PEQUENAS DOSES

  • O ex-secretário municipal de educação, Cláudio Leitão, entregou ontem na câmara as denúncias contra o governo de Adriano Moreno. A tendência é jogar água na fervura ou pegar fogo?
  • Cláudio Leitão, esteve na câmara acompanhado pelo cineasta e artista plástico mineiro-cabofriense José Sette. Deixou a documentação, mas não encontrou nenhum vereador para a entrega pessoal.
  • Assembléia realizada pelo Sepe Lagos votou pelo fim da greve. Os professores, em função da crise, fizeram uma assembléia massiva e aprovaram a pauta de reivindicações, que foi negociada com o governo de Adriano Moreno e a nova secretária de educação, Márcia Almeida.
  • A assembléia decidiu adesão à greve geral, que vai paralisar todo o país, em 14 de junho, contra a Reforma da Previdência. Em 23 de maio o Sepe Lagos realiza, na sede do sindicato, a plenária para a organização da participação do Sepe Lagos, na greve geral.
  • O deputado federal Marcelo Freixo esteve em Cabo Frio. O deputado realizou debate no IFF (Instituto Federal Fluminense) e deu entrevista a jornalista Renata Cristiane.
  • A crise econômica não tem dado trégua aos municípios da Região dos Lagos. O mercado imobiliário tanto para aluguel, como para venda anda muito fraco.
  • A calçada lateral, na Rua Francisco Mendes, onde fica a loja da Prolagos, no centro de Cabo Frio, dá bem a medida do cuidado e respeito da concessionária com o povo do município. É só conferir o desleixo.
  • O tal “tratamento a tempo seco” deu o ar de sua graça, com bastante intensidade, nas cidades da Região dos Lagos. Não custa nada lembrar que a Praia do Forte foi atingida com força. Muito mais virá se a sociedade não se mexer.
  • O asfalto da rodovia, que liga Cabo Frio a São Pedro da Aldeia, é no mínimo, deprimente. A pavimentação está toda irregular e cheia de buracos, além das famigeradas lombadas eletrônicas.
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UMA QUESTÃO DE BITOLA

A hegemonia da tradição judaico-cristã e a licença poética permitem, em meio ao dilúvio, que o velho Noé e sua barba branca, acompanhado da família e seus inúmeros bichos, tenha sido observado navegando pela Laguna de Araruama, encapelada.

O dono da velha Arca, serpenteando ao longo do Canal do Itajuru, fruto da engenharia belga-francesa de Eugene Steveaux e Leger Palmer, em direção a antiga Boca da Barra.

O velho rabugento lambendo as águas da Praia do Forte, que os antigos teimam em chamar Praia da Barra, rumo ao Atlântico Sul, seguindo os pássaros lá pelas costas da África.

Muito antes da devastação da restinga e da ocupação urbana descontrolada, a água era pouca, mas boa. Longe desse tsunami de esgoto que contaminou o solo e torna imundas as águas da laguna, sem que os “gênios da lâmpada” tenham conseguido explicar a genial idéia do “tratamento a tempo seco”.

Afonsinho, o “numerólogo”, depois de 3 conhaques no Bar do Jair conceituou: “é uma questão de bitola”, fácil para o nosso matemático de plantão:

“O mesmo cano recebe o esgoto e a água pluvial. Quando chove e a chuva é torrencial, a bitola do cano não suporta. Misturado a água da chuva o esgoto inunda as águas da laguna. Com maré cheia, alaga a cidade também”.

Entendeu ou quer que psicografe?

