OI TOTAL?

Oi Total????

Toda a equipe do governo de Marquinhos Mendes está sendo, gradativamente incorporada, ao governo da dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira. Tudo leva a crer que o “balão de oxigênio” abrange todas as partes envolvidas. Vão ser preciso muitos royalties para dar conta da folha de pagamentos.

Vai sobrar para os aposentados?

Do jeito que a folha está inchando e sabendo-se que a arrecadação sempre dá aquela queda no 2º semestre, fica aquela pergunta que todo mundo quer fazer: vai dar para pagar a todo mundo ou mais uma vez vai sobrar para os aposentados e pensionistas?

Chega de enrolação.

O secretário da fazenda Clésio Guimarães vai precisar de muita lábia para tentar enrolar, aqui e ali, os sindicalistas. O servidor da prefeitura tem sido maltratado pelo esquema político de Adriano Moreno e dificilmente as lideranças vão tolerar contínuos atrasos no pagamento dos salários

Quanta conversa!

Muita gente está curiosa para saber o quer o prefeito Adriano Moreno tanto conversou com a “Família Ariston”, garbosa proprietária da Rádio Litoral. É sempre bom lembrar que a “Família Ariston”, nos governos de Anthony Garotinho e Rosinha, tinha muita influência no estado, inclusive na Fetransport.

O Muro das Lamentações.

Em busca de apoio, a dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira está refazendo os “Caminhos de Marquinhos Mendes”: a mídia embevecida agradece e acena, pedindo mais carinho e se possível aquele “chorinho”. Para aqueles que ouviram a pregação do fim da “velha política” e se mantiveram céticos, uma pequena risada no canto da boca. Para quem acreditou, o “muro das lamentações”.

José Bonifácio no Café.

Esta semana o ex-prefeito José Bonifácio Novellino visitou o Café per Tutti e pode registrar a descontração do lugar. Aproveitou para perguntar e ouvir do ex-secretário de educação Cláudio Leitão uma espécie de relatório sobre sua passagem na pasta durante o governo de Adriano Moreno.

Quem te viu. Quem te vê!

Alguns amigos mais chegados manifestaram preocupação com as mudanças acontecidas no espírito do professor José Américo Trindade, o Babade: abandonou o sabão grosso e adotou sabonete especialíssimo para a pele e por último encomendou perfume francês de alta linhagem. Quem te viu. Quem te vê!

Vernissage de Alexandre Magalhães

Alexandre Magalhães Gonçalves faz sua primeira vernissage, no dia 16, a partir das 20 horas. O evento acontece no Espaço Cultural Alternativa na Rua Raul Veiga, 735, no centro de Cabo Frio.

MANIFESTO EM QUATRO CORES – Manoel Justino.

Meu alento, e de que,
ainda, que numa esfera imaterial
possamos semear perspectivas
que possam derrotar o mal, e seus provedores

Eles insistem, na não, aceitação
de direitos de igualdade.

Eles quem??
– Os que são feitos cães ferozes,
que trocam vidas, por papel moeda

Eles impostores, 
dos filhos da nação

Eles,
ditos Supremos, Superiores
mas, de poderes corroídos

Eles que fecham às portas da verdade, e 
se juntam aos que mancham a Faixa de quatro cores.

Eles que usam pomposas capas e, 
sobre elas, escondem
suas faces, possuidoras do impróprio.

CHEGA DE BALBÚRDIA!

Chega de balbúrdia!

Clésio Guimarães assumiu a secretaria municipal de fazenda. A população, especialmente os servidores, espera que, finalmente, as finanças da prefeitura sejam colocadas em ordem: chega de balbúrdia, Cabo Frio não merecia tamanha incompetência: é preciso afastar, ao menos diretamente, o capital financeiro, da coisa pública.

Cadê a grana dos aposentados?

A Comsercaf recebeu, mas os aposentados do Ibascaf ainda não viram o “faz-me rir” tão merecido depois de tantos anos de serviços prestados ao município. Embora a Lei estabeleça prioridade para os aposentados, esses acabam ficando por último. Por acaso a prefeitura de Adriano Moreno teme alguma balbúrdia?

“Chorando pitangas”

O ato público do Sepe Lagos está marcado para amanhã, quarta-feira, embora tenha acontecido manifestação e reunião com o prefeito, após a entrevista de Adriano Moreno, na Rádio Litoral. Segundo alguns participantes o prefeito aproveitou a oportunidade para mais uma vez “chorar pitangas” e criticar a dupla Leitão/Alvarenga, que dirigia a secretaria de educação.

