A CONSTRUÇÃO DE CONSENSOS

O processo eleitoral sempre deixa feridas, algumas profundas outras curadas rapidamente com o bom e velho mercúrio cromo, sem a necessidade do merthiolate, que hoje não arde mais.

Para não fugir a regra, a eleição para prefeito polarizou e se o então candidato José Bonifácio tivesse embarcado na radicalização do discurso proposto pelo adversário hoje teríamos o município profundamente dividido.

Ao contrário, o prefeito eleito em seu primeiro discurso manteve a linha do apaziguamento. Deixou clara a proposta de governar para todos sem estimular divisões políticas e alimentar atritos na sociedade.

Vai precisar mesmo fazer um governo com a sociedade civil, sem se refugiar em sigla partidária e com muita habilidade para construir maioria e consenso.

Não por acaso, existem determinadas questões que precisam ser enfrentadas e que se arrastam a anos na cidade como velhas correntes de um castelo mal assombrado.

Que tal olhar para o passado?

Que tal prestar atenção em Itamar Franco, o mineiro que conseguiu criar uma ponte, que ninguém imaginava possível e atravessar a grande crise que abalava a “Nova República”?

É sempre bom refletir sobre a História.

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