BOLSONARISMO RUINDO

Dor de cabeça

O esforço para sanear as contas públicas municipais tem sido marca do governo de José Bonifácio. A postura tipicamente republicana, entretanto, tem sido bombardeada pela oposição, que amplia seu espaço junto à opinião pública e tem dado dor de cabeça aos “cardeais”, que ainda não encaixaram o jogo.

Múltiplas tarefas

Até o momento o governo não conseguiu elaborar a tão anunciada contra-ofensiva conversada em alguns gabinetes, que possuem ou deveriam ter mais peso político. O velho comentarista esportivo diria, “o prefeito centra e corre para cabecear, mas a bola tem batido na trave e ninguém aproveita o rebote.”

Pirâmides de Gizé

São graves os desdobramentos dos negócios nas Pirâmides de Gizé, em Cabo Frio e Região dos Lagos. Provocaram instabilidade nas áreas econômica e financeira, atingindo gente de diferentes classes sociais e setores da economia. Ainda pior o que a Polícia Federal tem descoberto na área criminal.

Pelas barbas do Babade

O Programa Sidnei Marinho promove, com muita ênfase, a área de cultura e em especial o lançamento de livros, em Cabo Frio. Esta semana Sidnei Marinho entrevistou vários autores entre os quais a professora Eloisa Campos da Costa autora do livro “Pelas barbas do Babade”, lançado pela Sophia Editora, do Rodrigo Cabral.

Bolsonarismo ruindo

A estratégia política formulada pelo bolsonarismo para o Estado do Rio está ruindo junto com à popularidade do próprio presidente da república. A tendência é a não reeleição do governador Cláudio Castro, que ao substituir o ex-juiz Wilson Witzel, apelidado “O Breve”, ficou de pés e mãos amarradas a Bolsonaro.

A crise no Bolsonarismo

A derrota do Bolsonarismo, que as pesquisas têm demonstrado, deve provocar a crise nas candidaturas da extrema direita: ao contrário de 2018, não vai ter votos para todos. Sobram apenas os chamados “bolsonaristas raiz”, representando o que pensa, ou melhor, não pensa a “turma do cercadinho” junto ao Palácio do Planalto.

Mentindo para o editor

Menti para o Editor desse blog quando lhe disse, em cima da hora, que estava terminando o texto. Mal havia uma linha torta entre as sinapses da minha memória repleta de lâmpadas queimadas. Na verdade, eu andava e olhava a cidade. Prendia-me o esplendor de seu centro tumultuado. E eu sorria diante das propagandas pregadas em postes, marquises e letreiros, pois todas garantiam ao cidadão a felicidade e a beleza. Quem quisesse podia aumentar as unhas, esticar os cabelos, facilitar as sobrancelhas, plastificar o abdômen, sorrir com mais dentes que a própria natureza era capaz de oferecer a um carnívoro. As cidades nos marcam pelas mentiras que nos contam.

Agora corro em direção a casa pois o que vi precisa ir para o papel. Mas, no meio do caminho, a insatisfação me surge como a surpresa em uma tocaia. Porque a chuva começa a cair promovendo uma metamorfose serelepe no cotidiano citadino. Ninguém pode se lavar de chuva, ainda que esteja ensopado de suor.

O chão molhado, assim como tudo que um dia ganhou uma demão de tinta, reluz um fulgor de esperança. Então, a cidade que se preparava para escurecer sob o fim do dia, brilha de ponta a ponta. A chuva acende o mundo todo, do chão para o céu.

No entanto, é preciso que a poesia pare por aqui. Afinal de contas, até a mentira tem limites e o texto precisa ser entregue. Dizem que o trabalho dignifica o homem e o cronista não ficará de fora de salvo-conduto popular.

Rafael Alvarenga

Cabo Frio, 28 de outubro de 2021.

Nota do Editor: Mentiras como essa são sempre bem-vindas e festejadas.

Inteli-GENTE com Paulo Cotias

CONVERSA

Sempre que possível dê preferência a uma boa conversa. Talvez pela poderosa influência da filosofia grega costumamos valorizar mais a forma do diálogo, afinal ele teria ao menos um objetivo, o de buscar o conhecimento através da palavra. E em um diálogo isso se faz pela persuasão. Assim, quando dialogamos com alguém importa menos a pessoa e mais o conjunto de argumentos. O conhecimento que transita é a grande estrela, ele é quem recebe os holofotes. Um diálogo, por isso, não é pessoal. Não pode ser pessoal, caso contrário incorre em falácia. Geralmente não é feito em qualquer ambiente e sempre vem acompanhado de algumas regras formais fundamentais.

Isso tudo não é para desdizer da sua importância. Pelo contrário! Mas se for convidar alguém para tomar um café, por exemplo, que seja para conversar. Eu costumo dizer que só dialogo a serviço, seja do meu trabalho como professor, como cidadão ou mesmo nos momentos mais formais e necessários dentro da família. Fora isso eu converso. Prefiro e gosto de conversar. A palavra é latina e tem o sentido de conviver. Quando você conversa, o ser ato de versar, de virar-se, de prestar atenção, se dirige a alguém, fazendo dessa ou dessas pessoas as mais importantes naquele momento.

Nesse sentido já não importa tanto o assunto. A companhia, a intimidade o desejo de estar junto é que faz qualquer tema, mesmo os mais divergentes, se tornarem interessantes, memoráveis até. O objetivo é estar próximo. Por isso em uma roda de conversa cabem os mais diferentes pensamentos ou mesmo os causos mais mentirosos, os exageros das façanhas imaginárias ou até reais. Vale discordar da política, do time de futebol, dos hábitos dos presentes, vale a galhofa, o bom humor e, claro, algumas doses de conhecimento para dar alguma substância.

Reparem o quanto é desagradável alguém começar um diálogo em uma roda de conversa. Vira pernóstico, um jeito elegante de dizer: chato. O contrário também logicamente é assustador. Ninguém espera que uma conferência ou uma reunião temática terminando em um stand up…

E reparem ainda que onde tem conversa tem comida. E onde tem comida e pessoas, por mais simples que sejam, tem alegria. Não tem como dar errado! Por isso, se desejamos viver melhor, ser mais autênticos e felizes com aqueles que gostamos, valorizamos a presença (ou àqueles que viermos a considerar desse modo) devemos sempre dar preferência a uma boa conversa. Aguardo o convite!

(*) Professor, historiador e Consultor Educacional.

OPORTUNISMO POLÍTICO

Oportunismo político

A extrema direita tem aproveitado bastante todas as vacilações políticas do governo de José Bonifácio. A extrema direita representada nacionalmente pela dupla Bolsonaro/Guedes é por natureza privatista, fala até em privatizar a PETROBRAS, mas em Cabo Frio, por puro oportunismo, se coloca contra as parcerias público/privadas.

Questão de boletos?

Alair Corrêa e Jefferson Vidal alardeiam que são candidatos a Câmara Federal. Ambos em dobradinha com o bolsonarismo. A maior parte dos cabos eleitorais alairzistas colou na ultra direita. Acostumados ao bem-bom dos áureos tempos do velho morubixaba, percebem no bolsonarismo a sobrevivência imediata: os boletos chegam todo mês.

O que será? O que será?

A turma de Vidal diz que o objetivo maior é impedir a eleição de Janio Mendes, que é candidato a voltar a ALERJ. O ex-vereador Vidal, antes de se lançar candidato, deveria explicar a população o que aconteceu de tão grave para que ele fosse defenestrado, com tanta rapidez da presidência da COMSERCAF.

Dobradinha socialista

A essa altura dos acontecimentos fica a indagação: com quais candidatos da Região dos Lagos, o ex-secretário de turismo, esporte e lazer, Flávio Rosa vai fazer a dobradinha na eleição de 2022? Flávio, que faz a rota Cabo Frio/Maricá, com ramificações em outras cidades da Zona Metropolitana, quer uma cadeira na Câmara Federal pelo PSB.

O que acontece?

O governo de José Bonifácio paga os salários do funcionalismo absolutamente em dia, restabelece o controle da prefeitura sobre os precatórios, assina acordos com a Prolagos e a Enel, requalificando as dívidas, isto é, restaura a credibilidade da prefeitura há muito perdida. Esse mesmo governo sofre derrotas perfeitamente evitáveis na Câmara. O que está acontecendo? Cadê o “gênio da lâmpada”?

UMA BOA CAMINHADA (2ª. VERSÃO) 

José Correia Baptista

– Essa cruz pesa muito, não é amigo?

– É verdade! Muito.

– E você a carrega todo o dia.

– Todo o santo dia.

– Vamos começar a mudar?

– Tem jeito?

– Claro!

– Já posso largá-la?

– Vamos devagar. A cruz já faz parte do seu ser. A cruz precisa de você. Você não vive sem a cruz.

– Já está me enrolando.

– Falo somente a verdade.

– Está certo. Cumpra então a sua promessa. Não pedi nada!

– Bem. O longo tempo deixou feia a sua cruz. Vamos começar mudando, pintando-a de azul!

– Como? Não entendi.

– Sim, vamos pintar a sua cruz de azul.

– Não acredito que mudar seria isso.

– Viu? Eu não disse que você já acha o feio da cruz o belo do costume? Eu pinto-a para você. Pronto!

– Não é que ela ficou mais bonita.

– Que bom. Pensei que você fosse questionar a cor.

– Não me engana, você já devia saber que gosto do azul!

– Resolvido?

– Resolvido? Só isso?

– E já não foi uma grande coisa que eu fiz por você?

– Mas eu pensei que você fosse desaparecer com essa cruz!

– Fui.

Depois de chegar da caminhada que volta e meia fazia perto de casa, Marcos André contou para sua mulher o diálogo que tivera com seu guia espiritual, sobre o conselho confortador que recebera naquela manhã.

– Gostei da nova pintura de minha cruz, mulher.

– Marcos André, que cruz você carrega? Deixa eu ter conversa com seu guia que eu vou dar um rumo para vocês dois.

– Cada um tem o seu guia!

– Então anota o que ele te diz e vê se arruma um emprego do tipo Paulo Coelho.

(*) José Correia Baptista é formado em Ciências Sociais e em Letras pela UFF.

Os cobaias da pós-verdade.

Rafael Peçanha1

É notável a dedicação do pensamento contemporâneo ao combate a sistemas totalitários, autocráticos, tiranos, ditatoriais ou mesmo centralizadores de poder político. No campo da Filosofia, autores como Habermas, Alexandre Koyré e Heidegger são destaques polêmicos sobre a questão, há cerca de um século. Entretanto, poucos pensadores tocaram de maneira tão objetiva e “profética” nesta ferida do que o francês Jacques Derrida.

Koyré, em 1943, escreveu um artigo sobre a mentira na política, que mereceu o comentário de Derrida, em 1993. Neste, o filósofo salienta que verdade e mentira não são opostos e que é preciso não confundir mentira com erro. Nesse contexto, entende que a mentira em si não existe; ela não é um fato ou um estado, mas sim um ato intencional. O que existe é o mentiroso, porque encontra-se impregnado, no conceito de mentira, a intenção deliberada de não dizer a verdade. Não há, pois inocência nem ausência de culpabilidade no ato de se mentir. Assim, o oposto da mentira (dizer algo intencionalmente contrário à verdade) seria a veracidade (o ato de dizer algo relacionado com a verdade), e não a verdade, cujo oposto seria o erro.

Para Koyré, os regimes totalitários agridem a verdade, que deixa de ser universal e passa a ser submissa a um certo “espírito da raça, da nação ou da classe” negando assim “o valor próprio do pensamento”, quando então “o mito é frequentemente preferível à ciência”.

Derrida confirma e concorda com a abordagem de Koyré, atentando ainda para o fato de que o que ele diagnostica “poderia se estender amplamente a certas práticas atuais de supostas democracias”.

Outra característica do intenso apego à mentira, nesse tipo de regime político, é o apego a uma linguagem que falseie essa intenção, isto é, que a todo o momento use a verdade como slogan, grito de guerra ou bandeira. Assim, para Derrida, “quanto mais (…) uma máquina política mente, mais ela faz do amor à verdade uma palavra de ordem de sua retórica”. Não é preciso ir longe para supor que mesmo textos sagrados religiosos possam ser utilizados e interpretados ao bel prazer de uma justificação egocêntrica do mentir, o que é possível perceber bem em obras cinematográficas contemporâneas, tais como Missa da Meia-noite, de Mike Flanagan.

Mais do que isso, um regime totalitário e um político fascista não apenas tendem a mentir mais, mas acreditar na própria mentira, segundo o historiador argentino Frederico Filchenstein. Assim, “mesmo que vejam que essas mentiras não correspondem à realidade, acreditam que essas mentiras estão à serviço de uma verdade, que é a verdade do líder e da ideologia. Uma ‘verdade’ enraizada na fé e no mito”.

Nesse sentido, o professor Paulo César Duque-Estrada, certamente o maior comentarista de Derrida do Brasil, salienta que é preciso resistir e “fazer frente às construções político-fantasmáticas que (…) querem a todo instante nos obrigar a crer e compartilhar”, sendo preciso “avançar no enfrentamento das ameaças e desafios (…) do obscurantismo, do fanatismo, do dogmatismo, do autoritarismo, do reacionarismo, do fundamentalismo, do falocentrismo, do racismo”.

O cenário observado por Koyré, há quase 80 anos e comentado por Derrida, há quase 30, não é diferente do atual tabuleiro brasileiro – ao contrário, aponta semelhanças gritantes com o que hoje vivemos em nosso país.

O contexto político-eleitoral que se avizinha, bem como as redes sociais brasileiras, tendem a fazer (e já tem feito), do cidadão e da cidadã tupiniquim, verdadeiros cobaias da pós-verdade, isto é, da mentira deliberada – intencional, calculada, disfarçada por emoções e discursos fideístas sobre uma suposta “verdade”, acreditada por seus seguidores como real ou como um irreal necessário para se impedir “males maiores”. Cabe a quem se entenda democrata, defensor dos direitos humanos, mas, acima de tudo, do respeito ao outro, em todas as suas instâncias, engajar-se nesse enfrentamento, que não é contra pessoas, nem contra ideias – é contra a mentira[1].

[1] Este artigo tem como inspiração a leitura do Capítulo 5, Para além da mentira e da verdade na política, da obra Estudos Ético-políticos sobre Derrida, de Paulo César Duque-Estrada.

(*) Rafael Peçanha é ex-vereador e atual Secretário-Adjunto de Ciência e Tecnologia de Cabo Frio, Historiador Especialista em Sociologia Urbana (UERJ), Mestre e Doutor em Antropologia (UFF), Pós-Doutorando em Filosofia (PUC-RJ).

Moeda Social Itajuru

O lançamento oficial do programa Moeda Social Itajuru acontecerá nesta sexta-feira (29), às 10h, no Ciep Professora Amélia Ferreira dos Santos Gabina, no Manoel Corrêa, bairro escolhido para dar início ao projeto piloto. 

Nesta fase inicial, 500 famílias em situação de vulnerabilidade social serão beneficiadas com 200 itajurus mensais, o equivalente a R$ 200. A lista com os nomes dos beneficiários está disponível no Portal da Transparência através do endereço eletrônico http://rj.portaldatransparencia.com.br/prefeitura/cabofrio/iframe.cfm?pagina=abreDocumento&arquivo=3FEE075B804F

OFICINA DE MEDICINA TRADICIONAL INDÍGENA

No USIN4 (Cabo Frio) com a PAJÉ VANDA DOMINGOS MACUXIÍ (Roraima)

(Preparo durante a oficina de garrafadas, xaropes, chás, pomadas, tinturas feitas com plantas medicinais, para diversas patologias, além de outros saberes indígenas do Povo Macuxií).

Dia 30/10 (Sábado) e dia 31/10 (Domingo) de 8 às 18 h (intervalo do almoço)

Garanta sua vaga, pois será limitada: Armindha Freire (021) 995680596

Tânia Arrabal (022) 988421060

Deserto

Marcos Antônio de Paula (*)

Dizem que o marechal Rommel, na segunda guerra, durante a campanha do norte da África, mantinha um almirante como consultor. O movimento das tropas pelas dunas se assemelhava a esquadras navais se deslocando pelo mar. Fazia sentido usar estratégias de marinha onde a água era luxo.

O oficial alemão tinha no Sahara o seu oceano.

Então, posso ter no mar o meu deserto.

Com as águas calmas, deste ponto, dá para ver a ilha e um risquinho da praia, se forçar um pouco a vista. Um outono claro. Paro o barco.

O mais difícil é o sujeito aturar a si mesmo. Meu pai me ensinava, vez ou outra.

Ele manteve esse hábito enquanto pôde conduzir um barco. Se havia um dinheirinho de folga para queimar um óleo à toa, passava um dia no nada. Minha mãe não entendia o gesto, apenas que fazia sentido para o marido.

O velho nem sempre foi pescador. Tentou um tempo num seminário. Concluiu que o sacerdócio não lhe cabia.

Caiu na estrada, viu o tal Brasil profundo. Vendeu artesanato, miçanga, tocou violão para ganhar a janta. Conheceu o Daime, as borboletas azuis, São Tomé das Letras. Visitou as terras por onde teria passado Dom Sebastião.

Quando se é viajante sem nada, o seu deserto está em todo lugar. Ninguém lhe fala, ninguém lhe vê.

Voltou para casa.

Acho que me tornei um filho pródigo.

Vovô nunca teve um tostão. Qual herança?

Tempo.

Tinha abandonado a ordem, não a fé. Seguiu a vida muito religioso, místico. Pegou a profissão do meu avô, mais por necessidade, menos por vocação. Sabia de tudo, porém não tinha ofício além do que recebera ainda menino.

Criou muito bem os cinco filhos, sem riqueza, na decência e na retidão de gente cumpridora da palavra. Falava só o necessário e me custou muito arrancar umas poucas histórias das suas andanças.

Tinha a alegria dos poucos que encontraram a sua paz.

Do muito que me ensinou e do quase nada que aprendi me faltaram justamente as duas.

Quem sabe aqui, no meu deserto, eu consiga ouvir o que eu tenho a me dizer

(*) Ciências Contábeis/UFF.

PRÊMIO EVANDRO TERRA

Documento com as regras de participação está publicado no site oficial

A Prefeitura de Cabo Frio está com inscrições abertas para o Prêmio “Evandro Terra”. O objetivo é selecionar 96 propostas/projetos artísticos e culturais para apresentações no município, nos moldes da Lei Federal Nº 14.017, de 29 de junho de 2020 (Lei Aldir Blanc). O Edital Nº 20968/2021, com todas as regras, foi publicado nesta segunda-feira (25) no Portal da Transparência, e pode ser consultado no link https://transparencia.cabofrio.rj.gov.br/licitacaolista.php?id=520

A inscrição segue até o dia 8 de novembro. Para isso, é obrigatório, primeiro, prencher o Cadastro Permanente de Artistas de Cabo Frio, disponível no link https://bit.ly/3mgpvP3, em seguida, o formulário de inscrição no link https://bit.ly/3GnE0Zi.

O valor global do edital é de R$ 272.380,00, dividido em duas categorias, e para os seguintes segmentos artísticos: artesanato; artes cênicas (teatro, circo, técnicos de som e luz, figurinistas, maquiadores, etc); artes plásticas; audiovisual; blocos, agremiações carnavalescas, escolas de samba e bandas tradicionais da cidade (em formato reduzido, com até 10 integrantes); cultura afro; dança; expressões culturais populares; LGBTQI+; literatura; música; produção cultural; pesquisas sobre arte e cultura; patrimônio cultural; expressões artísticas não convencionais e infraestrutura técnica.

A seleção será feita por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura / Fundo Municipal de Cultura (FMC). Após todos os trâmites de avaliação, o resultado dos projetos contemplados será anunciado no dia 10 de dezembro deste ano.

Além de preencher o formulário online, os agentes culturais interessados em participar do prêmio precisam submeter a proposta cultural conforme as normas do Edital, que traz, ainda, algumas regras sobre impedimentos à participação. Uma delas diz que quem já foi contemplado pelo Edital Dona Uia (Inciso III da Lei Aldir Blanc no município de Cabo Frio) não poderá se inscrever no Edital Evando Terra.

Após consultar todos os documentos, quem tiver dúvidas pode entrar em contato com a Secretaria de Cultura pelo e-mail editaisaldirblanc@gmail.com ou pessoalmente na sede da Biblioteca Municipal Professor Walter Nogueira, na Praça Dom Pedro II, n°47, Centro, Cabo Frio.

QUEM FOI EVANDRO TERRA?

Evandro Terra foi um cantor, compositor e professor, criado em família tradicional mineira, (Chiador/MG), mas que adotou Cabo Frio como moradia. Reconhecido nacionalmente, nas décadas de 80 e 90 fez sucesso em todo o país com composições que ganharam as rádios na voz de artistas como Banda Mel, Banda Beijo, Malakacheta entre outras.

Em 1991, o artista, que também animava os carnavais da região e da Bahia junto com o Grupo Terra, foi o vencedor do “Prêmio de Melhor Composição” do carnaval baiano com a música “Salvador pra você”, sucesso interpretado pelo cantor Netinho, à época vocalista da Banda Beijo. Evandro Terra morreu em 10 de janeiro deste ano, aos 66 anos, no Rio de Janeiro.