“Dividir para dominar”

Evidente que o governo municipal está trabalhando politicamente no sentido de dividir o movimento dos professores e também dos aposentados e pensionistas do Ibascaf. O estímulo as críticas a atuação da dupla Leitão/Alvarenga tem justamente esse sentido.

“Engana mamãe”

A dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira trabalha no sentido de “afinar a orquestra”, ou seja, quem “desafinar” ou “cantar fora do tom” será imediatamente defenestrado. O tal governo, que dava liberdade aos secretários acabou ou existiu apenas como uma figura de retórica para atrair o setor progressista, que durante o processo eleitoral se engajou na campanha. É o maiô “engana mamãe”.

“Balão de oxigênio”

Da mesma maneira que o governo Bolsonaro tem sido obrigado a ceder ao “centrão” para poder sobreviver, o governo da dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira foi obrigado a se aliar ao grupo político, cuja origem é Marquinhos Mendes. Essa aliança é o “balão de oxigênio”, que permite ao governo, que estava em estado terminal, respirar e sobreviver: até quando, ninguém sabe.

O caráter conservador.

O governo de Adriano Moreno assumiu com clareza seu perfil direitista e obviamente conservador. Alguns setores não são sequer da chamada direita civilizada e defendem o “bolsonarismo” neofascista e neoliberal com “unhas e dentes”. Este é o núcleo duro de Adriano Moreno, que na época da campanha inviabilizou a aliança com o PDT e deixou “cair no colo” do PC do B o cargo de vice-prefeito.

O PC do B e a opção conservadora.

O PC do B continua dentro do governo de caráter extremamente conservador, contrariando a orientação nacional do partido, que tem formalizado as alianças, no campo progressista, especialmente com o PT. A dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira tem se aproximado de figuras políticas do “centrão” e até ainda mais a direita. É uma “contradição pragmática”.

O pragmatismo do PC do B.

O que quer o pragmatismo do PC do B, em Cabo Frio, mantendo a aliança política com o governo municipal? A resposta parece óbvia, aproveitar-se da “máquina” para eleger ao menos um vereador, tarefa extremamente complicada caso não seja modificada a legislação que proíbe coligações nas eleições proporcionais. É uma aposta muito arriscada, que pode derrubar o partido no município por muitos anos.

Papo, informação e debate.

Os cafés continuam a ser locais de bate papo, muita informação e debate político. O “senadinho”, de frente para o Canal do Itajuru, virou uma dissidência da direita, que, digamos assim, se distancia do governo Adriano Moreno. Outros pontos abrigam setores mais heterogêneos da sociedade como o “Parada Obrigatória” e o “Café per Tutti” onde todos dão o “ar da graça” e acima de tudo ampliam as amizades e se divertem.

QUESTÃO DE TALENTO!

Questão de talento.

O comportamento do grupo político que rodeia Adriano Moreno é bastante semelhante ao adotado pelo então prefeito Alair Corrêa. A diferença está no talento histriônico do “velho morubixaba”, bem mais inteligente que o seu pupilo, que em algum momento se desgarrou e partiu para carreira solo.

Alair: poder monocrático.

Alair também nunca dividiu o poder, mesmo com aqueles mais próximos. O “velho morubixaba”, extremamente centralizador nunca permitiu que o leme escorregasse de sua mão: gostava do poder. Adriano Moreno construiu a República do Edifício das Professoras onde o poder é dividido com o velho parceiro Antônio Carlos Vieira.

Sem rachar a base sindical.

Logo ali na esquina está o ano eleitoral de 2020. É preciso manter o movimento sindical fora da luta partidária e das candidaturas a prefeito. Sempre que o movimento sindical se mistura com partidos políticos acaba por rachar a base e enfraquecer as reivindicações dos trabalhadores.

Sindicatos/Partidos/Eleições.

Sempre tem políticos e partidos tentando se aproveitar dos movimentos sindicais, principalmente quando são vitoriosos. A força de determinado militante e/ou dirigente dentro de um partido depende de sua importância dentro do sindicato: o inverso também é verdadeiro. Muitos sindicatos se enfraquecem quando seus militantes fazem dentro do sindicato a política partidária.

Os deserdados no “senadinho”.

