CABO FRIO – COMO SOBREVIVER?

Não são poucos os moradores de Cabo Frio incomodados com o crescimento desordenado, o empobrecimento e os múltiplos sinais de degradação da cidade.

Alguns acreditam que não há mais solução e que Cabo Frio cada vez mais se tornará um mero balneário, incluso na zona metropolitana da capital.

Há aqueles que providenciam a mudança e arrumam as malas, buscando outras paragens com melhor qualidade de vida. Representam a desesperança que as últimas administrações estão deixando como herança para a sociedade.

Existem os que fazem de Cabo Frio apenas local de negócios, de lucros rápidos e não estão “nem aí” para questões fundamentais a existência de uma cidade generosa e com boa qualidade de vida.

Esse destino amargo, cada vez mais próximo e palpável, se choca com a paisagem belíssima e a linda e heróica história de Cabo Frio, que desde os seus primórdios alimenta a história brasileira.

Não existem “salvadores da pátria”, mas o esforço conjunto dos agentes políticos, sociais e econômicos para que a cidade possa sair do buraco.

É preciso que se estabeleça uma agenda comum, alguma forma de consenso a todos os atores protagonistas desse processo para que Cabo Frio possa ter chance de sobreviver com dignidade a essa “máquina de moer gente”, como dizia Darcy Ribeiro.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

  • Caciques da política cabofriense ficaram surpresos com o bom nível do debate suprapartidário promovido pelo ex-prefeito José Bonifácio, na noite de ontem, no bairro Palmeiras.
  • O Café per Tutti no centro da cidade esteve animado na tarde de ontem. A grande discussão dessa vez (são tantas) foi sobre o embate entre Cláudio Leitão e Antônio Carlos Vieira e suas repercussões políticas.
  • O ex-deputado federal Paulo César Guia apareceu nas redes sociais da Internet em companhia do advogado Cláudio Mansur. Paulo César, embora namore o retorno a câmara federal, se colocou como futuro candidato a prefeito de Cabo Frio.
  • Religioso, sempre com citações bíblicas, o ex-vereador e secretário de saúde Dirlei Pereira, é a principal voz da oposição a Adriano Moreno nas ondas das emissoras de rádio. Há quem diga que Dirlei é candidato a prefeito numa possível emancipação de Tamoios.
  • Alguns políticos cabofrienses, que conviveram na câmara com Dirlei Pereira, estão espantados com a transformação do ex-vereador. Seria a prova viva que a religião “opera sem deixar cicatrizes”.
  • A tentativa de impedimento do prefeito Adriano Moreno não teve a repercussão política imaginada pelo vereador Rafael Peçanha. Segundo alguns colegas o vereador ampliou seu isolamento no legislativo.
  • As redes sociais da Internet são bom instrumento para avaliar os possíveis candidatos a câmara. A grande maioria se rendeu as táticas fascistas, típicas do bolsonarismo.
  • As bandeiras rotas, mas de fácil repercussão, tem sido as preferidas, fazendo das denúncias baratas e irresponsáveis a mola mestra de possível ascensão política e eleitoral. A ação parece coisa do MBL e assim por diante.
  • O retorno do empresário José Martins leia-se Restaurante do Zé, promete aumentar o alvoroço em torno do “senadinho”. O local, de frente para o Canal do Itajuru compete com o “Café per Tutti”, o “Parada Obrigatória” e o “Bar do Jair”, em movimentação política.
  • De um lado a extrema direita tomando vento e areia na cara, na Praia do Forte, em rápida e diminuta manifestação. Do outro, professores e alunos numa grande e animada passeata em defesa da Educação. Pois é, obscurantismo e repressão de um lado e de outro a luta pelo conhecimento, o ensino público, a ciência e a tecnologia.
  • Em visita ao Brasil o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, deu declaração, que atingiu como uma bomba o governo de Bolsonaro. Obama defendeu o ensino público e os investimentos em ciência e tecnologia. Para bom entendedor “um pingo é letra”.
  • Alguns atentos leitores reclamaram junto ao editor do Blog do Totonho, a utilização do termo ‘cabofriense’ e não ‘cabo-friense’. O editor pede desculpas pelo “erro”, mas vai continuar a usar ‘cabofriense’, porque considera feio e inadequado ‘cabo-friense’. Estamos combinados.
Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

