INSULTOS & NOTÍCIAS FALSAS

Insultos & Notícias falsas

As práticas de campanha da extrema direita são as mesmas em todos os lugares: truculência, insultos e um mar de notícias falsas. As mesmas técnicas que usam contra o Papa Francisco utilizam nas campanhas de todos os municípios.

Nostalgia

O ex-prefeito Marquinhos Mendes, insiste na candidatura, apesar das pendências que têm na justiça e do chamado “Efeito Barroso”. Parece ter perdido o “tempo da política” e viver no mundo nostálgico da época em que era o “príncipe” e o principal representante do governo do estado, na Região dos Lagos.

Melhorou a criatividade

As campanhas dos candidatos a câmara melhoraram bastante. São mais bem planejadas e criativas, demonstrando maior conhecimento das técnicas de propaganda nas redes sociais da internet. Em tempo de pandemia a internet deve ser decisiva na propaganda eleitoral.

A bicicleta

A bicicleta tem sido a grande marca da campanha eleitoral de José Bonifácio, superando até mesmo a gaivota. São os novos tempos que apontam para mudanças sensíveis na política ambiental de todos os municípios. O aquecimento global exige modernas soluções viárias e certamente o uso intensivo das bicicletas é uma delas.

Como recuperar a cidade?

O estado em que se encontram as finanças públicas municipais geridas pelo governo dos “gênios” Adriano Moreno e Antônio Carlos Vieira, o Cati vai exigir um governo de alianças, que permita a recuperação do município. Desde os governos de Alair, Marquinhos e pra completar Adriano/Cati, que o município se encontra em crise profunda. O trabalho vai ser duro e longo.

Restrições

O ex-prefeito Alair Corrêa, que, em outros tempos reinava em Cabo Frio e na Região dos Lagos não tem dado muita sorte, na sua tentativa de voltar a ter protagonismo na política. Dentro do próprio grupo do deputado Sérgio L. Azevedo teriam surgido restrições a sua participação na campanha.

Contradição

Para um candidato que alardeia aos quatro cantos que representa a “nova política” a presença do “velho morubixaba” na campanha é uma contradição difícil de ser explicada. Existe um grupo que defende a presença de “alairzistas” não muito conhecidos, o que provocaria uma rejeição bem menor.

Planejamento? Só no Dicionário

As últimas décadas, a partir da enxurrada dos royalties do petróleo, assistiram o inchaço sem medidas e descontrolado da ocupação urbana. Desenvolvimento e planejamento ficaram circunscritos ao dicionário e a letra morta de leis, que nunca saíram do papel.

Ralos nunca vedados

Nadando em dinheiro, a elite política municipal, abandonou por completo o olhar para o desenvolvimento sustentável e desperdiçou bilhões (bilhões mesmo) através de ralos, até hoje, bem mal explicados e nunca vedados.

Cidade viciada

Hoje, a cidade repleta de vícios, parece incontrolável e de governo a governo aprofunda sua crise institucional, sócio-econômica e política: muitos moradores estão prestes a desistir, fazer suas trouxas e procurar lugar melhor para viver.

Freio de arrumação!

Há muito Cabo Frio precisa de um “freio de arrumação”, aquele que o motorista, de olho no “bife” aplica no coletivo quando o ônibus está superlotado, mas ainda tem gente para entrar.

A CAMPANHA E AS REDES SOCIAIS

A campanha e as redes sociais

As redes sociais foram invadidas na 2ª feira por toda sorte de candidatos  por toda sorte de candidatos. Em Cabo Frio são 11 candidatos a prefeito e “milhares”, que tentam se habilitar a sentar nas confortáveis poltronas do Plenário Oswaldo Rodrigues. Algumas campanhas são bastante criativas, revelando a boa qualidade da assessoria profissional.

As funções!

São poucos os candidatos a câmara que tem noção das funções e do trabalho a ser exercido pelo vereador. A maior parte promete de tudo um pouco e empreendimentos que não lhe cabem, mas sim ao prefeito. Os que sabem e mesmo assim prometem estão mesmo é enganando o eleitor.

Notícias falsas

Para tentar estragar a festa a extrema direita, incapaz de conviver em democracia, lançou notícias falsas contra a candidatura do ex-prefeito José Bonifácio. O candidato pedetista parece não ter se incomodado, porque continuou orientando a sua campanha a não se meter em “barracos” e em nenhum momento a baixar o nível.

