RACHAS NA EXTREMA-DIREITA

A presença do governador Witzel, na Região dos Lagos serviu, entre outras tantas coisas, para evidenciar os “rachas”, na extrema-direita. Divididos entre Bolsonaro e Witzel, a extrema direita ainda acredita no seu poder para reforçar suas posições nas eleições municipais de 2020.

VEREADORES, DESCOLANDO DO GOVERNO

A fraqueza política do grupo de Adriano Moreno e Antônio Carlos Vieira, o Cati, fica cada vez mais clara. Os vereadores, obviamente, interessados na reeleição, tentam se descolar do governo municipal. A pergunta, que continua sem resposta é, como se descolar, sem perder vantagens de ser governo?

DIVIDIR PARA DOMINAR

Há quem garanta que todos os sinais políticos emitidos pelo governo municipal é que Adriano Moreno não tentará a reeleição. Outros dizem que o governo está tentando por em prática a velha política colonial inglesa: “dividir para dominar”, a única chance eleitoral de Adriano Moreno se reeleger.

JOGADAS SUJAS

Uma das jogadas sujas, que a justiça eleitoral, não evitou nas eleições de 2018, foi a criação de milhares de robôs na internet, em apoio as candidaturas de Bolsonaro e dos bolsonaristas. Esse matreirice, se é que podemos chamá-la assim, povoa as redes sociais com falsos apoios a turma da extrema direita e criando uma onda como se a vitória fosse inevitável.

CUIDADO!

Muita gente cai nessa e passa a reproduzir a candidatura da extrema direita como se fosse praticamente imbatível, criando o fenômeno da “pedra no lago”. As pesquisas, em nível nacional, mostram que o bolsonarismo, ou seja, os fanáticos de extrema direita não ultrapassam 12% do eleitorado. O resto é levado pela onda. Cuidado!

DESCE A CORTINA!

A procura de uma ótica o prefeito Adriano Moreno, acompanhado de um segurança, esteve na galeria do Café PerTutti, no centro da cidade. Encontrou rapidamente a turma que diariamente “bate ponto” no café, a quem chamou de “A Comissão”, imediatamente rebatido pelos integrantes da mesa: “Comissão da Verdade”. Nada mais foi dito ou percebido.

COLETIVO BIZUM apresenta BIZUM CONTA ZUMBI

com

Anderson Souza

Hubert Gigot

Yaila Rosa

Vítor Pires

Digo Pereira (músico)

Direção, música e texto condutor Jose Facury Heluy

Sinopse

O espetáculo é todo concebido pela expressão musical e gestual da cultura negra, revelando a escravidão, o processo da liberdade para a formação do Quilombo de Palmares, além de pontuar essa condição com a atualidade, trazendo o momento da sua dizimação histórica para nos alertar sobre o futuro. Únicas apresentações:

Dias 5, 6 e 7 de dezembro às 20 h na Casa das artes Usin4

Rua Geraldo de Abreu, 4

Ingressos 20,00 e 10,00

ROBÔS BOLSONARISTAS

Os robôs bolsonaristas que inundam a internet assustam muita gente desacostumada com esse mecanismo eletrônico utilizado pelos neofascistas. Dão aos internautas a impressão que os candidatos da extrema direita leia-se bolsonaristas e seus satélites, tem uma força política e popular, que efetivamente não possuem. Importante estar atento contra essa enganação.

CONVENCEU?

A última semana não foi boa para os deputados bolsonaristas. Sérgio Luiz Azevedo teve que responder a algumas sérias acusações da imprensa carioca sobre o funcionamento do seu gabinete, na Assembléia Legislativa. Tentou explicar, mas será que convenceu? Isso é outra conversa que algumas pesquisas de opinião pública poderão responder mais tarde.

ESPERAVA APLAUSOS?

O outro bolsonarista, Mauro Bernardo, há algumas semanas também foi criticado pela imprensa carioca como um dos deputados que mais gastam na Assembléia Legislativa. Tentando melhorar a imagem resolveu, por conta própria, tapar meia dúzia de buracos, no asfalto lá pelas bandas do Vinhateiro. Esperava aplausos? Recebeu enxurrada de críticas.

HOMENS DE BEM OU DE BENS?

Impressiona como os chamados “homens de bem”, de formatação bolsonarista, vivem se metendo em confusões, o que não corresponde à imagem que pretendem criar e cultivar. A onda conservadora e bolsonarista precisa definir, com mais critérios, o que entende por “homens de bem”: não serão “homens de bens”? Os resultados tem sido péssimos, para não dizer escandalosos.

ADRIANO – REJEIÇÃO CONSOLIDADA.

