SEBO DO LANATI

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GOVERNO SEM RESPEITO A EDUCAÇÃO

O Blog do Totonho (www.blogdototonho.com.br) compartilha da imensa indignação contra esse governo, que falsificou o discurso de campanha e com incompetência e desrespeito desgoverna Cabo Frio. Todo apoio aos profissionais da educação.

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ADRIANO E OS AMIGOS NA CAMPANHA!

 “Eles acumularam fortuna durante os últimos 20 anos e acham que o povo será comprado nas próximas eleições.
Eu acumulei amigos, idéias, propostas e muito trabalho sério. Vamos compartilhar e mostrar nossa força.
Compartilhe e marque aquele seu amigo que ainda não conhece o nosso projeto. Isso é muito importante neste momento.

E agora, o que tem a dizer?

Tem gente que sumiu, até viajou e voltou e não fala mais no assunto. Se bobear diz que nem conhece o tal de Adriano. Frustrados, falam mal da política e dos políticos, mas mesmo envergonhados continuam disseminando a desinformação.

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CABO FRIO SUBMERSO

Alagamentos

Os alagamentos foram tantos que praticamente submergiram os bairros de Cabo Frio. Fizeram ressurgir e multiplicar as crateras recém-encobertas na incipiente “operação tapa buracos”.

“Pá de cal”

Os alagamentos em toda a cidade de Cabo Frio, ampliam o desgaste do governo e devem significar a “pá de cal” nas pretensões de reeleição da dupla Adriano Moreno/Cati. O buraco é ainda mais profundo.

PC do B não quer.

Alair Corrêa vem fazendo “caminho fundo” para se filiar ao PC do B e ser candidato a prefeito, mas a direção do partido, municipal e estadual, não permite. O ex-prefeito está inelegível.

Comida azeda

Não convidem para o mesmo jantar o ex-deputado federal Paulo César Guia e o deputado Mauro Bernardo: a comida certamente vai azedar. Desde a eleição de 2018 as relações estão estremecidas

Guarda Municipal & Comsercaf

Os últimos acontecimentos políticos mostram que o governo Adriano/Cati só teme, pra valer, as paralisações da Comsercaf e da Guarda Municipal. O respeito do governo a Lei Orgânica Municipal é nenhum.

Bagunça!

Depois de longo tempo mão-contramão a Rua Meira Jr, centro de Cabo Frio, passou a ser apenas mão direção Centro-Passagem. O problema é que “esqueceram” de colocar a placa sinalizando contramão.

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“POESIA FEIA”

A poesia de Rafael Alvarenga amplia seus espaços em Cabo Frio. Além da Banca Exótica, o “Poesia Feia” está também no Café Pertutti, no centro da cidade. Vale à pena dar aquela conferida.

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NÃO QUERO TOCAR! EU QUERO DESENHAR! José Henrique Nogueira (*)

Os pais que tentaram transferir seus desejos musicais para a filha.

Não me lembro direito o dia que aconteceu, afinal, depois de 12 anos a frente do Espaço Musical 23, acolhi, ouvi e trabalhei diversos desejos, passagens, frustrações musicais que sempre começam com uma boa e necessária conversa. E não foi diferente neste breve caso que vou relatar agora, não fosse o fato de que a menina que marcou o horário para conversar e conhecer o Espaço 23, lá esteve conforme combinado, entrou, trocamos algumas ideias, tocou alguns instrumentos, se despediu e nunca mais voltou. Mas apesar desse rápido encontro, tenho certeza que o trabalho foi muito bem realizado. Uma das melhores aulas da minha vida. Aula boa é aquela que o professor também aprende, se enriquece com o sofrimento e alegrias dos seus alunos, com qualquer faixa etária. Foi assim que aconteceu.

Ela tinha apenas 16 anos e foi ao Espaço 23 depois de um telefonema de sua mãe marcando comigo para que sua filha viesse conversar e conhecer o meu atelier e a proposta. Soube do meu trabalho por intermédio de amigos. Cheguei a perguntar pra mãe se em casa alguém tocava algum tipo de instrumento. Porém a negativa apressada, com certa ansiedade, de certa forma me cortando, na hora me pareceu apenas a pressa dos dias atuais. Mas tal desconforto, sobre minha pergunta: “- em casa alguém toca um instrumento musical?”, só pude entender e decifrar no final desse encontro.

