O LODAÇAL DA POLÍTICA

Escândalos, seguidos “barracos”, ofensas a dignidade de adversários, notícias falsas. É nesse pantanal lodoso, cheio de ódio e de muitos oportunistas, que se aproveitam da confusão para se “dar bem”.

Esse tem sido o “mundo político” em que mergulhou a sociedade cabofriense. Nada mais é empecilho para destruir a reputação alheia, nem mesmo a perspectiva de ações judiciais.

Os “homens de bem” que promovem as ações mais escandalosas e condenáveis são justamente aqueles, que combatem, ao menos da “boca pra fora”, em nome de Deus, da moral e dos bons costumes.

O mais chocante é a participação de jovens, utilizando métodos semelhantes às brigadas integralistas e fascistas, que promovem verdadeiros arrastões de ódio nos perfis e páginas, nas redes sociais.

O mundo da “pós verdade”, neoliberal, das primeiras décadas do século XXI, permite tudo, inclusive a derrocada da democracia representativa e burguesa, que lhes permite a voz.

A extrema direita, nazi-fascista, não dá tréguas a nenhuma reputação, prega a liquidação das instituições e renega direitos conquistados a duras penas pela sociedade, particularmente os trabalhadores.

Cabo Frio precisa se rediscutir, debater o destino que quer para filhos e netos. Esse debate deve ser livre, aberto e democrático como propõe o jornalista Moacir Cabral, em seu Cidade Viva.

Diante da profunda crise ética, não dá para esperar mais.

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PEQUENAS DOSES

Ontem, em uma padaria do centro, uma buliçosa jovem senhora contava para as amigas morrerem de inveja, uma viagem que acabara de fazer ao nordeste. Segundo ela, as margens do Parnaíba, ela ouviu o “Bolero de Rebel”: isso mesmo. Ufa! Cantarolou e do clássico ouviu-se uma rancheira.

Até o momento o secretário municipal de esportes, Flávio Rebel, continua aboletado no muro, quase tucano. Não deu nenhuma declaração política sobre o conflito e a saída de Cláudio Leitão do governo Adriano Moreno.

O ex-atleta, prestigiado técnico de futsal e secretário de esportes, foi criado no Edifício Lila, também chamado de “Edifício das Professoras”, junto a Praia do Forte. Nem por isso, acredita-se, foi um “menino das taboas”. Não é?

Atacar a universidade pública é uma das maiores conquistas dos brasileiros. Atacá-la, principalmente nesse momento em que os direitos da população sofrem contestação dos bolsonaristas, é um crime contra o país. Lamento por Cabo Frio que votou em Sérgio Luiz Azevedo e Mauro Bernard.

Wagne (é assim mesmo) Azevedo Simão, um dos vereadores da oposição, conhecido como Waguinho é o vereador da câmara de Cabo Frio, que defende a “escola sem partido”. Em função disso, o vereador teve pesado confronto com a militância do Sepe Lagos. Hoje, se diz aterrorizado com as revelações da CPI do Hospital da Mulher.

Os vetustos corredores da câmara de Cabo Frio ouviram rumores e chiados, que o Aquiles Barreto, novamente tomou gosto pela política e deve ser candidato a reeleição. O vereador é das figuras mais expressivas do grupo de Marquinhos Mendes e filho da ex-secretária de educação, Laura Barreto.

O vereador Vinícius Corrêa, o único dos membros do clã Corrêa, que conseguiu sair vitorioso nas urnas, nas eleições de 2016, é líder do governo de Adriano Moreno, que foi membro da bancada alairzista. O ex-prefeito Alair Corrêa não conseguiu reeleger seu filho, Marcelo Corrêa, que havia sido, inclusive, presidente do legislativo.

Vinícius Corrêa é também membro e relator da comissão de finanças e orçamento, que dará o parecer sobre o julgamento do TCE-RJ, que condenou as contas do ex-prefeito Marquinhos Mendes. O vereador tem sido “vítima” do assédio de outros políticos e jornalistas, interessados em desvendar a posição de Vinícius Corrêa. Como a discrição é uma das características do vereador, muita gente vai ter que esperar até 18 de junho.

O bate-boca entre Cláudio Leitão e o “1º ministro” Antônio Carlos Vieira prossegue nas redes sociais. Os dois se estranharam desde o começo do governo de Adriano Moreno e tudo leva a crer que o desentendimento vai chegar aos tribunais.

