BARRANDO O MAL

O eleitor deve se debruçar rapidamente sobre as eleições na Baixada Fluminense, Zona Metropolitana do Rio de Janeiro. Vai encontrar intensa ação das milícias, do tráfico, seqüestros, assassinatos e toda sorte de crimes.

A eleição de José Bonifácio barra o crescimento desse tipo de gente e de política aqui por Cabo Frio.

É por isso que tentam derrubar a candidatura de José Bonifácio com toda sorte de boatos, mentiras deslavadas e ataques cruéis contra sua pessoa.

A falta de respeito humano, de dignidade, tem tido resposta tímida da justiça, mas imensa da população, que conhece José Bonifácio e sua história.

A cada ataque espúrio a resposta da população tem sido de ampliar e consolidar a vantagem de José Bonifácio.

Em 15 de novembro, Cabo Frio vai assistir a resposta definitiva a aqueles a quem falta tudo, em especial o humanismo e a cristandade, que tanto proclamam da boca pra fora, mas da qual estão completamente afastados.

NEM PENSAR!

Nem pensar!

Apesar de sofrer agressões de toda a extrema direita, habituada e pendurada nos métodos da Baixada Fluminense, José Bonifácio reiterou, junto a sua campanha, que não pretende responder a baixaria da qual tem sido alvo. Em conversa com amigos e aliados José Bonifácio orientou no sentido de manter a mesma postura: “baixar o nível seria cair no campo deles, onde eles são campeões: nem pensar!”

As perguntas!

Muita gente em Cabo Frio e Região dos Lagos faz as mesmas perguntas: qual o destino político-eleitoral da Família Bento após sua prisão preventiva sob a acusação de “rachadinha”? Quais os possíveis herdeiros no âmbito político-eleitoral-religioso?

Futuro incerto

A situação política da Família Bento já era difícil depois que o patriarca Silas deixou a Assembleia Legislativa. A eleição de Anderson era fundamental para que a família continuasse a ter alguma importância no cenário político de Cabo Frio. Após o episódio da “rachadinha” o futuro é ainda mais incerto.

Divisão!

O deputado Sérgio L. Azevedo, agasalhou o grupo do “velho morubixaba”, mas não em sua totalidade, parte se dispersou por outras candidaturas. Já Marquinhos Mendes, apesar de não ter obtido o registro afirma aos “quatro ventos”, que vai continuar na sua campanha a prefeito. Quer manter o seu nome na memória dos eleitores.

Fim de carreira?

As eleições de 2020, de alguma forma selam a carreira política de Alair Corrêa e Marquinhos Mendes. Os “sheiks do petróleo” ou “reis dos royalties”, que durante mais de 20 anos dominaram a política de Cabo Frio parecem ter chegado ao fim, embora em política o fim nunca seja o definitivo.

Pode ser 3º

Há quem diga que se Marquinhos Mendes continuar sua campanha, mesmo com o registro cassado, o deputado Sérgio L. Azevedo corre o risco de ser ultrapassado e chegar em 3º. A campanha agressiva do deputado tem sido motivo de vergonha para boa parte do seu próprio eleitorado.

Bolsonarismo mais tosco

Caso chegue em 3º lugar, o deputado Sérgio L. Azevedo poderá amargar uma curta carreira política marcada pela agressividade escancarada, gerada pela infecção gerada pelo bolsonarismo. O resultado eleitoral dos que por oportunismo abraçaram o bolsonarismo ainda mais tosco, se é que isso é possível, tem sido pífio.

Porta dos fundos

Os antigos aliados, que elegeram Adriano Moreno/Cati, expurgados da administração, comemoram a derrocada da dupla. Afinal, os prepotentes, que diziam renovar a política de Cabo Frio, estão saindo da prefeitura pela porta dos fundos, fruto de soberba e da incompetência.

Ser cristão é servir

Ângela Maria Sampaio de Souza (*)

Ser cristão não é aparência ou conduta social; ser cristão é servir!

Ninguém pode dizer-se cristão e violar a dignidade das pessoas.

O poder do dinheiro vindos de tantos negócios sujos, de crimes mafiosos, é dinheiro ensanguentado e ninguém levará para outra vida.

Sem dúvida, as graves ocorrências de corrupção, recentemente reveladas, requerem uma consciente conversão tanto espiritual como moral.

É necessário um comportamento de honestidade ou de transformação positiva.

Devemos ter coragem de nos transformar em pessoas que desejam defender os mais pobres e não defender-se do pobre, é preciso servir aos fracos e não ser servido pelos fracos.

Não adianta batermos no peito afirmando que é um cristão se ignora, persegue, criminaliza e discrimina o outro.

Quando isso acontece essa sociedade empobrece até chegar a miséria.

