PRESEPE

Manuel Bandeira

Chorava o menino.

Para a mãe, coitada,
Jesus pequenito,
De qualquer maneira
(Mães o sabem…), era
Das entranhas dela
O fruto bendito.
José, seu marido,
Ah esse aceitava,
Carpinteiro simples,
O que Deus mandava.
Conhecia o filho
A que vinha neste
Mundo tão bonito,
Tão mal habitado?
Não que ele temesse
O humano flagício:
O fel e o vinagre,
Escárnios, açoites,
O lenho nos ombros,
A lança na ilharga,
A morte na cruz.
Mais do que tudo isso
O amedrontaria
A dor de ser homem,
O horror de ser homem,
— Esse bicho estranho
Que desarrazoa
Muito presumido
De sua razão;
— Esse bicho estranho
Que se agita em vão;
Que tudo deseja,
Sabendo que tudo
É o mesmo que nada;
— Esse bicho estranho
Que tortura os que ama;
Que até mata, estúpido,
Ao seu semelhante
No ilusivo intento
De fazer o bem!
Os anjos cantavam
Que o menino viera
Para redimir
O homem — essa absurda
Imagem de Deus!
Mas o jumentinho,
Tão manso e calado
Naquele inefável,
Divino momento,
Esse bem sabia
Que inútil seria
Todo o sofrimento
No Sinédrio, no horto,
Nos cravos da cruz;
Que inútil seria
O fel e vinagre
Do bestial flagício;
Ele bem sabia
Que seria inútil
O maior milagre;
Que inútil seria
Todo sacrifício…
(*) Manuel Bandeira, em ‘Belo belo’, 1948.

ABANDONO E DESLEIXO NO BOULEVARD CANAL

Desleixo no Boulevard Canal

Essas fotos são do Deck do canal, um importante ponto turístico de Cabo Frio, a velha política do rouba mais faz, ou rouba e não faz, levou a cidade ao CAOS. A esperança é o novo prefeito, tá na hora das pessoas de bem assumirem o destino da cidade, a questão é temos pessoas de bem suficiente nessa cidade?” – Charles Neves

Abandono

A sensação que o cabofriense tem é de completo abandono. Essa é a cara do deck do chamado Boulevard Canal, que nada mais é que a orla do Canal do Itajuru, com grande concentração de bares e restaurantes. Como fazer turismo receptivo de qualidade com essa falta de cuidado?

“Kit portaria”

Como sempre acontece o prefeito eleito tem sofrido muitas pressões para compor o 2º e o 3º escalão. Qualidades e ressentimentos antecipados são divulgados na mídia como se fosse um “kit portaria”, esquecendo que o momento é de crise profunda: “devagar com o andor, que o santo é de barro”.

Despreparo evidente

O prefeito Adriano Moreno gravou pronunciamento nas redes sociais da internet, mostrando os relatórios, referentes à sua gestão, que está entregando ao Ministério Público. Na fala, muito ressentimento, mostrando que não estava preparado para ser um homem público e ocupar o cargo de prefeito de Cabo Frio.

Bom-senso?

É muito fácil e tranqüilo bater e bicar, como urubus na carniça, naquele que está saindo do cargo, profundamente desgastado, após um governo que não deixa saudades. É típico desse período de transição bater pesado em quem está saindo e criar expectativas em relação ao novo governo.

Cobranças e elogios na transição

Os elogios ao novo prefeito, também tem sido carregado de cobranças antecipadas. Essa dualidade também faz parte do cenário da pequena política, que foi típica da província e que está disseminada nacionalmente. Afinal, o momento é de crise pandêmica e de desemprego generalizado.

A Lista!

Seria bastante interessante que o governo eleito enviasse para a mídia a lista com o nome completo e um pequeno currículo dos secretários e dos componentes do 2º escalão do novo governo que se instala em 1º de janeiro de 2021. É importante, não como notícia propriamente dita, mas como instrumento de análise para os observadores da política local.

Observação

As paredes murmurantes do Palácio Tiradentes e do histórico prédio da câmara municipal estão de olho em figuras que podem, ao longo dos 4 anos, pavimentar a carreira para vôos mais altos, inclusive a prefeitura: Aquiles Barreto, Flávio Rosa, Jefferson Vidal, Luis Geraldo, Miguel Alencar e Rui França são alguns em observação.