DESMILITARIZAR

Segurança pública tem sido tema recorrente na agenda pública, mas sua transformação profunda nunca esteve em cogitação. Em Desmilitarizar: segurança pública e direitos humanos, o antropólogo Luiz Eduardo Soares coloca em questão as razões para o imobilismo brasileiro em face da questão da violência. A partir do entendimento dos problemas diagnosticados tanto na esfera pública quanto na privada, o autor oferece propostas e orientações claras para superá-los.

Os quatorze ensaios aqui reunidos estão estruturados em quatro pilares temáticos: polícia, drogas, raízes da violência e direitos humanos. Somados à introdução e ao posfácio, formam um conjunto coeso que demonstra que a problemática da violência letal, inclusive a praticada pelo Estado, é decisiva para a reconstrução democrática e o combate ao racismo, aos preconceitos e às desigualdades. Não ficam de fora análises sobre as contraditórias UPPs, a guerra às drogas, a intervenção militar no Rio de Janeiro, o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro e sobre relações entre o poder público e o crime organizado. E o livro conta ainda com um Glossário sobre segurança pública.

Desmilitarizar vai além de uma reportagem jornalística ou mesmo da pesquisa acadêmica, seu maior objetivo é provocar mudanças em como encaramos a segurança pública no Brasil. Trazendo sua experiência como secretário Nacional de Segurança Pública, subsecretário de Segurança e coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Eduardo Soares dirige-se não só a especialistas, mas também a ativistas, movimentos sociais, sindicatos e associações de policiais.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

ENTREVISTA COM A PRESIDENTE DA ACIA, PATRÍCIA CARDINOT.

O Blog do Totonho entrevistou a empresária do ramo imobiliário e presidente da ACIA, Patrícia Cardinot. Patrícia destacou o papel da mulher, a relação com a Prefeitura de Cabo Frio e a falta de união, que parece ser marca registrada da cidade.

Blog – Você pode traçar para o blog um perfil pessoal e profissional, inclusive as razões que a levaram a presidência da ACIA?

Patrícia – Sou uma mulher independente com 47 anos sem filho e marido e dedicada totalmente ao trabalho e a minha atuação voluntária na busca das melhorias da segurança pública e melhorias no geral. Estar sempre ajudando no que for possível para evitar que crianças e adolescentes caminhem para o tráfico, caminho na maioria das vezes sem volta sem volta, que não apenas prejudica ao jovem, mas sim a sua família.

Blog – Qual a importância de uma mulher, empresária estar presidindo a ACIA, a maior e mais importante associação empresarial da região?

Patrícia – Eu fico muito honrada por ter sido indicada e por ser uma mulher de família humilde sem ser família tradicional, não sendo mulher de ninguém poderoso, amante de ninguém e, além disso, chegar a um cargo de tanta importância na cidade. Ao aceitar concorrer nem me dei conta de sua amplitude e responsabilidades. Os bônus são poucos, mas o ônus é bem maior. Tenho enfrentado grande preconceito por ser mulher em Cabo Frio e o triste é que esse preconceito vem principalmente das mulheres empresárias, que às vezes não aceitam outra mulher brilhar e se destacar e tentam desconstruir minhas ações por seus egos e infelizmente não se unem, parecendo ser eu uma grande ameaça. Triste, mas verdade que ocorre. .

Blog – Faça uma análise da crise econômico-financeira vivida pelo país (estagnação e até recuo das atividades econômicas) e a crise em Cabo Frio onde nitidamente muitas casas comerciais estão fechando suas portas.