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PEQUENAS DOSES

  • O ex-secretário municipal de educação, Cláudio Leitão, garantiu ao Blog do Totonho que na segunda, no máximo terça-feira, os vereadores terão farta documentação para exercer a fiscalização sobre o governo de Adriano Moreno. O que será?
  • Após o fim do impeachment do prefeito, enterrado pela câmara municipal, aumentaram os rumores e boatos sobre a sucessão. José Bonifácio Novellino, Leandro Cunha, Rafael Peçanha, Sérgio Luiz Azevedo e Mauro Bernard, inclusive o do próprio prefeito, estão nesta lista.
  • Antes que alguém questione, o Blog do Totonho explica: o ex-prefeito Marquinhos Mendes está inelegível e pode pegar mais oito anos de “pendura” caso a câmara não aprove suas contas.
  • Os dois últimos, os deputados Sérgio Luiz Azevedo e Mauro Bernard foram eleitos na onda ultra conservadora, que levou Bolsonaro e Witzel ao poder. Resta saber qual o poder de fogo eleitoral da dupla com o fracasso do bolsonarismo. Manterão os eleitores ou derreterão com as águas do “dilúvio” que se abateu sobre Cabo Frio?
  • As deprimentes e vergonhosas práticas do MBL e dos robôs do Bolsonarismo, com notícias falsas, criação de escândalos, ataques a honra, destruição da imagem de figuras públicas, ganharam espaço na política de Cabo Frio. Pena! O nível foi bem melhor.
  • O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART) e as secretarias municipais de cultura e turismo, apesar dos recursos extremamente limitados, fazem trabalho respeitável. Lamentável que os governos percebam essas áreas como despesas e não como investimentos.
  • A prefeitura de Cabo Frio está se revelando notoriamente lerda, quase incapaz, para resolver os problemas do Hospital da Mulher, sob interdição parcial do Cremerj. Boa parte da oposição também não faz papel melhor, utiliza o drama para promoção política e trampolim eleitoral. Saravá para as mães e seus filhos!
  • Governo e Oposição poderiam dar os braços e sairem pelas ruas de Cabo Frio de cabeça baixa, sob vaias da população, pelo triste papel, que estão fazendo. São anos e anos, que a crise da saúde pública municipal se avoluma, se arrasta, sem que qualquer medida séria seja tomada.
  • As manifestações da extrema-direita em Cabo Frio foram numerosas, contando com a participação de empresários, religiosos e boa parte da classe média. Grande número contribuiu para a eleição de Adriano Moreno, Witzel e Bolsonaro. Hoje, a unidade “foi para o brejo” e as “lideranças” se estapeiam pelas redes sociais e mídia tradicional.

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A CONTA DA EDUCAÇÃO

Quando alguém falar para você que o Brasil gasta dinheiro demais em educação, duvide. Nos dias atuais já não é novidade o crescimento de “especialistas” em reprodução de argumentos simplórios via redes sociais.

Um deles, o mais usado, é que o Brasil gasta em torno de 5% do seu PIB no setor, o que é razão mais do que suficiente para colocarmos um pé no freio. No universo estatístico podemos estar sobrando com relação aos nossos “hermanos” argentinos, chilenos, colombianos e mexicanos, todos abaixo desse percentual. Ou seja, reforça a tese do “gasta muito”. Mas não gasta tanto assim.

Quem conhece e estuda educação sabe que há uma dívida histórica do Brasil com relação ao quesito investimentos. Durante décadas não passamos de três por cento do Produto Interno Bruto, destinado ao setor. Para piorar a situação, a porcentagem ainda varia e nos últimos anos amargamos o decréscimo do PIB, resultado da retração econômica crônica pela qual passamos. Ou seja, temos um passivo ainda considerável e um presente que vai aos poucos perdendo o fôlego.

Mas ao menos mostramos capacidade e intenção de investimentos crescentes. Dados da OCDE estimam que, em média, gastamos na Educação Básica 466 dólares mensais com os alunos. Mas não pensemos que esse dinheiro cobre apenas as necessidades dos estudantes. Nessa conta incluímos o salário dos docentes, o investimento em estrutura educacional, em melhorias nas condições de aprendizagem e em políticas de estímulo a carreira profissional do magistério. Ou seja, uma despesa considerável.