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Foto – Antônio Ângelo Trindade Marques.

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O MUNDO DA ESCRITA

O mundo da escrita nos conduz a uma viagem maravilhosa pelo tempo e pelo globo, por meio de dezesseis textos fundamentais, selecionados dentre 4 mil anos de literatura mundial. É assim que conhecemos a sra. Murasaki, autora do primeiro grande romance da história universal; as aventuras de Miguel de Cervantes ao enfrentar piratas — tanto os que atuam no mar como os literários —; e os artesãos da linguagem do épico oral Sundiata na África Ocidental. Também aprendemos como Goethe descobriu a literatura mundial na Sicília, passamos mil e uma noites com Sherazade, acompanhamos a difusão do Manifesto Comunista e a batalha dos livros na América espanhola.
Para contar toda essa trajetória, Martin Puchner trata tanto da narrativa quanto da evolução das tecnologias criativas — o alfabeto, o papel, o códice, a impressão —, que formaram pessoas, comércios e hábitos. A literatura, em suma, moldou nosso mundo, um espaço a partir do qual conversamos rotineiramente com vozes do passado e imaginamos que podemos nos dirigir aos leitores do futuro.

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OS ‘SHEIKS’ PRESUNÇOSOS

Os dias chuvosos não trazem apenas à lombeira e para quem pode, e são poucos, o aconchego dos cobertores. As dores nas juntas aumentam e o céu mais sombrio.

Em Cabo Frio, cidade solar, com vento fresco e pouquíssima chuva, salineira por excelência, os dias cinzentos são raros. Neles pode-se observar com mais atenção o que acontece ao redor.

Não é uma bela e confortável paisagem urbana, ao contrário, bastante maltratada por seguidas administrações, cujos cuidados careceram de bom gosto, respeito e criatividade.

Dinheiro não faltou, mas os prefeitos, que por aqui passaram, comportaram-se como ‘sheiks do petróleo’, presunçosos, desrespeitosos com a natureza, incapazes de perceber a jóia que tinham em mãos.

Autoritários e perdulários com o dinheiro público, nunca se preocuparam em elaborar um projeto para que o município se desenvolvesse com boa qualidade de vida: tudo foi acontecendo, um dia após o outro, como se o futuro fosse imutável e assegurado por mãos divinas.

O destino puniu a sociedade acomodada, sedada pelo dinheiro fácil dos royalties. O barril do petróleo desceu ladeira no mercado internacional e os poços da Bacia de Campos, agora maduros, não observam o mesmo dinamismo dos tempos áureos.

Chegou a hora de, finalmente, ter projeto, planejar e aprender a trabalhar com recursos não renováveis e restritos.

Será que Cabo Frio aprendeu?

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PEQUENAS DOSES

  • Ainda repercute o amadorismo político de Adriano Moreno, Antônio Carlos Vieira e outros secretários, na coletiva de imprensa. A coletiva foi marcada para explicar a reforma administrativa, mas rolou de tudo um pouco.
  • O amadorismo continuou ontem, na reunião do Conselho do Fundeb. O secretário de fazenda, o 1º ministro, Antônio Carlos Vieira, reconheceu que realmente tirou recursos da Educação e repassou para a área de Saúde, piorando ainda mais a imagem do governo de Adriano Moreno.
  • Em hora tão delicada, o secretário de fazenda se estressou na reunião do Conselho do Fundeb, ampliando os atritos do governo com a sociedade organizada. Os “barracos” produzidos na reunião certamente poderão produzir novos imbróglios jurídicos.
  • Os políticos reclamam da interferência e protagonismo do Judiciário. Na primeira oportunidade judicializam as questões que poderiam ser resolvidas por negociações políticas. A continuar assim vão virar meros coadjuvantes do processo democrático.
  • A reforma administrativa, como se previa, teve grande repercussão na câmara. Vereadores que não eram da base estão batendo na porta para entrar, mesmo que discretamente para não “queimar o filme”. Afinal, o governo continua bastante impopular.
  • O Barber Shop é o “point” do Canal do Itajuru ou Boulevard Canal onde se reúne o já famoso “senadinho”: empresários, políticos, jornalistas se encontram para debater a política da cidade ou simplesmente fazer fofoca: depende do humor.
  • Cláudio Leitão dizia na tarde de ontem no Café per Tutti, que ainda não decidiu seu destino político. Não sabe se irá se candidatar e o partido político. O ex-secretário municipal de educação foi por muitos anos presidente do PSOL, inclusive candidato a prefeito.
  • A presidente da ACIA, empresária do setor imobiliário Patrícia Cardinot, tem imprimido o veloz ritmo feminino a entidade. É uma exigência do momento de crise enfrentado por Cabo Frio: o desemprego afeta número cada vez maior de famílias cabofrienses.
  • A crise econômica ampliou-se no governo Bolsonaro, o desemprego bate seguidos recordes, enquanto o presidente da república se dedica a questões da moral cotidiana. Em Cabo Frio a prefeitura também está em crise e agrava ainda mais a situação econômico-financeira, mas os poderosos não abrem mão dos seus privilégios. Como diria Vovô Bibiu, “enquanto tiver cavalo, São Jorge não anda a pé”.
  • Os representantes de Cabo Frio, na Assembleia Legislativa, Mauro Bernard e Sérgio Luiz Azevedo, contribuíram para o aguçamento da política obscurantista do governo Bolsonaro. Ambos votaram para a criação de CPI para investigar as universidades públicas do Estado do Rio.
  • Os dois deputados, com esse apoio, revelam suas posições políticas de extrema direita, contrários a Educação e a Ciência, enfim, ao Conhecimento. É lamentável que Cabo Frio e outras cidades da Região dos Lagos tenham contribuído para a eleição dos dois.
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ANTÔNIO ÂNGELO, FOTÓGRAFO DA NATUREZA.