Chegou na hora marcada. Eram 15 horas aproximadamente do mês de Dezembro, o sol estava queimando lá fora e ao entrar percebeu que o ar refrigerado estava funcionando muito bem. Sentou-se na cadeira que eu havia deixado já preparada para ela, o som ambiente escolhido foi Beatles instrumental. 

Sentou-se, e como sempre, começo perguntando se mora perto do estudio, se teve dificuldade de encontrar (meu estúdio é ligeiramente escondido), onde estuda, e aos poucos vou adentrando no tema que a levou a me procurar. A lembrar: a aprendizagem de um instrumento musical; violão ou teclado, pelo menos foi assim por telefone que sua mãe me falou. Aos poucos a conversa já girava em torno da música. Grupos, cantores e Djs que permeiam a juventude. Como recebo muitos adolescentes consigo trocar uma conversa sobre a cultura musical desta faixa etária com certa desenvoltura. Faltava entrar no tema em questão: a aprendizagem de um instrumento musical.

  • Pois então professor, (disse ela) na verdade estou aqui porque minha mãe e meu pai querem muito que eu aprenda um instrumento. 

Até então tudo certo. São inúmeros casos de procura no Espaço 23 para aprendizagem e prática de algum instrumento. De certa forma, como o espaço possibilita o acesso a vários instrumentos, para que o aluno possa entrar em contato, achava até então tudo iria correr tranqüilo não fosse o fato que ela assim que manuseou o violão, depois foi ao teclado e tocou a escala de Dó e por fim foi batería fazer um som livre em suas peças; em todos esses instrumentos ela tocou com muita cerimônia e desconforto. Logo percebi que teríamos um trabalho minucioso e longo pela frente. Nos sentamos e quando eu ia retomar um assunto, ela se antecipou e comentou assim:

  • Professor você já deve ter percebido que estou aqui mais por desejo dos meu país do que o meu próprio. Não tomei a iniciativa, não queria, nunca encostei nos instrumentos dos meus pais que estão guardados lá em casa.

Nesse momento surgia uma outra menina em minha frente. Outras informações estavam surgindo “instrumentos em casa”. Me organizei e me posicionei para deixá-la ao máximo à vontade para ela poder elaborar melhor sua fala.

  • Ah…! Então eles já tocaram, E ainda guardam seus instrumentos em casa. Comentei.
  • Dois instrumentos! Um teclado da minha mãe da época que tocava e o violão do meu pai que também antes de casar ter filhos. Entre eles eu. Tenho um irmão menor professor.
  • Certo, certo, continue 
  • Então. Eu fico assim sem saber o que fazer. Pensa só: Se tocar um instrumentos é tão bom assim, porque então pararam? Porque então eles não vieram para cá no meu lugar. Até entendo o valor da música na vida das pessoas. No colégio onde estudei tocava super bem flauta-doce, mas gostava mais da aula de arte. Gosto mesmo de desenhar. Ficar quietinha, em silêncio rabiscando meus cadernos,

Acho que o leitor já deve ter entendido que o encontro está chegando ao seu final. Os pais não haviam dito nada sobre seus instrumentos, ficando agora claro a pressa da mãe em desconversar este assunto, lá em minha conversa inicial. É muito comum o pai ou a mãe interromperem suas atividades musicais assim que casam. Vários motivos são alegados: falta de tempo, necessidade de trabalho, a insatisfação do(a) companheiro(a). Mas casos assim do casal cessar suas atividades musicais é mais raro. Fico pensando: a música suscita alguns sentimentos e fantasias que muitas das vezes podem ir de encontro a aquela proposta nova de união. Um pacto silencioso que pode trazer questões delicadas ao futuro do casal. Não entrevistei o casal, apenas estou costurando sobre inúmeros casos que aqui atendo de adultos que interromperam suas atividades musicais e que me procuram para reiniciar o contato com seu instrumento. O contato com lembranças prazerosas, com a alegria, fantasias, com o mundo subjetivo que a música oferece pode incomodar. Retomar esses sentimentos através da música pode suscitar, remexer sentimentos que muitas das vezes foram deliberadamente reprimidos, porém inconscientemente guardados com inúmeros afetos e desejos. O caso desses pais, que cobraram da filha, impuseram um desejo que não era dela, de certa forma transferiram para a filha uma parcela de um mundo recalcado, silencioso e velado para o casal, na esperança de aliviar um desconforto de ambos.