Além disso, cada cidade é uma realidade. Isso significa que para algumas delas, há maiores necessidades de recursos para vencer dificuldades como isolamento, precariedade de acesso, déficit docente, excesso de demanda discente, entre outros.

Como contra-argumentos, muitos se referem à corrupção como a grande culpada. Não é bem assim. Apesar de não termos estudos mais aprofundados sobre essa temática, especialistas afirmam ser a margem de desvios das verbas da educação muito exígua. Isso não nos livra da corrupção em absoluto já que é possível, por exemplo, “inchar” redes ou órgãos gestores da educação para fins eleitorais.

Agora, se gastamos mal é porque somos tecnicamente ainda muito despreparados nas secretarias de educação. Isso sem falar na necessidade de aumentar a margem de investimentos seja dos repasses federais ou da complementação de estados e municípios, o que em tempos de crise não é algo tão simples.

O argumento de que o Brasil gasta mais com o Ensino Superior do que com a Educação Básica também não é verdadeiro. O desmonte contemporâneo do ensino público de terceiro grau é uma maldade que enviesa o ultraliberalismo e o chauvinismo governamental.

Para começo de conversa a métrica não é simples. Há sobreposições na fórmula que partilha as responsabilidades pelo financiamento educacional e, via de regra, o conjunto de repasses tende a ser visto como “farinhas do mesmo saco”.

Na verdade, temos cerca de trezentas instituições públicas de ensino superior no Brasil que englobam menos de dois milhões de alunos. O fato dos investimentos no setor chegarem a 1,2% do PIB precisam ser melhor traduzidos no que é absolutamente necessário a qualquer país que pretenda alçar a autonomia, a saber, gastos com bolsas de estudos, financiamento de pesquisas, custeio estrutural e investimentos em inovação.

Sabendo que o setor privado de ensino superior responde por aproximadamente 75% da demanda educacional e onde é raro praticar com afinco a pesquisa e a extensão, alem da remuneração docente como “horistas” (algo que dificulta muito a vida acadêmica em comparação à estabilidade dos pares em institutos públicos), precisamos pensar bem o tipo de modelo que queremos, caso seja nossa meta o status de produtor de ciência e tecnologia.

Mas ao que parece, o desejo que se vislumbra no Brasil é o de fazer, de Educação Básica a Superior, um imenso “escolão” de má qualidade e atrelado de modo escalonado a um mercado de trabalho cada vez menos disposto a remunerar com dignidade a classe trabalhadora. E esse modelo envernizado com a sobreposição do moralismo torpe e a negação do pensamento racional, tem todos os indícios de que vai produzir um estrago considerável.

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FREIO DE ARRUMAÇÃO

Até mesmo os cabofrienses mais tranqüilos e amáveis, que não deixam seduzir pelo radicalismo político provinciano, estão inquietos. A cidade cai aos pedaços e sob qualquer ângulo de análise.

Não cabe aqui tornar o atual prefeito o inimigo público nº 1, mas também não merece a isenção, com aquela cara de paisagem que sempre o caracterizou. Ao menos nos últimos acontecimentos mostrou que o sangue esquenta nas veias: menos mal!!

As últimas décadas, a partir da enxurrada dos royalties do petróleo, assistiram o inchaço sem medidas e descontrolado da ocupação urbana. Desenvolvimento e planejamento ficaram circunscritos ao dicionário e a letra morta de leis, que nunca saíram do papel.

Nadando em dinheiro, a elite política municipal, abandonou por completo o olhar para o desenvolvimento sustentável e desperdiçou bilhões (bilhões mesmo) através de ralos, até hoje, bem mal explicados e nunca vedados.

Hoje, a cidade repleta de vícios, parece incontrolável e de governo a governo aprofunda sua crise institucional, sócio-econômica e política: muitos moradores estão prestes a desistir, fazer suas trouxas e procurar lugar melhor para viver.

