Políticos da Região dos Lagos fazem parte da lista de caixa 2 apresentada pelo ex-presidente da Fetranspor.

O site Clique Diário publica matéria da jornalista Thaiany Pieroni sobre a delação premiada do ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira. A delação atinge diretamente três políticos da Região dos Lagos: o ex-prefeito de Cabo Frio Marquinhos Mendes, o ex-deputado Paulo César Guia e Marcelo Amaral.

Abaixo a reprodução da reportagem publicada pelo Clique Diário.

Três políticos da Região dos Lagos fazem parte da lista apresentada pelo ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira, que acusou, em sua delação premiada, 21 deputados, ex-deputados e candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de terem recebido R$ 20 milhões em caixa dois nas eleições de 2014 e 2016.

Entre os listados estão três políticos da Região dos Lagos: o ex-prefeito de Cabo Frio Marquinho Mendes (MDB), o ex-deputado federal Dr Paulo César (PSDB) e o vice-prefeito de Araruama Dr Marcelo Amaral (PSD).

Na lista, consta ainda os nomes dos ex-deputados federais Sergio Zveiter, Edson Santos, Eurico Junior, Indio da Costa, Itagiba, João Ferreira, Julio Lopes, Marcelo Matos, Marco Antonio Cabral, Savio Neves, Simão Sessim e Washington Reis; E dos deputados federais Aécio Neves , Hugo Leal e Rosângela Gomes.

Da Assembleia Legislativa, constam da lista Alexandre Valle, Anabal, Átila Nunes Filho, Carlos Alberto e o candidato derrotado Marcelo Sereno. Além de dois secretários do governo Wilson Witzel , Otávio Leite (PSDB) e Felipe Bornier (PROS), além dos deputados federais Aécio Neves , Hugo Leal e Rosângela Gomes.

Em seu relato, Teixeira disse que alguns pagamentos eram divididos entre a Fetranspor, entidade estadual das empresas de ônibus, e a RioOnibus, sua equivalente na cidade do Rio.

ROBÔS SÃO APENAS ROBÔS

Aviso a quem fica impressionado com grande número de curtidas e comentários nas redes sociais da internet. Boa parte são robôs ligados por bolsonaristas e são de fora do Brasil. Portanto, não são eleitores, apenas instrumentos de destruição de reputações e que procuram alavancar determinadas candidaturas.

A FORÇA DA INTERNET

O tempo na TV e rádio continuam sendo importante para os partidos políticos e candidatos. A força da internet começa a se impor e segundo alguns especialistas, nas eleições de 2020 aumenta seu cacife e em 2022 vai superar outras mídias no processo eleitoral.

ATUAÇÕES TRISTES

Os dois deputados de extrema direita, que representam Cabo Frio e a Região dos Lagos, têm passado vergonha, se é que percebem as bobagens que fizeram. Setores da grande imprensa estão atentos e não perdoam. De nomeações pouco recomendáveis no gabinete a projetos de lei, que não se enquadram eticamente, tem quase de tudo.

SEM AVENTURA!

Cabo Frio merece coisa muito melhor do que deputados de extrema direita, que não trabalham pela defesa do Estado Democrático de Direito e a liberdade de expressão. Cabo Frio premido por uma crise que se arrasta há anos não deve e não pode apostar em mais uma aventura.

BANDEIRA AZUL

A prefeitura começou programa de asfaltamento dos acessos a Praia do Peró, que recebeu a certificação internacional da Bandeira Azul. Com a alta temporada batendo a porta Adriano Moreno e Antônio Carlos Vieira, o Cati, tentam recuperar o tempo perdido. A cidade parece um estacionamento lunar.

O PTB TROCOU DE MÃOS

Começou a temporada de caça aos partidos. O Portal RC24h, leia-se jornalista Renata Cristiane, traz a notícia que o velho PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), fundado por Getúlio Vargas, não está mais em mãos do advogado Cláudio Mansur. Que rumo tomará o partido que nacionalmente ainda está sob o controle político do ex-deputado federal Roberto Jefferson?

MILÍCIA DIGITAL

A CPI das Fake News, que está rolando no Congresso Nacional, esclarece bem o esquema dos “robôs bolsonaristas”, que levantam candidaturas, impulsionam pesquisas e redes digitais, além de espalhar ódio pelo país. O esquema beneficia os candidatos que são inimigos do Estado Democrático de Direito, típica postura de milicianos, daí o nome de “milícia digital”. Atenção: Cabo Frio não é um oásis no Brasil.

BYE BYE PREFEITURA

O vereador Aquiles Barreto está dando adeus a uma possível candidatura a prefeito de Cabo Frio, com o apoio de Marquinhos Mendes. Na “oposição consentida”, Aquiles pode ser candidato a vice em chapa com o atual prefeito Adriano Moreno, mas pode compor também com seu companheiro de câmara Rafael Peçanha.

DESCOLANDO DO PREFEITO

A presença dos vereadores no bairro Manoel Corrêa, amplamente noticiada pela mídia cabofriense, é efeito do descolamento em relação ao governo de Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira, o Cati. Como o governo é inoperante e extremamente impopular, os vereadores querem mostrar serviço. Afinal, o ano eleitoral é logo ali.

O QUE É ISSO DEPUTADO?

Que projeto é esse do deputado Sérgio Luiz Azevedo, que coloca um manto protetor nos “mau-feitos” dos políticos? O projeto contradiz todo o seu discurso, monotonamente repetido ao longo da campanha. Está o deputado querendo agradar ao “capitão”, protegendo o atual senador Flávio Bolsonaro? Pensando no futuro?

MAU COMPORTAMENTO

Os deputados de extrema direita eleitos no último pleito, aqui na Região dos Lagos, estão passando recibo de mau comportamento. As peripécias vão de gastos legais, mas eticamente reprováveis na Assembleia Legislativa, nomeações questionáveis para os gabinetes e nada de positivo para os municípios. Precisam começar a trabalhar.

CHEGA DE DEMAGOGIA, VAI TRABALHAR

Projetos de interesse próprio e políticas demagógicas amplamente divulgadas nas redes digitais. Essas são as características dos representantes eleitos aqui pela nossa Região dos Lagos, especialmente Cabo Frio. Até o momento, nenhum dos dois começou efetivamente a trabalhar. Está na hora de trabalhar e ao menos por enquanto esquecer a prefeitura.

AMOR EM FORMA DE AÇÚCAR

Encontraram-se em uma conversa. Mas o assunto não as aproximava porque tinha o formato de muro. Tiveram que subir e espiar com atrevimento. Olhar por cima das conversas é excitante! Verdadeira declaração de interesse. Foi assim que ela descobriu que a outra gostava de jujubas. Bolotas doces e coloridas agora vendidas por peso. Comprou tantas que a mensagem pelo whatsapp foi sensual “Tenho tantas jujubas que pra comer vou precisar da companhia da sua boca.”

O convite foi aceito. As jujubas duraram uma noite, entretanto os estoques dos mercados eram corpulentos. Dia após dia, uma ou outra trazia as guloseimas e sobrava, no fundo do saco, apenas o açúcar fino que se perdia por conta da fricção natural.

Nas gôndolas as jujubas não acabaram devido à afinidade que a oferta tem com a procura. Contudo, a relação entre as duas perdeu o sabor e a cor. Ela passou a comprar quantidades cada vez menores até que numa segunda-feira compreendeu que podia comê-las sozinha.

Permaneceu assim até reencontrar, na praia, um antigo amigo. Conversaram, riram e quando ela anunciou fome ele ofereceu um suspiro com toques de limão. Nessa época, a paixão derretia na boca! Num sábado se encorajaram com uma receita de internet. Ficou péssima! De qualquer forma, se lambuzaram de amor.

Preferiam os suspiros caseiros que compravam para jamais faltar. Mesmo assim, o amor murchou como um colchão de ar furado. A certeza do fim veio numa tarde de domingo quando o doce acabou e teve que render-se ao produto do único mercado aberto. Quando chegou a casa os dois desaprovaram a receita e nenhuma piada lasciva açucarou os lábios.

Naquela semana a senhora que vendia suspiros viveu sua primeira crise de produção com os estoques acumulados na cozinha. Já a moça, novamente solteira, teve a certeza de que o amor tinha a mesma natureza do açúcar: derretia, mas era uma invenção maravilhosa!

Rafael Alvarenga

Cabo Frio, 02 de dezembro de 2019

DO MURO A “OCA DO AMOR”

Ex-prefeito de Cabo Frio e ex-deputado do velho PFL, Ivo Saldanha, pode ser considerado dos maiores fenômenos eleitorais do município. Na época, Ivo, criou na Avenida Júlia Kubitschek, em frente a Rodoviária o “Muro do Amor”, no qual atendia centenas de pessoas. Afastado da vida política, o ex-prefeito, mantém no distrito de Tamoios, a “Oca do Amor”. Pois é!!!

RACHAS NA EXTREMA-DIREITA

A presença do governador Witzel, na Região dos Lagos serviu, entre outras tantas coisas, para evidenciar os “rachas”, na extrema-direita. Divididos entre Bolsonaro e Witzel, a extrema direita ainda acredita no seu poder para reforçar suas posições nas eleições municipais de 2020.

VEREADORES, DESCOLANDO DO GOVERNO

A fraqueza política do grupo de Adriano Moreno e Antônio Carlos Vieira, o Cati, fica cada vez mais clara. Os vereadores, obviamente, interessados na reeleição, tentam se descolar do governo municipal. A pergunta, que continua sem resposta é, como se descolar, sem perder vantagens de ser governo?

DIVIDIR PARA DOMINAR

Há quem garanta que todos os sinais políticos emitidos pelo governo municipal é que Adriano Moreno não tentará a reeleição. Outros dizem que o governo está tentando por em prática a velha política colonial inglesa: “dividir para dominar”, a única chance eleitoral de Adriano Moreno se reeleger.

JOGADAS SUJAS

Uma das jogadas sujas, que a justiça eleitoral, não evitou nas eleições de 2018, foi a criação de milhares de robôs na internet, em apoio as candidaturas de Bolsonaro e dos bolsonaristas. Esse matreirice, se é que podemos chamá-la assim, povoa as redes sociais com falsos apoios a turma da extrema direita e criando uma onda como se a vitória fosse inevitável.

CUIDADO!

Muita gente cai nessa e passa a reproduzir a candidatura da extrema direita como se fosse praticamente imbatível, criando o fenômeno da “pedra no lago”. As pesquisas, em nível nacional, mostram que o bolsonarismo, ou seja, os fanáticos de extrema direita não ultrapassam 12% do eleitorado. O resto é levado pela onda. Cuidado!

DESCE A CORTINA!

A procura de uma ótica o prefeito Adriano Moreno, acompanhado de um segurança, esteve na galeria do Café PerTutti, no centro da cidade. Encontrou rapidamente a turma que diariamente “bate ponto” no café, a quem chamou de “A Comissão”, imediatamente rebatido pelos integrantes da mesa: “Comissão da Verdade”. Nada mais foi dito ou percebido.