A bicicleta

A campanha de José Bonifácio ganhou mais um símbolo além da gaivota. A bicicleta se tornou a marca do candidato da coligação liderada pelo PDT. O que leva a crer que se o candidato se eleger prefeito de Cabo Frio, esse meio de transporte ganhará grande impulso. A cidade deve ganhar muitas eco faixas e ciclovias.

A versão!

O vereador Ricardo Martins levou um tiro no Jardim Esperança. Passou por cirurgia no Hospital São José Operário e se encontra estável. O RC24h noticiou que o vereador foi alvo de ciúme. Nessa segunda, o site publicou outra versão, que foi narrada por pessoas da família: “De acordo com relatos de familiares, o crime ocorreu quando Ricardo Martins tentou separar a briga de um casal de funcionários.”

Diversidade

Ângela Maria Sampaio de Souza

Diversidade é a expressão da vida humana em suas variadas manifestações.

O respeito a essa diversidade é a capacidade que temos de afastar a tolice arrogantemente que acha ser o único modo de agir.

São várias as fontes para essa intolerância, desde a base familiar até às instituições sociais que carregam o Diferente como se fosse o Desigual.

Em nossa sociedade vale uma indagação: estamos rumando à um tipo de comportamento, respeito a igualdade de direitos ou a uma sociedade ficada em suas próprias realidades e interesses?

A preservação e o respeito a individualidade é um valor protegido, porém muitos rejeitam tal posição.

Lembremos sempre que reconhecer as Diferenças não implica exaltar as Desigualdades.

Homens e Mulheres, Nordestinos e Sulinos, Negros e Brancos são diferentes não Desiguais.

A Diversidade não deve ser imposta, mas encarada como um dado social para ser encarada e discutida.

Valorizar a diversidade é a chave no combate à desigualdade.

Considerar a Diversidade não significa tolerar as Desigualdades Sociais.

Cada ser humano é único e nisso consiste a variedade de opiniões, culturas, objetivos, e quando aprendemos a lidar com isso a visão do outro, passa ser a solução. A gestão da diversidade é uma questão de valorização das diferenças.

A valorização da diversidade combate o preconceito.

Tomos somos semelhantes, mas únicos e por isso nossas diferenças.

Cada pessoa é importante e possui sua forma de ser.

A promoção da Igualdade e a valorização da Diversidade, combate o preconceito e a discriminação.

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é Professora.

Do outro lado da ponte.

Leandra Ferreira Bento (*)

Nas histórias infantis, quase sempre se espera o mágico, o desconhecido mágico. Seria como o “além do arco-íris”. A magia poderia acontecer. Mas aqui, o outro lado da ponte tem um significado muitas vezes sombrio.

Quem vive do outro lado da ponte, sabe… Tem um povo trabalhador, alegre, rico em sabedoria popular, gente que conta histórias e nos enriquece… Mas que vive sitiado pelo pré-conceito.

Aqui, desse lado, do outro lado da ponte, temos tudo para a subsistência. Mas não temos lazer, não temos onde nossos jovens possam estar se desenvolvendo socialmente com segurança. Aqui, não há descanso, há vigilância.

Do outro lado da ponte não tem magia. Tem a dureza da vida cotidiana… amarrada na insegurança. Entristecida pelo abandono do poder público.

Aqui… do outro lado da ponte, somos sobreviventes.

Nos viramos, nos apoiamos… Vivemos e sobrevivemos esquecidos, deixados de lado, para depois… Para mais tarde, para o depois que nunca chega.

E sobrevivemos. Mas até quando?

(*) Leandra Ferreira Bento é Professora.

O nível, como fica?

Segundo pessoas próximas ao ex-prefeito José Bonifácio existe uma norma rígida na campanha: não permitir, em nenhuma hipótese, baixar o nível. A percepção do grupo é que baixar o nível do debate apenas favoreceria os adversários, especialistas em notícias falsas e ilações de toda sorte. O candidato insiste que a campanha tem que ser propositiva.

A Aliança

A aliança formada por José Bonifácio foi costurada lentamente e de maneira muito discreta, restabelecendo laços que haviam sido rompidos por conjunturas políticas adversas. Tudo leva a crer que o candidato pedetista planeja um governo de união das forças políticas para recuperar a capacidade de atuação do poder público municipal.

Alair esbravejou

O ex-prefeito Alair Corrêa esbravejou nas redes sociais contra possíveis assessores do deputado Sérgio L. Azevedo por acusações e informações inverídicas ao seu respeito. A pergunta que não quer calar é: quando até a desesperada extrema direita não quer, qual a atitude a tomar?

