A INVENÇÃO DA RODA NÃO CAIU DO CÉU.

Amigos e conhecidos mais próximos, com menor ou maior grau de intimidade, garantem que a “cara de paisagem”, quase insensível, do prefeito Adriano Moreno, foi para o “beleléu”. Assim o definiria o “prefeito do obelisco”, o multifacetado, Vovô Bibiu.

Afinal, Adriano Moreno empolgou sua militância com os dotes de médico ortopedista, o cara legal e o vereador, até razoável, mas honesto.

Empurrado pelos ventos da “lava jato”, pelo avanço do perfil conservador e do bolsonarismo, Adriano Moreno chegou lá, ou melhor, chegou à macia poltrona, que espera os prefeitos, no Palácio Tiradentes.

Bastou subir as escadas do Palácio para perceber que para ser prefeito e se sair bem são necessárias outras qualidades e habilidades. Ser “gente boa” ou mesmo o médico que cola e coloca os ossos no lugar, não basta.

É preciso saber construir uma boa equipe, que tenha capacidade administrativa e coerência política e ideológica. Na política, a paciência e a costura com os aliados são essenciais, e com sabedoria respeitar espaços e interesses.

O açodamento, a lentidão excessiva e a arrogância são em geral prejudiciais a boa engenharia política, que dá ao prefeito a tranqüilidade para cumprir seu mandato sem sobressaltos.

Importante lembrar que o novo nasce da degradação do velho.

A invenção da roda não foi um achado e não caiu do céu.

Foi um processo …..

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

  • O Sepe Lagos deu sua resposta ao governo de Adriano Moreno. Em assembléia realizada ontem, 2ª feira, os professores determinaram greve a partir de hoje, com ato na Praça Porto Rocha a partir das 15 horas e participação na greve geral, dia 14. Outra assembléia está marcada para 5ª feira, 13, às 18 horas, na Escola Municipal Edilson Duarte.
  • Os professores decidiram também que paralisarão suas atividades sempre que os salários não forem pagos até o 5º dia util.
  • O secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira passou mais um aperto nessa 2ª feira. Servidores inconformados com os atrasos de salários foram à secretaria, na Rua Major Bellegard, que tentou explicar o inexplicável.
  • Olney Vianna, um dos líderes dos servidores públicos municipais, tem se destacado como uma das mais embasadas vozes da oposição. Dificilmente alguém consegue enrolá-lo nos números e freqüentemente deixa o Governo Adriano Moreno de “saia justa”.
  • Os números orçamentários apresentados pelo Governo Adriano Moreno e os dos sindicatos não batem. A diferença não é pequena, isto é, 138 milhões de reais: alguém não sabe fazer conta. Problema que uma auditoria feita por órgão independente resolveria sem grande esforço.
  • No início do governo muito de falou em auditorias, que nunca se concretizaram. A alegação era que auditorias independentes feitas por órgãos de grande credibilidade eram muito caras. Até mesmo setores progressistas caíram nesse papo de quem não quer mesmo apurar nada: “deu no que deu”.
  • A orla do Canal do Itajuru, que os mais apressadinhos e desinformados chamam de Boulevard Canal (coisa de província), tem sido alvo de atitudes discricionárias por parte das autoridades. É preciso, urgentemente, arrumar a bagunça e estabelecer a isonomia no tratamento com o empresariado: o que vale pra um tem que valer pra todos.
  • A câmara vota nessa terça-feira a reforma administrativa da prefeitura de Adriano Moreno. A reforma deve passar sem grandes problemas, apesar do desastre político que ronda o governo e que pode se agravar.
  • É evidente que o descontrole financeiro, a falta de compromisso com os trabalhadores, está se alastrando e obviamente, gerando insatisfação dos sindicatos de servidores. Outros setores do executivo e do legislativo estão preocupados com a extensão e aprofundamento da crise.
  • Caso o governo não mude profundamente, pode perder o controle sobre a administração e atingir a todos. A cidade já tem problemas demais e não tem necessidade de enfrentar a insolvência da prefeitura.
  • A inexperiência ao lidar com a coisa pública, tratada como se fosse iniciativa privada, rouba do governo o traço humanista, que Adriano Moreno anunciava na campanha. O protagonismo, eivado de personalismo do secretário de fazenda, é a antítese do que se esperava do médico humanista e gente boa, que teria assumido o governo.
  • O “freio de arrumação”, que boa parte da sociedade esperava do governo, não veio. A reforma está saindo após a exoneração, mostrando que a prefeitura quer mesmo é poupar dinheiro. Vai colocando um remendo aqui outro acolá e empurrando com a barriga.
  • Muita gente experiente, que convive há tempos no meio político de Cabo Frio está “arrumando as malas” e dizendo tchau ao governo municipal. É gente que conhece a cidade e sabe que politicamente o governo parece ter chegado ao final.
  • O Programa Amaury Valério completou 30 anos com festa no Costa Azul Iate Clube. Amaury foi homenageado por expressivo número de políticos dos municípios da Região dos Lagos.
Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

