QUEM CONHECE ADRIANO?

Eleito para um mandato de 2 anos e meio, o atual prefeito de Cabo Frio conseguiu façanhas inéditas na política do município a começar por um secretariado que não participou de sua campanha eleitoral. Afinal, quem realmente conhece a pessoa do médico Adriano Moreno e por que carrega ao seu lado o “gênio da lâmpada”?

DEMAIS …

Traiu seus companheiros, nomeou para os cargos de confiança gente ligada ao seu adversário que perdeu as eleições. Teve muitas denuncias de corrupção e acusação pública em emissora de rádio de cobrança de 17 % para corrupção. Muita coisa para quem prometeu ao povo um governo técnico e de alto nível.

NÃO FALTA MAIS NADA?

Como se não faltasse mais nada o seu secretário de saúde é denunciado por agressão. Teria dado um tapa na cara, em uma senhora de 65 anos, com câncer, na sede da secretaria. O que estará fazendo aqui em Cabo Frio o PM reformado, ex-deputado estadual, que tem sua base eleitoral em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

ADRIANO & CATI: OS GÊNIOS DA LÂMPADA

O candidato a prefeito pelo PT, PSDB e MDB, o vereador Aquilles Barreto, nomeou toda a estrutura das secretarias de educação e ciência e tecnologia. Sérgio Luiz Azevedo tem seu aliado Iranildo Campos como secretário de saúde. O pretenso vice do deputado é membro da Família Bento e possui a coordenadoria do idoso.

VAI PRA AONDE?

A rede social não perdoa e muito menos esquece. Estão compartilhando o vídeo em que a mãe do prefeito diz que se mudaria de Cabo Frio, caso ele não cumprisse suas promessas. Ficou igual ao programa do Multishow “Vai pra aonde”.

OS VIDENTES!

Os videntes da política caboriense disseram e os corredores históricos do centenário prédio é que a grande preocupação do “maquiavel da restinga” é eleger seu irmão para que ele possa sentar nas magníficas e confortáveis poltronas do Plenário Oswaldo Rodrigues.

FASES – Luciana Branco (*)

Não sei vocês, mas por aqui vou vivendo de fases. Meus tempos são marcados assim. Hora entrando e saindo pela janela. Amanhece; anoitece… Os dias da semana perderam todo o sentido. Muitas vezes o domingo parece um sábado colorido; uma segunda, sexta-feira animada. Disso eu gosto. Gosto desta transgressão sobre as regras criadas e impostas por sei lá quem! É bom ver domingos e segundas com outra cara. Gosto de olhar diferente para o que nunca se modificou. O que parecia importante demais perdeu o sentido. Aliás, as importâncias mudaram de lugar.

Tenho vivido de fases. Iniciei essa pandemia com mania de arrumação numa rotina destruidora de criatividade. Não há poesia em poeiras, vassouras e panos de chão, espelhos e vidros embaçados, louças sujas empilhadas na pia. Logo depois passei para os armários e gavetas. Dias e dias arrumando, retirando peças para doação, resgatando outras que não via há muito tempo, liberando espaços comprometidos com coisas desnecessárias. Depois parti para a fase da gastronomia. Enlouquecida com receitas e chefs e programas sobre culinária embarquei na minha cozinha mergulhada em temperos, besuntada de azeite preparando pratos e mais pratos para, na maioria das vezes, somente eu saborear. Mas esta é uma paixão que deve ser compartilhada. Ainda assim aproveitei o amor pela literatura e pela cozinha como uma boa receita de bolo: aroma, poesia, sabor. Mas nem só de bolo vive uma pessoa em quarentena. A obrigação do dia a dia detonou meu prazer. A fase da leitura veio logo a seguir. Ao contrário de algumas pessoas, caía como uma luva para me abstrair desse velho novo mundo tão doente. Fugindo dos noticiários os livros me salvavam. Li uns 8 livros assim num só gole. Devorando mesmo. As histórias ajudavam o esquecimento dos dias atuais. Mas veio o tédio e o cansaço. Não conseguia me concentrar. Ficaram de lado. Parti para os exercícios físicos. Precisava estar bem, disposta e com saúde. Entrei em todas as aulas on lines: meditação, yoga, power yoga, pilates, dança, etc, etc, etc. Senti minhas pernas mais firmes, meus braços também. A serotonina me deixava feliz. Continuo me exercitando, mas eliminei o exagero. A atividade física me ajudou nas crises de ansiedade. Outra fase. Achei várias vezes que estava contaminada; outras tantas que ia morrer. Minha imunidade despencou e minha cabeça virou uma loucura! A cerveja e o vinho chegaram como desculpa diária para os dias de desordem da semana. Como segunda não é mais segunda e que quase todos os dias parecem domingos, animei. Como dizemos por aí, “emburaquei”. Até que me atolei em ressacas tsunamis que me trouxeram para a realidade. Beber não era exatamente uma boa saída. Não exageradamente. Hoje degusto, com parcimônia, pretendendo apenas relaxar, sem deixar de ficar sóbria.

