal ainda não conseguiu formatar uma pauta de boas notícias para melhorar a imagem da prefeitura de Adriano Moreno, que sofre sério desgaste. Falta o “dedo político” e sombra competência técnica, na comunicação social.

A presença do governador Witzel, na Região dos Lagos, assanhou prefeitos e demais políticos. Pura encenação! O Estado do Rio está quebrado, mal consegue pagar os salários dos servidores públicos. O governador tem pouco ou nada a oferecer. Talvez alguma foto ou outra, na tentativa de demonstrar prestígio.

Não é de hoje que os políticos “sucupiranos” da Região dos Lagos “brigam” para sair em fotografias junto a autoridades ditas estaduais e nacionais. Depois é um “corre-corre” para apagar as imagens, as legendas e tentar salvar a reputação.

O Hospital da Mulher foi reaberto e ao que parece finalmente ficou acertado o acordo com o Cremerj. Agora o governo tem o tempo necessário para os ajustes na saúde pública do município.

Caso as auditorias feitas por órgãos independentes e com credibilidade tivessem sido realizadas, certamente o governo municipal estaria municiado de dados para governar. Não fez, agora agüenta a “oposição” estrilar.

Na época a “desculpa” é que essas auditorias independentes seriam muito caras. O prejuízo que hoje o governo e a população amargam é bem maior que o de uma auditoria feita por instituição de respeitabilidade e credibilidade.

Freqüentadores de bares, cafés e até lanchonetes garantem que o confronto público entre o ex-secretário de educação, Cláudio Leitão e o secretário de fazenda, Antônio Carlos Vieira, o Cat ainda vai dar muita dor de cabeça a prefeitura de Adriano Moreno.

A nova presidente da ACIA, Patrícia Cardinot, tem sido observada por alguns agentes políticos poderosos. Querem a presidente da ACIA para vice-prefeita, numa chapa, para as eleições de 2020.

O DIA DE JULIO

Tudo começa no ano 1900, com o choro de um recém-nascido, e termina cem páginas depois, no ano 2000, com os últimos suspiros de um homem de 100 anos. O dia de Julio (originalmente serializado em Love and Rockets Vol. 2, mas nunca completado até agora), é a última graphic novel de Gilbert Hernandez, uma obra-prima narrativa elíptica e emocional que traça uma vida – de fato, um século em uma vida humana – em uma série de vinhetas cuidadosamente trabalhadas, sempre surpreendentes e cativantes.

Há esperança e alegria, há perseguição e luto, há guerra (muita guerra – trata-se, afinal, do século XX), há amor, há corações partidos. Esta é uma história singular e autônoma que contribui para sedimentar a posição de Hernandez como um dos mais importantes e originais quadrinistas deste século, ou de qualquer outro.