Patrícia – Vejo a cidade de Cabo Frio em pleno caos administrativo, infelizmente e sem liderança na gestão. Vejo uma falta de pro atividade e criatividade na administração, no geral em todos os setores pra que assim a cidade caminhe já que não decolou até agora Não vejo, infelizmente, um caminho promissor futuro. O que vejo é um desemprego enorme, falta de políticas públicas nos bairros e comunidades, turismo feito da forma correta e criativa como deveria ser no momento de crise. É o momento que o competente administrador se destaca já que administrar com dinheiro é fácil e sem dinheiro se faz necessária sabedoria e competência. Não basta ser técnico no setor, mas aceitar muitas vezes críticas construtivas e mudar atitudes errôneas e ações antiquadas que nunca deram certo há anos e não vão dar. Ocorre é que bloqueiam pessoas competentes e inteligentes de se aproximarem e tentam desqualificar suas imagens, atitudes pequenas e sem ética. Não conseguem esconder o que é óbvio aos olhos de todos que é uma situação caótica com nossas lojas fechando portas, lojas tradicionais fechando, desemprego total e o crescimento da criminalidade, que migra pra nossa cidade. A cada dia precisamos de muitas ações e não vemos nenhuma sendo tomada de forma cabível pelo poder público. As polícias civil e militar é que estão nos salvando do caos total, já que infelizmente temos hoje uma guarda municipal sucateada como nunca tinha visto antes e profissionais da guarda querendo atuar e sem as mínimas condições, inclusive com viaturas. .

Blog – Existe relação do comércio via internet com a crise do comércio local? Como descrevê-la?

Patrícia – A internet mostra nas mídias sociais muitos fatos e blogs como o seu que já estava fazendo muita falta já que trás sempre a verdade e o conteúdo construtivo e verídico pra que as pessoas esclareçam suas dúvidas. .

Blog – Qual a relação entre a ACIA e outros órgãos empresariais com a prefeitura de Cabo Frio?

Patrícia – Hoje como presidente as poucas vezes que fui até o gabinete do prefeito acompanhando empresários da rua dos biquínis sempre fomos atendidos e também o prefeito foi convocado à reunião na ‘Rua dos Biquínis’ e compareceu. Não vejo problemas até aqui já que a ACIA na minha gestão não pede favor, mas exige seus direitos e se não estamos sendo atendidos busco as soluções que se não são dadas solicito e solicito até ser realizada ou eu mesma vou até secretários solicitar e busco como já consegui varias soluções até aqui com tão pouco tempo de gestão e provo, assim acredito que querer é sim o meio de fazer e realizar. Basta querer e contornar as dificuldades fazendo os empresários entenderem que às vezes precisamos sim pagar um material uma tinta e o poder público entrar com a mão de obra já se faz muitas ações. Com amor a cidade acho que tudo é possível e não amor apenas ao próprio bolso. Se não olharmos ao nosso redor não vai adiantar seu jardim estar verde, pois se em sua volta tudo secar você será atacado e perderá o que você cuidou também para os outros e não sobreviverá na crise e no caos. Precisamos de união e isso é infelizmente o mais difícil em Cabo Frio.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

BLOG DO TOTONHO ENTREVISTA A PRESIDENTE DA ACIA PATRÍCIA CARDINOT.

O Blog do Totonho entrevistou a presidente da ACIA, a empresária do setor imobiliário, Patrícia Cardinot. A empresária faz uma análise dos problemas que enfrenta ao dirigir a entidade e as soluções que em pouco tempo trouxe para o setor.

Blog do Totonho

Você pode traçar para um perfil pessoal e profissional, inclusive as razões que a levaram a presidência da ACIA?

Patrícia Cardinot

Sou uma mulher independente com 47 anos sem filho e marido, dedicada totalmente ao trabalho e a minha atuação voluntária na busca de melhorias para a segurança pública e melhorias no geral. Além disso, estar sempre ajudando no que for possível para evitar que crianças e adolescentes caminhem para o tráfico, caminho sem volta na maioria das vezes e que não apenas prejudica ao jovem, mas sim a sua família.