CARRO VELHO NÃO PROCURA OFICINA

O ditado popular “carro velho não procura oficina, porque arrisca não sair” tem muito a ver com as últimas administrações, que ocuparam a prefeitura de Cabo Frio. ´

É um remendo aqui, outro acolá, tentando consertar um modelo político-administrativo velho, superado, baseado na politicagem barata e no modelo da fartura proporcionada pelos royalties do petróleo.

O “carro entra e sai da oficina” e continua na mesma: um momento é a embreagem, outro o freio, inclusive a “caixa de marchas”. O mecânico dá um “tapa” e logo depois o carro bate “biela” e volta à oficina, ou seja, a crise, que se agrava com o passar do tempo.

Os seguidos prefeitos da ‘Era dos Royalties’, além de maltratarem constantemente a língua portuguesa, desperdiçam recursos, não conseguem e não tentam resolver questões estruturais de Cabo Frio.

Os profundos problemas da cidade se acumulam de tal maneira, que Cabo Frio, cidade histórica, com belezas naturais incríveis hoje é entendido apenas como um balneário da zona metropolitana do Rio de Janeiro.

Recuperar é possível, mas é preciso estabelecer consensos entre as diferentes forças políticas e ter muita coragem para enfrentar o que vem por aí.

A violência crescente nos mostra que a tarefa será árdua.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

  • Em Búzios o imbróglio jurídico envolvendo André Granado e Henrique Gomes acabou por beneficiar os servidores municipais: o atual prefeito, Henrique, mandou pagar metade do 13º salário. Em Cabo Frio, nem todos os funcionários viram a cor da “bufunfa”, do mês.
  • Em Cabo Frio, está mudando a postura do prefeito Adriano Moreno, até então bastante recluso em seu gabinete. A crise levou o prefeito à rua e agora visita, quase diariamente, os órgãos públicos, principalmente escolas.
  • Colocar a cara na rua não combina com atraso de salários. Não é por acaso que as relações do governo de Adriano Moreno com os sindicatos não pode ser taxada de boa. Na sexta-feira à tarde a presença da Guarda Municipal no Palácio Tiradentes mostrava a insatisfação dos trabalhadores.
  • O professor José Américo Trindade, o Babade, curte o “Parada Obrigatória”, o “Café per Tutti” e o “Barber Shop”, também chamado de “senadinho”. O marxista-franciscano não dispensa o bom debate político. E os ruins também ……
  • O deputado Sérgio Azevedo Filho, líder do PSL, bolsonarista, tentou articular na ALERJ uma CPI das universidades públicas. A tentativa de emparedar professores e alunos não colou: a extrema direita foi derrotada por 31 a 17.
  • O deputado Mauro Bernard, embora não tenha a mesma capacidade de articulação que o colega, não fez por menos e votou contra as universidades públicas e a favor da CPI. A derrota não apaga a falta de respeito com a ciência brasileira.
  • Os partidos progressistas, em Cabo Frio, o PC do B, o PSOL, o PDT e o PT e os sindicatos, até o momento não se manifestaram com veemência contra essa tentativa obscurantista de calar as universidades públicas.
  • Entidades da sociedade civil como o Movimento Negro, o Movimento LGBTI e a OAB não se pronunciaram contra essa tentativa de CPI, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Está na hora de protestar contra a intimidação.
  • Rápida investigação nas redes sociais da internet permite dizer que existe aumento significativo das notícias falsas, robôs, páginas e perfis de extrema direita. Deve ser a proximidade das eleições municipais. Vem coisa feia por aí.
  • Na medida em que o dia 18 vai se aproximando o grupo político do ex-prefeito Marquinhos Mendes vai ficando mais nervoso. Parte do grupo abriu mão de 2020, toca a vida, pensando em 2024, mas tem gente que sonha em disputar a prefeitura com liminar.
Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

