BRASIL, NAÇÃO DIVERSA E MULTIFACETADA.

Este blog sob diversas formas, formatações e vestimentas manteve sempre a política de defesa intransigente dos direitos humanos, da educação, da ciência, da cultura e do meio ambiente.

Não por acaso. O blog acredita nesses valores como essenciais para todas as formas de democracia, porque são inerentes a liberdade de expressão e ao processo civilizatório.

As rápidas e profundas alterações econômicas, através da implementação global do neoliberalismo e da hegemonia do capital financeiro estão provocando extensa crise civilizatória, do qual o Brasil não escapa.

São evidentes as mudanças que acontecem no país, no campo da religiosidade, na estrutura das famílias, passando pela tecnologia, inovação e emprego.

Trepidações, sacolejos são inevitáveis no caminhar desse processo e nele estão inclusos os siricuticos da extrema direita, que se aproveitou da incapacidade da política tradicional em dar respostas rápidas, as seguidas crises tão profundas.

A própria direita tradicional, até então a única defensora do conservadorismo tropical, acusou o golpe e ficou no rabo da fila, na eleição presidencial, de 2018.

A extrema direita, incivilizada por excelência, propõe soluções simples, diretas, para atingir o eleitor iletrado e desesperado com a crise, que lhe tira o emprego e a segurança.

O Brasil é bem mais rico e complexo e não admite soluções de algibeira, violentas e que não respeitem sua quase infinita diversidade.

Pois é essa Nação diversa, misturada, capaz de se reinventar em suas múltiplas facetas e culturas, que defendemos.

PEQUENAS DOSES

  • Cláudio Leitão, na qualidade de testemunha, passou praticamente toda à tarde (3 horas), de ontem, 2ª feira, em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE-RJ).
  • O ex-secretário municipal de educação de Cabo Frio afirma que esclareceu todo o seu processo de gestão e as relações da secretaria com a fazenda (Antônio Carlos Vieira) e com o próprio prefeito Adriano Moreno.
  • Em conversa com amigos Cláudio Leitão disse saber a dura luta política que tem pela frente em função de sua gestão frente à pasta da educação. Os seus próximos passos políticos ainda não estão definidos, mas garante que não admite retrocessos.
  • Alguns observadores da política cabofriense estão de olho na movimentação do secretário de fazenda, Antônio Carlos Vieira. O presidente do Democratas foi o responsável pela guinada do governo municipal para a direita.
  • O secretário, oriundo da área financeira está muito a vontade na política da província e certamente será candidato a uma macia poltrona na câmara de vereadores ou até mesmo a Assembléia Legislativa.
  • Os leitores estão elogiando muito a nova cara do Blog do Totonho. Não é por acaso que o blog tem a luxuosa assistência técnica e artística do Studio Bunker, leia-se Marcos Azevedo.
  • Apesar de ter excelente equipe na comunicação social o governo municipal perde o confronto nas redes sociais da internet: falta direção política e rumos claros ao mandato tampão de Adriano Moreno.
  • A aprovação das contas de 2017, do ex-prefeito Marquinhos Mendes, terá o seu termômetro, na Audiência Pública, da próxima quarta-feira. O ex-prefeito tem gastado sola de sapato pelos corredores da câmara.
  • Caso o grupo de Marquinhos Mendes tenha mesmo acertado acordo com o prefeito Adriano Moreno, as contas do ex-prefeito, reprovadas pelo parecer do TCE-RJ, não terão dificuldades de passar incólumes pelo crivo dos vereadores.
  • A saída da dupla Leitão/Alvarenga e a substituição por Márcia Almeida pode ter sido peça fundamental para o acordo do governo em crise, com Marquinhos Mendes. O fiador? Antônio Carlos Vieira. Como sempre dizia Vovô Bibiu – “Tem caroço debaixo desse angu”.
  • O ex-prefeito José Bonifácio Novellino está nas redes sociais da Internet, convidando para reunião suprapartidária, no bairro Palmeiras, para debater as graves questões do município de Cabo Frio. A reunião acontece na sexta-feira, 31, a partir das 19 horas, na Rua Vitória 99.