Blog do Totonho

Qual a importância de uma mulher, empresária estar presidindo a ACIA, a maior e mais importante associação empresarial da região?

Patrícia Cardinot

Eu fico muito honrada por ter sido indicada e por ser uma mulher de família humilde, sem ser família tradicional, não sendo mulher de ninguém poderoso, amante de ninguém e chegar a um cargo de tanta importância na cidade. Ao aceitar concorrer nem me dei conta de sua amplitude e responsabilidades. O bônus é pequeno, mas os ônus é maior. Tenho enfrentado grande preconceito por ser mulher e o triste é que esse preconceito vem principalmente das mulheres empresárias que às vezes não aceitam outra mulher brilhar e se destacar. Tentam desconstruir minhas ações por seus egos e infelizmente não se unem, parecendo ser eu uma grande ameaça. Triste, mas verdade acontece.

Blog do Totonho

Faça uma análise da crise econômico-financeira vivida pelo país (estagnação e até recuo das atividades econômicas) e a crise em Cabo Frio onde nitidamente muitas casas comerciais estão fechando suas portas.

Patrícia Cardinot

Infelizmente vejo a cidade de Cabo Frio em pleno caos administrativo e sem liderança de gestão. Falta pro atividade e criatividade na administração, impedindo que a cidade caminhe. Não decolou até agora e não vejo um caminho promissor no futuro. O que vejo é um desemprego enorme. Faltam políticas públicas nos bairros e comunidades. Falta o turismo realizado da forma correta e criativa como deveria ser no momento de crise. É o momento que o competente administrador se destaca. Administrar com dinheiro é fácil, mas sem dinheiro se faz necessária sabedoria e competência. Importante aceitar críticas construtivas, ouvir sugestões e mudar atitudes errôneas e ações antiquadas que nunca deram certo há anos. Entretanto, ocorre o bloqueio de pessoas competentes e inteligentes, impedindo-as de se aproximarem. Tentam desqualificar suas imagens, usando atitudes pequenas e sem ética. Tentam esconder o que é óbvio aos olhos de todos. Uma situação caótica com nossas lojas fechando portas, inclusive lojas tradicionais fechando. Desemprego generalizado e o crescimento da criminalidade, que migra pra nossa cidade. Precisamos de muitas ações do poder público, porque hoje às polícias civil e militar é que estão impedindo de se chegar ao caos total. Infelizmente temos hoje uma Guarda Municipal sucateada como nunca antes se viu. Os profissionais da guarda querendo atuar, mas sem as mínimas condições, nem com viaturas.

Blog do Totonho

Existe relação do comércio via internet com a crise do comércio local? Como descrevê-la?

Patrícia Cardinot

A internet mostra nas mídias sociais muitos fatos e blogs como o seu que, inclusive, estava fazendo muita falta. O blog trás conteúdo construtivo e verídico pra que as pessoas esclareçam suas dúvidas.

Blog do Totonho

Qual a relação entre a ACIA e outros órgãos empresariais com a prefeitura de Cabo Frio?

Patrícia Cardinot

Como presidente da ACIA, as poucas vezes que fui até o gabinete do prefeito acompanhando empresários da ‘Rua dos Biquínis’, sempre fomos atendidos. O prefeito foi convocado à reunião na ‘Rua dos Biquínis’ e compareceu . Não vejo problemas até aqui. A ACIA na minha gestão não pede favor, mas exige seus direitos e se não estamos sendo atendidos busco as soluções. Caso não são dadas solicito e solicito até conseguir ou eu mesma vou até secretários e busco como resolver e consegui soluções para tantas questões com tanto pouco tempo de gestão. Basta querer e contornar as dificuldades fazendo os empresários entenderem que às vezes precisamos sim pagar um material uma tinta e o poder público entrar com a mão de obra. Muitas ações nascem daí. Com amor a cidade acho que tudo é possível e não amor apenas ao próprio bolso. Se não olharmos ao nosso redor não vai adiantar seu jardim estar verde; pois se em sua volta tudo secar você será atacado e perderá o que você cuidou e não sobreviverá na crise e no caos. Precisamos de união e isso é infelizmente o mais difícil em Cabo Frio.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

O VOTO, DA RAZÃO A EMOÇÃO.