Eu não entrei em contato com os pais depois deste encontro. Enviei uma mensagem de texto relatando um pouco do meu encontro com a filha, comentei sobre as observações maduras e sinceras da filha acerca do seu “não desejo” pela música. Achei necessário expor, de forma breve, a reflexão da filha sobre os instrumentos musicais parados em casa, porém não entrei nos detalhes, nem tampouco sugeri que voltassem a tocar.  Agradeci. Me coloquei ao dispor da família. Me despedi. Nunca mais soube deles. Espero que os pais estejam tocando a vida. E a menina…desenhando suas fantasias e desejos. 

(*) Musicoterapeuta 

Mestre Educação Musical

Pós Graduado em Construtivismo e Educação
Diretor do Espaço Musical 23-Rio de Janeiro

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PEQUENAS DOSES

Fundo do poço!

São muitos os sinais de descontrole da administração de Adriano Moreno/Cati: caos financeiro e administrativo, que pode tornar o fundo do poço ainda mais fundo. Se é que esse poço tem fundo!

José Bonifácio: artigo duro contra Adriano.

O ex-prefeito José Bonifácio, indignado com o descalabro da administração Adriano/Cati, particularmente os atrasos no pagamento do salário dos servidores, fez um duro artigo, publicado nas redes sociais da Internet no sábado.

Adriano: novidade desastrosa!

Eleito como uma novidade na política apesar de ser vereador e eleito pelo PP de Alair Corrêa e seu grupo, Adriano Moreno revelou-se incapaz de governar Cabo Frio. Junto com seu “braço direito”, Antônio Carlos Vieira, o Cati, faz um governo desastroso.

Esvaziamento

A manifestação dos servidores da educação foi expressiva, mas não massiva. O governo ao pagar os contratados da educação e a limpeza urbana da Comsercaf procurou conter e esvaziar o movimento.

Folha inchada

O pagamento da folha inchada promete tornar um sacrifício mensal o recebimento dos salários. O prefeito que foi eleito fazendo críticas pesadas a Alair e Marquinhos acaba por se colocar no mesmo patamar de negligência e desrespeito.

O sumo do bolsonarismo

A extrema direita garante que não desistiu da prefeitura de Cabo Frio. Está espremendo o sumo do pior bolsonarismo para conseguir expressão eleitoral e manter candidaturas, que parecem não ter o menor respaldo popular.

Desempenho vergonhoso

Os candidatos da extrema direita estão recebendo pesadas críticas da imprensa carioca em função da composição dos seus gabinetes, na Alerj: para quem fazia a crítica da “velha política” …

Prefeitos sem prestígio.

Os prefeitos da Região dos Lagos estão mesmo completamente desprestigiados pelo governo do estado. Reunião com representante do governador (Simão Sessim) para arrumar asfalto para tapar buracos é o máximo que conseguem.

Representação fraca na Alerj.

A representação da Região dos Lagos, na Alerj é fraquíssima, articulada politicamente apenas com o bolsonarismo e com os gabinetes inchados. Não é por acaso que os municípios não têm prestígio com o governo do estado.

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Tem governo? To dentro! – A saga dos Bento.

Silas Bento quando deputado, na Alerj.

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Fabrício Valadares pode até não assumir a secretaria de assistência social neste momento tão delicado deste governo tão “queimado”. Na subsecretaria, como “sombra” da professora Marta Bastos já está Ilana, esposa de Silas Bento.