O CICLISTA

Emocionante e surpreendente. Assim pode ser definido o livro O Ciclista, obra vencedora da primeira edição do Prêmio José Mindlin de Literatura. Segundo o autor, Walther Moreira dos Santos, já premiado e conhecido da crítica especializada, trata-se de um livro sobre a beleza do perdão, da esperança e da compaixão. Com uma narrativa atraente, O Ciclista tem ingredientes capazes de conquistar e envolver o leitor que aprecia uma história bem contada, com personagens interessantes que se relacionam de forma intrigante e curiosa. Como dizem os jurados da comissão julgadora do concurso, Antônio Torres, Maria Esther Maciel e Maria Amélia Mello: “a obra premiada se destacou das demais por apresentar uma narrativa original, instigante e literariamente bem construída”. De acordo com eles, “o autor demonstra habilidade no manejo da linguagem, criando personagens intrigantes e uma atmosfera que alicia, a cada capitulo, o leitor. O livro é um exercício de destreza e imaginação”

O FIASCO BOLSONARISTA

A tentativa da extrema direita de emparedar as instituições, particularmente o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) foi um fiasco, previsível com os seguidos vexames internos e externos do governo bolsonarista.

As instituições brasileiras solidificadas pela Constituição Cidadã de 1988 não funcionam as mil maravilhas, como também de nenhum outro país. São as que temos e preservá-las é obrigação dos democratas.

As organizações políticas e jurídicas não flutuam sobre a sociedade, mas são parte e fruto dela. Representam interesses de classe e dentro delas se verificam e se expressam os conflitos inerentes a vida do país.

Apesar de distorções são fundamentais para a preservação da democracia burguesa e representativa, estágio vivido pelo Brasil e que não pode tolerar recuos.

O momento é de brecar a tentativa de avanço e solidificação da onda reacionária, que tenta anular as pequenas conquistas, do povo brasileiro.

Temos que ampliar as conquistas através do fortalecimento da democracia e de suas instituições, entre outras coisas, recuperando nossas cores e nossa bandeira, que não pode ficar como símbolo de fascistas.

PEQUENAS DOSES

O projeto “Música na Fonte” é bom, mas a secretaria de cultura tem que se preocupar em dotar o Parque Municipal da Fonte do Itajuru, com o mínimo de infra-estrutura. Fica difícil para os artistas e para o público. Não existe sequer banheiro químico. Só boa vontade é muito pouco.

A qualidade e a inovação da cantora e compositora Kéren-Hapuk, como de outras atrações musicais, que brilharam no projeto, merecem tratamento mais profissional por parte da secretaria: artistas e público agradeceriam.

A histórica Fonte do Itajuru, berço das águas de Cabo Frio, em torno da qual foi criado o parque municipal, lamentavelmente continua caindo aos pedaços, sem os azulejos e afundando. Pior, sem qualquer notícia sobre projeto de restauração.

A saída da dupla Leitão/Alvarenga, da secretaria de educação mostra o leme da prefeitura de Adriano Moreno, dando a direção mais a direita, portanto conservadora. É esperar pra ver se a crise de identidade do governo chegou ao fim.

Os demais secretários não têm identidade político-ideológica mais explicitada como a do economista Cláudio Leitão e a professora e líder sindical, Denize Alvarenga. Ambos se afirmam dentro do campo da esquerda.

Caso o secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira permaneça e se solidifique no cargo não parece haver disposição para conter o seu avanço dentro do governo. O capital financeiro ampliaria sua hegemonia, dentro da prefeitura.

O projeto de maricultura, no Peró, parece ter o apoio de grande parte da comunidade de pesca, embora existam algumas críticas ao projeto, que foram esboçadas na Audiência Pública realizada no Shopping do Peró.

A extrema direita de Cabo Frio e Região dos Lagos participou das magras manifestações em favor de Jair Bolsonaro. A Globo News fez um mapa comparativo com as passeatas pela Educação e o fracasso bolsonarista foi evidente.

Os analistas políticos mostram o evidente refluxo da onda bolsonarista, ultraconservadora, que assolou o país, nas eleições de 2018. Quem apostar na extrema direita, em 2020, pode tomar um “caldo”.

O projeto petista de tomar conta da onda contra Bolsonaro também não funcionou. As pesquisas qualitativas deixam claro que a sociedade (não a militância) quer governo progressista, preservando direitos, mas com grande responsabilidade. O país “encheu o saco” de pitís e siricuticos.