Inclusão social

O vereador Luis Geraldo, presidente da câmara, é um notório conciliador, mas “corta um dobrado” para administrar as crises geradas pelo governo Adriano Moreno/Cati. O vereador dedicou boa parte do seu mandato produzindo projetos de leis e ações voltadas para a inclusão social de grupos direta e indiretamente discriminados. Numa sociedade desigual, o vereador enfrenta muitas dificuldades.

O Clã Bento

O Clã Bento tenta desesperadamente manter a cabeça fora d’água, na política cabofriense. Para isso o patriarca Silas precisa eleger um dos seus filhos para a câmara. Parecia tarefa tranqüila, mas a chamada “eleição da pandemia” reserva surpresas e a situação está complicada. Será que a próxima legislatura não terá um Bento sentado nas confortáveis poltronas do Plenário Oswaldo Rodrigues?

A sociedade precisa reagir

O que aconteceu em Arraial do Cabo a semana passada quando quadrilhas de traficantes trocaram tiros em plena praia, resultando em vários feridos e um morto não é um fato isolado. A ocupação urbana desordenada e o tráfico de drogas encontram terreno fértil, na Região dos Lagos. É preciso que a sociedade reaja e não permita que toda a região seja transformada numa extensão da Baixada Fluminense. Cuidado em quem você vota!

O cenário político

O cenário político para as eleições de 2020 é de confronto entre a democracia, o respeito ao Estado de Direito e aqueles que querem afrontá-lo. Cabo Frio não é um oásis ou uma ilha dentro da realidade nacional. O confronto está aí: trazer para Cabo Frio a violência e as práticas políticas da Baixada Fluminense e da Zona Metropolitana é um desrespeito a nossa cidade e as suas tradições.

Quando é bravo…

Tudo leva a crer que o ex-funcionário do vereador Ricardo Martins, que está no segundo mandato, foi movido por ciúme. Segundo o site RC24h, da jornalista Renata Cristiane o suspeito teria se aproximado do vereador dizendo “Ta saindo com a minha mulher, vai levar tiro” e fez o disparo. O suspeito está preso e o vereador foi operado e passa bem. Por tradição, quando é bravo, tem que ter cuidado.

Desenterrando o Brasil

Foto – Antônio Ângelo Trindade Marques.

Como eu sei que o Blog se dedica ao conhecimento da vasta e boa literatura brasileira eu quero contribuir com o que me parece ainda desconhecido de muitos com algumas dicas de livros poucos divulgados aos seus leitores. Para conhecer o Brasil é preciso primeiro conhecer a pré-história sul americana. Muito já foi escrito e pesquisado sobre o assunto.

Fiz um filme em 1978 nas cavernas e grutas de Minas descobrindo o homem de lagoa Santa e o paleontólogo P.W.Lund . Li o seu livro na Biblioteca Pública de Belo Horizonte. É um texto sensacional! O governo brasileiro deveria colocar todos estes textos para consulta na internet, via Biblioteca Nacional ou em algum site ministerial. Em qualquer lugar é preciso ser desenterrados, expostos, comentados, esses magníficos textos sobre um Brasil e uma América ainda totalmente escondida e ou desconhecida.

Segue aqui 15 sugestões de títulos para começar essa biblioteca digital e fundamental para a nossa identidade cultural.

1 Título: Inscrições e tradições da América pré-histórica Autor: Bernardo da Silva Ramos Edição: Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 192?

2 Título: Cidades petrificadas e inscrições lapidares do Brasil Autor: Tristão de Alencar Araripe Edição: Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, Rio de Janeiro, 1887.

3 Título: A suposta glaciação do Brasil Autor: John Casper Branner Edição: Revista Brasileira, Vol. VI, Rio de Janeiro, 1896

4 Título: Inscripções em rochedos do Brasil Autor: John Casper Branner Edição: Revista do Instituto Archeologico Pernambucano. Recife, 1904

5 Título: O segredo das minas de prata Autor: Pedro Calmon Edição: Rio de Janeiro, Editora A Noite, 1950

6 Título: Escrita Pré-histórica no Brasil Autor: Alfredo Brandão

7 Título: Nuevo Descubrimiento del Rio de las Amazonas Autor: Cristobal de Acuña

8 Título: Pré-História Brasileira, Fatos & Lendas Edição: Editora Cuplo LTDA, Quatro Artes – Série Brasil

9 Título: Panorama Histórico de Tutóia e Araioses Autor: Paulo Oliveira Edição: São Luis, 1987

10 Título: Viagem ao Desconhecido Autor: Gilvan de Brito Edição: 1993

11 Título: Os filhos do Sol Título original: Die Söhne der Sonne Autor: Marcel Homet Edição: Ibrasa – Instituição Brasileira de Difusão Cultural S.A., São Paulo, 1959 Tradução: Beatriz Sylvia Romero Porchat

