FREIO DE ARRUMAÇÃO

Até mesmo os cabofrienses mais tranqüilos e amáveis, que não deixam seduzir pelo radicalismo político provinciano, estão inquietos. A cidade cai aos pedaços e sob qualquer ângulo de análise.

Não cabe aqui tornar o atual prefeito o inimigo público nº 1, mas também não merece a isenção, com aquela cara de paisagem que sempre o caracterizou. Ao menos nos últimos acontecimentos mostrou que o sangue esquenta nas veias: menos mal!!

As últimas décadas, a partir da enxurrada dos royalties do petróleo, assistiram o inchaço sem medidas e descontrolado da ocupação urbana. Desenvolvimento e planejamento ficaram circunscritos ao dicionário e a letra morta de leis, que nunca saíram do papel.

Nadando em dinheiro, a elite política municipal, abandonou por completo o olhar para o desenvolvimento sustentável e desperdiçou bilhões (bilhões mesmo) através de ralos, até hoje, bem mal explicados e nunca vedados.

Hoje, a cidade repleta de vícios, parece incontrolável e de governo a governo aprofunda sua crise institucional, sócio-econômica e política: muitos moradores estão prestes a desistir, fazer suas trouxas e procurar lugar melhor para viver.

Há muito Cabo Frio precisa de um “freio de arrumação”, aquele que o motorista aplica no coletivo quando o ônibus está lotado, mas ainda tem gente para entrar.

É por aí!!!!!!!!!!!!!!!

PEQUENAS DOSES

  • Cabo Frio e suas peculiaridades: o ex-vereador, ex-secretário de Alair Corrêa (inclusive de saúde), várias vezes candidato a prefeito, um dos líderes do bolsonarismo na cidade, é agora radialista: Dirlei Pereira. Faz violenta oposição ao governo do também conservador, Adriano Moreno.
  • Como diria o sensato Vovô Bibiu, também conhecido como Manoel Lopes da Guia, o homem do obelisco, da Praça Porto Rocha: “durma-se com um barulho desses”. Se fosse vivo não deixaria passar essa: “governar Cabo Frio não é para amadores”. Leu, Adriano Moreno?
  • Conforme o esperado, a Câmara rejeitou abrir o processo de impeachment contra o prefeito Adriano Moreno. As mudanças estratégicas feitas dentro do governo contribuíram para os doze votos, que impediram a ampliação da crise.
  • A presença de Luis Geraldo, na presidência da câmara, com seu estilo moderador, associado ao atendimento as reivindicações dos vereadores, dá ao governo municipal a certeza que o legislativo pode ser o oásis em meio ao implacável deserto.
  • Habituais figuras do entorno da câmara municipal já chamam o vereador Luís Geraldo Azevedo como o “Acyr Rocha contemporâneo” ou “Acyr de sapato novo”. Seria o reconhecimento a habilidade política do presidente da Casa.
  • Quais seriam então os vereadores que completariam “A Trinca” antes formada, nos velhos tempos, por Acyr Rocha, Aires Bessa e Antônio Carlos Trindade? O Blog do Totonho aceita sugestões.
  • O “Bar do Jair”, comandado por Jair Cabral, na Rua Rui Barbosa, tem a maior concentração de cabofrienses por metro quadrado. No momento, encontra-se desfalcado do professor aposentado José Américo Trindade, o Babade: sem cachaça, foi parar em Ilhéus, na Bahia.

GESTÃO DE ORDEM, COMPETÊNCIA E DEMOCRACIA.

As manifestações contra o sucateamento da Educação pelo Governo Bolsonaro acontecidas por todo o país acabam por nutrir de esperança os brasileiros.

Em Cabo Frio ganharam corpo entre os jovens, estudantes em sua maioria, mais dispostos a luta, que os seus professores, ainda bastante tímidos.

A cidade tão maltratada, ouviu além das fofocas e do disse me disse. O cotidiano, começa a se dar conta da voz das ruas, cansadas da manipulação de gente sem o menor compromisso com a democracia.