ENTRE CURSOS E RECURSOS

Investir em educação é construir o presente e possibilitar cenários favoráveis para o futuro de uma sociedade. Atualmente a Educação Básica depende verdadeiramente de duas grandes fontes de receitas, os repasses do Fundo Nacional da Educação Básica e os 25% que estados e municípios devem aportar por meio de suas receitas próprias.

Essa dependência ganha contornos dramáticos quando sabemos que o Fundeb, no atual formato, vai vigorar apenas até 2020. Há sinais de uma sensibilidade pela permanência do fundo. E isso se justifica pelo simples fato, mostrado pela ONG Todos Pela Educação, de que a diferença no país entre a rede que mais e menos recebe recursos, em um cenário sem o fundo, pode chegar a até 10.000%. Com o fundo essa discrepância está na casa dos 564%. Ou seja, sem a sua continuidade seria impensável na atualidade a manutenção de qualquer perspectiva de educação nacional como política pública de estado.

O atual ministro da educação já se mostrou a favor, mas desde que haja contrapartidas e metas que nem ele soube explicar quais seriam. Coisa de quem não tem o traquejo necessário para a liturgia e dignidade da função. Aliás, esse tem sido a régua que marca o traçado dos nomes que muitas vezes chegam a postos de comando da educação sem que reúnam a capacidade necessária para dar conta dos processos de gestão estrutural e pedagógica.

É cada vez mais comum as redes de ensino serem comandadas por qualquer pessoa que tenha apenas uma habilitação formal para uma carreira docente. As vezes nem isso. Triste ver a educação ser transformada em trampolim eleitoral e em casamata de aliados. Triste ver a redução das instâncias diretivas da educação ao se tornarem meras planejadoras de folha de pagamento. Educação sempre deveria ser posta acima desse patamar térreo.

O outro problema é que nem sempre a educação recebe corretamente os percentuais de receita própria. Com as propostas de desvinculação de receitas e caso essa moda pegue de cima a baixo, o custeio da educação poderá ceder o lugar para a transferência dos seus recursos, geralmente para molhar a garganta do rentismo.

Essa crise não afeta apenas os níveis básicos. A situação do ensino superior é complicada também. A formação de professores continua sofrendo com limitações curriculares e com cursos que não recebem o devido investimento e condições de existência. Se isso está afetando a rede pública, imaginemos na privada, majoritária e quase soberana no que concerne ao ensino e que em sua quase totalidade tratam os cursos de licenciatura como algo que não merece nada além de um empurrão para uma cristalizada plataforma virtual, barata e simplória.

Novamente, o atual ministro até aceita que nas graduações das universidades públicas não haja cobrança de mensalidades. Mas defende isso justamente no local de produção de ciência e conhecimento mais avançados, os mestrados e doutorados. Ou seja, fazer ciência no país passaria a ser uma questão de foro particular e restrito a quem pode pagar para produzir conhecimento.

O Fundeb é um elemento chave para a manutenção e pagamento de salários. Assim como a formação preliminar e continuada são indispensáveis para a construção da concepção de educação de uma rede de ensino. O restante é gestão. É gente. É competência e sinergia.

O VEXAME DOS BOLSONARISTAS, EM CABO FRIO.

Os bolsonaristas bem que tentaram, mas não conseguiram evitar o vexame. Foi ridículo o pequeno número de pessoas que apareceu na Praça da Cidadania, caminhou até o deck (mandala) e no máximo, em meia hora se dispersou. Engraçado, que quando estavam junto ao deck, alguém na cobertura do edifício mostrou uma bandeira vermelha. Resultado: os bolsonaristas apressaram o fim da modesta passeata e saíram correndo.

ANGELA DAVIS – UMA AUTOBIOGRAFIA.

A Boitempo publica pela primeira vez no Brasil Uma autobiografia, de Angela Davis. Lançada originalmente em 1974, a obra é um retrato contundente das lutas sociais nos Estados Unidos durante os anos 1960 e 1970 pelo olhar de uma das maiores ativistas de nosso tempo. Davis, à época com 28 anos, narra a sua trajetória, da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI. A falsidade das acusações contra Davis, sua fuga, a prisão e o apoio que recebeu de pessoas de todo o mundo são comentados em detalhes por essa mulher que marcou a história mundial com sua voz e sua luta.