Há muito Cabo Frio precisa de um “freio de arrumação”, aquele que o motorista aplica no coletivo quando o ônibus está lotado, mas ainda tem gente para entrar.

É por aí!!!!!!!!!!!!!!!

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PEQUENAS DOSES

  • Cabo Frio e suas peculiaridades: o ex-vereador, ex-secretário de Alair Corrêa (inclusive de saúde), várias vezes candidato a prefeito, um dos líderes do bolsonarismo na cidade, é agora radialista: Dirlei Pereira. Faz violenta oposição ao governo do também conservador, Adriano Moreno.
  • Como diria o sensato Vovô Bibiu, também conhecido como Manoel Lopes da Guia, o homem do obelisco, da Praça Porto Rocha: “durma-se com um barulho desses”. Se fosse vivo não deixaria passar essa: “governar Cabo Frio não é para amadores”. Leu, Adriano Moreno?
  • Conforme o esperado, a Câmara rejeitou abrir o processo de impeachment contra o prefeito Adriano Moreno. As mudanças estratégicas feitas dentro do governo contribuíram para os doze votos, que impediram a ampliação da crise.
  • A presença de Luis Geraldo, na presidência da câmara, com seu estilo moderador, associado ao atendimento as reivindicações dos vereadores, dá ao governo municipal a certeza que o legislativo pode ser o oásis em meio ao implacável deserto.
  • Habituais figuras do entorno da câmara municipal já chamam o vereador Luís Geraldo Azevedo como o “Acyr Rocha contemporâneo” ou “Acyr de sapato novo”. Seria o reconhecimento a habilidade política do presidente da Casa.
  • Quais seriam então os vereadores que completariam “A Trinca” antes formada, nos velhos tempos, por Acyr Rocha, Aires Bessa e Antônio Carlos Trindade? O Blog do Totonho aceita sugestões.
  • O “Bar do Jair”, comandado por Jair Cabral, na Rua Rui Barbosa, tem a maior concentração de cabofrienses por metro quadrado. No momento, encontra-se desfalcado do professor aposentado José Américo Trindade, o Babade: sem cachaça, foi parar em Ilhéus, na Bahia.
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O DILÚVIO

As mudanças climáticas e o conseqüente aquecimento global despejaram sobre Cabo Frio o maior dilúvio dos últimos tempos. A cidade está alagada e encharcada, quase cumprindo a previsão da pitonisa Meri Damaceno, que disse que os cabofrienses ainda iriam usar as escadas do Charitas para mergulhar.

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GESTÃO DE ORDEM, COMPETÊNCIA E DEMOCRACIA.

As manifestações contra o sucateamento da Educação pelo Governo Bolsonaro acontecidas por todo o país acabam por nutrir de esperança os brasileiros.

Em Cabo Frio ganharam corpo entre os jovens, estudantes em sua maioria, mais dispostos a luta, que os seus professores, ainda bastante tímidos.

A cidade tão maltratada, ouviu além das fofocas e do disse me disse. O cotidiano, começa a se dar conta da voz das ruas, cansadas da manipulação de gente sem o menor compromisso com a democracia.

O tsunami do bolsonarismo começa a regredir e vai desembocar naquela minoria exacerbada, de extrema direita, que voltará ao seu devido lugar, o lixo da história. Mesmo numa cidade, que vive profunda crise de identidade como Cabo Frio.

Quem esperava surfar na onda conservadora perceberá, que gradativamente, vai se transformando em marola chinfrim. O ‘out sider’ da vez, o prefeito Adriano Moreno e seu grupo estão experimentando na pele esse recuo político.

Cabo Frio e sua população precisam parar de sofrer. O município precisa de “gestão de ordem e competência” sobre uma “agenda que reflita, em seu conjunto os anseios básicos da sociedade”.

E sempre em meio a muita liberdade e democracia.