O tsunami do bolsonarismo começa a regredir e vai desembocar naquela minoria exacerbada, de extrema direita, que voltará ao seu devido lugar, o lixo da história. Mesmo numa cidade, que vive profunda crise de identidade como Cabo Frio.

Quem esperava surfar na onda conservadora perceberá, que gradativamente, vai se transformando em marola chinfrim. O ‘out sider’ da vez, o prefeito Adriano Moreno e seu grupo estão experimentando na pele esse recuo político.

Cabo Frio e sua população precisam parar de sofrer. O município precisa de “gestão de ordem e competência” sobre uma “agenda que reflita, em seu conjunto os anseios básicos da sociedade”.

E sempre em meio a muita liberdade e democracia.

PEQUENAS DOSES

  • O ex-prefeito José Bonifácio não deixou por menos e foi ao lançamento do novo livro de Nelida Piñon, “Uma Furtiva Lágrima”. José Bonifácio é um dos raros políticos que amam literatura. Saravá!
  • Como até os analistas de bar e cafezinho previam, a tentativa de abertura de processo de impeachment contra o prefeito Adriano Moreno foi rejeitado pela câmara.
  • A abertura do processo de impeachment abriria uma crise sem precedentes para o governo e apesar do desgaste do prefeito, não há clima político para tanto.
  • O vai e vem da interdição do Hospital da Mulher mostra como faz falta articulação e interlocução política ao governo de Adriano Moreno. O “fechamento” do hospital foi “mamão com açúcar” para a oposição.
  • A gerência política do governo estava nas mãos de Eduardo Monteiro (Duca), que, como Cláudio Leitão, também esbarrou na onipotência do secretário de fazenda, Antônio Carlos Vieira (Cati).
  • A substituição de Eduardo Monteiro pelo vereador Miguel Alencar ainda não gerou os frutos esperados. O governo continua apanhando nas redes sociais e na mídia tradicional.
  • A substituição da dupla Leitão/Alvarenga por Márcia Almeida, deverá trazer uma gestão mais tradicional e afinada com a pedagogia do Edifício Lila. Basta observar o “andar da carruagem”. A nova secretária é bem mais técnica que política.
  • O Cidadania deve ser a opção político-partidária de Cláudio Leitão, embora namore o PDT. Até mesmo um possível retorno ao PSOL, partido pelo qual foi candidato a prefeito. Nada disso será resolvido antes de uma viagem a Portugal.

‘AS ARMAS E OS BARÕES ASSINALADOS’

A crise intestina existente na prefeitura de Cabo Frio não inibe o jogo político nos corredores da câmara. Em andamento, ao mesmo tempo, a decisão sobre as contas rejeitadas do ex-prefeito Marquinho Mendes e o pedido de abertura de processo de impeachment do prefeito Adriano Moreno pelo vereador Rafael Peçanha.

O ex-prefeito circula de gabinete em gabinete para conseguir os doze votos necessários para reverter à decisão do TCE-RJ de rejeitar as suas contas. Segundo os rumores, cada vez mais audíveis, o ex-prefeito estaria cobrando dos vereadores fidelidade em função das benesses cedidas no passado.

É nesse mar revolto, onde passado e presente se misturam, que começa a navegar o processo de impeachment do prefeito Adriano Moreno, que precisa de nove votos para seguir adiante.

O clima no legislativo, segundo alguns vereadores com grande capacidade de articulação, indica que as possibilidades de sucesso de um processo político dessa natureza, de conseqüências gravíssimas, são reduzidas.

Membros do “Baronato do São Bento” dizem, que estão tranqüilos e que a fragilidade das denúncias é perceptível, contribuindo para o fracasso da iniciativa.