Os deserdados do governo de Adriano Moreno tenderão a constituir um grupo político a parte. Podem acompanhar a candidatura de José Bonifácio ou mesmo a do PSL, esta com grande influência do “bolsonarismo”, o que os aproxima: o problema é que a onda bolsonarista está passando muito rápida. Será Cabo Frio uma exceção ou vai acompanhar a média nacional que prevê decadência da extrema direita?

O ponto de encontro.

O ponto de encontro dos “deserdados” de Adriano Moreno é o chamado “senadinho”, um simpático e charmoso café, a beira do histórico Canal do Itajuru, que os freqüentadores mais jovens e os recém chegados a Cabo Frio teimam em nominar Boulevard: um dia aprendem que boulevard não é exatamente assim.

“O que lindo jardim, ó que jardim lindo …”

Amigo e leitor diário do Blog do Totonho, cabofriense e morador de Niterói, ficou espantado com a degradação a qual sucessivos governos legaram o mais importante e histórico logradouro público de Cabo Frio, a Praça Porto Rocha. Quase sentado, porque mal se consegue sentar nos bancos “modernosos” da praça, ele declamou o poeta popular Agostinho Mergulhão.

Praça Porto Rocha, sem cuidado e respeito.

Reformada de qualquer maneira, no governo de Marquinhos Mendes e imediatamente depredada na administração seguinte de Alair Corrêa, a atual Praça Porto Rocha une péssimo urbanismo a equipamentos urbanos degradados e destruídos. A praça é o exemplo mais cabal da falta de cuidado e amor dos governantes com a cidade.

TUDO POR CAUSA DO CARRO.

Amanhecia e ele descia as escadas correndo. Entrava no carro descalço, deixava os chilenos no chão para não sujar o tapete que lustrava diariamente. Tirava-o do estacionamento e colocava na rua sob a melhor das sombras disponíveis. Então voltava, buscava os chinelos e também o balde d’água, o pano e o aspirador de pó. Limpava o carro com prazer. Quem passava admirava a beleza reluzente do maquinário.

Demorava-se na tarefa e depois ficava na janela do apartamento orgulhoso e atento. Sua esposa, a quem ele não entregava as chaves nem para ir a padaria, odiava o carro. Sentia-se a outra. Por um tempo empenhou-se em encontrar defeitos. Esse farol brilha mais que aquele. Você já reparou que esse capô está empenado? Ele jamais concordava imediatamente. Entretanto ficava encafifado. E no dia seguinte pesquisava sobre, comprava, trocava, gastava, lavava, polia. Vendo isso ela se sentia uma masoquista.

No carro não trazia as compras do mercado “vai que um ovo quebra aqui dentro”, não ia ao centro da cidade “é péssimo pra estacionar e não confio naqueles garotos”, não levava ninguém à praia “areia salgada come o fundo do carro”.

Ela passou a tomar um antidepressivo. Tinha enxaquecas horríveis. Não podia ver o carro, ora seu maior desafeto. A raiva a fez pular as baixas cercas da sanidade.

Roubaram o carro. Disse ele aos prantos ao policial que questionou: Mas não há sinais de arrombamento. As chaves sumiram de dentro da sua casa junto da sua esposa. O senhor já ligou pra ela? Há possibilidade de sequestro?

No dia seguinte ela telefonou de um orelhão. Descontrolado ele prontamente perguntou sobre o carro. A resposta veio dentro de uma gargalhada: Carro… carro não é igual a mãe. É como esposa e marido: dá pra trocar.

Retocou o batom e saiu pela praça. O sol era morno e clareava tudo.

Rafael Alvarenga

Cabo Frio, 30 de julho de 2019

DICA – AGORA SERVE O CORAÇÃO – Nei Lopes.

Debruçando-se sobre o cotidiano de algumas regiões da periferia da cidade do Rio, o carioca Nei Lopes traça um painel ficcional da fantástica mistura de criminalidade, politicagem e intolerância religiosa ali presentes, segundo os jornais. Verdades ou mentiras? 

Na fictícia Marangatu — capital do boato, onde qualquer notícia sem fundamento se espalha e faz vítimas —, na Baixada Fluminense, as escolas de samba, os candomblés e a igreja católica não passam de fantasias: de verdadeiro mesmo, só as organizações criminosas e as centenas de igrejas pentecostais. Essas forças teriam sido unificadas, segundo voz corrente, sob a influência da poderosa Iaiá de Marangatu, mulher “importante, majestosa e invejada”, mas impiedosa com seus inimigos. Mestre em entrelaçar ficção e realidade, Nei Lopes recria neste romance a periferia carioca — suas glórias, orgulhos, sombras e mitos — desde os tempos coloniais até o século XXI, passando pelos anos de chumbo da ditadura militar. 