ROLAND CORBISIER: O LEITOR DE SÃO PEDRO DA ALDEIA

José Correia Baptista

Há 40 anos fazia o que muitos companheiros também fizeram até ontem: depois de diagramar e imprimir o jornal na gráfica, colocava os amarrados em meu carro e saía distribuindo os 5 mil exemplares. Rodava o jornal “Aqui” na gráfica do Jornal do Comércio no Rio de Janeiro e vinha para a Região dos Lagos deixando em muitos lugares o biscoito fino dessa padaria até chegar a Cabo Frio, onde morava.

As bancas também recebiam o jornal. Num certo sábado, por volta das 12h30 chegava ao centro de São Pedro da Aldeia, quando o rapaz da banca saudou o meu aparecimento: “Finalmente o jornal chegou. Tem um senhor que já veio aqui uma porção de vezes procurando esse jornal.”

Eu me senti gratificado porque momentaneamente circulou em mim um sentimento de que todo aquele esforço encontrava um reconhecimento. Entreguei 25 exemplares para o jornaleiro. Ele os ajeitou entre outros jornais e soltou a expressão: “É esse aqui. É esse senhor aqui que está procurando o jornal.” O rapaz apontava para o homem na capa do jornal “Aqui”: Roland Corbisier (1914-2005).

Havia entrevistado o filósofo brasileiro em sua casa em São Pedro da Aldeia à beira da Laguna de Araruama. Dei chamada na primeira página com caixa alta para o nome Roland Corbisier, o título “O espólio da ‘revolução’ é um país falido” – estávamos em 1980 – e uma foto dele lendo um livro. Toda a contracapa do jornal vinha com a entrevista intitulada “Ninguém nasce socialista e o socialismo não se advinha”. Reconhecia a importância de Roland Corbisier, que uma vez Tristão de Athayde (1893-1983) – que também entrevistei para o “Aqui” no Centro Dom Vital – o caracterizou de intelectual brilhante. Eu era formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense e mesmo sem ter Roland Corbisier na bibliografia dos cursos de Ciência Política conhecia sua história como intelectual e político. Por isso, quando o entrevistei em São Pedro da Aldeia levei meus livros para que ele os autografasse, como “Liberdade e política”, “A enciclopédia filosófica” e “Autobiografia filosófica”.

Naquele ano de 1980, Roland Corbisier estava com 65 anos de idade, lançando os livros “Os intelectuais e a revolução” e – o que se tornaria um clássico do pensamento filosófico brasileiro – “Introdução à história da filosofia”, concluída em sete volumes. Ele queria reencontrar sua própria história, interrompida pelo golpe de 1964, que cassou seu mandato de deputado federal, cassou seus direitos políticos, o prendeu várias vezes e o tirou do mercado de trabalho de ensino. O Brasil naquele ano de 1980 ensaiava o que se chamava de abertura democrática. Em uma parede da biblioteca e escritório de Roland Corbisier julgo ter visto – se a memória não falha – as fotos de filósofos do idealismo alemão, Ficthe, Schelling, Feuerbach, Hegel, e o materialista histórico e dialético Karl Marx.

Na entrevista que fiz, Roland Corbisier defendia que qualquer especialista – seja cientista, operário, técnico, artista – pode se tornar um intelectual – no sentido de aquele que tem a visão do real em sua totalidade, o especialista da não especialidade, ou do universal, portanto, o intelectual que se torna filósofo – desde que supere ou transcenda os limites de sua especialização e alcance a consciência da totalidade na qual se encontra.

“A partir desse momento em que adquirem essa consciência que torna transparente a estrutura, as engrenagens do sistema que os oprime e explora, tornam-se não só intelectuais, mas revolucionários, compreendendo que só a destruição do sistema e sua substituição por outro, pode libertá-los da opressão e da espoliação.”

Roland Corbisier era natural na forma simples, clara, compreensível, de expor seu pensamento, plenamente certo de um futuro emancipador da humanidade e com a convicção otimista da realização da filosofia da história. Sua confiança no projeto racional da história exprimia-se em uma frase que reproduzia o espírito do materialismo histórico que baseava seu pensamento, como uma vez me disse: “Hoje não se constroem mais catedrais góticas.” É verdade, embora o ceticismo e o niilismo tenham se tornando tão imponentes quanto qualquer catedral.

(*) José Correia Baptista é editor da revista cultural Nossa Tribo, formado em Ciências Sociais e em Letras pela UFF. Foi secretário de Cultura de Cabo Frio. (2009/2012).

O TERMÔMETRO!

Termômetro

O termômetro que marca a crise vivida por Cabo Frio subiu ainda mais com dois episódios ocorridos nos últimos dias: a confusão na porta da secretaria de fazenda entre o prefeito e manifestantes e o confronto entre o prefeito e o grupo neofascista, que age no município, alegando falar em nome da sociedade.

