O QUE SOBROU

Da “República do Edifício das Professoras” (Edifício Lila) só restam dois nomes, o “braço direito” da prefeitura, Antônio Carlos Vieira, o Cati, devidamente blindado e o professor de educação física Flávio Rebel, na secretaria de esportes, que como não é bobo, sempre que pode prestigia Antônio Carlos Vieira. Quem melhor definiu o grupo foi o ex-prefeito Alair Corrêa.

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CAPA PRETA

A quarentena desperta a memória do blog. Sob o promessa que construiria a sonhada sede da Academia Cabo-friense de Letras o então prefeito Alair Corrêa foi eleito membro da ilustre academia, sem livro e até mesmo um decreto de sua própria lavra, mas com a caneta cheia de tinta. Sua introdução se deu no 2º andar da Branca Confeitaria, altivo, de peruca e capa preta conduzido pelas mãos dos acadêmicos José Roberto Rocha e Célio Guimarães. Cena inesquecível, que entrou para a biografia dos participantes do evento.

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PREFEITURA REPRIME INVASÃO NO PARQUE DO MICO LEÃO DOURADO

A área de proteção ambiental do Parque do Mico Leão Dourado é alvo permanente do “Kit-Invasão”. A prefeitura de Cabo Frio vem agindo com rapidez e desmontando as tentativas de construir dentro da área. Como as invasões se repetem é necessário que a polícia seja acionada para descobrir e prender a quadrilha, que quer promover a destruição do meio ambiente.

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DA CHEGADA DO AMOR – Elisa Lucinda.

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o “garantido” amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.

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O TIME DE NENÉM PRANCHA – João Saldanha.

Já faz muito tempo, acho que durante a guerra, os jogadores do Posto 4 FC, campeoníssimo da praia, dirigido pelo “Trenier” mais famoso da Costa do Atlântico, Neném Pé de Prancha, tinham resolvido dar uma festa de fim de ano, na garagem da casa de um tio do Renato Estelita. O Lá Vai Bola FC aderiu ao baile e compraram três barris de chope.

Eu não topei e disse na esquina do Café do Baltazar: “Não vou. Na festa do ano passado, na garagem do Pé de Chumbo, quebraram tudo e até hoje o clube não pagou a cristaleira da avó dele que estava guardada lá. Não vou mesmo. Chega de encrenca.”

Meu irmão Aristides, o Hélio Caveira-de-Burro e o Orlando Cuíca me acompanharam na idéia de não ir ao baile e fomos tomar um chope, sossegados, num bar vazio, na esquina da Avenida Atlântica com Rua Cons­tante Ramos. A noite estava boa e o papo também. Mais tarde, passou por ali o Jaime Botina e disse: “Caí fora do baile. Tem gente demais e muito nego bêbado. Vai dar galho.” E eu emendei: “Não disse?”

Lá pelas duas horas da manhã, parou um táxi daqueles grandes e sal­tou o doutor A. Coruja, esfregando os óculos, nervoso. O doutor Coruja era um impetuoso lateral direito. Só dava bico na bola de borracha e Ne­ném Prancha decretou: “Só joga se cortar as unhas. Uma bola está custando cinco pratas.” Seu controle de bola não era dos melhores, mas quebrava o galho na lateral direita. O galho ou o ponta-esquerda adversário.

Mas chegou e foi falando incisivo: “Se vocês são machos e meus ami­gos, têm de ir lá comigo. Fui desacatado mas eram muitos.” E foi logo dando ordens: “Entrem aqui no táxi e vamos lá.”

Lá aonde?” disse o Hélio. Coruja explicou: “E na Rua Joaquim Silva. A mulher me desacatou, ofendeu minha mãe e não pude reagir porque ela estava com três caras na mesa. Vocês têm de ir comigo ou não são meus amigos.” Repetiu isto umas cinco vezes e completou: “Como é, poetas? Vamos ou não vamos? Vocês agora deram para medrar?”

Eu cochichei para o Cuíca: “O Coruja está de porre. Não vou me meter nisto.” O Cuíca respondeu: “Ele vai chatear a gente o ano inteiro por causa disso. O Coruja quando bebe é assim. Fica remoendo os troços. Olha, ele veio de lá até aqui e gastou meia hora. Para voltar, outra meia hora. Os caras já não estão mais lá, a pensão já deve estar fechada e a mulher dormindo com alguém.” E virando-se para o doutor Coruja: “Tá bem, nós vamos, mas vem tomar um chopinho com a gente.” Coruja topou e mandou o português do táxi esperar.