Quanto vale o professor?

Muito se fala em valorização docente. Mero sofisma. O que comumente se chama de valorização passa distante daquilo que realmente mede o valor de alguma coisa numa sociedade capitalista, a remuneração. Como ainda vigora a centralização do ensino sob os auspícios da esfera pública que, em última instância é reguladora, avaliadora e fiadora da existência ou não da esfera privada, é nela que podemos depositar as esperanças de constituir uma profissão realmente atraente. Como a rede pública, somadas todas as esferas, é a maior empregadora de docentes, uma boa remuneração ofereceria reconhecimento e forçaria o mercado, a esfera privada, a acompanhar esse processo sob pena de não ter os profissionais desejáveis.

Isso de certo modo já ocorre e exemplos não faltam a respeito do valor de certos profissionais para determinadas funções na esfera pública. Mas no caso do magistério, não raro, o efeito é inverso. Não que queiramos aqui reduzir todo o problema do magistério contemporâneo a remuneração docente. Mas algo precisa ser dito.

Sempre meu causou curiosidade e espanto o quanto os docentes se sentem constrangidos quando o assunto é remuneração. Por mais de uma vez percebi na fala de colegas que o assunto salário era ofensivo. Quantas vezes escutei que a remuneração é o de menos, é questão acessória, como se não fôssemos de fato profissionais, mas missionários espirituais encarregados de levar a luz ao mundo em troca de um muito obrigado.  Quem escutasse, acreditaria que talvez a conversa fosse entre dois magnatas. É um estúpido orgulho pequeno-burguês.

Como sentimos vergonha de nos assumirmos como profissionais e que devemos receber bem pela profissão que exercermos, permitimos que os que falam por nós e prescrevem o percurso do nosso ofício, determinem o que é a tal valorização. O resultado é perceptível. No desempenho de nossas funções temos o tempo absurdamente expropriado. Qualquer estagiário já conhece a rotina de preparação, estudos, deslocamentos, correções, planejamento a que a profissão nos exige. E o que nos propõem como valorização? Mais expropriação do tempo. Como poucos acham que o problema é a remuneração, algum outro culpado deve surgir e, com isso, aproveita-se outro elo fraco da nossa corrente, a qualificação.

E mais uma vez somos crianças tuteladas. Nos empurram cursos obrigatórios que qualidade duvidosa, para serem realizados quase sempre nos horários livres dos professores. Muitos alegam que os professores da rede pública já recebem por uma carga horária fora de sala de aula. Só esquecem que essa ínfima carga horária remunerada não atende a todas as demandas necessárias. E com isso, hipotecamos o que temos de maior valor, nossa única propriedade, o nosso tempo.