O prefeito Adriano Moreno vem se esforçando para lustrar e melhorar a sua imagem pública, na esperança de tentar a reeleição. É difícil quando não consegue sequer pagar em dia os servidores municipais. A sua rejeição junto à opinião pública parece consolidada, o que torna todos os planos e projetos difíceis de serem realizados.

JOSÉ BONIFÁCIO, LIBERADO PELOS MÉDICOS, CORRE PARA O ABRAÇO!

José Bonifácio Novellino e a esposa Ana Valladão.

O evento que marcou o início da semana foi à coletiva de imprensa realizada, na manhã dessa segunda, pelo ex-prefeito José Bonifácio Novellino. Na coletiva, realizada no Hotel Malibú, na Praia do Forte, José Bonifácio comunicou os resultados positivos apresentados pelos exames, após o tratamento quimioterápico do câncer no pâncreas. Livre do câncer, o líder político cabofriense foi liberado pelos médicos que o atenderam.

“MASSA ASFÁLTICA” POPULAR

O desleixo e a inoperância da prefeitura de Cabo Frio acabaram por levar a população, por ela mesma, providenciar a “massa asfáltica” para tapar os buracos. A iniciativa popular já chegou à tradicional Rua Rui Barbosa, próximo a Praça da Bandeira. O governo de Adriano Moreno não para de passar vergonha e parece que não está nem aí.

OS ROYALTIES E SUA DISTRIBUIÇÃO

Foto: Marcelo de Paula.

A luta pela justa distribuição de royalties continua em muitos setores da sociedade. Em Casimiro de Abreu uma lei local determina a distribuição equitativa dos royalties entre os distritos do município. Essa luta também é abraçada pela população de Tamoios, que é distrito de Cabo Frio e sempre lutou pela emancipação.

COISAS ANTIGAS – Rubem Braga.

Já tive muitas capas e infinitos guarda-chuvas, mas acabei me cansando de tê-los e perdê-los; há anos vivo sem nenhum desses abrigos, e também, como toda gente, sem chapéu. Tenho apanhado muita chuva, dado muita corrida, me plantado debaixo de muita marquise, mas resistido. Como geralmente chove à tarde, mais de uma vez me coloquei sob a proteção espiritual dos irmãos Marinho, e fiz de O Globo meu paraguas de emergência.

Ontem, porém, choveu demais, e eu precisava ir a três pontos diferentes de meu bairro. Quando o moço de recados veio apanhar a crônica para o jornal, pedi-lhe que me comprasse um chapéu-de-chuva que não fosse vagabundo demais, mas também não muito caro. Ele me comprou um de pouco mais de trezentos cruzeiros, objeto que me parece bem digno da pequena classe média, a que pertenço, (Uma vez tive um delírio de grandeza em Roma e adquiri a mais fina e soberba umbrella da Via Condotti; abandonou-me no primeiro bar em que entramos; não era coisa para mim.)

Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por ele; meu velho rancor contra guarda-chuvas cedeu lugar a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso de saber qual era a origem desse carinho.

Pensando bem, ele talvez derive do fato, creio que já notado por outras pessoas, de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quarentão , e praticamente nenhum objeto de minha infância existe mais em sua forma primitiva. De máquinas como telefone, automóvel, etc., nem é bom falar. Mil pequenos objetos de uso mudaram de forma, de cor, de material; em alguns casos, é verdade, para melhor; mas mudaram.

O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda. Ele permaneceu austero, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas. De junco fino ou pinho vulgar, de algodão ou de seda animal, pobre ou rico, ele se tem mantido digno.

Reparem que é um dos engenhos mais curiosos que o homem já inventou; tem ao mesmo tempo algo de ridículo e algo de fúnebre, essa pequena barraca ambulante.

Já na minha infância era um objeto de ares antiquados, que parecia vindo de épocas remotas, e uma de suas características era ser muito usado em enterros. Por outro lado, esse grande acompanhador de defuntos sempre teve, apesar de seu feitio grave, o costume leviano de se perder, de sumir, de mudar de dono. Ele na verdade só é fiel a seus amigos cem por cento, que com ele saem todo dia, faça chuva ou faça sol, apesar dos motejos alheios; a estes, respeita. O freguês vulgar e ocasional, este o irrita, e ele se aproveita da primeira distração para fugir.

Nada disso, entretanto, lhe tira o ar honrado. Ali está ele, meio aberto, ainda molhado, choroso; descansa com uma espécie de humildade ou paciência humana; se tivesse liberdade de movimentos não duvido que iria para cima do telhado quentar sol, como fazem os urubus.