Agressões inadmissíveis

São episódios que mostram o tamanho do buraco em que a cidade está e a crescente violência evidenciada em diferentes ocasiões. Crucificar o prefeito, personagem público, em final de mandato é fácil, mas é inadmissível importunar e agredir sua família, de maneira continuada, na porta de sua residência.

Manifestações

São manifestações que travestidas de reivindicações justas buscam o apoio junto à sociedade. Essas práticas desses pequenos grupos não acontecem agora e já ocorreram em diferentes oportunidades e se assemelham as práticas da extrema direita ou delas tiveram origem: discursos de revanche, vingança e ódio.

O Repúdio!

 Os diferentes setores da sociedade, a representação dos três poderes e os políticos em geral tem o dever de repudiar com veemência essas ações e comportamentos. Não são inerentes a democracia, mas a práticas autoritárias e violentas que teimam em implantar na cidade de Cabo Frio.

Nota Oficial

Seria importante que o prefeito eleito José Bonifácio e seu secretariado fizessem uma nota oficial repudiando a violência como forma de coerção política. Não se trata de uma questão de política partidária ou mesmo de ideologia, mas de defesa das bases em que se assenta o Estado Democrático de Direito.

Balneário

O governo de José Bonifácio tem a obrigação, entre tantas, de trabalhar o turismo de tal forma, que Cabo Frio deixe de ser exclusivamente o balneário da Baixada Fluminense e de outras áreas da Zona Metropolitana do Rio de Janeiro. A degradação que o turismo de massa provoca não compensa o lucro imediato que possa gerar.

Laços estreitos?

Nos últimos anos algumas lideranças políticas de Cabo Frio vêm estreitando laços com políticos da Baixada Fluminense e arredores, como Washington Reis de Duque de Caxias. Os métodos dos políticos da baixada são o que há de pior no cenário brasileiro. Tomara que isso seja estancado.

O exemplo

De todos os secretários indicados o que mais se mexe e dá publicidade nas redes sociais, percorrendo todos os cantos da cidade é sem dúvida o tabelião surfista Flávio Rosa, que vai assumir a secretaria de Esporte e Turismo em 1º de janeiro. Todos torcem muito pelo sucesso de sua empreitada e que realize o sonho do Centro Olímpico.

Na Comsercaf …

Por fim, essa semana, o vereador Jefferson Vidal, indicado para presidir a Comsercaf, seguiu o exemplo do tabelião surfista e está percorrendo os bairros do centrão (da Ponta do Forte a Vila do Sol). Tomara que no decorrer do mandato na Comsercaf siga em tudo o exemplo de Tiziu.

O choro é livre

As redes sociais da internet continuam repercutindo o chororô da extrema direita, mas por incrível que pareça é o pessoal ligado a Alair Corrêa que mais esperneia. Talvez tenham caído na realidade e percebido que os contratos e cargos comissionados não estão mais a disposição na prefeitura.

A NOITE EM QUE OS HOTÉIS ESTAVAM CHEIOS

Moacyr Scliar

O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; ela, grávida, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa serviria, desde que não fosse muito caro.

Não seria fácil, como eles logo descobriram. No primeiro hotel o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha, na pressa da viagem esquecera os documentos.

— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!

O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel também não havia vaga. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. Contudo, para não ficar mal, resolveu dar uma desculpa:

— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dão para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui nada. Se eu conhecesse alguém influente… O senhor não conhece ninguém nas altas esferas?

O viajante hesitou, depois disse que sim, que talvez conhecesse alguém nas altas esferas.

— Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo.

O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. Foi adiante.

No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio.

— O disfarce está muito bom. Que disfarce? Perguntou o viajante. Essas roupas velhas que vocês estão usando, disse o gerente. Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos. O gerente aí percebeu o engano:

— Sinto muito — desculpou-se. — Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.

O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária. Para surpresa dele, o viajante achou a idéia boa, e até agradeceu. Saíram.

Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.

FEIJOADA COMPLETA

O reinado dos “sheiks do petróleo” se iniciou em 1997 ao mesmo tempo em que começaram a jorrar os royalties do petróleo dos poços da então jovem Bacia de Campos.

Anos de fartura, constantes comemorações e gastança desenfreada, como se não existisse o dia seguinte e o petróleo fosse uma fonte de energia renovável.

Os ventos mudaram. A crise internacional atingiu o preço do barril do petróleo e após mais de vinte anos os poços da outrora pujante Bacia de Campos estão maduros, necessitados de capital para continuarem produzindo: incompatível com os preços do barril em queda no mercado internacional.