Wanderson está escalado para substituir o irmão Vanderlei, na macia poltrona da câmara de vereadores de Cabo Frio. Tem o apoio do Fabrício ou não? O papai Silas vai fazer das “tripas coração” para voltar a Alerj, em 2022.

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Velório de Um Comendador – João Cabral de Melo Neto

I

Quem quer que o veja defunto
havendo-o tratado em vida,
pensará: todo um alagado
coube aqui nesta bacia.

Resto de banho, água choca,
na banheira do salão,
sua preamar permanente
se empoça, em toda a acepção.

A brisa passa nas flores,
baronesas no morto-água,
mas nem de leve arrepia
a pele dela, estagnada.

Talvez porque qualquer água
fique mais densa, se morta,
mais pesada aos dedos finos
das brisas, ou a outras cócegas.

Não há dúvida, a água morta
se torna muito mais densa:
ao menos, se vê boiando,
nesta, o metal da comenda.

Não se entende é porque a água
não arrebenta o caixão:
mais densa, pesará mais,
terá mais forte pressão.

Como seja: agora um dique
detém, de simples madeira,
uma água morta que ele era,
sem confins, mar de água mangue.

                 II

Todos os que o vejam assim,
coberto de tantas flores,
pensarão que num canteiro,
não num caixão, está hoje.

O tamanho e as proporções
fazem o engano mais perfeito:
pois é idêntico o abaulado
de leirão e de canteiro.

Nem por estar numa sala,
está essa imagem desfeita:
se em salas não há jardins,
há contudo jardineiras.

E só não se enganaria
nem cairia na imagem,
alguém que entendesse muito
de jardins e reparasse:

que a terra do tal canteiro
deve ser da mais salobre,
dado o pouco tempo que abre
o guarda-sol dessas flores

com que os amigos que tinha
o quiseram ajardinar,
e que murcham, se bem cheguem
abertas de par em par.

Na verdade, as flores todas
fecham rápido suas tendas.
A não ser a flor eterna,
por ser metal, da comenda,

que, de metal, pode ser
que dure e nunca enferruje.
Ou um pouco mais: pois parece
que já a ataca o chão palustre.

                 III

Embarcado no caixão,
parece que ele, afinal,
encontrou o seu veículo:
a marca e o modelo ideal.

Buscava um carro ajustado
ao compasso do que foi;
mais ronceiro, se possível,
que os mesmos carros-de-boi.

Mais dos que achava dizia
perigosos de se usar.
Igual dizia dos livros
e das correntes-de-ar.

E agora tem, no caixão,
esse veículo buscado;
não é um carro, porém
é um veículo, um barco.

O que buscava, queria
sem rodas, como este mesmo;
rodas lhe davam vertigem
senão em comenda, ao peito.

E isso porque quando via
qualquer condecoração,
se bem de forma rebelde,
de cusparada ou explosão,

via nela só o metal,
a âncora a atar-se ao pescoço
para não deixar que nada
se mova de um mesmo porto.

Morto, ei-lo afinal que encontra
seu tão buscado modelo:
o barco em que vai, parado,
não tem roda, é todo freios.

IV

Está no caixão, exposto
como uma mercadoria;
à mostra, para vender,
quem antes tudo vendia:

antes, abria as barricas
para mostrar a qualidade,
ao olfato do freguês,
de seu bacalhau, seu charque;

ou com gestos joalheiros
espalhava no balcão
para melhor demonstrá-las
suas gemas: milho, feijão;

e o que se julga com o tato,
fubás, farinha-do-reino,
ele mostrava escorrendo-os,
sensual, por entre os dedos.

Mostrar amostras foi lema
de seu armazém de estiva.
e eis que agora aqui à mostra
o mercador mercadoria,

mesmo com essa comenda
no peito, a recomendá-lo,
e é nele como a medalha
de um produto premiado,

e assim acondicionado
como está, em caixão vitrina,
bem mais fino que os caixotes
onde mostrava as farinhas,

mesmo com essa comenda
e essa embalagem de flor,
eis que ele, em mercadoria,
não encontra comprador.

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