Entrou calmamente pela era atômica, e olha com ironia a arquitetura e os móveis chamados funcionais: ele já era funcional muito antes de se usar esse adjetivo; e tanto que a fantasia, a inquietação e a ânsia de variedade do homem não conseguiram modificá-lo em coisa alguma.

Não sei há quantos anos existe a Casa Loubet, na Rua Sete de Setembro. Também não sei se seus guarda-chuvas são melhores ou piores que os outros; são bons; meu pai os comprava lá, sempre que vinha ao Rio, herdei esse hábito.

Há um certo conforto íntimo em seguir um hábito paterno; uma certa segurança e uma certa doçura. Estou pensando agora se quando ficar um pouco mais velho não comprarei uma cadeira de balanço austríaca. É outra coisa antiga que tem resistido, embora muito discretamente. Os mobiliadores e decoradores modernos a ignoram; já se inventaram dela mil versões modificadas, mas ela ainda existe na sua graça e leveza original. É respeitável como um guarda-chuva me convém para resguardo da cabeça encanecida, e talvez o embalo de uma cadeira de balanço dê uma cadência mais sossegada aos meus pensamentos, e uma velha doçura familiar aos sonhos de senhor só.

COLETIVO BIZUM apresenta BIZUM CONTA ZUMBI

com

Anderson Souza

Hubert Gigot

Yaila Rosa

Vítor Pires

Digo Pereira (músico)

Direção, música e texto condutor Jose Facury Heluy

Sinopse

O espetáculo é todo concebido pela expressão musical e gestual da cultura negra, revelando a escravidão, o processo da liberdade para a formação do Quilombo de Palmares, além de pontuar essa condição com a atualidade, trazendo o momento da sua dizimação histórica para nos alertar sobre o futuro. Únicas apresentações:

Dias 5, 6 e 7 de dezembro às 20 h na Casa das artes Usin4

Rua Geraldo de Abreu, 4

Ingressos 20,00 e 10,00

COLETIVA DE IMPRENSA COM JOSÉ BONIFÁCIO

José Bonifácio convida para coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, às 9 horas, no Hotel Malibu, na Praia do Forte (Praia da Barra). Líder do PDT e uma das figuras políticas mais respeitadas da cidade, José Bonifácio é pré-candidato a prefeito de Cabo Frio.

SEM CHANCE

O deputado Sérgio Luiz Azevedo acompanha Bolsonaro na criação de uma nova legenda partidária, ligado a ultra-direita. Sem o apoio do também direitista, governador Witzel e com ínfimas chances eleitorais aqui no município, o deputado, eleito pelo PSL, praticamente abandonou o sonho de virar prefeito de Cabo Frio.

GRANDE REJEIÇÃO

A tática política de transferir Antônio Carlos Vieira, o Cati, da secretaria de fazenda para uma assessoria especial no gabinete do prefeito Adriano Moreno não funcionou. A rejeição ao governo não diminuiu e as chances de Adriano Moreno conseguir sucesso na reeleição são mínimas.

O DEDO DE MARQUINHOS MENDES

O ex-presidente da câmara Aquiles Barreto dificilmente vai conseguir emplacar a candidatura a prefeito de Cabo Frio. Segundo alguns analistas, Aquiles Barreto pode ainda aparecer, como vice, compondo a chapa para a majoritária, em 2020. Tudo depende da postura político-eleitoral do ex-prefeito Marquinhos Mendes.

NO NINHO TUCANO

Marquinhos Mendes, agasalhado no ninho tucano do PSDB, é uma novidade na política cabofriense, na medida em que o PSDB, ao menos formalmente sempre esteve na oposição aos governos do PMDB. O ex-prefeitode Cabo Frio, finalmente concluiu que não dá para permanecer nos braços políticos do ex-governador Sérgio Cabral Filho, que se encontra preso com penas que excedem um século.

COLETIVO BIZUM apresenta BIZUM CONTA ZUMBI

com

Anderson Souza

Hubert Gigot

Yaila Rosa

Vítor Pires

Digo Pereira (músico)

Direção, música e texto condutor Jose Facury Heluy

Sinopse

O espetáculo é todo concebido pela expressão musical e gestual da cultura negra, revelando a escravidão, o processo da liberdade para a formação do Quilombo de Palmares, além de pontuar essa condição com a atualidade, trazendo o momento da sua dizimação histórica para nos alertar sobre o futuro. Únicas apresentações:

Dias 5, 6 e 7 de dezembro às 20 h na Casa das artes Usin4

Rua Geraldo de Abreu, 4

Ingressos 20,00 e 10,00