Percorremos essas searas para chegar ao seguinte ponto: Para uma educação proletária é necessário um professor proletário ou, pelo menos, a proletarização da função docente. O que isso significa? Que o resultado do trabalho docente foi coisificado, transformado em artigo produzido em massa e em série. É uma recuperação bizarra da metonímia comeniana de que o professor é um organista que executa uma partitura da qual não é o autor. Ou seja, o trabalho docente é condicionado a técnicas conteúdos, metas e resultados definidos por outrem, por alguém que pensa, decide e escolhe por ele. Diferente do médico que é senhor de sua diagnose e tratamento, do advogado que define os caminhos que levarão a culpa ou a absolvição, o professor é um executor de normas prescritas a revelia da sua análise.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

Nota Sol – Elvira Barroso

Às vezes tenta-se ser forte
Às vezes é quase sempre
Uma forma de amenizar 
A dor que se 
Sente

A dor que se 
Sente

Mas ela
Não senta

Fica de pé 
Triunfante

Não se cansa
Só nós cansamos

Sós
Nós cansamos

Às vezes
Só às vezes
Quase sempre
Olho para os lados
E não te vejo E não te vejo

Entào sinto uma presença úmida
Nas faces que outrora sentiram teu beijo

O dia chega
Mais um
Mais uma 
Manhã

Você não.
Você não.
Você não chega 
N u n c a N u n c a
N u n c a N u n c a

Então
Eu me lembro
Dentro da hora que
Me devora sem dentes
Dos minutos contentes 
Que com fé ansiavam sua 
Presença que tardava mas que 
Vin ha Vin ha Vi nha Vi nha Vi nha
L e n t a m e n t e 
Como um mar que espera pra nascer.

(Já não posso dizer que te amo.)

Para o meu amor.
O de sempre.
O que nunca foi meu.
A nota sol do meu violão 
Nublado que chora a nota dó.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

BASTA DE AMADORISMO!

Adriano Moreno, acompanhado de seu pequeno grupo, chegou ao poder com a imagem do “homem de bem”, médico humanista e que não era amigo da política.

Toda a construção do discurso contrastava com as evidências, que a realidade não se enquadrava com a arquitetura pública e pessoal, que o candidato procurava passar para a sociedade.

Mesmo assim, a população, cansada dos últimos mandatos de Alair Corrêa, Marquinhos Mendes e com a crise que lhe apertava os calos e os joanetes, assimilou e até comprou o “peixe” que lhe venderam.

Apesar de pertencer a bancada de apoio do então prefeito Alair Corrêa, o então vereador fazia pesadas críticas aos políticos tradicionais, como se não houvesse nada mais tradicional que Alair. Com todas essas contradições no lombo, se elegeu como “salvador da pátria” e em nome da moral e dos bons costumes.

Montou o governo “dos bons”, claramente inspirado numa “meritocracia municipal”, que, segundo o prefeito e seu grupo seria o ponto de partida para um novo tempo na política cabofriense.

Dessa mistura meritocrática de “alhos e bugalhos” nasceu um secretariado amorfo, incapaz de responder com competência, inteligência e agilidade os desafios que a população há muito exige.

O governo se enrola, cria crises e não consegue se desvencilhar do apagão administrativo.

Mais um pouco, o mandato acaba e ninguém fica sabendo a que veio.

Basta de amadorismo. Governe!

