Bolsonarismo raiz?

As seguidas manifestações de revolta de lideranças da campanha do deputado Sérgio L. Azevedo contra Bolsonaro revelam que o deputado e sua turma não são bolsonaristas de raiz. Deixam a entender que embarcaram na onda por uma questão de oportunidade eleitoral.

Esqueceu?

O deputado Sérgio L. Azevedo, gosta de dizer que é um dos articuladores e responsáveis pelo processo de impedimento de Wilson Witzel. Esqueceu de dizer que isso só aconteceu depois do rompimento do então governador com o seu líder Bolsonaro e que ele Sérgio L. Azevedo também ajudou a eleger o ex-juiz Witzel.

Moderação a vista?

Com o evidente esvaziamento do bolsonarismo clarificado nas eleições municipais, principalmente nos grandes centros, o meio político de Cabo Frio especula se logo ali na primeira esquina o deputado Sérgio L. Azevedo também pode adotar tom mais moderado. Tudo vai depender das perspectivas eleitorais.

Sem votos, não dá!

Aos poucos vai arrefecendo o ânimo dos “sem votos”, que embarcaram em uma das muitas “teorias da conspiração”, que perambulam pelo Brasil dos extremos. Imagine se essas figuras revoltadas tivessem sido candidatas em algum condado dos EUA, com aquele complicadíssimo sistema de apuração de votos. Estariam roendo as unhas em desespero.

Especulações

As especulações sobre o nome do novo (a) para a secretaria de educação não cessam: Laura Barreto, Aquiles Barreto, Rafael Peçanha, Márcia Tardelli, Márcia Teixeira, Márcia Quaresma, Joana D’Arc, Elicea Silveira e outros tantos estão nas “bocas das matildes” (a expressão é tão antiga quanto o editor) cabofrienses. Difícil é agradar a “sala dos professores”.

Circunstâncias 1

A secretaria de educação tem um grande orçamento, número muito expressivo de professores, funcionários de apoio e no seu pé um sindicato muito ativo. Tem também imensos problemas, desde o estado precário de prédios da rede pública até o medíocre índice do IDEB, passando pela segurança da escola e do seu entorno.

Circunstâncias 2

O secretário (a), dependendo das questões políticas, da capacidade técnica e administrativa e da qualidade do diálogo com a categoria, pode ter uma imensa oportunidade de dar aquele salto qualitativo em sua carreira política e nas possíveis pretensões eleitorais.

Sem malabarismos

Por outro lado é também um posto muito espinhoso, considerado chave no governo de José Bonifácio, no qual a educação é a “menina dos olhos”, portanto, ali não dá para vacilar. Não dá para inventar e muito menos fazer malabarismos políticos em busca de viabilidade eleitoral.

“Menina dos olhos”

O prefeito tende a acompanhar muito de perto o dia-a-dia da secretaria de educação. Têm a “mania” de fazer visitas as escolas sem avisar, de surpresa mesmo. Senta na sala dos professores e costuma ouvir o que eles têm a dizer e ainda avalia a qualidade da merenda comendo junto com os alunos. O secretário (a) e equipe terão que “ralar” bastante.

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