Antônio Ângelo Trindade Marques foi fotógrafo da natureza, especialmente de pássaros e defensor incansável da preservação ambiental. Antônio, falecido há alguns meses, era apaixonado pela Ilha do Japonês, parte do Parque Municipal da Boca da Barra. A viúva, Elma Martins, está programando uma exposição de fotos do cabofriense talentoso e apaixonado por sua terra.

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A PONTE

A ponte

Eu também conheço aquela ponte Uma das mais bonitas que você já viu

Atravessei-a inúmeras vezes em minha imaginação

Não somente à meia-noite

Mas madrugadas inteiras

Sonhando encontrar palavras verdadeiras

Que pudessem tocar o teu coração

Eu também conheço aquela ponte

Aquela que nunca atravessamos juntos

Que nunca atravessaremos A não ser em sonho

Conheço o abandono de tantos

Que por ela passaram tão sozinhos

A ponte por um instante desejou ter braços Que os abraçassem em seu caminho, com imenso carinho

Assim como eu desejei ter passos

Que o acompanhassem em seu destino

Eu também conheço aquela ponte

Uma das mais bonitas que você já viu

Mas não conheço você, sua beleza

Tanto quanto gostaria

A beleza dos olhos viajantes

Sempre à procura do belo

Sem saber que desde sempre

Esteve em você.

Elvira Campos Barroso Alves

Foto: Péricles Rosa da Nova

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FALTA PROJETO E COMPETÊNCIA

Nas eleições de 2018 a vitória de um candidato cuja única experiência política era um mandato de vereador, foi considerada excepcional por boa parte da população cansada da chamada política tradicional.

A população tinha e continua tendo toda a razão para o descontentamento. Passadas duas décadas de administrações recheadas de dinheiro pelos royalties do petróleo, Cabo Frio não tem quase nada.

A ineficiência e o caos político administrativo foram propícios aos ralos, que acabaram por drenar os bilhões que jorraram sobre a cidade.

Não foram apenas as riquezas que se esvaíram nas últimas décadas. Com elas foi embora também à esperança de dias melhores e mais justos sonhados pela maioria da população.

Essa imensa desesperança é que levou a população a optar por alguém que, embora fosse vereador e da bancada de Alair Corrêa, se apresentava como o “não político”, capaz de dar uma “vassourada” nos políticos tradicionais e começar novos tempos, sem as velhas impurezas.

Pois bem, o tempo passou e o ‘outsider’ Adriano Moreno, se revelou tão antigo quanto os dois últimos prefeitos, aos quais criticava com imensa severidade.

O prefeito Adriano Moreno encabeçou uma grande farsa durante a campanha eleitoral? Não! Seria cruel demais para com a população que o elegeu.

A ‘entourage’, que tomou conta da prefeitura só agora percebeu, que para ter sucesso é necessário ter projeto e competência. Apenas boa vontade não basta.

