VEXAMES ELEITORAIS

Interesses

Pressão e “lobby” para a formação do secretariado são absolutamente normais, inclusive, porque a participação da sociedade civil foi decisiva para a eleição de José Bonifácio e Magdala Furtado. É preciso apenas identificar o que esses grupos representam, se são aspirações justas da sociedade ou interesses privados, querendo dominar o que é público.

O Teatro!

O primeiro lugar em que José Bonifácio parou e se dirigiu a população foi em frente ao Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, que se encontra fechado para reformas há bastante tempo. As palavras de apreço a cultura e as artes são uma esperança para a cidade.

Modelo “Papai sabe tudo”

Ao final da campanha o deputado Sérgio L. Azevedo percebeu que a linha que escolheu para disputar a prefeitura de Cabo Frio foi um erro. Tanto que o seu marketing político tentou suavizá-lo, mas errou mais uma vez: apresentou a sociedade um modelo de família norte-americana da década de 50: nada mais anacrônico.

Erros & Erros

Olhando para o futuro, Sérgio L. Azevedo, usou de tom bastante ameno para reconhecer a vitória de José Bonifácio, contradizendo o tom agressivo durante o processo eleitoral. Mais uma vez errou ao reafirmar sua crença no bolsonarismo (extrema direita), que além de não lhe dar a menor bola durante a campanha, está em franca decadência.

Vexames eleitorais

Os dois deputados da Região dos Lagos, especialmente de Cabo Frio, tiveram derrotas claras na eleição de 2020. Mauro Bernardo tentou ser candidato pelo PROS, mas não deu e teve que se contentar em apoiar, dentro do mesmo arco ideológico da extrema direita, o Capitão Diogo, no PSDB. Sérgio L. Azevedo, mesmo com uma adiposa estrutura, amargou uma derrota poucas vezes observada em Cabo Frio.

A concorrência

Caso o deputado Sérgio L. Azevedo continue em sua caminhada pela trilha bolsonarista encontrará muitas dificuldades políticas. Terá como concorrente direto Rodrigo Gurgel, com discurso bem mais afiado e voltado para atender os anseios da iniciativa privada. Na mesma área, Mauro Bernardo e o Capitão Diogo parecem representar a bancada mais truculenta, digamos assim.

Votação inexpressiva

O prefeito Adriano Moreno teve uma votação absolutamente inexpressiva, incapaz de eleger sequer um vereador. É fruto do discurso de demonização da política e dos políticos, expressado na campanha, na qual ficou em 2º lugar e assumiu por conta do afastamento de Marquinhos Mendes. A arrogância, somada a incompetência em gerir o município, trouxe como resultado o vexame eleitoral.

Triste fim!

O prefeito fez uma dupla com o seu 1º secretário de fazenda, conhecido na cidade por Cati, saudado como um gênio do setor financeiro e rompeu com aqueles que o elegeram. Acabou sem ter estrutura para governar e se aliou ao grupo do ex-prefeito Marquinhos Mendes, que o isolou na reta final, anunciando a candidatura. Triste fim!

Fraco desempenho

Os partidos mais a esquerda, Unidade Popular (UP) e o PSOL, tiveram pífio desempenho eleitoral. Os dois candidatos a prefeito o Professor Betinho (PSOL) teve 562 votos (0.56%) e o Professor Fernando de Oliveira, 356 (0.35%), totalizando 918 votos, que correspondem a 0.91% dos votos apurados. É preciso repensar a estratégia.

A novidade!

Na esquerda, a grande novidade dessa eleição foi o surgimento de uma garotada engajada politicamente no discurso da esquerda não tradicional e com pautas bastante inovadoras. Essa militância deu à candidata a câmara, Chantal Ferraz, da Unidade Popular (UP) uma votação bastante expressiva: 665 – 0.65%.

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Um comentário em “VEXAMES ELEITORAIS”

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