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PEQUENAS DOSES

  • O ex-prefeito José Bonifácio não deixou por menos e foi ao lançamento do novo livro de Nelida Piñon, “Uma Furtiva Lágrima”. José Bonifácio é um dos raros políticos que amam literatura. Saravá!
  • Como até os analistas de bar e cafezinho previam, a tentativa de abertura de processo de impeachment contra o prefeito Adriano Moreno foi rejeitado pela câmara.
  • A abertura do processo de impeachment abriria uma crise sem precedentes para o governo e apesar do desgaste do prefeito, não há clima político para tanto.
  • O vai e vem da interdição do Hospital da Mulher mostra como faz falta articulação e interlocução política ao governo de Adriano Moreno. O “fechamento” do hospital foi “mamão com açúcar” para a oposição.
  • A gerência política do governo estava nas mãos de Eduardo Monteiro (Duca), que, como Cláudio Leitão, também esbarrou na onipotência do secretário de fazenda, Antônio Carlos Vieira (Cati).
  • A substituição de Eduardo Monteiro pelo vereador Miguel Alencar ainda não gerou os frutos esperados. O governo continua apanhando nas redes sociais e na mídia tradicional.
  • A substituição da dupla Leitão/Alvarenga por Márcia Almeida, deverá trazer uma gestão mais tradicional e afinada com a pedagogia do Edifício Lila. Basta observar o “andar da carruagem”. A nova secretária é bem mais técnica que política.
  • O Cidadania deve ser a opção político-partidária de Cláudio Leitão, embora namore o PDT. Até mesmo um possível retorno ao PSOL, partido pelo qual foi candidato a prefeito. Nada disso será resolvido antes de uma viagem a Portugal.

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‘AS ARMAS E OS BARÕES ASSINALADOS’

A crise intestina existente na prefeitura de Cabo Frio não inibe o jogo político nos corredores da câmara. Em andamento, ao mesmo tempo, a decisão sobre as contas rejeitadas do ex-prefeito Marquinho Mendes e o pedido de abertura de processo de impeachment do prefeito Adriano Moreno pelo vereador Rafael Peçanha.

O ex-prefeito circula de gabinete em gabinete para conseguir os doze votos necessários para reverter à decisão do TCE-RJ de rejeitar as suas contas. Segundo os rumores, cada vez mais audíveis, o ex-prefeito estaria cobrando dos vereadores fidelidade em função das benesses cedidas no passado.

É nesse mar revolto, onde passado e presente se misturam, que começa a navegar o processo de impeachment do prefeito Adriano Moreno, que precisa de nove votos para seguir adiante.

O clima no legislativo, segundo alguns vereadores com grande capacidade de articulação, indica que as possibilidades de sucesso de um processo político dessa natureza, de conseqüências gravíssimas, são reduzidas.

Membros do “Baronato do São Bento” dizem, que estão tranqüilos e que a fragilidade das denúncias é perceptível, contribuindo para o fracasso da iniciativa.

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PEQUENAS DOSES

  • Cabo Frio vive o rescaldo da crise que envolveu o prefeito Adriano Moreno, o secretário de educação Cláudio Leitão, a subsecretária Denize Alvaorenga e o secretário de fazenda, Antônio Carlos Vieira.
  • As acusações feitas pelo ex-secretário Cláudio Leitão na entrevista coletiva foram graves, levadas ao Ministério Público e logo rejeitadas pelo prefeito e pelo secretário de fazenda. Essa história terá ainda muitos desdobramentos.
  • Observadores da vida política cabofriense são unânimes em afirmar que a saída da dupla Leitão/Alvarenga, da Educação, fortalece a figura de Antônio Carlos Vieira, o Cati, oriundo do mercado financeiro: educação X mercado.
  • Vitorioso dentro do governo municipal o secretário será muito mais cobrado, exigindo-se da administração aquilo que ainda não revelou: agilidade e transparência.
  • A saída de Cláudio Leitão, habitual frequentador dos cafés no centro de Cabo Frio, deixou chorosos muitos dos amigos, que compartilhavam diariamente de animado bate-papo. Conhecido tabelião, ligado aos esportes e a defesa do meio ambiente, acabou por não emplacar alguns projetos de importância para a prefeitura.
  • A nova secretária municipal de educação, Márcia Almeida, é prima do ex-deputado federal, Paulo César Guia Almeida, que quer voltar a Brasília: gostou dos ares do planalto central.
  • Silas Bento, continua interessado em manter o seu feudo eleitoral na cidade, mas tomou um susto quando o prefeito Adriano Moreno recebeu o deputado Samuel Malafaia, irmão do pastor de extrema direita, Silas Malafaia. Ocupação de espaço?
  • Aposentado, o professor José Américo Trindade, o Babade, não abandonou o debate político, mas na primeira oportunidade viaja com Eloisa. O casal se encontra am Ilhéus. Chique demais!
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ADRIANO, O BREVE?