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PEQUENAS DOSES

  • Em todos os cantos de Cabo Frio não se fala em outra coisa: a exoneração de centenas de comissionados. Quem comprou carro à prestação e encomendou móveis novos pra sala de jantar, não cabe em si de preocupação.
  • Como a readmissão será pontual já começou a romaria nos gabinetes dos vereadores da base do governo. Outro ponto de visitação para o tradicional “beija mão” é a secretaria de fazenda, logo ali na Rua Major Bellegard.
  • Há algumas semanas, não se sabe exatamente a razão, o ambiente na câmara é festivo. Os gabinetes dos vereadores da base do governo estão mais alegres e pontualmente os mais procurados. Deve ser a decoração do ambiente.
  • Alguns chamam de “1º Ministro”, outros de  “Havengar de Adriano”. Independente do apelido, o secretário de fazenda demonstrou prestígio: conseguiu interromper a fala do prefeito e acintosamente mudou de assunto.
  • A “coletiva de imprensa” deixou clara, mais uma vez, a inexperiência política dos membros do governo. Tanto o prefeito, como o “1º ministro” e os outros secretários bateram cabeça todo o tempo. Em termos políticos, o anúncio da reforma administrativa foi um desastre.
  • O certo é que com apenas dez meses de governo, o prefeito Adriano Moreno e o seu grupo enfrentam sério desgaste político. O mandato é curto e as trapalhadas o tornaram ainda menor.
  • As dificuldades do governo são muito grandes e a administração não conseguiu justificar tanta ansiedade para chegar ao poder. A agressividade mostrada nas redes sociais durante a campanha eleitoral de 2018 não foi transformada em ações que se refletissem de maneira positiva junto à sociedade.
  • A prefeitura de Adriano Moreno frustrou grande parte dos seus companheiros de campanha: muitos já se viam antecipadamente sentados nas macias e generosas poltronas do Palácio Tiradentes. A maioria, entretanto ficou zanzando na praça em frente da prefeitura.
  • Hoje essa turma, com raríssimas e honrosas exceções, esculhamba o prefeito e sua equipe em todas as esquinas da cidade. Afinal, o “faz-me rir”, isto é, o “caraminguá” não chegou ao bolso.
  • Interessante é que de um modo geral essa gente votou em Bolsonaro, Witzel e Adriano, contra a corrupção e a favor da moral e dos bons costumes. A revolta contra Adriano Moreno não por nenhuma dessas nobres causas, digamos assim, mas pelo não recebimento das “portarias” ambicionadas.
  • O grupo do PSL, na Região dos Lagos, foi obrigado a “baixar a bola” após a acachapante derrota, em Iguaba. A vitória de Vantoil Martins contrariou o esquema bolsonarista, que considerava a vitória como “favas contadas”.
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O GOVERNO TEM 1º MINISTRO

O governo de Adriano Moreno está começando, ou melhor, recomeçando, tentando construir uma unidade, após 10 meses, batendo cabeça.

Após confrontos e sacolejos na área da Educação, o governo tenta se acertar com a reforma administrativa, que, certamente dará novo perfil político para a prefeitura de Adriano Moreno.

É um novo arranjo, completamente diverso do anterior, multifacetado, cheio de contradições, porém mais rico tanto na política, quanto  ideologicamente.

A partir de agora o governo tende a ser monolítico, com a hegemonia do setor mais conservador e afinado com o que o prefeito sempre representou.

Fica claro também que tem um 1º Ministro, reservando-se ao prefeito o papel de um presidente, no regime parlamentarista. Com outras palavras, ou mesmo “papo reto”, quem governa e controla o dia a dia é Antônio Carlos Vieira, que mais uma vez ampliou seu espaço.

Os caciques da câmara, a quem cabe aprovar a reforma administrativa, serão os fiadores dessa nova formatação ou engenharia de governo. Este aval será dado mediante o crescimento da influência dos vereadores nas decisões político-administrativas, mais atentas a realidade eleitoral.

O governo, destrambelhado, gastou grande parte do seu cacife político e resta pouco tempo para acertar. Estamos em junho e 2020, ano de eleição, está quase batendo a porta.

Acerta agora ou não acerta mais.

