AGASALHO & FUZUÊ

Agasalho & Fuzuê

A prefeitura de Cabo Frio, na nova gestão de José Bonifácio, “agasalha” como diria seu tradicional adversário, o velho morubixaba, gente de todos os matizes ideológicos: é uma verdadeira salada! O governo tem de tudo e o prefeito se equilibra em meio a esse verdadeiro fuzuê.

Os vetores políticos

Apesar da pandemia ser a prioridade das prioridades o grupo de cardeais que articula a política interna do governo continua muito atento e de olho em 2022. Estabelece seus vetores políticos/eleitorais focados nas eleições proporcionais para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Assim, interfere direta e indiretamente nos cargos em comissão (portarias) do governo.

Sem alternativas

De fora, parece que qualquer projeto político/eleitoral alternativo que se interponha ao dos cardeais será devidamente podado por eles dentro do próprio governo. O cardinalato é institucional e como tal conservador por excelência e não quer nenhuma concorrência, porque para eles 2022 e 2024 estão articulados.

A construção da coligação

A saída de Flávio Rosa representa uma séria baixa para o governo de José Bonifácio. Flávio é um aliado político de muitos anos e foi peça fundamental na arrumação da coligação. O tabelião-surfista trouxe para a aliança o PSB, liderado no estado pelo deputado Alessandro Molon, dos mais expressivos parlamentares do país. Não é pouco!

Não ao retrocesso

O prefeito José Bonifácio desde a pré-campanha diz que não é candidato a reeleição e foi eleito para, entre outras coisas, arrumar a cidade. Ao término dos quatro anos entregar a cidade saneada, após ter enfrentado a pandemia do covid-19, será um feito respeitável. Entretanto, todo o esforço será desperdiçado caso Cabo Frio caia em mãos do retrocesso.

O último vagão do trem?

A frase “Cabo Frio passou do ponto” trás o sentimento que a decadência do município, após o sonho dos royalties do petróleo, é inevitável. Não é por acaso que as forças políticas da Baixada Fluminense e do bolsonarismo estão investindo pesado aqui, especialmente em Tamoios.

Por que não?

Talvez esses quatro anos que estão apenas começando sejam a última chance de Cabo Frio se tornar algo mais que um balneário da zona metropolitana do Rio de Janeiro, muito pouco para as belezas desse litoral. Cabo Frio pode e deve ser reconhecida como uma cidade com uma bela qualidade de vida. Por que não?

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