OS DESERDADOS DE ADRIANO.

Os deserdados de Adriano.

A grande queixa dos deserdados de Adriano Moreno é que aqueles que planejaram, coordenaram e constituíram o motor da campanha ficaram “a ver navios”. Quem, dessa turma, entrou para o governo ficou pouco tempo, afastado em virtude da nova realidade política da cidade.

“Cabos e generais eleitorais”.

São numerosos os exemplos de “cabos e generais eleitorais”, que, por diferentes motivos foram discriminados na nova relação de poder, que se instalou no Palácio Tiradentes. O poder dos “deserdados de Adriano” durou bem pouco tempo: não emplacou sequer um ano.

A pureza foi para o brejo.

A idéia do trio: Adriano Moreno, Antônio Carlos Vieira e Sérgio Ribamar é escolher outro político para polarizar e ganhar a eleição com a “força da máquina” e tudo aquilo que essa expressão possa traduzir. A polarização deve se dar com o ex-prefeito José Bonifácio Novellino, na medida em que os outros possíveis candidatos fazem parte do mesmo arco político e ideológico.

Quem não percebeu e não se adaptou, “dançou”.

Todo aquele discurso da época da campanha eleitoral caiu por terra e não mais faz parte do cotidiano de tão belas figuras da “nova política cabofriense” ou “bolsonarismo enlatado”. Aquela liberdade que o prefeito deu ao secretariado acabou e tem tempo, só não percebeu quem não tem o menor discernimento político, portanto “dançou”.

O “bolsonarismo enlatado”

Os novos tempos do “bolsonarismo enlatado”, que a cidade comprou na eleição, são de “ordem unida” e não tem espaço para quem errar o passo. Os progressistas que apoiaram o bolsonarismo podem espernear, mas cometeram mais um erro de avaliação, talvez pela avidez em chegar ao poder.

Resta a parceria dos amigos.

Da República do Edifício das Professoras (Edifício Lila) só restam dois nomes, o “homem forte” da prefeitura, Antônio Carlos Vieira, devidamente blindado pelo prefeito e o professor de educação física Flávio Rebel, na secretaria de esportes, que não abre a boca para falar de política, dentro do time do “bolsonarismo enlatado”, mas como não é bobo, sempre que pode prestigia Antônio Carlos Vieira.

Contra a criminalização.

Os artistas da SAL (Sociedade de Artistas Livres), que realizaram o “Ocupa Charitas” continuam se mobilizando contra a criminalização de quatro lideranças do movimento, Taz Mureb, Ravi Arrabal Heluy, Filipe Azul Casu e Yuri Vasconcellos. Reclamam da falta de apoio: “O silêncio da militância de Cabo Frio é constrangedor” (Taz Mureb).

Livre expressão! Algumas lideranças da Sociedade de Artistas Livres (SAL) fizeram algumas críticas a uma das postagens da coluna ‘Pequenas Doses’. O blog dá todo o espaço para que essas críticas possam ser colocadas dentro do próprio Blog do Totonho. Por uma questão de espaço é só o coletivo mandar que o texto será publicado

VOCÊ SE FAZ DE IDIOTA Flávio Pettinich.