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PEQUENAS DOSES

  • Na coletiva de imprensa, coordenada pela jornalista Mônica Marins, na prefeitura de Cabo Frio, ficou clara a ascendência do secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira. Em determinado momento, interrompeu o prefeito, que estava falando sobre a secretaria de educação, tomou a palavra e disse que preferia falar sobre assuntos positivos.
  • O imbróglio entre Adriano Moreno, Antônio Carlos Vieira e o ex-secretário de educação Cláudio Leitão promete muita notícia para a mídia. Deve fazer a alegria das bancas de advocacia de Cabo Frio e Rio de Janeiro.
  • Na coletiva, o prefeito disse que o então secretario de educação, Cláudio Leitão, fugiu ao estabelecido no início do governo e inchou a secretaria, em cerca de mil funcionários. Adriano Moreno disse que a nova secretária de educação, Márcia Almeida, está fazendo o levantamento, porque a educação tem RH próprio.
  • A reforma administrativa cria a secretaria institucional de governo, ocupada por Antônio Carlos Vieira, que vai concentrar grande parte dos poderes do Palácio Tiradentes. Na fazenda fica Clésio Guimarães Faria, nome ligado ao ex-prefeito Marquinhos Mendes.
  • Deveria espantar, mas não espanta a rotina com que as autoridades municipais maltratam a Língua Portuguesa. A julgar pela infinidade de contas contraditórias apresentadas, com a Matemática acontece problema idêntico. Este é o Brasil que se julga antenado com o futuro.
  • Os que trabalham contra a Educação, a Ciência e acreditam que os avanços tecnológicos são fruto das adivinhações de Olavo de Carvalho, o “Astrólogo da Virgínia”. O discurso de Barack Obama, em São Paulo foi um discreto “puxão de orelha”.
  • São tantos os cabofrienses que participaram da eleição suplementar, que elegeu Vantoil Martins, prefeito de Iguaba, que a taxa de desemprego em Cabo Frio deve diminuir. O IBGE vai dar aquela conferida.
  • O grande derrotado na eleição de Iguaba foi o PSL, na figura do deputado Sérgio Azevedo Filho, que apostou em Washington Tahin, que amargou o 2º lugar, perdendo por expressiva diferença de votos.
  • A revoada de cabofrienses para Iguaba deve se intensificar nos próximos dias. Segundo os especialistas no assunto, o médico Carlos Victor, irmão do ex-prefeito de Cabo Frio, Marquinhos Mendes, deve ser o novo secretário de saúde de Iguaba.
  • O tal motorista que conseguiu capotar na Ponte Feliciano Sodré, saiu do carro, invadiu o Cemitério Santa Izabel e refugiou-se justamente no túmulo onde está enterrado o ex-prefeito de Cabo Frio, Otime Cardoso dos Santos, o Timinho. O abusado ligou para a família e não esqueceu de carregar para o túmulo a lata de cerveja. Como diria Vovô Bibiu, “durma-se com um barulho desses”. Dá uma crônica sensacional.
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ACABOU A CARA DE PAISAGEM

A reforma administrativa do governo de Adriano Moreno foi construída pelo secretário municipal de fazenda, Antônio Carlos Vieira, conhecido como o mais pragmáticos de todos os secretários.

O que se propaga é que a reforma busca, em meio à crise, assegurar a governabilidade da prefeitura de Adriano Moreno, envolvida em seguidas crises, talvez mesmo de ordem existencial.

Segundo colocado na disputa eleitoral, o grupo político que subiu ao poder para um mandato tampão era uma “colcha de retalhos”. Gente de diferentes origens políticas e identidades ideológicas ocupavam a administração: os choques, inevitáveis.

Ao longo dos últimos meses bolsonaristas (extrema direita), liberais, marxistas do PC do B e até anarquistas ocuparam postos decisórios no governo. É óbvio, que não poderia dar certo, porque as propostas são profundamente diferentes.

É uma ilusão imaginar que essa salada ideológica poderia resultar na eficiência tão difundida e pretendida pelo governo. Logo os conflitos começaram a eclodir. A luta pela hegemonia e estabelecimento das prioridades nas políticas públicas municipais paralisaram o governo.

A reforma dá a prefeitura perfil bem mais conservador, com o domínio político dos setores mais atrasados, onde as questões sociais perdem espaço.

É a busca da estabilidade e unidade dentro do conservadorismo. Afinal, Adriano Moreno abandona sua cara de paisagem e assume sua verdadeira identidade: mesmo correndo por fora, um conservador.

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