PEQUENAS DOSES

  • Cabo Frio vive o rescaldo da crise que envolveu o prefeito Adriano Moreno, o secretário de educação Cláudio Leitão, a subsecretária Denize Alvaorenga e o secretário de fazenda, Antônio Carlos Vieira.
  • As acusações feitas pelo ex-secretário Cláudio Leitão na entrevista coletiva foram graves, levadas ao Ministério Público e logo rejeitadas pelo prefeito e pelo secretário de fazenda. Essa história terá ainda muitos desdobramentos.
  • Observadores da vida política cabofriense são unânimes em afirmar que a saída da dupla Leitão/Alvarenga, da Educação, fortalece a figura de Antônio Carlos Vieira, o Cati, oriundo do mercado financeiro: educação X mercado.
  • Vitorioso dentro do governo municipal o secretário será muito mais cobrado, exigindo-se da administração aquilo que ainda não revelou: agilidade e transparência.
  • A saída de Cláudio Leitão, habitual frequentador dos cafés no centro de Cabo Frio, deixou chorosos muitos dos amigos, que compartilhavam diariamente de animado bate-papo. Conhecido tabelião, ligado aos esportes e a defesa do meio ambiente, acabou por não emplacar alguns projetos de importância para a prefeitura.
  • A nova secretária municipal de educação, Márcia Almeida, é prima do ex-deputado federal, Paulo César Guia Almeida, que quer voltar a Brasília: gostou dos ares do planalto central.
  • Silas Bento, continua interessado em manter o seu feudo eleitoral na cidade, mas tomou um susto quando o prefeito Adriano Moreno recebeu o deputado Samuel Malafaia, irmão do pastor de extrema direita, Silas Malafaia. Ocupação de espaço?
  • Aposentado, o professor José Américo Trindade, o Babade, não abandonou o debate político, mas na primeira oportunidade viaja com Eloisa. O casal se encontra am Ilhéus. Chique demais!

ADRIANO, O BREVE?

O fim da gestão da dupla Leitão/Alvarenga na secretaria municipal de educação pode ser considerado quase uma tragédia para setores da esquerda. Sentimento bem diferente dos que navegam entorno da liderança de Marquinhos Mendes, alguns já encastelados em postos chave do Governo Adriano Moreno.

A maior parcela defende com “unhas e dentes” o ‘establishment’ que dá cor e sentido as suas vidas e para os mais espertos a sobrevivência e até mesmo a prosperidade, no sentido mais amplo do termo.

Ora, a eleição do médico ortopedista Adriano Moreno, foi “fora de série” ou “ponto fora da curva” e nesse sentido representou um abalo do ‘establishment’ político de Cabo Frio. Os abalos sísmicos, porém, limitaram-se ao processo eleitoral.

O governo esqueceu que o tempo é curto e no seu caso, curtíssimo. Paralisado pelas contradições internas a administração não anda. Os problemas de gestão, de uma cidade esquálida por mais de duas décadas de exploração impune, se acumulam e se multiplicam.

O passar de olhos pelo quadro político da administração municipal percebe-se que as áreas mais conservadoras, que tinham peso no governo, agora são claramente hegemônicas.

De que maneira esse domínio vai se expressar no dia a dia da cidade? Os conservadores conseguirão destravar a administração? Governarão para quem? Quais as parcelas da sociedade mais beneficiadas?

As respostas a essas indagações não são tão simples, mas definirão a maneira como o prefeito e o seu governo serão lembrados.

PEQUENAS DOSES

  • A entrevista coletiva de Cláudio Leitão, na Remmar, balançou a política de Cabo Frio. O ex-secretário de educação fez inúmeras denúncias contra o governo de Adriano Moreno e, segundo ele, as encaminhou ao Ministério Público.
  • Cláudio Leitão, que foi candidato a prefeito de Cabo Frio pelo PSOL, tem sido alvo de especulações sobre seu destino partidário, mas tem convites do PDT, do Cidadania e até mesmo o retorno ao PSOL.
  • O vereador Rafael Peçanha apresentou o pedido de impeachment do prefeito Adriano Moreno. Dentro do mundo político muita gente considerou o vereador precipitado. A evolução dos acontecimentos dirá se ouve ou não precipitação do vereador.
  • Após a saída da dupla Leitão/Alvarenga acredita-se que a Câmara estará mais calma e domesticada em relação ao governo municipal, particularmente os vereadores ligados a Marquinhos Mendes.
  • O ex-prefeito José Bonifácio aniversariou ontem e pode avaliar o seu prestígio político e pessoal. A caixa postal quase ficou bloqueada pelo grande número de amigos a lhe abraçar.
  • A atriz e artista plástica Nica Bomfim está no auge da felicidade: sua filha Bebel Mesquita acabou de casar e os seus bonecos fazem o maior sucesso no meio artístico. A criação mais recente foi o boneco de Chico Anysio na pele do Professor Raimundo.