O processo eleitoral não obedece como muitos imaginam ao controle dos grandes analistas e pesquisadores do marketing político, chamados por alguns de gênios, bruxos etc.

Existe também o imponderável, um acontecimento qualquer, durante o período eleitoral, que muda completamente o curso da história. O novo rumo, em geral, foge ao controle dos estatísticos e matemáticos.

Dá aquele nó na cabeça dos analistas, cuja racionalidade não trabalhava com a possibilidade de mudança tão radical no planejamento estruturado há tempos. Existem exemplos palpáveis que transformam um “cavalo paraguaio” em vencedor.

Apesar de todas as tentativas de transformar o processo eleitoral numa equação matemática, com resultado pra lá de previsível, o acaso tem sido fundamental na história política brasileira. É só examinar as últimas décadas da república.

Os gurus e sabichões se perdem diante do brilho de uma atuação, de um carisma, que anula qualquer previsão dos “mestres”.

É por essas e outras que numa eleição o eleitor tem que se “apaixonar pelo candidato”, se emocionar com seu discurso e até cair em lágrimas por inflexões. Assim ele o escuta, abraça e faz do discurso do candidato, o seu. Assim, o voto cai na urna.

A razão estrutura, mas emoção ganha à eleição.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

  • Os sucessivos cortes de energia nos prédios públicos de Cabo Frio estão se tornando corriqueiros, isto é, entrando na rotina da prefeitura. Pega muito mal para o governo. Quem manda apoiar a privatização de empresas públicas?
  • Dos prédios históricos em Cabo Frio apenas quatro apresentam boas condições: a Matriz Histórica de Nossa Senhora da Assunção, a Capela de Nossa Senhora da Guia e o Museu de Arte Religiosa e Tradicional. Os dois primeiros aos cuidados da Igreja Católica leia-se Padre Marcelo Chelles, o Mart, nas mãos do IBRAM e o Forte São Matheus (prefeitura).
  • Os prédios históricos administrados pela prefeitura estão em péssimas condições, o que não é privilégio da administração de Adriano Moreno. A Fazenda Campos Novos pode ruir a qualquer momento sem que a prefeitura mova uma palha.
  • Nazareth, servidora ícone da câmara municipal de Cabo Frio, garante que a aposentadoria só acontece depois que receber a Medalha Major Bellegard, a maior honraria concedida pelo legislativo.
  • Nesta nova fase do Blog do Totonho, Paulo Cotias, coordenador de história da Universidade Estácio de Sá escreve sobre Educação e Rafael Alvarenga voltou com a sua coluna ‘Contos, Crônicas e Poesias’. As próximas edições trarão novos autores para ampliar ainda mais a área de debate.
  • O empresário José Martins leia-se Restaurante do Zé, tem viajado seguidamente para fora da cidade. O “senadinho”, tradicional centro do noticiário político local, fica órfão. Até hoje ninguém sabe o resultado do papo extremamente reservado entre o empresário e o prefeito Adriano Moreno, que o Blog do Totonho flagrou há algumas semanas.
  • O ex-secretário de educação Cláudio Leitão, ontem, deu uma rápida passagem pelo Café per Tutti, mas falou pouco, o que é raro. Leitão disse que está tendo assessoria jurídica e logo que puder pretende fazer uma pequena viagem para descansar.
  • A manifestação em defesa da educação realizada na noite de ontem, em Cabo Frio, comparada ao fiasco do movimento bolsonarista, na Praia do Forte, revela o quanto à extrema direita está esvaziando na cidade. Os bolsonaristas são bons mesmo na manipulação de robôs.
  • A elite de Cabo Frio, desencantada com as asneiras do governo de Bolsonaro, tirou o pé do acelerador e abandonou a própria sorte os extremistas. Para diminuir o vexame dizem que na hora da urna se sensibilizaram e votaram no Novo. Acredite se quiser …..
  • À noite, na Rua Vitória, nas Palmeiras, o ex-prefeito José Bonifácio promove amplo debate, com o objetivo de discutir Cabo Frio e as perspectivas do município no próximo decênio.
Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

ATOS PELA EDUCAÇÃO, EM CABO FRIO.