Muitos ainda vivem escravos do seu egoísmo e essa sociedade deixa de ser cristã, pois como a palavra diz: “cristão” é vida centrada nos ensinamentos de Jesus, seguidor de Cristo. Quando no centro do sistema não há mais o homem, porém o dinheiro vemos profundos desequilíbrios.

Dignidade da pessoa humana significa preciosidade da vida humana, que nos foi dada gratuitamente e não pode ser objeto de troca ou de comercialização.

Quando não tomamos conta da fragilidade das pessoas, significa encarregar-se da situação mais marginal e angustiante.

Quando amamos a vida, servimos a comunidade, cuidamos do outro, cultivamos e respeitamos a dignidade do outro, estamos desempenhando nosso papel de cristão.

Parece claro que a identidade cristã é o serviço (não somente em certas ocasiões), não o egoísmo.

Vamos abandonar nossas máscaras e fantasias! Não cedam as promessas de ganhos fáceis ou rendimentos desonestos, pois hoje significa pão, amanhã fome.

E deste mundo não se leva NADA!!!

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é Professora.

Prisioneiros do Acaso

José Sette de Barros (*)

O universo cultural do planeta tem tudo a oferecer neste grande mercado do divertimento e muito pouco ao homem que se interessa em se elevar na busca do saber e do conhecimento. Stanley Kubrick errou ao profetizar mudanças profundas na consciência humana e na busca eterna de um sábio que em nós existe, criando a uns trinta anos passados, uma ficção futurista, poeticamente filmada e esteticamente renovadora de Uma Odisséia no Espaço. Esse filme foi um dos pilares na minha visão do novo na cinematografia universal. Lembro-me que todos nós cinéfilos saímos da sala de cinema estupefatos – 19 anos se passaram do ano simbólico de 2001 e as coisas do universo político-cultural e social do homem continuam as mesmas, nada mudou, a ignorância continua grassando. Somos prisioneiros do acaso e fadados ao insucesso.

Não existem reformas na política, no tratamento igualitário para uma sociedade sadia. Não haverá transformações de nenhuma espécie se elas não passarem pela cultura na educação e pela educação na cultura. Por conseguinte é preciso conquistar uma nova visão cultural para a mídia que desfaz, destrói e imbeciliza a cabeça brasileira.

Neste meandro de labirintos reza uma só variante que vai do lixo ao luxo. Hoje o lixo ocupa 99% do mercado de mídia e não importando a sua origem somos obrigados, de uma maneira ou de outra, a digeri-los. Do luxo, da beleza estética transformadora e modernista de outrora, antropofágica, revolucionária, como queria Oswald de Andrade, não há mais nada a ver, a ouvir, com raríssimas exceções, pois nada de novo vem sendo feito de transformador que mereça algum crédito. Vivemos a mesmice quando não estamos voltando para o que de pior existe, para o lixo. A maioria perdida, a cada dia que passa, sem notar, anestesiada pela droga do divertir-se a qualquer custo, do consumir a qualquer preço, ingere veneno na mesa do almoço e descarrega o lixo no jantar de frente para a tevê. E agora chegou o vírus devastador. O pandemônio. Será esse o luxo civilizatório que todos queremos? Para modificar isso só são necessários alguns atos de políticas públicas que permanecem desconhecidos ou julgados de pouco interesse por aqueles que pretendem governar, governaram ou que hoje governam, pós abertura, esse país desde o golpe militar de 1964. Um país feito de golpes precisa avançar neste campo minado com inteligência e bom senso.

Veja bem que com algumas canetadas, um bom governante coloca o saber, todo conhecimento e discernimento dos homens desta terra no eixo, procedendo às verdadeiras reformas no sistema de ensino, saúde e na difusão da educação e de toda a nossa cultura.

Proteger e projetar o nosso produto cultural, incentivando, em novos parâmetros, a produção e a criação da arte nacional e selecionando com critério o melhor do estrangeiro, é estratégia de defesa do país contra o lixo importado.

Fora com o lixo em todos os meios de exibição da mídia nacional! Vamos construir um novo mercado cultural de luxo para todo o povo brasileiro.

Desburocratizar o Estado de tais anomalias é investir no futuro. Investir no futuro é cuidar de nossas crianças – isto é, como diria Brizola: todas as crianças do país o dia inteiro na escola, com educação integral, alimentação equilibrada, assistência médica-dentária e muita cultura nacional no currículo escolar, além das matérias fundamentais, música, teatro, cinema, literatura, dança, poesia, filosofia e tudo que se relacione ao bom conhecimento e ao saber. Em 10 anos já notaríamos a diferença.

Essas necessárias reformas podem e devem começar pelos municípios brasileiros onde se elegerão (tenho ainda esperança) alguns bons prefeitos e bons vereadores que poderão dar início a esse processo de transformação do lixo em que somos ao luxo que ainda seremos.