Questionando a banalização da ideia de que “o pessoal é político”, Davis mostra como os eventos que culminaram na sua prisão estavam ligados não apenas a sua ação política individual, mas a toda uma estrutura criada para criminalizar o movimento negro nos Estados Unidos. Além de um exercício de autoconhecimento da autora em seus anos de cárcere, nesta obra encontramos uma profunda reflexão sobre a condição da população negra no sistema prisional estadunidense.

AS ELEIÇÕES SÃO LOGO ALÍ

Como criar e incentivar a participação política numa sociedade como a brasileira onde a desinformação e a manipulação são parte do dia a dia.

De um lado as grandes corporações de mídia estigmatizam assuntos, matizes partidárias e ideológicas. Elaboram pautas monocráticas onde só uma escola de pensamento tem espaço, onde o livre debate é uma farsa muito bem engendrada.

De outro as chamadas “fake news”, isto é, as notícias falsas, algumas grosseiras, outras tão caprichadas, que até mesmo leitores mais cuidadosos podem se enganar.

Vivemos no chamado mundo da “pós verdade” onde se cria uma versão, absolutamente desconectada da realidade, que mesmo assim é divulgada e creditada por parte da população.

A sociedade do espetáculo e da manipulação destrói reputações construídas ao longo de uma vida em fração de segundos, sem que a veracidade da notícia seja sequer aferida.

Cabo Frio não é uma ilha fora do planeta e mesmo que em proporções mais discretas e limitadas experimenta ações, que assustam por sua agressividade e falta de pudor, sem qualquer respeito pelo outro.

Todo adversário é transformado em inimigo, nesse processo de desconstrução, que acaba por atingir a todos.

Atenção! As eleições são logo ali.

PEQUENAS DOSES

  • Na próxima quarta-feira, 29, acontece a Audiência Pública, que vai examinar e debater o parecer do Tribunal de Contas do Estado – TCE-RJ das contas da administração de Marquinhos Mendes, em 2017.
  • O ex-prefeito tem “corrido coxia”, como diria Vovô Bibiu. Marquinhos Mendes tem trabalhado intensamente para ganhar uma sobrevida política para 2024, porque 2020 já está fora.
  • O programa de Dirlei Pereira, em emissora de rádio, recebe a oposição ao governo de Adriano Moreno. Há alguns anos Dirlei Pereira era o secretário municipal de saúde de Alair Corrêa e Adriano, membro da bancada do “Chefe”. Coisas da política cabofriense.
  • Na época, o vereador Adriano Moreno usou sua influência política e indicou como secretário de saúde, o médico ortopedista Carlos Ernesto, que hoje responde pela Defesa Civil do seu governo. Coisas da política cabofriense.
  • O ex-deputado federal Paulo César Guia usou as redes sociais da internet para relembrar seu tempo de músico. “Cessé de Jairinho” foi clarinetista da “furiosa”, banda da Sociedade Musical Santa Helena e não esqueceu as macias poltronas do Congresso Nacional.
  • O modelo de tratamento de esgoto “a tempo seco” foi implantado pela Prolagos. A concessionária vende água, mas não trata o esgoto como deveria. Até quando a Laguna de Araruama vai resistir?
  • Muita gente se pergunta qual será o impacto das denúncias do ex-secretário de educação Cláudio Leitão contra o governo de Adriano Moreno. As denúncias atingem mais intensamente o secretário de fazenda Antônio Carlos Vieira.
  • Cabo Frio recebeu nos últimos 23 anos bilhões (bilhões mesmo) de royalties do petróleo. Os prefeitos Alair Corrêa, Marquinhos Mendes e Adriano Moreno nunca se preocuparam em criar um “Fundo Soberano” para investir em infra-estrutura. Resultado? Saúde e saneamento sucateados.
  • Radamés Muniz e Paulo Cotias, apesar da falta de recursos, têm realizado trabalho bastante criativo, na área de turismo. A dupla mostra que, se tivesse mais apoio, poderia se tornar um meio de alavancar a aprovação do governo.