Tomamos o chope bem devagarinho e fomos, ainda devagar, para a Rua Joaquim Silva. O táxi “disse” que não esperava mais e foi embora. Subimos a escada de madeira, comprida e estreitinha, e demos numa sala de uns três metros por quatro, se tanto. Quatro mesinhas, só duas ocupadas por fregueses, e, nas outras, umas três mulheres com cara de sono. O diabo é que numa das mesas estava a tal mulher papeando com os três caras. Doutor Coruja partiu direto e foi dizendo: “Repete agora, sua vaca.”

Os homens levantaram, o que estava mais perto levou um soco do doutor e o pau comeu solto. O lugar era apertado e eu me lembrei da cristaleira da avó do Renato. Um dos caras era uma parada, brigava bem. O garçom não parecia homem mas era e as mulheres fizeram uma gritaria dos diabos. As mesas e as cadeiras foram para o vinagre, um dos caras se man­dou escada abaixo, quando alguém apagou a luz. Escutei a voz de Hélio Caveira-de-Burro, que era muito experiente: “Vamos dar o fora.”

Saímos rápido e ainda levei com uns detritos atirados pelas mulheres da janela. Um guarda apitou e saímos pelas ruas da Lapa. Uns se mandaram pela Conde Laje e outros pela Glória. Eu fui parar no Passeio Público, arrumei um táxi e voltei para o ponto de saída. Quando cheguei, Orlando Cuíca já estava e disse: “O guarda começou a dar tiro e quase me pega. Tive sorte.”

Depois chegaram Hélio e meu irmão, que vieram noutro táxi. Hélio falou: “O grande era uma parada. Mas peguei ele bem com a perna da cadeira. Senão a gente não ganhava.” Meu irmão estava com a camisa ras­gada e disse que foi a mulher que se atracou nele. “Não bati mas tive de dar uma ‘banda’ nela. Juntou pé com cabeça. Depois que Hélio dominou o grandalhão, foi barbada. Dei uma no de terno marrom que ele se mandou pela escada.” E eu disse: “Ficou tudo quebrado e a mulher que o Coruja bateu não levantou, mas eu não vi sangue.”

E ficamos relaxando um pouco quando chegou um táxi e o doutor Coruja saltou esfregando os óculos com um lanho no rosto. Hélio pergun­tou: “Como é doutor, se machucou?” “Nada, um arranhãozinho à toa.” E prosseguiu: “Puxa, agora estou satisfeito. Há mais de três meses que eu estava para ir a esta forra.”

“O quê?” — berramos em coro — “O negócio foi há três meses!?” E Coruja explicou, calmamente: “Foi sim e eu não bati nela porque estava acompanhada.” Então meu irmão perguntou: “Quer dizer que os caras que apanharam não eram os mesmos?” Coruja respondeu: “Claro que não, meus poetas, mas o que tem isto demais?”

Nesta altura, o sol já estava aparecendo lá na Ponta do Boi, iluminan­do o primeiro dia do ano e desejando boas entradas para a excelentíssima senhora mãe do doutor A. Coruja.

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BONS VENTOS – AINDA SOBRE O MEIO AMBIENTE

By: Marcelo de Paula – fotógrafo/cineasta Código Solar Produções

Marcelodepaula.codigosolar@gmail.com

Sei que estamos em tempos de crise mundial de saúde! Sei que a onda fascista/nazista/racista vem crescendo no mundo, mas vou seguir batendo forte na tecla do meio ambiente, onde precisamos que ocorram mudanças radicais de comportamento social e político!

Não vamos corrigir fascistas/nazistas/racistas salvando o meio ambiente, mas com certeza poderíamos evitar várias crises de saúde no mundo!

As mudanças climáticas não são mais notícias longínquas vindouras do outro lado do globo, elas estão batendo em nossas cidades, em nossas portas e o ser humano, individualmente, precisa começar a agir, nem que seja recolhendo seu lixo de forma adequada, nem que seja boicotando empresas poluidorasdevastadoras ambientais, nem que seja elegendo políticos comprometidos com essa nova realidade mundial!

Vamos usar Cabo Frio como exemplo!

A imensidão de areia branca da Praia do Forte sumiu, as dunas diminuíram consideravelmente, a Lagoa de Araruama agoniza de tantos esgotos despejados por lá, o mar cada vez avança mais na região e segue engolindo tudo pela frente, incluindo a beira-mar de Tamoios, o Segundo Distrito invisível da cidade!

E isso não é tudo, é apenas uma parcela do problema.  Constante falta de luzna sobrecarregada rede elétrica da cidade e no mesmo barco a eterna falta d´água!