12 Título: Antiga história do Brasil – De 1100 AC a 1500 DC Autor: Ludwig Schwennhagen Edição: Liv. Ed. Cátedra, Rio de Janeiro ou Imprensa Official, Theresina, 1928.

13 Título: As Colunas do Templo Autor: Gustavo Barroso Edição: Rio de Janeiro, 1930

14 Título: Aquém da Atlântida Autor: Gustavo Barroso Edição: Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1931

15 Título: A Expedição Fawcett Autor: P. H. Fawcett Edição: Editora Civilização Brasileira S/A, 1954 Organização: Brian Fawcett

E assim espero ter contribuído para que todos os seus leitores tenham a dimensão de um novo/antigo Brasil ainda desconhecido.

(*) José Sette de Barros é Artista plástico e Cineasta.

Ou mudamos ou morremos

Hoje vivemos uma crise dos fundamentos de nossa convivência pessoal, nacional e mundial. Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente e muito doente. E como somos, enquanto humanos também Terra (homem vem de humus=terra fértil), nos sentimos todos, de certa forma, doentes. A percepção que temos é de que não podemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construimos o princípio de auto-destruição. Não é fantasia holywoodiana. Temos condições de destruir várias vezes a biosfera e impossibilitar o projeto planetário humano. Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve a alguns e deixa perecer os demais. O destino da Terra e da humanidade coincidem: ou nos salvamos juntos ou sucumbimos juntos.

Agora viramos todos filósofos, pois, nos perguntamos entre estarrecidos e perplexos: como chegamos a isso?

Como vamos sair desse impasse global? Que colaboração posso dar como pessoa individual?

Em primeiro lugar, há de se entender o eixo estruturador de nossas sociedades hoje mundializadas, principal responsável por esse curso perigoso. É o tipo de economia que inventamos. A economia é fundamental, pois, ela é responsável pela produção e reprodução de nossa vida. O tipo de economia vigente se monta sobre a troca competitiva. Tudo na sociedade e na economia se concentra na troca. A troca aqui é qualificada, é competitiva. Só o mais forte triunfa. Os outros ou se agregam como sócios subalternos ou desaparecem. O resultado desta lógica da competição de todos com todos é duplo: de um lado uma acumulação fantástica de benefícios em poucos grupos e de outro, uma exclusão fantástica da maioria das pessoas, dos grupos e das nações.

Atualmente, o grande crime da humanidade é o da exclusão social. Por todas as partes reina fome crônica, aumento das doenças antes erradicadas, depredação dos recursos limitados da natureza e um ambiente geral de violência, de opressão e de guerra.

Mas reconheçamos: por séculos essa troca competitiva abrigava a todos, bem ou mal, sob seu teto. Sua lógica agilizou todas as forças produtivas e criou mil facilidades para a existência humana. Mas hoje, as virtualidades deste tipo de economia estão se esgotando. A grande maioria dos países e das pessoas não cabem mais sob seu teto. São excluidos ou sócios menores e subalternos, como é o caso do Brasil. Agora esse tipo de economia da troca competitiva se mostra altamente destrutiva, onde quer que ela penetre e se imponha. Ela nos pode levar ao destino dos dinossauros.

Ou mudamos ou morremos, essa é a alternativa. Onde buscar o princípio articulador de uma outra sociabilidade, de um novo sonho para frente? Em momentos de crise total precisamos consultar a fonte originária de tudo, a natureza. Que ela nos ensina? Ela nos ensina, foi o que a ciência já há um século identificou, que a lei básica do universo, não é a competição que divide e exclui, mas a cooperação que soma e inclui. Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos, desde as bactérias e virus até os seres mais complexos, somos inter-retro-relacionados e, por isso, interdependentes. Uma teia de conexões nos envolve por todos os lados, fazendo-nos seres cooperativos e solidários. Quer queiramos ou não, pois essa é a lei do universo. Por causa desta teia chegamos até aqui e poderemos ter futuro.

