O ESCÂNDALO!

A RECESSÃO É INEVITÁVEL

As pressões para que a prefeitura de Cabo Frio eliminasse as regras de distanciamento social partiram justamente do empresariado, que não topa perder nunca. O que ainda não entenderam é que com quarentena ou sem quarentena, a recessão é uma realidade mundial.

O ESCÂNDALO!

Meia dúzia de empresários gananciosos acreditam que abrir o comércio em Cabo Frio resolve a questão da crise. O pibinho de Bolsonaro/Guedes estava em 1.1% e hoje as previsões são de recuo do PIB. O desemprego já é descomunal, como também a informalidade. Querem colocar a culpa de tudo no corona.

A ARTICULAÇÃO!

Rumores oriundos das paredes do Palácio Tiradentes dão conta que a articulação, com o empresariado, para o fim da quarentena em Cabo Frio, teve o dedo de Felipe Araújo, secretário de desenvolvimento da cidade. É o mesmo secretário, que no governo de Marquinhos Mendes, foi o responsável pela “obra prima”, da reforma da Praça Porto Rocha. O arquiteto está no “gabinete de crise” da prefeitura de Adriano Moreno.

O “BODE NA SALA”

O “BODE NA SALA”

A prefeitura de Cabo Frio, que no governo de Adriano Moreno/Cati, pagou os salários dos servidores com atraso, vai agora arrumar um justo bode na sala para os próximos atrasos: o covid 19, acrescido da redução no preço do barril de petróleo e a queda da receita dos impostos.

E O DEVER DE CASA?

O prefeito fará o dever de casa? Conseguirá diminuir a influência de certos vereadores na folha de pagamentos? Planejar os próximos meses quanto à receita? Com 860 milhões de reais não conseguiu pagar em dia, como fará agora?

OS PARTIDOS E AS NOMINATAS

DIFICULDADES?

Os partidos trabalham com o prazo de 04 de abril para o termino de filiações, visando a formação da nominata de vereadores. Os partidos estão tendo dificuldades por conta da pandemia do covid 19 e pela nova Lei Eleitoral.

QUEM GANHA?

Os maiores beneficiados, certamente, são os atuais vereadores da base governista, oficial ou oficiosa, que, usando a máquina da prefeitura, estavam com seus “aliados” dentro do “bolso do casaco”.

REPENSANDO O CONTRATO SOCIAL – Rogério Carvalho (*)

A pandemia do covid-19 estendeu diante dos nossos olhos uma incômoda crise humanitária, seja pelo despreparo do neoliberalimso em lidar com as questões sociais advindas com a doença , seja pelas questões morais envolvidas no seu combate.

Como se não bastassem os desafios do combate à própria doença,no Brasil ainda temos que lidar com a institucionalização da ignorância promovida pela eleição de Jair Bolsonaro que, cercado por um grupo ideologicamente bitolado, tem lidado com a pandemia a partir de uma espécie de terraplanismo sanitário, se contrapondo à ciência, aos fatos e caminhando na contramão do mundo.

O Brasil reúne todas as condições para ser um dos países mais afetados pela pandemia que tem ceifado vidas em países com qualidade de vida muito superior à nossa.

A nossa sociedade, além de historicamente marcada por desigualdades sociais profundas é habituada à remediação, fazendo com que os apelos por prevenção sejam negligenciados por boa parte da população. Adicione à essa realidade histórica o discurso anticiência e antifatos de um governo que tem encontrado eco no cotidiano, seja pela ignorância de uns ou pela arrogância de outros. Temos assim, o pior cenário para um ser humano se proteger de uma pandemia e as melhores condições para um vírus se propagar.

Foi nesse contexto que assistimos na última semana um pronunciamento no qual o presidente defendeu abertamente a flexibilização do isolamento social e atacou governadores que adotaram medidas no sentido de combater o corona vírus.

Se o discurso do presidente foi resultado de uma pressão ou não do mercado financeiro não importa, afinal a escola que orienta a política econômica do seu governo não ministra a matéria “Estado de bem-estar social”. O que merece atenção são as consequências que a reabertura do comércio poderá provocar. Não estamos no Japão, no qual há economia de toques e os modos são comedidos. Japoneses praticam a auto-reclusão ao menor sinal de sintoma de enfermidade. Estamos falando do Brasil, país no qual se vê com as mãos e os espaços individuais são praticamente coletivos.

A adoção do isolamento social é fundamental para minimizar os efeitos da pandemia numa sociedade cujo sistema de saúde já não consegue atender as demandas em situações normais, até porque nenhum sistema de saúde do mundo estava preparado para suportar o volume de infectados pelo covid-19. “Mas e a crise econômica?” Muitos se perguntarão. “Mas e o Estado?” Devolvamos a pergunta. Se por um lado a escola de Chicago não preparou o Minisitro Paulo Guedes para o “Welfare State” aí está uma ótima oportunidade para que ele aprenda, mesmo que a contragosto, os caminhos da proteção social. Na mesma medida os brasileiros poderão compreender a importância vital da presença do estado e na economia e no cotidiano da sociedade.

Quando na semana do período previsto para ser o início do pico de contaminação discutimos a reabertura do comércio, estamos na verdade discutindo o preço da vida. E quando ponderamos sobre grupos de riscos estamos debatendo sobre quem deve ou não viver. Pode não parecer, mas o momento que estamos vivendo é uma conclamação à nossa humanidade. Estamos sendo convidados a pensar a nossa própria existência individual e coletiva. É como se precisássemos reavaliar as cláusulas do nosso contrato social para podermos assim reorganizar as nossas prioridades sociais, políticas e econômicas.

(*) Professor de História.

PRIORIDADE SOCIAL – Cláudio Leitão (*)

A prioridade neste momento é salvar vidas humanas.

A crise econômica que de fato virá pós pandemia pode ser superada com a ajuda do Estado. O Estado é forte e poderoso, caso contrário, o que justificaria sua existência. Uma das suas funções é regular o desequilíbrio socioeconômico da sociedade.


Os “ditos liberais” adoram quando a interferência é para salvar o mercado, vide crise de 2008, em que foram injetados 13 trilhões de dólares na economia mundial. Cada país fez a sua parte.

Existem inúmeras medidas de natureza macroeconômicas que podem ser tomadas para atenuar a crise vindoura. Isso já aconteceu antes. Um exemplo foi o período pós segunda guerra.


A “grita” dos neoliberais neste momento é que desta vez o Estado também vai ter que socorrer com inúmeras ações os trabalhadores formais e informais e os menos favorecidos. Isso dói na alma deles!


Como estamos em casa, sugiro ler Keynes. Vale pela Wikipédia mesmo!!

(*) Economista, professor e ex-secretário de educação de Cabo Frio.

MANTIDA A QUARENTENA

O prefeito de Cabo Frio, Adriano Moreno, aconselhado por diversas instituições, resistiu a ganância inescrupulosa de bolsonaristas, rejeitou a onda de desinformação que parte da própria presidência da república e manteve as medidas de isolamento social. O blog espera que o prefeito mantenha sua posição, em consonância com as determinações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Ciência.