RAÍZES DO CONSERVADORISMO BRASILEIRO

Em Raízes do conservadorismo brasileiro, Juremir Machado da Silva aponta caminhos capazes de elucidar por que o Brasil é um país em débito com a própria história

Partindo da análise de discursos políticos e jornalísticos do início do século XIX, o autor identifica fundamentos conservadores que permearam o contexto da assinatura da Lei Áurea e sobre os quais foi erigida, um ano e meio depois, a República brasileira.

Ciente de que a liberdade não foi uma concessão, mas uma árdua conquista das pessoas negras, o autor demonstra como a estrutura do capitalismo comercial escravista se traduziu – e ressoa ainda hoje – numa intrincada legislação, elaborada para atender a determinados interesses, e num imaginário cultural e ideológico, edificado para justificar a manutenção de privilégios – mesmo que isso implicasse, na época, a desumanização e a coisificação de pessoas.

Em texto ágil, o autor desvela as origens do conservadorismo e a história da busca pela igualdade social no Brasil. A fina ironia que acompanha o texto, se não torna o tema mais leve, funciona como um mecanismo que ajuda o leitor a suportar o espanto de ver a gênese da hipocrisia que ainda hoje sustenta relações de dominação entre classes e raças.

Um livro essencial não apenas para pessoas interessadas em história, sociologia e análise do discurso, mas também para aquelas que desejam viver em um país melhor, em que a escravidão tenha de fato se extinguindo para todos.  

PAUTA SUPRAPARTIDÁRIA

As redes sociais da Internet estão inundadas de notas emitidas por diferentes associações, entidades e indivíduos, que defendem as questões ambientais.

Na Região dos Lagos, em particular Cabo Frio não é diferente, todos os grupos e pessoas querem dar sua contribuição na formulação de ações vinculadas à proteção ambiental.

A cidade vive profunda crise, que se reflete e materializam direta e indiretamente as questões ligadas ao ambiente ou dele decorrentes.

Não serão ações isoladas de grupos e pessoas, que terão força para atuar de forma propositiva na elaboração de políticas públicas municipais: os esforços tenderão a se dispersar e ao enfraquecimento frente, muitas vezes a interesses poderosos.

Em 2020, acontecerão novas eleições municipais e se os defensores das causas ecológicas estiverem fragmentados e despreparados para a luta política, mais uma vez naufragarão.

É preciso, portanto, a unificação de esforços, suprapartidários, acima do espectro político e ideológico, para que seja possível impor aos candidatos uma pauta, que preserve em sua essência a execução de políticas públicas capazes de reverter o atual estado de degradação ambiental do município de Cabo Frio.

PEQUENAS DOSES

  • A próxima semana promete ser tensa e movimentada na política cabofriense Na 4ª, 29, a partir das 15 horas a câmara vai realizar Audiência Pública para discutir o parecer do TCE sobre as contas do ex-prefeito Marquinhos Mendes, ano 2017.
  • Caso o legislativo mantenha o parecer do TCE-RJ, a carreira política do ex-prefeito Marquinhos Mendes estaria praticamente encerrada. Afinal, seriam 8 anos de castigo e dificilmente o político sobreviverá a essa pena.
  • Entre muitos boatos que circulam neste fim de semana, em Cabo Frio, um dá conta que Cláudio Leitão não teria caído sozinho. Segundo alguns, a secretaria municipal de fazenda será ocupada em definitivo por Clésio Guimarães Faria.
  • A aliança implicaria na aprovação das contas do ex-prefeito Marquinhos Mendes, que se comprometeria a não disputar a prefeitura em 2020, com liminar. O ex-prefeito, com as contas aprovadas, se resguardaria para disputar o governo municipal, em 2024.
  • A tarde foi movimentada na Cafeteria Per Tutti, na Praça Porto Rocha. O professor José Américo Trindade, o Babade, voltou de Ilhéus. Foi cercado por militantes e observadores da vida política, em Cabo Frio: quase um guru. Posteriormente, no “Parada e Obrigatória”, dedicou-se a uma refeição. frugal, com base em hortaliças.
  • Grupo de amigos e Elma Martins, viúva do ambientalista e fotógrafo Antônio Ângelo se movimentam no sentido de montar uma exposição com suas fotos: “Olhares de Antônio”. Reconhecimento do seu talento em defesa do meio ambiente.