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

  • Guardas Municipais ocuparam a frente do Palácio Tiradentes, ontem, na parte da tarde. Motivo: atraso no pagamento dos salários. Segundo fontes da prefeitura o atraso se deu por conta do inchaço da folha, da secretaria municipal de educação.
  • Enquanto isso as paredes do Palácio Tiradentes reverberam algumas questões, entre as quais: a arrecadação de receita própria (ISS, IPTU, ITBI e taxas) da prefeitura de Cabo Frio caiu, nesse mês de maio, cerca de 6%. A média acumulada desde janeiro chega a 2%.
  • A regularidade tem sido constante nos últimos mandatos, na prefeitura de Cabo Frio. Alair Corrêa, Marquinhos Mendes e agora Adriano Moreno anunciaram drásticas reformas administrativas. Nelas, cortes de gastos e demissão de pessoal. O interessante é que nenhuma delas foi à frente e “ficou tudo como antes no quartel do Abrantes”.
  • A reforma administrativa a ser votada pela câmara tem algumas percepções diferentes. O governo diz que precisa economizar para pagar a folha e a oposição, que o governo utiliza a reforma como instrumento eleitoral. E se as diferentes percepções caminharem juntas?
  • A câmara aprovou dois projetos de lei interessantes. Um do presidente da Casa, Luis Geraldo, que torna obrigatório o ensino da língua brasileira de sinais (libras), na rede de ensino público municipal. O outro do vereador licenciado e secretário de governo, Miguel Alencar, na área de cultura, reconhecendo oficialmente o grafite como forma de expressão artística.
  • A grande questão que permeia todo o trabalho na câmara de Cabo Frio, entretanto, é a rejeição ou aprovação do parecer técnico do TCE-RJ sobre as contas do ex-prefeito Marquinhos Mendes. Segundo alguns observadores políticos locais o acordo entre o governo Adriano Moreno e o ex-prefeito estaria acertado.
  • Em 2020, Marquinhos Mendes não seria candidato a prefeito por impedimentos relativos à justiça eleitoral, abrindo caminho para a reeleição de Adriano Moreno, mas seria candidatíssimo, em 2024. Rumores oriundos dos cafés e botecos da cidade, dão conta que Marquinhos Mendes não vai cumprir o acordo e virá candidato em 2020, com liminar na mão.
  • A nova secretária de educação, Márcia Almeida, viúva do professor José Francisco da Silveira Júnior, é especialista na área de informática. A secretária tem acompanhado o prefeito Adriano Moreno em visitação a algumas escolas da rede pública municipal.
  • Nomes influentes no Palácio Tiradentes defendem a idéia que o secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira tem que ter seu protagonismo minimizado. A hora é de baixar a fervura, esfriar a cabeça e apostar na reforma administrativa.
  • Seguindo o método do velho cacique Alair Francisco Corrêa, o prefeito Adriano Moreno exonerou todos os comissionados. Deixou a turma pendurada e vai chamar um a um e ver quem fica e quem vai pra rua. Resta saber como vão se comportar aqueles que têm prestação alta na praça.
Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

O LODAÇAL DA POLÍTICA

Escândalos, seguidos “barracos”, ofensas a dignidade de adversários, notícias falsas. É nesse pantanal lodoso, cheio de ódio e de muitos oportunistas, que se aproveitam da confusão para se “dar bem”.

Esse tem sido o “mundo político” em que mergulhou a sociedade cabofriense. Nada mais é empecilho para destruir a reputação alheia, nem mesmo a perspectiva de ações judiciais.

Os “homens de bem” que promovem as ações mais escandalosas e condenáveis são justamente aqueles, que combatem, ao menos da “boca pra fora”, em nome de Deus, da moral e dos bons costumes.

O mais chocante é a participação de jovens, utilizando métodos semelhantes às brigadas integralistas e fascistas, que promovem verdadeiros arrastões de ódio nos perfis e páginas, nas redes sociais.

O mundo da “pós verdade”, neoliberal, das primeiras décadas do século XXI, permite tudo, inclusive a derrocada da democracia representativa e burguesa, que lhes permite a voz.

A extrema direita, nazi-fascista, não dá tréguas a nenhuma reputação, prega a liquidação das instituições e renega direitos conquistados a duras penas pela sociedade, particularmente os trabalhadores.

Cabo Frio precisa se rediscutir, debater o destino que quer para filhos e netos. Esse debate deve ser livre, aberto e democrático como propõe o jornalista Moacir Cabral, em seu Cidade Viva.

Diante da profunda crise ética, não dá para esperar mais.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

Ontem, em uma padaria do centro, uma buliçosa jovem senhora contava para as amigas morrerem de inveja, uma viagem que acabara de fazer ao nordeste. Segundo ela, as margens do Parnaíba, ela ouviu o “Bolero de Rebel”: isso mesmo. Ufa! Cantarolou e do clássico ouviu-se uma rancheira.

Até o momento o secretário municipal de esportes, Flávio Rebel, continua aboletado no muro, quase tucano. Não deu nenhuma declaração política sobre o conflito e a saída de Cláudio Leitão do governo Adriano Moreno.