Nesse processo interminável de fases fui provando das coisas que fizessem bem a minha alma. Meus olhares se tornaram plurais para os diferentes ângulos de cada momento. Me encantei por geleias. Fiz curso de geleias. Produzi geleias. Voltei a fazer colares. Vendi colares. Deixei os colares. Comecei a bordar. Estou bordando um livro para minha neta. Quero aprender a bordar de verdade. Tenho me interessado por filosofia. Ouço podcasts sobre filosofia. Quero estudar filosofia. Aprendo sobre hortas. Aprendo sobre plantas e jardinagem. Participo de um curso sobre bambus. Leio, assisto, escrevo… Aliás escrever tem sido uma constante nesse novo momento.

Não sei se no mundo em que vivia antes conseguiria me interessar por tanta coisa ao mesmo tempo. Nem sei mais bem quem eu era no mundo em que vivia antes. Somos seres desejantes. Estamos quase todo o tempo querendo algo novo. E que bom poder descobrir, mesmo numa pandemia, que “ a vida tem sons que é pra gente ouvir”. Nestes tempos novos em que buscamos motivação para seguir em frente, escolho a arte como tábua de salvação. Citando Gilberto Gil: “ Minha ideologia é o nascer de cada dia. E minha religião é a luz na escuridão.”

Que venha a próxima fase!

(*) Luciana Branco é escritora e produtora cultural.

O COMPLEXO MECANISMO DO VOTO – Cláudio Leitão (*)

Desde que surgiu a figura do “marqueteiro” e do marketing político, vários analistas, cientistas políticos e sociais, etc, se debruçam em estudos para compreender o mecanismo mental do voto e o comportamento do eleitor frente a esta questão.

Estes estudos fragmentam o eleitor em várias faixas e variáveis: idade, sexo, etnia, escolaridade, renda, localidade, religião, além de muitas outras. A partir destes parâmetros procuram estabelecer estratégias de convencimento e orientar os pretensos candidatos a obter o melhor desempenho possível.

Embora os dados disponíveis sobre estas variáveis estejam disponíveis para todos, estes analistas muitas vezes chegam a conclusões e estratégias diferentes. As orientações aos candidatos muitas vezes são bem-sucedidas, mas muitas vezes também fracassam. Isso mostra que mesmo com muita informação o tal “mecanismo do voto” é extremamente complexo e permeado por inúmeros fatores imponderáveis.

O poder econômico também “fala muito alto” nestas estratégias, afinal estamos num processo democrático burguês em que, infelizmente, não é o povo que está no poder, e sim, o grande capital. Isso explica em parte o que vemos hoje nos cargos executivos e legislativos pelo país a fora. Uma pesquisa rápida mostra que quem “investe mais dinheiro” tem muito mais chances de se eleger. A famosa “compra de voto” continua acontecendo em larga escala nas brechas da falta de estrutura da justiça eleitoral em fiscalizar este crime.

Pega-se o candidato e transforma ele em um “produto de consumo político”. Infelizmente para a população isso tem funcionado. O corrupto processado vira um candidato honesto, o fascista vira um democrata, o empresário milionário vira um homem do povo, e por aí vai. O que espanta muitas vezes é que esta manipulação está “na cara” do eleitor, mas ele não percebe ou finge não perceber quando recebe uma vantagem econômica qualquer. E assim “segue o baile” distorcendo por completo o processo democrático da escolha pelo voto.

Participei de três eleições para prefeito e como não pratico o tal “modelo do sucesso eleitoral” preconizado pelos marqueteiros e analistas políticos não venci nenhuma. Confesso isso sem qualquer vergonha ou sentimento de fracasso, até porque sou pré-candidato a vereador e novamente não vou fazê-lo.