Aqui se encontra a saída para um novo sonho civilizatório e para um futuro para as nossas sociedades: fazermos desta lei da natureza, conscientemente, um projeto pessoal e coletivo, sermos seres cooperativos. Ao invés de troca competitiva onde só um ganha devemos fortalecer a troca complementar e cooperativa, onde todos ganham. Importa assumir, com absoluta seriedade, o princípio do prêmio de economia John Nesh, cuja mente brilhante foi celebrada por um não menos brilhante filme: o princípio ganha-ganha, onde todos saem beneficiados sem haver perdedores.

Para conviver humanamente inventamos a economia, a política, a cultura, a ética e a religião. Mas nos últimos séculos o fizemos sob a inspiração da competição que gera o individualismo. Esse tempo acabou. Agora temos que inaugurar a inspiração da cooperação que gera a comunidade e a participação de todos em tudo o que interessa a todos.

Tais teses e pensamentos se encontram detalhados nesse brilhante livro de Maurício Abdalla, O princípio da cooperação. Em busca de uma nova racionalidade.

Se não fizermos essa conversão, preparemo-nos para o pior. Urge começar com as revoluções moleculares. Comecemos por nós mesmos, sendo seres cooperativos, solidários, com-passivos, simplesmente humanos. Com isso definimos a direção certa. Nela há esperança e vida para nós e para a Terra.

(*) Leonardo Boff, teólogo e professor, é autor de mais de 60 livros sobre teologia, filosofia, espiritualidade, antropologia e mística.

(**) Artigo escrito em 2004.

BAIXO NÍVEL!

Baixo nível

O nível baixo, rente ao chão, das intervenções dos escombros do “velho morubixaba” na campanha de Sérgio L. Azevedo, só lhe tiram votos já tão escassos. Nem no boteco mais “furreca” se encontra linguajar tão fora de propósito para dizer o mínimo.

Desmanche

Até o momento não se sabe como Marquinhos Mendes vai conseguir firmar sua quase impossível candidatura. Afinal, o seu grupo, antes tão fiel, se desmanchou entre outras candidaturas depois de estar acoplado ao governo de Adriano Moreno/Cati. Além disso, as complicações com a justiça são inimagináveis.

Astronautas

As campanhas das centenas de candidatos a câmara são do outro mundo. Em geral os candidatos imaginam que estão na fila para serem eleitos presidentes da república ou até mesmo alguma divindade extraterrena. Chega-se a conclusão que 90% dos candidatos são absolutamente demagogos ou não sabem nada da função que os aguarda caso eleitos.

Deus na campanha

Nunca se falou tanto em Deus como na atual campanha eleitoral. Para quem não conhece, Cabo Frio parece à cidade mais fraterna e religiosa do mundo. É Deus pra cá. Deus pra lá. Pequenos e grandes líderes religiosos fazendo acordos políticos e entregando o apoio das denominações de “porteira fechada”, além de outras alianças seladas nos lugares mais divertidos: não precisamos saber quais.

Para que um novo mandato?

Chega a dar pena ver como está chegando ao fim o governo Adriano Moreno/Cati. Aos tropeções, com imensa rejeição junto à opinião pública ainda tem a audácia política de alardear que quer mais um mandato popular. Não custa perguntar: para que Adriano Moreno/Cati quer mais um mandato. Repetir as besteiras que fizeram? Para deixar as finanças públicas ainda piores? É muita cara de pau!

Figurino perfeito!

Chiliques, siricuticos e pitís, são a cara da turma de extrema direita, que utiliza toda sorte de ataques e notícias falsas. Como nada está funcionando, os chiliques tendem a crescer, fazendo com que “Turma do Ódio” lhes caiba muito bem. É um figurino justo, que combina com os escombros, isto é, o que restou do “velho morubixaba”.

Zero!

Fizeram a campanha de Wilson Witzel, destilando veneno e ódio contra a democracia. Porém, na hora em que o quase ex-governador precisou deles, simplesmente traíram, sem o menor pudor. Essa é cara da representação parlamentar da Região dos Lagos, na Alerj. O nível de confiança é zero!

AS REIVINDICAÇÔES DO GAE

O Grupo de Ações Estratégicas (GAE), que trata das pessoas com deficiência em Cabo Frio esteve ontem, sexta-feira, 25, com o presidente da câmara Luis Geraldo. O vereador que tem um mandato voltado em grande parte para a inclusão social se comprometeu em atender as reivindicações da entidade, preocupada com o desrespeito as leis vigentes no município e a continuidade da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara de Cabo Frio.