BOCA DA BARRA – CABO FRIO – RJ.

Boca da Barra – Cabo Frio – RJ – Única ligação da Lagoa de Araruama com o mar.

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Foto: Antônio Christovão

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1º MINISTRO

Nesse início de governo ainda não deu tempo de aparecer e talvez não apareça nenhuma figura política, assemelhada a um 1º Ministro capaz de resolver conflitos e estabelecer negociações. Tudo se concentra no prefeito José Bonifácio, o que não contribui para dar agilidade ao processo político.

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PROLAGOS & PREFEITURA

Entre tantas novelas que quatro anos de mandato prometem o mais promissor é a relação com a Prolagos. A empresa presta bons serviços no fornecimento de água e péssimos no tratamento de esgoto. A degradação do Canal do Itajuru e de toda a Lagoa de Araruama tem o dedo da empresa monopolista.

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NOVELA COMPRIDA

O Sepe Lagos não está nada satisfeito com o recém-empossado prefeito José Bonifácio. Reclama falta de pagamento dos salários dos profissionais da educação e das observações do prefeito sobre bloqueios na Ponte Feliciano Sodré. Essa novela promete muitos capítulos. O primeiro é a reunião com o secretário Flávio Guimarães.

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LIXO URBANÍSTICO E ARQUITETÔNICO

Diferentes governos com todas as colorações políticas e ideológicas, culminando com Marquinhos Mendes, deixaram a Praça Porto Rocha um lixo urbanístico/arquitetônico. O “modelito” atual da praça envergonha os cabofrienses: parece um cemitério/shopping de portas abertas e sem bancos para sentar.

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PRETENSÃO E ÁGUA BENTA …

Por que Boulevard Canal se de boulevard nada tem? Pólo gastronômico de picanha numa cidade cercada pelo Oceano Atlântico e a Laguna de Araruama? Para que Cabo Frio deixe de ser um modelo de breguice muita coisa tem que mudar na captação do turismo. Aprender com Búzios não seria nada mal.

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O NOVO VELHO GOVERNO DE CABO FRIO

Mesmo morando em Niterói nos últimos anos, tenho acompanhando a política nesta cidade e, nesta última eleição aceitei , embora de forma crítica, o argumento dos defensores da candidatura do prefeito eleito José Bonifácio alegando que seria a única opção viável dentro do processo eleitoral viciado para derrotar o candidato aliado ao governo nazifascista do sr. Jair Bolsonaro. Ontem ao assistir um vídeo no qual o atual prefeito faz ameaças aos educadores de forma extremamente agressiva, fiquei assustado e ciente de que a minha previsão foi superada. Zezinho voltou ainda mais autoritário e mais arrogante do que eu previa. Ameaçar corte de salários e alegar defesa das “minhas crianças” é uma prática demagoga de governos que não priorizam o diálogo e se utilizam dessas falácias para justificar sua opção pela determinação de políticas públicas voltadas para os interesses da iniciativa privada em detrimento dos investimentos essenciais na saúde e na educação. Prática essa que já vem se perpetuando nesta cidade por diversos governos seguidos. Pelo jeito não será diferente neste “novo” velho governo eleito em Cabo Frio. Velho não pela idade e sim pela prática autoritária e de inversão de valores que tomou conta da maioria dos municípios do nosso país. Uma pena, o Sr. José Bonifácio tem a faca e o queijo nas mãos para fazer um bom governo e se redimir dos desmandos políticos cometidos no seu mandato anterior. Mas o que parece é que optou pela soberba do poder. Os servidores de Cabo Frio que se preparem para um ano de muitas lutas em defesa dos seus direitos durante mais um reinado do Sr. José Bonifácio. Lamentável.

(*) Luiz Américo Figueiredo, Professor Aposentado da Rede Municipal de Cabo Frio.

(**) Os artigos não representam necessariamente a opinião do Blog e são da responsabilidade do autor.

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MEU REINO POR UM PENTE

Paulo Mendes Campos

Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los.

Já o Professor Aníbal Machado me confiou gravemente que a vida pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação alguma, mas, filhos, era melhor tê-los. A conclusão parece simples, mas não era; Aníbal tinha ido às raízes da vida, e de lá arrancara a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora de alcance do radar filosófico.

“Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”

Engraçado é que depois dessa conversa fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas palavras corrosivas do final de Memórias Póstumas: “não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. Filhos, melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando pergunta: mas, se não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo indispensável tê-los para sabê-lo; logo, melhor tê-los.

Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar em vão meu bloco de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por um rápido edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo. Sobretudo instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha caneta, meu lápis-tinta, meu papel, minha cola… Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo ter; vem-me a tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas Gerais, renunciar… Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar com relativa indiferença uma hecatombe que destruísse de vez todos os meus pertences.

O que não suporto é a repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas, sem os quais, a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. Stanislaw Ponte Preta andou espalhando que eu usava ventilador para pentear os cabelos. Calúnia. Sou o maior comprador de pentes do Estado da Guanabara. Compro-os em quantidades industriais pelo menos duas vezes por mês, de todos os tamanhos, de todas as cores. Sou quase amigo de infância do vendedor de pentes que estaciona ali na esquina de Pedro Lessa e Rua México.

A princípio, pensou que eu estava substabelecendo o comércio dele, comprando para vender mais caro, mas um dia eu lhe contei minha tragédia familiar, e ele sorriu e confessou: “Lá em casa é a mesma coisa”. Chego em casa com os meus pentes e os distribuo a mancheias. Dois para você, quatro para você – segundo o temperamento e a distração de cada um. Aviso a todos que vou colocar um no armário do quarto, um no banheiro, um em cada mesa de cabeceira, dois na minha gaveta. Terminada essa operação ostensiva, fico malicioso e furtivo; secretamente, vou escondendo outros pentes por todos os cantos e recantos, debaixo do colchão, no alto de um móvel, atrás do exemplar dos Suspiros Poéticos e Saudades. Em seguida, reúno solenemente toda a família, inclusive o Poppy, tiro do bolso um pente singular, o mais ordinário encontrável na praça, e digo: “Este é o meu pente; este ninguém usa; neste, sob pretexto algum, ninguém toca! Estão todos de acordo? Ou algum dos presentes deseja fazer alguma objeção?” Estão todos de acordo.

A sinceridade do meu clã nesses momentos é de tal qualidade que, por um dia ou dois, tenho a ilusão de que, afinal, venci, de que descobri o approach certo para a família incerta. Mas, meu São Luís de Camões, ó caminhos da vida, sempre errados! Os dias passam, o vento passa a descabelar-nos, e os meus pentes, os meus pentes também passam. Misteriosamente, inexplicavelmente, eles desaparecem, pouco a pouco, com certa malícia, um a um, dois a dois, até chegar o momento dramático no qual, depois de vasculhar todos os meus esconderijos, fico em cabelos no meio da sala e, como Ricardo III em plena batalha, exclamo patético: “Um pente, um pente, meu reino por um pente!”.

Eu não fui – diz o primeiro; – eu não fui – diz o segundo; – eu não fui – diz o terceiro. Poppy, cuja especialidade é comer meias e sapatos, não diz nada, mas abana o rabo negativamente. Não foi ninguém, foi Mr. Nobody, foi o diabo, foi a minha sina. Minha mansão tem apenas três quartos e uma sala. Pois é inacreditável a quantidade de objetos que estão desaparecidos aqui dentro. Um dia, quando me mudar, a gente vai achar tudo. E sorrir um para o outro com uma nostalgia imprecisa, e dizer em silêncio que, filhos, e pais, melhor tê-los.

(*) Paulo Mendes Campos (1922-1991)

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1º ENCONTRO

A reunião entre José Bonifácio e o secretário estadual de ciência e tecnologia, Sérgio L. Azevedo mostrou que ao contrário que os radicais bolsonaristas imaginam é possível fazer política com civilidade. Se tudo der certo, o distrito de Tamoios ganha o Centro de Educação Tecnológica e o município como um todo receberá um Programa de Iniciação Científica.

Generosas intenções?

A sociedade espera que esse encontro seja o primeiro de outros e que não fique apenas no campo de generosas intenções, resultando em ganhos importantes, principalmente para os jovens estudantes. Não dá mais para ficar no campo de respiradores inadequados, digamos assim.

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SAUDADE DOS CUBANOS

Das 40 equipes dos “médicos de família” prometidas em campanha por José Bonifácio, 23 começaram a funcionar, o que é um bom começo. O combate a pandemia da covid-19, entretanto, sofre pela falta de médicos dispostos a enfrentar essa barra pesada. Que falta estão fazendo os milhares de médicos cubanos, que foram obrigados a sair do Brasil pelo governo Bolsonaro.

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A CANÇÃO DA VIDA

Mário Quintana

A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio…
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí…
como um salso chorando
na beira do rio…
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

(*) Mário Quintana (1906/1994)

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