A reunião da crise econômica estrutural com a pandemia pegou o município de calças curtas. Os “sheiks” não tiveram o cuidado de deixar uma poupança sob a forma de fundo soberano.

A crise de tão profunda, os engoliu e em 2018 promoveu a eleição de um neófito com discurso tecnicista e de demonização da política e dos políticos. O resultado? O fracasso nunca antes visto na história de Cabo Frio.

Em 2020, a população apostou no ex-prefeito José Bonifácio montado em uma aliança bastante diversa e complexa, reunindo diferentes segmentos, de progressistas a conservadores, derrotando a extrema direita.

A coligação foi feita sob o manto da credibilidade construída pelo prefeito eleito. É ele o fiador do processo, que precisa dar o ponto para que a mistura da feijoada dê certo.

OS BOLSONARISTAS ESPERNEARAM

Bolsonarista esperneou

A justiça eleitoral bateu martelo sobre o registro, diplomação e posse de José Bonifácio como prefeito de Cabo Frio. A notícia caiu como martelo na cabeça da extrema direita bolsonarista, que sonhava ganhar no “tapetão” e forçar nova eleição. O resultado pode ser visto nas redes sociais da internet: a turma bolsonarista esperneou. Que coisa!

Siricuticos

Como as esperanças foram água abaixo e a inexpressiva secretaria estadual de ciência e tecnologia não comporta todo mundo, a turma pouco acostumada ao labor mais intenso, esperneou. Nas redes apareceram textos, verdadeiros siricuticos, atacando os vencedores no pleito com cobras, lagartos e até jacarés. É assim mesmo, quem perde esperneia.

Chororô

Entre tantos pitís, siricuticos e chiliques o mais cheio de lamentos foi o do ex-prefeito Alair Francisco Corrêa, que de tanto trocar, as pessoas não sabem qual a legenda partidária que no momento lhe dá guarita. Mais ou menos a mesma realidade da época em que foi deputado, quando pouco sabia a localização da ALERJ. Magoado com o que a vida lhe reservou, destilou, em letras rebeldes, algumas bobagens, que entraram na conta do chororô

Agasalhado?

Acostumado a falar em abrigar e principalmente a agasalhar o ex-prefeito deve está desconfortável com a eleição do seu velho adversário. Afinal, não era esse o final de carreira, que planejou para si mesmo. Quem sabe uma assessoria na secretaria estadual de ciência e tecnologia?

Polêmica!

As redes e as paredes murmurantes do Palácio Tiradentes continuam repercutindo as vozes contra a nomeação de Jefferson Vidal e Luiz Cláudio Gama para a presidência da Comsercaf e Controladoria Geral. A indicação tem sido referendada em diversas oportunidades pelo prefeito eleito, que tem colocado o peso de sua credibilidade nas nomeações mais polêmicas do 1º escalão.

O “Bode na Sala”

Será a Comsercaf o “bode na sala” do Governo José Bonifácio? Ainda é cedo, mas a autarquia sempre deu problemas para todos os prefeitos e muita gente imaginava, que seria extinta. O seu novo presidente é um ex-vereador e seu antigo presidente, na prefeitura de Marquinhos Mendes, é agora o Controlador Geral de Combate a Corrupção. O tempo dirá sobre essa arquitetura política e administrativa.

Bonifácio: o avalista!

O prefeito eleito, que ao longo da vida política construiu uma carreira com muita credibilidade, tem usado esse passado para avalizar a construção do seu secretariado, mesmo diante de algumas contradições e polêmicas. O secretariado e os outros escalões refletem a extensa aliança que venceu a eleição de 15 de novembro.

A cara de Bonifácio

Fica claro que o governo vai ser a cara de José Bonifácio, na medida em que o prefeito chamou pra si toda a responsabilidade do processo, que é bastante complicado. O governo tem diferentes vertentes e interesses políticos e ideológicos e o ponto de equilíbrio é o prefeito eleito: o governo será mais progressista ou conservador em função da postura de Bonifácio.

A realidade é outra

Engano pensar no José Bonifácio dos mandatos anteriores. O município cresceu, a administração ficou bem mais complexa. Basta ver Tamoios que se transformou em outra cidade, com problemas tão ou mais graves que o 1º Distrito. Mesmo assim é evidente o abandono de Tamoios pelas autoridades centrais.

O Pêndulo!

O prefeito eleito está bem mais maduro cascudo pelas intempéries da política, que por diversas vezes foi bem dura com ele. Terá sua construção política bases sólidas? Não há dúvida que haverá um embate dentro do governo entre o setor progressista e o conservador. O pêndulo será o prefeito.