O ato em defesa da educação e de preparação para a greve geral de 14 de junho foi um sucesso, em Cabo Frio. O movimento teve grande presença de alunos, professores, representantes dos sindicatos e grêmios, que levaram cartazes e palavras de ordem contra os cortes orçamentários na educação.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

O RETRATO DE DORIAN GRAY?

Eleito como a oportunidade de encerrar o ciclo de Alair Corrêa e Marquinhos Mendes, na política cabofriense, Adriano Moreno se apresentou como médico jeitoso, atencioso, modesto, ao mesmo tempo, qualificado.

Vereador, foi eleito apoiando a candidatura de Alair Corrêa, e durante bom tempo permaneceu na bancada governista. A ruptura, ao menos formal, se deu quando a prefeitura de Alair se revelou um fracasso absoluto.

O fracasso do alairzismo deu ao então vereador, que dizia não ser político, a oportunidade ideal para se colocar no imaginário popular, como o homem capaz de derrubar da prefeitura os políticos tradicionais.

Seria o iniciar de uma “nova era”, nessa Cabo Frio tão castigada por anos e anos de desvios éticos e uso indiscriminado dos royalties do petróleo.

Ponto de partida para a construção de novas relações sociais e políticas, algo como “papel em branco” onde se escreveria uma nova história cheia de virtudes.

Esse pretenso retorno ao ‘naturalismo rousseauniano’, do homem bom, violentado e degenerado por uma sociedade impura, que o corrompe, quase sempre acaba se esborrachando na realidade, bem mais complexa do que parece.

Hoje, o “homem bom e puro”, talvez tomado pela ambição, decide que é preciso estabelecer relações com esse “mundo pecador” para aumentar a sua taxa de sobrevida política.

Existem saídas para tal aliança? Que tal uma passada pelo século XIX e ler Oscar Wilde, em “O Retrato de Dorian Gray”?

É uma boa pedida.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

  • Freqüentadores do Palácio Tiradentes e do histórico prédio da câmara municipal de Cabo Frio garantem que o acordo entre os grupos de Marquinhos Mendes e Adriano Moreno está acertado. Faltariam apenas alguns ajustes, inclusive convencer dois vereadores ressentidos, de longa data, com o ex-prefeito.
  • Como em política nada é muito fácil ou cai do céu, o ex-prefeito Marquinhos Mendes ainda vai penar durante boa parte do mês de junho. Depois, a tendência é o céu clarear, mas ele vai ter que esquecer 2020 e se concentrar em 2024.
  • Nota-se a mudança de postura de Adriano Moreno. A cara de “paisagem” não é mais a mesma. Busca passar a imagem de maior intervenção nos assuntos internos da prefeitura e preocupação com os rumos de seu governo.
  • O prefeito Adriano Moreno terá que andar em ritmo acelerado se quiser salvar politicamente o seu governo e sua própria imagem pública. Afinal de contas o seu mandato é “tampão”, isto é, o tempo é bem mais curto.
  • As evidentes e notórias tentativas de setores do governo Adriano desgastar a imagem pública de Cláudio Leitão não surtiram efeito e não enobrecem quem pratica. Essas manobras causam ainda mais dano a precária imagem administrativa, que o prefeito tenta salvar. Basta! Cabo Frio não merece nível tão rastaqüera de politicagem.
  • Independente do confronto de posições políticas e ideológicas, o ex-secretário de educação Cláudio Leitão, sai do governo e da crise, muito respeitado, inclusive por sua coragem. Leitão ainda não decidiu o seu rumo político e muito menos se será candidato a vereador, em 2020.
  • O ex-prefeito José Bonifácio caminha para consolidar sua posição de pré-candidato a prefeito de Cabo Frio. Esta semana, junto com a juventude do seu partido, transferiu seu título eleitoral para o município. O ex-prefeito está conversando com diferentes setores da política cabofriense e está disposto a gastar sola de sapato.
  • Apesar do fracasso da passeata de apoio a Bolsonaro, na Praia do Forte, a extrema direita pensa em lançar candidato a prefeito de Cabo Frio. Um dos participantes afirmou a esta coluna que o refluxo do bolsonarismo é apenas temporário. Segundo ele, após a reforma da previdência, tudo melhora.
  • Deu ruim: em Búzios, o poder judiciário demonstrou que não tem o menor respeito pela população. Mais uma vez trocou o prefeito: o desembargador Guaracy Vianna, novamente colocou André Granado para sentar na macia poltrona, do gabinete, no Palácio da Estrada da Usina.
  • A pergunta ao poder judiciário é a seguinte: como administrar a cidade em meio a essa bagunça de entra e sai prefeito? O grande prejudicado não é Henrique Gomes ou André Granado, mas a população, que sofre com o caos político e administrativo.
Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