Para que isso tudo aconteça, em um estado capitalista democrático, o povo precisa estar atento e forte para eleger quem realmente deve ser eleito.

A princípio é bom saber que em política é preciso ir avante, pois quem gosta de voltar é caranguejo de garras longas e unhas cumpridas. Política não é olimpíada, não é esporte onde o que interessa é competir. Em política o que interessa é ganhar; é avançar em cima dos seus objetivos sociais; é participar da transformação do homem; é buscar a felicidade no belo existir, é viver de fato e de direito no devenir utópico, pois só ele é transformador.

Só a boa arte na educação integral e cultural do nosso povo pode oferecer ao Brasil, sem violência, sem contradições, a revolução permanente e transformadora de nossa sociedade.

(*) José Sette de Barros é Cineasta e Artista Plástico.

É muita fome para pouco feijão.

Leandra Ferreira Bento (*)

A máxima popular onde come um, comem dois, e ou onde comem três comem quatro é irracional. Comem. Mas comem mal. Mas nós somos assim.

Ser solidário é maravilhoso, conseguir manter a humanidade em tempos atuais é virtude.

Mas sempre questiono de onde saiu essa máxima popular. Talvez das senzalas, não sei. Onde se dividia o pouco para se manter vivos e juntos. Mas isso continua a ser nossa realidade.

Onde a desigualdade ultrapassa a mesa para a sobrevivência, união e manutenção da vida, dentro da estrutura da senzala.

A sobrevivência saiu dos guetos das senzalas e se expandiu. Ela é social, gigantesca, enraizada na camada pobre mundial para justificar a ausência de políticas governamentais onde ninguém tenha que dividir o pouco que tem.

O desemprego, a fome, o pouco acesso as tecnologias, o analfabetismo, o retorno de doenças erradicadas. Em qual século estamos?

Perco-me diante da realidade e do tempo.

A caridade verdadeira está aí. Em quem divide o pouco ou o quase nada que possui. Pois é dado com alegria e satisfação. Pois se divide a mesa. A comida que está sobre a mesa. Embora nem sempre farta e suficiente… o momento se torna alegre e festivo. E como é bom…. estar em volta de uma mesa, se farta, melhor ainda. Ali nos alimentamos: comemos, bebemos, conversamos, discutimos, nos conhecemos, nos aprimoramos, descobrimos o outro. Participamos de suas histórias, piadas, tragédias, rimos e choramos.

Comunhão!

Diferente de muitos que proporcionam ao outro, não a sua mesa. Mas o que tem em abundância no seu bolso.

Em tempos políticos fico a me questionar…

Quem oferecerá sua mesa à população? Quem irá partilhar o feijão que nos restou de forma alegre, festiva, responsável e igualitária. Pois o feijão já não é abundante. E nós da senzala estamos à espera.

Ah… esse pensamento é comunista. Não, é uma realidade. Aqui em casa onde comem três comem quatro, ainda que mal.

E na sua?

Como será na Câmara dos Vereadores (Casa do Povo) e no poder Executivo.

Seremos convidados para a mesa ou alimentados com migalhas que sobram em seus bolsos?

Prática corriqueira e também, enraizada na sociedade que se acostumou a não ser convidada a participar da mesa.

A quem gerencie para o caos. Sem o caos, esse perde o palco e as luzes.

(*) Leandra Ferreira Bento é Professora.

Mulungú

Dr. Luis Gustavo Reinés (*)

Mulungú

Erythrina mulungu, conhecida pelos nomes comuns de murungú, mulungu-coral,

molungo, etc, é uma espécie de árvores da família Fabaceae e gênero Erythrina. É endêmica do Brasil, encontrada no Cerrado, Caatinga, Amazônia e Mata Atlântica.

O mulungú tem longo uso na medicina popular brasileira, sendo uma planta medicinal muito encontrada na Floresta Amazônica. O mulungú é usado na medicina natural como um sedativo e calmante natural para problemas do sistema nervoso, incluindo o estresse, ansiedade e depressão também como sonífero natural. Possui efeito hepatotônico, ou seja, tonifica, equilibra e fortalece o fígado, além de combater hepatite, obstruções, alto níveis de enzima presentes no fígado e esclerose.

O mulungu também alivia a tosse e os sintomas do stress, ansiedade, depressão, histeria, ataques de pânico e transtornos compulsivos, sendo útil ainda para pessoas que sofrem de insônia e agitação durante o sono. O efeito calmante da planta também pode beneficiar algumas pessoas que sofrem de abstinência de nicotina (cigarro) ou uso de drogas.

Chá potente para dormir

Para preparar, ferva o mulungu por 10 minutos, coe e abafe por 5 minutos e tome 1 hora antes de dormir.

Use 1 colher de sopa da erva para 250 ml de água.

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(*) Farmacêutico, fitoterapeuta e naturopata.

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