Sem falsa modéstia, me acho preparado para exercer um cargo público eletivo, mas não sou um enganador e nem concordaria em vencer uma eleição assim e perder a independência para exercer o mandato, porque é o que acontece na grande maioria dos casos em que o candidato vence nestas condições. Fica sempre uma “dívida” com alguém, e este alguém não é o eleitor que votou. Estes exemplos também assistimos, eleição após eleição.

Fico me perguntando muitas vezes: Até quando isso vai acontecer? Será que um dia vamos praticar democracia de verdade? Será que teremos algum dia uma representação mais autêntica?

Muitos destes analistas dizem que será sempre assim. Já outros confessam que também não sabem a resposta. E você, eleitor, que mais uma vez no dia 15 de novembro vai ser chamado a eleger um novo prefeito e uma nova Câmara de Vereadores, como irá se comportar?

Respostas para a redação !!

(*) Claudio Leitão é economista, professor de história e pré-candidato a vereador pelo PDT.

FERRO VELHO

O deputado Sérgio Luiz Azevedo fechou acordo com a Família Bento e diz que é contra a “velha política”? A família vive da política e dos seus penduricalhos tem tempo e tenta com os acordos que a beneficia sobreviver na política local já que o salto para a política estadual não deu certo.

INDIGNAÇÃO SELETIVA

Aquiles Barreto atacando o governo por conta de atraso no pagamento dos servidores é de matar um de rir. Ora, no governo do seu tio e padrinho, Marquinhos Mendes os atrasos foram constantes. Indignação seletiva?

ALIANÇA COMPLICADA

MDB, PSDB e PT, leia-se Marquinhos Mendes e Aquiles Barreto, seria uma volta ao passado. Na realidade, MDB e PSDB majoritários e o PT carregando uma pequena fração política do poder, contemplada por um número bem razoável de cargos comissionados. Complicação? A imensa rejeição ao PT em Cabo Frio aliada aos problemas do último mandato de Marquinhos Mendes na prefeitura de Cabo Frio.

NAVEGANDO EM MAR REVOLTO

Navegando, tentando escapar das baixarias e barracos, o ex-prefeito José Bonifácio quer ampliar sua penetração em Tamoios e em outras poucas áreas do município, que não o conhecem. Não é por acaso que, mesmo com o corona vírus rondando, coloca a máscara, álccol gel e água mineral no cinto e parte para a rua. Segundo alguns colaboradores da campanha a receptividade tem sido muito boa e algumas pesquisas estariam mostrando isso.

O MANDA CHUVA NÃO É MAIS O MESMO.

O ex-prefeito Marquinhos Mendes não imaginou que o fracasso do seu último mandato como prefeito o carimbasse tanto, complicando sua aceitação popular. Estão longe os tempos em que era o “manda chuva” de Sérgio Cabral Filho, na Região dos Lagos. O momento agora seria de submergir, dar um tempo para a rejeição se diluir, mas o ex-prefeito não aceita ceder espaço político como reflexo da ação conjugada da Justiça Eleitoral, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e da Câmara Municipal.

NÃO DECOLA!

Mesmo com o auxílio do “tio de churrasco” Marquinhos Mendes a candidatura de Aquiles Barreto não consegue decolar, pudera, agregou ao seu nome a rejeição do governo de Adriano Moreno/Cati. A sua oposição light a prefeitura de Adriano Moreno/Cati nunca foi compreendida pela população e o descredenciaram junto à opinião pública. Contribuiu também o seu comprometimento com o desastre do último governo de Marquinhos, que acabou por sair antes do tempo previsto.

BARRACOS E MAIS BARRACOS

“Barraco” parece ser o “modus operandi” da prefeitura de Adriano Moreno e seu camarada Cati, com a colaboração pra lá de eficiente do deputado Sérgio Luiz Azevedo e o policial militar reformado, ex-deputado e atual secretário municipal de saúde, Iranildo Campos. Os “barracos”, cada vez mais freqüentes, são apenas os primeiros sinais da penetração dos políticos da Baixada Fluminense e adjacências em Cabo Frio e outros municípios da Região dos Lagos: muito pior pode estar vindo por aí.

CONTANDO COM O FERRO VELHO?

A prefeitura de Cabo Frio tem condições de enfrentar o recrudescimento da contaminação pelo novo corona vírus? Terá condições técnicas e administrativas para dar conta da imensa quantidade de contaminados decorrente da tal flexibilização? Está contando com os respiradores mecânicos obsoletos e quebrados emprestados por Crivella e pelo deputado que armou um “barraco” no gabinete do prefeito?