SER PEDRA

O gato precisou ser pedra. E não ter rabo, porque pedra não tem rabo. Então o gatoenrolou o que tinha de rabo, juntou tão compacto e imóvel, que o transformou em uma pedra pequena. O gato precisou não piscar. Precisou não ter olhos. E os transformou em duas pedras de quartzo verde. Precisou não lacrimejar. E o que escorria era o sereno que escorre decidido pelas pedras lisas até o chão. Precisou não ter garras. Assim foi que enfiou suas pontas finas até o sabugo na terra fria. Precisou não miar. Mesmo que outro gato, jovem e despreparado, chamasse atenção sem perceber a necessidade de ser pedra. Sequer ronronou. Porque agora ele era pedra e as pedras não miam, tampouco ronronam. Precisou suportar o avanço do sol matutino. E pouco a pouco se aquecer como se aquecem as pedras. E também não reclamar desse ou daquele lugar como não reclamam as pedras. E não procurar uma sombra fresca como não procuram as pedras. O gato tinha que ficar parado como ficam as pedras que não foram jogadas. Precisou deixar crescer o limo e não se enfastiar com as borboletas. Precisou deixar que uma folha da amoreira lhe caísse em cima e suportar a agonia de não retirá-la. Precisou sentir o vento quente e sujo de uma tarde que antecedia o temporal e não escovar o pelo com a língua. Porque as pedras permitem as folhas, não reprimem o vento sujo e não tem língua para escovar o corpo.

Tanta precisão! Mas o gato ia bem. Agora esperava que o filhote de canário caísse do ninho como uma pedra. Porque para ser pedra é preciso também não saber voar.

Rafael Alvarenga

Cabo Frio, 28 de maio de 2019

Nota da redação: Ter o talento de Rafael, no Blog, é uma imensa alegria. Que bom!

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

SERÁ QUE TEM VERGONHA NA CARA?

O próximo político a sentar na cadeira de prefeito de Cabo Frio vai encontrar um quadro complexo, difícil de governar em tempo de aguda crise econômico-financeira, política e administrativa.

Os tempos áureos do tsunami de royalties sobre a cidade se foram. Restou uma prefeitura obesa, eticamente questionada, desacreditada junto à população e os investidores.

Após vinte e poucos anos do mais absoluto descontrole financeiro e administrativo, como se a prefeitura estive nas mãos com uma fábrica de dinheiro e ouro em pó, o município quebrou.

A prefeitura vive de “pires nas mãos” junto aos “witzels da vida”, tentando garantir um asfaltinho aqui, outro acolá para tapar os buracos, que quase impedem o trânsito nas ruas.