O fim da gestão da dupla Leitão/Alvarenga na secretaria municipal de educação pode ser considerado quase uma tragédia para setores da esquerda. Sentimento bem diferente dos que navegam entorno da liderança de Marquinhos Mendes, alguns já encastelados em postos chave do Governo Adriano Moreno.

A maior parcela defende com “unhas e dentes” o ‘establishment’ que dá cor e sentido as suas vidas e para os mais espertos a sobrevivência e até mesmo a prosperidade, no sentido mais amplo do termo.

Ora, a eleição do médico ortopedista Adriano Moreno, foi “fora de série” ou “ponto fora da curva” e nesse sentido representou um abalo do ‘establishment’ político de Cabo Frio. Os abalos sísmicos, porém, limitaram-se ao processo eleitoral.

O governo esqueceu que o tempo é curto e no seu caso, curtíssimo. Paralisado pelas contradições internas a administração não anda. Os problemas de gestão, de uma cidade esquálida por mais de duas décadas de exploração impune, se acumulam e se multiplicam.

O passar de olhos pelo quadro político da administração municipal percebe-se que as áreas mais conservadoras, que tinham peso no governo, agora são claramente hegemônicas.

De que maneira esse domínio vai se expressar no dia a dia da cidade? Os conservadores conseguirão destravar a administração? Governarão para quem? Quais as parcelas da sociedade mais beneficiadas?

As respostas a essas indagações não são tão simples, mas definirão a maneira como o prefeito e o seu governo serão lembrados.

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PEQUENAS DOSES

  • A entrevista coletiva de Cláudio Leitão, na Remmar, balançou a política de Cabo Frio. O ex-secretário de educação fez inúmeras denúncias contra o governo de Adriano Moreno e, segundo ele, as encaminhou ao Ministério Público.
  • Cláudio Leitão, que foi candidato a prefeito de Cabo Frio pelo PSOL, tem sido alvo de especulações sobre seu destino partidário, mas tem convites do PDT, do Cidadania e até mesmo o retorno ao PSOL.
  • O vereador Rafael Peçanha apresentou o pedido de impeachment do prefeito Adriano Moreno. Dentro do mundo político muita gente considerou o vereador precipitado. A evolução dos acontecimentos dirá se ouve ou não precipitação do vereador.
  • Após a saída da dupla Leitão/Alvarenga acredita-se que a Câmara estará mais calma e domesticada em relação ao governo municipal, particularmente os vereadores ligados a Marquinhos Mendes.
  • O ex-prefeito José Bonifácio aniversariou ontem e pode avaliar o seu prestígio político e pessoal. A caixa postal quase ficou bloqueada pelo grande número de amigos a lhe abraçar.
  • A atriz e artista plástica Nica Bomfim está no auge da felicidade: sua filha Bebel Mesquita acabou de casar e os seus bonecos fazem o maior sucesso no meio artístico. A criação mais recente foi o boneco de Chico Anysio na pele do Professor Raimundo.

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