BATENDO ASAS

O governo do prefeito Adriano Moreno continua em seu processo de crise intestina, resultado da falta de quadros e da indefinição político-ideológica da administração, que pretendeu ser maior que ela mesma: deu com “os burros n’água”.

Não há duvida, porém, que anda batendo asas para uma aliança com o grupo do ex-prefeito Marquinhos Mendes: os novos nomes a ocupar a secretaria de educação não deixam dúvidas quanto à proximidade com o ex-prefeito.

O que terá empurrado o grupo de Adriano Moreno para os braços então rejeitados de Marquinhos Mendes? Assegurar maioria na câmara de vereadores? Reestruturar administrativamente a prefeitura, carente de quadros?

As respostas podem ser múltiplas, isto é, “todas as assertivas estão corretas e se completam”, como nos tempos do velho e disputado vestibular do Cesgranrio. O ex-prefeito Marquinhos Mendes está inelegível para 2020, mas continua “grande eleitor” e caso lhe seja possível pode vir a concorrer mais na frente a novo mandato: a política reserva surpresas incríveis.

Não será essa a aliança que o grupo de Adriano Moreno está forjando com o seu antecessor?

PEQUENAS DOSES

  • O ex-secretário de educação de Cabo Frio, Cláudio Leitão, promete que a coletiva de imprensa, de hoje, vai abalar o governo de Adriano Moreno. Cláudio Leitão, sai atirando. Resta saber o potencial destrutivo de suas denúncias.
  • Márcia Almeida, nova secretária municipal de educação, é especialista na área de informática e pertenceu aos quadros do governo Marquinhos Mendes. Terá a nova secretária vontade ou mesmo força política para manter a mesma linha político-ideológica da dupla Leitão/Alvarenga?
  • Com a nova secretária muda a formatação política da secretaria de educação e reforça a posição da secretaria de fazenda cujos embates com Leitão/Alvarenga eram constantes e cada vez mais duros. Como ficará a posição do Sepe Lagos?
  • Há quem garanta que o “senadinho” perdeu muito de sua influência no governo municipal, embora o poder individual do seu principal articulador, a princípio permaneceu intocado. Não foi por acaso a conversa discretíssima com o prefeito.
  • Miguel Alencar e Aquiles Barreto, amigos de longa data e aliados políticos ganharam nas últimas semanas grande peso político dentro do governo.
  • Observadores da política cabofriense acreditam que o “freio de arrumação” não se limitou a secretaria de educação, atingirá outras secretarias e departamentos. Objetivo? Azeitar a máquina político-administrativa para as eleições de 2020.
  • Algumas “pitonisas” dizem que não há mais saída político-eleitoral para o prefeito Adriano Moreno, nem mesmo estabelecendo uma aliança não explícita com o ex-prefeito Marquinhos Mendes.