A cidade está tão caída, que sequer cuidou de sua principal praça, que após uma reforma ridícula, que tentou dar a ela piso de “shopping de subúrbio”, está imunda e quebrada. A Praça Porto Rocha foi tratada como coisa qualquer nos últimos anos.

Pois é, após tantos anos de domínio da “politicagem dos royalties” Cabo Frio não tem praça, não tem cemitério: não tem nada. Será que tem vergonha na cara?

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

PEQUENAS DOSES

O núcleo duro do Palácio Tiradentes ficou bastante satisfeito com a enfática defesa do seu governo feita pelo prefeito Adriano Moreno. O grupo acredita que a atuação do prefeito no Programa Sidnei Marinho representa um “divisor de águas” na administração.

A extrema direita, bem que se esforçou. Chamou gente de São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo e Cabo Frio e mesmo assim não conseguiu mais de 30 pessoas para uma rápida caminhada, que não durou meia hora, na orla da Praia do Forte. Recolheram as traquitanas, entraram nos carros e deram o fora.

Ninguém quis se misturar aos extremistas: empresários, profissionais liberais, líderes sindicais e religiosos. Todos caíram fora da tal passeata, envergonhados pelo fiasco que estavam representando. Nem mesmo o padre que fez gesto de armas na véspera da eleição deu as caras.

Há alguns anos, no auge da moda do “fio dental” um grupo religioso fez uma “passeata contra a indecência”, caminhando pela Avenida 13 de Novembro, em direção a Praia do Forte. Deu ruim: as adolescentes que participavam da passeata ficaram deslumbradas e trocaram a “asa delta” e os “maiôs” pelo “fio dental”.

A Prolagos anuncia que professores da UFF estão realizando estudos sobre a hidrodinâmica da Lagoa de Araruama. Sempre que a opinião pública alteia a voz contra a degradação da lagoa a concessionária apresenta alguma coisa para calar os críticos

A Prolagos adora dizer que cumpre o contrato e fornece água para quase toda a região. Não diz que não tem a mesma eficiência para tratar o esgoto (que é mais caro). Daí, o famigerado sistema de tratamento a tempo seco.

A crescente ocupação urbana desordenada, a inexistência de rede separadora para recebimento do esgoto fora do sistema de águas pluviais e o desastroso sistema de tratamento a tempo seco destroem a Lagoa de Araruama.

O problema de degradação da Lagoa de Araruama parece não sensibilizar a empresa e muito menos as autoridades enquanto se agrava, atingindo a população pobre e os pescadores da Praia do Siqueira.

Ao se estender, de maneira grave, a Praia do Forte, cartão postal de Cabo Frio, será que finalmente as autoridades e a sociedade se mobilizarão para conter a destruição da cidade?

Da mesma forma que no Nordeste existe a indústria da seca, na Região dos Lagos existe a indústria da poluição da Lagoa de Araruama. Muitos “técnicos” vivem de mil projetos para salvar a lagoa: estão nessa há anos. Política pública mesmo que é bom, nada!

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

A GANGUE DOS SONHOS

Nova York. Nos tumultuados anos 1920, a cidade é, para milhares de europeus, a epítome do “sonho americano”. E não é diferente para Cetta Luminita, uma italiana que, apesar de muito jovem, busca um lugar ao sol com seu filho Christmas. Numa metrópole em plena explosão, onde o rádio está nascendo e o cinema começa a falar, Christmas vai crescer entre gangues rivais, um ambiente de violência e pobreza, com sua imaginação e sua coragem como únicas armas para sobreviver. A esperança de uma nova existência nasce quando ele encontra a jovem, bela e rica Ruth.

Uma história vertiginosa e luminosa, magistralmente escrita, uma reflexão sobre a violência cometida contra as mulheres, sobre o racismo e a incomunicabilidade social, um romance sobre a infância roubada. A gangue dos sonhos queima com um ardor violento e redentor, e transporta o leitor para um mundo onde todos lutam para preservar sua integridade.

Um romance que se lê de uma só tacada, que se desenrola como um filme e no qual cada página é uma nova sequência.

Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter