A ESCRAVIDÃO MODERNA

Ângela Maria Sampaio de Souza

Causa preocupação ver aumentar o número de crianças, jovens, mulheres e homens que são obrigados a ganhar a vida nas ruas explorados muitas vezes por familiares ou até mesmo por organizações criminosas.

Essa realidade nos faz pensar em nossa sociedade que se diz moderna, desenvolvida, mas não alcançou ainda os níveis de amor ao próximo.

Não podemos fechar os olhos nem ficarmos inertes frente à necessidade de salvaguardar a dignidade dessas criaturas, ameaçadas por fatores culturais e econômicos.

Nosso país apesar de ter abolido a escravidão em 1888, carrega uma herança, que torna a classe dominante de descaso e por fim nos leva a desigualdade.

Não estamos nos tempos da escravidão,mas ainda existem milhões de pessoas escravas dos seus próprios pensamentos e ninguém além de você mesma pode libertar sua mente.

Atualmente a exploração física, econômica, psicológica, sexual de muitos  levam crianças, adultos, idosos à desumanidade e à humilhação.

Não é possível libertar um povo sem antes livrar-se da escravidão de si mesmo.

Cada pessoa tem sua caminhada própria e o resultado virá na medida do seu esforço.

A escravidão moderna, uma expressão genérica, segundo as pessoas são forçadas a exercer atividades contra sua vontade.

Parece estranho estarmos falando em escravidão no século XXI, mas é uma verdade e essa escravidão pode ser física, mental e social.

Apesar de muitas vezes discutirmos sobre esse assunto, a cultura da escravidão ainda está presente.

Muitos são escravos do dinheiro, consumo, aparência física, idéias e egoísmo mas essa escravidão só será abolida por si mesmo.

O dinheiro representa uma forma de escravidão e uma riqueza é uma forma  difícil de se libertar.

Apesar de grandes esforços, a escravidão moderna continua sendo um flagelo em larga escala.

Proteger o povo, garantir seus valores de liberdade, igualdade e fraternidade só será possível quando existir respeito da cidadania.

Todos querem ter liberdade, mas ninguém quer viver na igualdade e para isso é preciso que a liberdade, igualdade e fraternidade aconteça dentro de nós e não da boca para fora.

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é Professora.

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