Vento e Sol é o que mais temos em Cabo Frio o ano inteiro! Então basta olhar ao redor e ver quantos estados brasileiros vêm trabalhando com essas fontes limpas de energias!

Em 2019, o Brasil atingiu a marca de 15 mil megawatts de produção de energia eólica, equivalente à produção de energia elétrica de Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo. Mais atrás em dados estatísticos, mas também avançando, a energia solar bateu 2 mil megawatts.

Somadas as energias, eólica e solar, chegaram a 10% da matriz elétrica nacional! A estatística pode ser baixa ainda, mas representa um grande avanço para o País! E, se comparada a 10 anos atrás, a mesma estatística representa uma alta superior de 20 vezes.

Além disso, o Brasil ultrapassou a Alemanha em termos de crescimento de produção de energia eólica e se tornou o segundo país no mundo que mais avançou com essa tecnologia limpa, perdendo apenas para a China.

Rio Grande no Norte, Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e Piauí são os cinco estados que mais produzem energia eólica brasileira. O Rio de Janeiro nem figura entre os 10 primeiros produtores da energia vinda dos bons e limpos ventos!

Bahia, Minas Gerais, Piauí, São Paulo e Ceará são os cinco estados que mais produzem energia solar! Na lista dessa matriz energética, o Rio de Janeiro também não figura entre os 10 maiores produtores nacionais!

Desde 2002 existe no Brasil o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que facilitam a expansão das energias limpas renováveis, barateando o custo operacional para a implantação dessas matrizes energéticas, eólica e solar, através de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada.

Sou apenas um fotógrafo/cineasta, que uso meus mecanismos profissionais dentro do ativismo ambiental! De longos tempos atrás, tudo bem, mas já estou lutando para essas transformações socioambientais e sigo batendo firme nessa tecla. Não adianta mais ficar estagnado somente na criação e preservação de parques nacionais, estaduais ou municipais, temos de partir para mudanças mais generalizadas, mais globalizadas que comecem a mudar a forma de girar da engrenagem do mundo!

Continuo sendo conservacionista com os parques, é claro, tenho filmes e publicações sobre muitos deles, mas precisamos começar a obrigar os futuros políticos eleitos a colocarem essas questões ambientais, mais abrangentes, em suas pautas de projetos para Cabo Frio ou qualquer outra cidade ou estado!

Cabo Frio pode sim avançar nessas pautas. Tem inclusive condições territoriais e climáticas para isso. Sem contar na visibilidade que daria a uma ou mais empresas parceiras para geração de energias eólica e/ou solar! Vontade política e real preocupação ambiental moveriam políticas nessa direção.

O meio ambiente não pode mais ser deixado de lado ou ser meramente figurativo nas campanhas! Não dá para adiar mais o início do reverso das mudanças climáticas!

Seremos todos arrastados às catástrofes mundiais!

“Para que ir à aula senão temos futuro?” – Greta Thunberg – Ativista Sueca.

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NOS BRAÇOS DO ‘PAIZÃO’

A fragilidade do governo Wilson Witzel o está levando novamente para os braços do governo federal, leia-se Bolsonaro. Impressiona como a Polícia Federal agiu com rapidez após ter passado para o controle da presidência da república. Virou polícia política ou é uma impressão errônea deixada pelo noticiário?

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QUAL A ALTERNATIVA?

O que resta politicamente ao governo Adriano Moreno/Cati? Tentar uma candidatura a reeleição, enfrentando grande rejeição da opinião pública? Aliar-se em definitivo a Marquinhos Mendes e apoiar a candidatura de Aquiles Barreto, contradizendo todo o seu discurso de campanha? Anunciar que não é candidato a reeleição e se abster da disputa eleitoral: a última seria a mais digna.

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FRAGILIDADE POLÍTICA

O governo de Adriano Moreno/Cati largou a Rede Sustentabilidade e viajou de “mala e cuia” para o Democratas da Família Maia e engrenou apoio ao governo Wilson Witzel. A ALERJ abriu, por unanimidade, processo de impeachment contra o governador, fragilizando ainda mais Adriano Moreno bastante impopular.

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MUITA ÁGUA

O rompimento político e pessoal entre Adriano Moreno e Antônio Carlos Vieira, o Cati com antigos aliados de primeira hora continua a repercutir nas redes sociais. Basta ver os artigos publicados semanalmente pelo ex-secretário de educação, Cláudio Leitão, aqui no Blog. Muita água vai correr sob a Ponte Feliciano Sodré.

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