Você se faz de idiota (e até bate palmas) quando seu presidente enaltece a tortura.
Mas você não é um idiota, você votou nele consciente e democraticamente.
Você se faz de idiota quando aceita as leis impostas contra o futuro dos seus filhos, porém você não é um idiota, você votou conscientemente nos políticos que aprovaram essas leis.
Você se faz de idiota quando os ministros fecham escolas e hospitais, no final das contas você sempre foi um ignorante e fura fila no posto de saúde.
Porém você não é um idiota, você aprova isto porque seu chefe diz que isto está certo Okay? só que você não é um idiota e muito menos sabe falar ou entender inglês.
Você se faz de idiota, quando assiste o país sendo saqueado pelas multinacionais em nome do Liberalismo, que você nem sabe o que é isso, já que você é pobre mesmo, mas, você não é idiota e disso você sabe.
Você se faz de idiota quando o presidente do seu país libera os agrotóxicos sem controle, aprova o porte de armas irrestrito, queima o amazonas para matar os Indígenas, etc. 
só que você não é um idiota, não, você sabe que tem que ser assim nem que ainda não saiba pra que .
E sabe porque você não é um idiota, muito simples, porque na realidade você é um coitado, ou seja você é fruto de um coito que bem poderia ter sido uma punheta. Você não foi desejado nem foi fruto do amor. 
Você só entrou no lugar errado na hora e dia errado.
Você é um coitado, mas pra ser mais claro, você é um CANALHA, que continua a se fazer de idiota, neste momento que a tua mãe morre num hospital sem médicos, neste momento onde um traficante de drogas apadrinha teu filho que não tem mais escolas. Neste momento onde pessoas e animais morrem contaminados por agro venenos legalizados.
Sim, canalha, neste momento, teu sorriso falso de falso idiota mostra claramente quem você é e eu não tenho pena de você.
quero que você viva muitos anos para eu passar pela porta da tua casa e contar para os meus e os teus netos, que aqui vive um sujeito, com câncer, diabético e com Parkinson e todo cagado sem ajuda de ninguém.
Porque se fez de idiota muitos anos e de tão idiota que se fazia, as pessoas foram se afastando. E já viram, pessoas assim são condenadas a serem esquecidas, como acontece com este tipo de canalhas,
Por isso viva muitos anos CANALHA, a história vai te dar a resposta que você merece!
CANALHA! 

DICA – “O MUNDO É AINDA JOVEM” – Domenico de Masi.

Duas décadas depois do best-seller O ócio criativo, Domenico De Masi, uma vez mais em diálogo com Maria Serena Palieri, oferece um instantâneo do tempo em que estamos vivendo, um quadro realista e carregado de esperança, o qual narra, agora, em O mundo ainda é jovem. O ponto de partida é a verificação sociológica do senso de desorientação que caracteriza a nossa sociedade.

Temos “duas certezas irrefutáveis: a primeira é que o mundo no qual vivemos certamente não é o melhor dos mundos, mas é, sem dúvida, o melhor dos mundos que já existiram até hoje. A segunda é que a obra criativa da humanidade está apenas iniciando sua caminhada, e, pela primeira vez na história, cabe a nós dar-lhe continuidade ou interrompê-la para sempre”.

Temas centrais na contemporaneidade, como longevidade, trabalho, engajamento; conceitos de natureza sociológica, como os de classe e gênero, ou mais próprios da psicologia, como medo e felicidade. Um vocabulário indispensável para orientar-se, até politicamente, num cenário em que já vivemos e que, rapidamente, nos lançará desafios sem precedentes.

O mundo ainda é jovem nos instiga a refletir e a decidir sobre os nossos próximos passos.

MERITOCRACIA – Mardônio Gomes de Lima.

Estamos bem próximos de sermos julgados pelos blocos econômicos aos quais fazemos parte pela meritocracia de nossas ações diplomáticas e nossas posturas frente a crimes históricos contra os Direitos Humanos. O Brasil assinou recentemente um acordo com a União Européia que está sob apreciação do Parlamento Europeu.

Um dos países mais influentes para a validação desse acordo é a Alemanha que passou os últimos 75 anos tentando corrigir as sequelas do terror do Holocausto. Áustria, Hungria, França, Espanha, Portugal, dentre outros, condenam práticas e posturas de países favoráveis a ditaduras e práticas de desrespeito à vida e aos tratados aos quais são signatários.

O Brasil está seguindo um caminho muito perigoso quando faz apologia heróica aos crimes cometidos na ditadura militar. Nem a Argentina aceita mais qualquer um que queira ressuscitar os anos de chumbo.

Na contramão de tudo isso, o presidente brasileiro pediu em março deste ano que se celebrasse o 31 de Março de 1964. Ele segue declarando-se um adorador de torturadores e genocidas do regime militar, e agora decide usar de seu posto presidencial para atacar familiares de pessoas desaparecidas na ditadura como se flertasse com a morte alheia como objeto de prazer e deboche.

O único chefe de Estado que o elogia é Donald Trump. Não seria por menos uma vez que o Brasil está em Black Friday para o capital especulatório estadunidense como jamais esteve. Nunca foi tão barato comprar o Brasil!!!

Ariano Suassuna uma vez disse que preferia um Brasil de primeira a um Estados Unidos de segunda.

Eu vejo que esse caminho torpe e perigoso ao qual o país está sendo conduzido, levará nossa sociedade a não só um caos social, mas a um estado político-econômico irreparável.

O fato é que, por mérito, regrediremos 35 anos ao invés de avançarmos 20. Minha esperança nas instituições ainda é a única coisa que me move, pois apesar de tudo, ainda acredito na nossa democracia.

Nunca tive medo de mitos e ídolos, mas sim de onde a mitologia e a idolatria podem nos levar.

QUEM TEM FILHO BARBADO É CAMARÃO!

Desemprego e subemprego.

O desemprego e o subemprego são marcas do inchaço de Cabo Frio nos anos dos royalties do petróleo. O número de carrocinhas e camelôs espalhados pela cidade é imenso. Em alguns trechos da Praça Porto Rocha atravessar a rua e alcançar à calçada é uma proeza: as carroças de milho, churros, pipoca e outros badulaques, bloqueiam as calçadas e o acesso dos pedestres.

Ordenamento X Bagunça

O último prefeito que prometeu ordenar a cidade foi Alair Corrêa. A promessa foi completamente esquecida, praticamente no dia seguinte à posse: a bagunça aumentou. O “velho morubixaba” tratou então de “agasalhar” seus principais “cabos eleitorais” e a sua numerosa “parentada”. A cidade? Permaneceu na bagunça de sempre e continua até os dias de hoje.

A “cara de paisagem”.

Por último esperava-se que o “homem que abominava a política” desse um jeito no caos urbano de Cabo Frio. O rapaz com “cara de paisagem”, emérito discípulo do Edifício das Professoras (Tia Lila deve estar rolando) mostrou, que adora uma politicagem e incapaz na gestão pública. Para sobreviver foi obrigado a entregar a cidade aos grupos que a tem governado há pelo menos 20 anos.

Cadê as auditorias?

Não custa nada perguntar, afinal o distinto público merece explicação e consideração: qual o resultado das inúmeras auditorias internas anunciadas pelo prefeito Adriano Moreno, especialmente a da Comsercaf? Teve coragem de fazer ou foi papo furado? Auditorias independentes foram descartadas, consideradas caras pelo governo. Não teriam elas credibilidade?

Adriano tirou a máscara.

Adriano Moreno disse que era o homem puro da política e que chegaria a prefeitura para mudar completamente a forma de administrar a cidade. A idéia, segundo o prefeito e os seus, premiar a competência, o apuro técnico e o combate as práticas corruptas. Adriano assumiu e passado um ano entregou outro perfil, perfeitamente acomodado a toda sorte de situações que antes criticava com veemência: retornou ao passado.

O “novo” ou o “velho” Adriano.

Por outro lado, o prefeito, que antes encarnava o personagem tímido, quase jeca, sem graça, hoje mudou. Adriano Moreno discursa, diz bobagens aqui e ali (todos dizem), abraça, cumprimenta e incorpora os antigos adversários aos “amigos desde criancinhas” (sem a gracinha do “velho morubixaba”). É o “novo-velho” Adriano! Como vai ficar depois do próximo “liquidificador eleitoral”.

Quem tem filho barbado é camarão.

Com exceção de Antônio Carlos Vieira, blindado pelo governo e de Sérgio Ribamar, que cada vez ganha mais espaço na prefeitura, Adriano Moreno deixou muita gente ao sol e a chuva, na beira da estrada de chão (no sol, a poeira, na chuva, a lama). As reclamações da ingratidão do prefeito correm por toda a cidade, mas parece que o médico ortopedista, que ficou conhecido pelo bom trato aos pacientes, banca o seguinte lema: “quem tem filho barbado é camarão”.

O confronto continua?

O grupo que realizou o “Ocupa Charitas” continua vivo e fazendo oposição ao governo Adriano Moreno e ao secretário de cultura Milton Alencar Jr. Por outro lado, vários segmentos do Movimento Negro declararam apoio ao secretário. Resta saber quanto tempo vai durar esse choque político/ideológico, na área de cultura: parece que muita água ainda tem que passar sob a Ponte Feliciano Sodré.

As diferenças são muitas.

Os grupos da área de Cultura dificilmente deixarão de estar envolvidos com a política partidária, que vai caracterizar o próximo ano, 2020, com as eleições para prefeito e para a câmara de vereadores. Por essas e outras que não serão fáceis movimentos de aproximação, nos próximos meses. Embora os dois grupos sejam teoricamente progressistas, não são homogêneos, e tem anos luz de diferenças políticas.

A polêmica continua.

Segundo um atento observador e participante dos movimentos ligados a cultura da cidade, o Prêmio Luiza Mahin não se coloca contra a SAL (Sociedade de Artistas Livres), porque o evento já estava sendo produzido antes. O leitor continua:

“A SAL nem tem preto de frente, porque eles nem gostam”.

“Acho um tipo de oposição falsa”.

  • O blog esclarece que deu a sua interpretação ao ato, que considerou político.

ESCALADA AUTORITÁRIA Celso Rocha de Barros, na Folha de São Paulo.

Justiça seja feita: se Bolsonaro não tentasse destruir a democracia brasileira, teria praticado estelionato eleitoral. Foi isso que passou a campanha inteira dizendo que faria.

Durante todo o ano de 2018, Bolsonaro repetiu que não reconheceria uma derrota —isto é, que tentaria um golpe de Estado se Fernando Haddad tivesse sido eleito.

Seu filho Eduardo Bolsonaro, nosso futuro embaixador em Washington, declarou que, para fechar o STF, bastariam um soldado e um cabo.

Quando indagado, no programa Roda Viva, sobre seu livro de cabeceira, Bolsonaro citou, às gargalhadas, as memórias falsificadas do torturador Brilhante Ustra, que já havia homenageado na votação do impeachment.

Faltando uma semana para a eleição, com 20 pontos de vantagem sobre o opositor, Bolsonaro discursou dizendo que para a esquerda só restariam o exílio ou a prisão.

Sinceramente, vocês acharam que a Presidência desse sujeito ia ser o quê?

Nesses seis meses, não houve nenhum gesto de moderação. A deputada bolsonarista Bia Kicis propôs revogar a PEC da Bengala para permitir que Bolsonaro nomeasse mais ministros para o STF —um entre vários movimentos extraídos do repertório do ditador húngaro Viktor Orban.

Militares filmaram ostensivamente uma palestra na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência porque o palestrante tinha críticas à política ambiental de Bolsonaro.

O general Santos Cruz foi demitido de maneira humilhante porque entrou em conflito com a extrema direita bolsonarista.

Os ataques à imprensa começaram contra a Folha; prosseguiram —sempre sórdidos, sempre imundos— contra jornalistas do Estado de S. Paulo, da Globo e de toda a imprensa independente.

As universidades estão sob cerco, e toda a máquina governamental brasileira está engajada em uma guerra contra a ciência.

O Brasil passou a votar com a Arábia Saudita na ONU em todas as questões relativas a direitos humanos. Olavo de Carvalho começou a fazer doutrinação de graça para policiais, para a eventualidade de os militares se provarem democratas.

Depois da votação da reforma da Previdência, a escalada autoritária se acelerou.

Convicto de que a elite agora estava devidamente comprada, Bolsonaro tornou-se mais ousado. Os ataques contra Míriam Leitão foram o começo dessa ofensiva.

Mas foi com a guerra à Vaza Jato que Bolsonaro percebeu a possibilidade de destruir a democracia em nome do combate à corrupção. Não há combate nenhum, é claro: há, sim, um acordão para livrar Flávio Bolsonaro, com Supremo, com tudo. Mas, na falta de uma reputação de honestidade própria, Bolsonaro parasitou a de Moro, que, coitado, acha que isso tudo é para defendê-lo.

Como parte dessa escalada, no último sábado, Bolsonaro cruzou uma linha: sugeriu que Glenn Greenwald, fundador do Intercept, havia se casado e adotado duas crianças para não ser deportado, acrescentando que o jornalista poderia “pegar uma cana” no Brasil.

É inaceitável e é mais um esforço bolsonarista de nos fazer cansar sob o peso do nojo.

Quanto antes os brasileiros entenderem que o bolsonarismo odeia tudo que neles é livre, maiores serão as chances de preservarmos a liberdade que nos resta. A escalada autoritária prossegue e é cada vez mais acelerada.

BONIFÁCIO – REUNIÕES PARA DEBATER OS PROBLEMAS DE CABO FRIO.

Sexta-feira, José Bonifácio fez mais uma concorrida reunião na Rua Vitória, no bairro Palmeiras, tendo como tema as obras interrompidas e abandonadas em Cabo Frio, que representam alto custo para o poder público. O ex-prefeito tem reunido número considerável de pessoas para debater os problemas do município.