O ex-atleta, prestigiado técnico de futsal e secretário de esportes, foi criado no Edifício Lila, também chamado de “Edifício das Professoras”, junto a Praia do Forte. Nem por isso, acredita-se, foi um “menino das taboas”. Não é?

Atacar a universidade pública é uma das maiores conquistas dos brasileiros. Atacá-la, principalmente nesse momento em que os direitos da população sofrem contestação dos bolsonaristas, é um crime contra o país. Lamento por Cabo Frio que votou em Sérgio Luiz Azevedo e Mauro Bernard.

Wagne (é assim mesmo) Azevedo Simão, um dos vereadores da oposição, conhecido como Waguinho é o vereador da câmara de Cabo Frio, que defende a “escola sem partido”. Em função disso, o vereador teve pesado confronto com a militância do Sepe Lagos. Hoje, se diz aterrorizado com as revelações da CPI do Hospital da Mulher.

Os vetustos corredores da câmara de Cabo Frio ouviram rumores e chiados, que o Aquiles Barreto, novamente tomou gosto pela política e deve ser candidato a reeleição. O vereador é das figuras mais expressivas do grupo de Marquinhos Mendes e filho da ex-secretária de educação, Laura Barreto.

O vereador Vinícius Corrêa, o único dos membros do clã Corrêa, que conseguiu sair vitorioso nas urnas, nas eleições de 2016, é líder do governo de Adriano Moreno, que foi membro da bancada alairzista. O ex-prefeito Alair Corrêa não conseguiu reeleger seu filho, Marcelo Corrêa, que havia sido, inclusive, presidente do legislativo.

Vinícius Corrêa é também membro e relator da comissão de finanças e orçamento, que dará o parecer sobre o julgamento do TCE-RJ, que condenou as contas do ex-prefeito Marquinhos Mendes. O vereador tem sido “vítima” do assédio de outros políticos e jornalistas, interessados em desvendar a posição de Vinícius Corrêa. Como a discrição é uma das características do vereador, muita gente vai ter que esperar até 18 de junho.

O bate-boca entre Cláudio Leitão e o “1º ministro” Antônio Carlos Vieira prossegue nas redes sociais. Os dois se estranharam desde o começo do governo de Adriano Moreno e tudo leva a crer que o desentendimento vai chegar aos tribunais.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

Foto – Antônio Ângelo Trindade Marques.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

O MUNDO DA ESCRITA

O mundo da escrita nos conduz a uma viagem maravilhosa pelo tempo e pelo globo, por meio de dezesseis textos fundamentais, selecionados dentre 4 mil anos de literatura mundial. É assim que conhecemos a sra. Murasaki, autora do primeiro grande romance da história universal; as aventuras de Miguel de Cervantes ao enfrentar piratas — tanto os que atuam no mar como os literários —; e os artesãos da linguagem do épico oral Sundiata na África Ocidental. Também aprendemos como Goethe descobriu a literatura mundial na Sicília, passamos mil e uma noites com Sherazade, acompanhamos a difusão do Manifesto Comunista e a batalha dos livros na América espanhola.
Para contar toda essa trajetória, Martin Puchner trata tanto da narrativa quanto da evolução das tecnologias criativas — o alfabeto, o papel, o códice, a impressão —, que formaram pessoas, comércios e hábitos. A literatura, em suma, moldou nosso mundo, um espaço a partir do qual conversamos rotineiramente com vozes do passado e imaginamos que podemos nos dirigir aos leitores do futuro.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

OS ‘SHEIKS’ PRESUNÇOSOS

Os dias chuvosos não trazem apenas à lombeira e para quem pode, e são poucos, o aconchego dos cobertores. As dores nas juntas aumentam e o céu mais sombrio.

Em Cabo Frio, cidade solar, com vento fresco e pouquíssima chuva, salineira por excelência, os dias cinzentos são raros. Neles pode-se observar com mais atenção o que acontece ao redor.

Não é uma bela e confortável paisagem urbana, ao contrário, bastante maltratada por seguidas administrações, cujos cuidados careceram de bom gosto, respeito e criatividade.