O ATRASO COMO OPÇÃO

Não há cenário favorável ou fórmula mágica para a resolução dos problemas da educação no Brasil. Imagine um contingente de mais de onze milhões de pessoas acima de quinze anos de idade que não sabe ler e escrever. Pense no analfabetismo funcional e as taxas pulam para alarmantes 27% dessa população, que estiveram em contato com escolarização em algum momento da sua vida e que não são capazes de realizar nem operações matemáticas simples ou interpretar textos. Mas não é só. Dos quase cinquenta milhões de jovens brasileiros, aproximadamente 23% não trabalham, estudam ou buscam alguma especialização. São cerca de onze milhões de jovens que formam a chamada “geração nem-nem”. Desses números, a maior incidência recai sobre mulheres e pessoas de cor preta e parda. Entretanto, os números ficam ainda piores quando o assunto é evasão. Mais de 25 milhões de jovens deixaram a escola, seja em função da sobrevivência imediata, com a necessidade de ocupar postos de trabalho de longa jornada e baixa remuneração, seja pelo desinteresse puro e simples por uma escola progressivamente ruim, ou pela necessidade de oferecer apoio ou assumir integralmente as funções domésticas. Os problemas não afetam somente os alunos. Segundo estudos recentes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico o salário médio dos professores do ensino fundamental e médio era, em 2012, na faixa de 13 mil dólares anuais. Considerando-se a diversidade continental do Brasil e a dificuldade em se estabelecer o piso mínimo nacional, as discrepâncias são presumíveis entre as grandes capitais e as cidades de médio e pequeno porte. Apenas na docência superior federal temos salários compatíveis a países como Noruega, Finlândia e Suécia. Além dessas questões, constatou-se que o professor brasileiro é o que mais trabalha, com média de 42 semanas por ano. Ou seja, é urgente o professor bem remunerado e, claro, bem formado. Ocorre que a pauta financeira, dados os seus problemas inerentes, passou a ocupar o centro das atenções do magistério e com toda a justiça, é claro. Entretanto é preciso lembrar outras dimensões que, praticamente caíram no limbo: a formação continuada e a pesquisa aplicada. E com isso chegamos aos pontos que completam a complexidade da realidade educacional. O primeiro é a estrutura das escolas. Menos da metade das escolas de nível fundamental possuem rede de esgoto. A maior parte trabalha com o sistema de fossa sanitária. Quanto ao abastecimento de água apenas aproximadamente 66% recebem água tratada. Menos da metade possuem laboratórios de informática e pouco mais da metade, cerca de 54% possuem bibliotecas. O segundo, os currículos escolares. Em um país aonde as ciências humanas vem sofrendo ataques progressivos, onde a ciência é relativizada pelo olhar de um fanatismo religioso tacanho e retrógrado, não podemos esperar grande coisa. Mas existem caminhos e experiências bem sucedidas. Precisamos repensar a gestão e refazer o modo de se estruturar as políticas da educação e não com a educação.

CRISE DE IDENTIDADE

A eleição de Adriano Moreno nasceu do fracasso político-jurídico da prefeitura de Marquinhos Mendes e da crise da democracia representativa e instituições formais. O candidato e seus representantes diretos diziam não ser políticos, portanto, segundo eles, merecedores da confiança popular, que rejeitava o tradicional, e que o novo governo redesenharia o quadro político do município.

Ao subir ao poder, entretanto, o novo prefeito se deu conta, que a rapidez de sua ascensão não havia lhe permitido formar um sólido grupo para governar e enfrentar a imensa e profunda crise sócio-econômica e institucional herdada dos 22 anos de Alair Corrês e Marquinhos Mendes. Sob o pretexto de escolher os melhores, foi aos poucos constituindo a equipe de governo, sem buscar, ao menos com clareza, identidades políticas e ideológicas, afinal, tão rejeitadas nos discursos de campanha.

O resultado é que a administração municipal transformou-se em uma “colcha de retalhos”, desfigurada, sem traços de nitidez, que a possam definir junto a sociedade. Quais seus objetivos? Suas metas principais? Que interesses defende? Tudo é muito turvo. A falta de identidade acabou por gerar série de problemas e descompassos internos e acelerou o desgaste do governo e do prefeito como figura política.

A crise, foi crescendo e se tornou mais aguda nos últimos dias. Pode implodir o governo ou dar a ele a oportunidade de assumir, em definitivo o perfil que o elegeu.