Dinheiro não faltou, mas os prefeitos, que por aqui passaram, comportaram-se como ‘sheiks do petróleo’, presunçosos, desrespeitosos com a natureza, incapazes de perceber a jóia que tinham em mãos.

Autoritários e perdulários com o dinheiro público, nunca se preocuparam em elaborar um projeto para que o município se desenvolvesse com boa qualidade de vida: tudo foi acontecendo, um dia após o outro, como se o futuro fosse imutável e assegurado por mãos divinas.

O destino puniu a sociedade acomodada, sedada pelo dinheiro fácil dos royalties. O barril do petróleo desceu ladeira no mercado internacional e os poços da Bacia de Campos, agora maduros, não observam o mesmo dinamismo dos tempos áureos.

Chegou a hora de, finalmente, ter projeto, planejar e aprender a trabalhar com recursos não renováveis e restritos.

Será que Cabo Frio aprendeu?

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

  • Ainda repercute o amadorismo político de Adriano Moreno, Antônio Carlos Vieira e outros secretários, na coletiva de imprensa. A coletiva foi marcada para explicar a reforma administrativa, mas rolou de tudo um pouco.
  • O amadorismo continuou ontem, na reunião do Conselho do Fundeb. O secretário de fazenda, o 1º ministro, Antônio Carlos Vieira, reconheceu que realmente tirou recursos da Educação e repassou para a área de Saúde, piorando ainda mais a imagem do governo de Adriano Moreno.
  • Em hora tão delicada, o secretário de fazenda se estressou na reunião do Conselho do Fundeb, ampliando os atritos do governo com a sociedade organizada. Os “barracos” produzidos na reunião certamente poderão produzir novos imbróglios jurídicos.
  • Os políticos reclamam da interferência e protagonismo do Judiciário. Na primeira oportunidade judicializam as questões que poderiam ser resolvidas por negociações políticas. A continuar assim vão virar meros coadjuvantes do processo democrático.
  • A reforma administrativa, como se previa, teve grande repercussão na câmara. Vereadores que não eram da base estão batendo na porta para entrar, mesmo que discretamente para não “queimar o filme”. Afinal, o governo continua bastante impopular.
  • O Barber Shop é o “point” do Canal do Itajuru ou Boulevard Canal onde se reúne o já famoso “senadinho”: empresários, políticos, jornalistas se encontram para debater a política da cidade ou simplesmente fazer fofoca: depende do humor.
  • Cláudio Leitão dizia na tarde de ontem no Café per Tutti, que ainda não decidiu seu destino político. Não sabe se irá se candidatar e o partido político. O ex-secretário municipal de educação foi por muitos anos presidente do PSOL, inclusive candidato a prefeito.
  • A presidente da ACIA, empresária do setor imobiliário Patrícia Cardinot, tem imprimido o veloz ritmo feminino a entidade. É uma exigência do momento de crise enfrentado por Cabo Frio: o desemprego afeta número cada vez maior de famílias cabofrienses.
  • A crise econômica ampliou-se no governo Bolsonaro, o desemprego bate seguidos recordes, enquanto o presidente da república se dedica a questões da moral cotidiana. Em Cabo Frio a prefeitura também está em crise e agrava ainda mais a situação econômico-financeira, mas os poderosos não abrem mão dos seus privilégios. Como diria Vovô Bibiu, “enquanto tiver cavalo, São Jorge não anda a pé”.
  • Os representantes de Cabo Frio, na Assembleia Legislativa, Mauro Bernard e Sérgio Luiz Azevedo, contribuíram para o aguçamento da política obscurantista do governo Bolsonaro. Ambos votaram para a criação de CPI para investigar as universidades públicas do Estado do Rio.
  • Os dois deputados, com esse apoio, revelam suas posições políticas de extrema direita, contrários a Educação e a Ciência, enfim, ao Conhecimento. É lamentável que Cabo Frio e outras cidades da Região dos Lagos tenham contribuído para a eleição dos dois.
Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter