LIVRO É AQUI!

VESTIDO DE VIOLENE – Henrique Rossi

Uma águia, um corvo, um vestido, uma flor. Envoltos em um fantástico cenário, onde a terra abraça e a as sombras dançam… Verônica, Janvier, Leonara, Violene, Moricel e Délia ousam enxergar mais além, e gentilmente, cedem a narrativa um ao outro. Uma história que brinca com a “literalidade das metáforas” e as “metáforas dos literais”. Seis vidas entrelaçadas como as tramas do tecido que forma o mundo. Desde fantásticos seres voadores até o lamento de árvores macambúzias, seis destinos hão de se cruzar, ora vestidos de penas, ora vestidos de histórias, ora vestidos de Violene.

O VICE E A COMPOSIÇÃO

As lideranças dos partidos que se reuniram em apoio à candidatura de José Bonifácio articularam uma reunião na qual o nome do vereador Rafael Peçanha foi escolhido como o nome ideal para compor a chapa. O vereador realiza trabalho de grande repercussão na câmara, especialmente junto aos servidores públicos municipais.

A COMPOSIÇÃO!

O vereador, que assumiu a coordenação geral da campanha de José Bonifácio, até aqui tem resistido ao apelo de várias lideranças partidárias, que entendem que essa composição é importante para realizar as reformas que Cabo Frio precisa. Os diversos segmentos partidários trabalham com a possibilidade que Rafael responda positivamente aos acenos da sociedade.

.

O DESNOMEADO

O deputado Felipe Laterça, do PSL, esteve em Cabo Frio fazendo figuração, tentando colocar no mapa eleitoral uma determinada candidatura a prefeito de Cabo Frio. O deputado é aquele que “nomeado” para a superintendência da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, foi “desnomeado” em 24 horas. Posteriormente, foi eleito deputado federal com o apoio de Marquinhos Mendes. História, mal explicada.

MISTÉRIO!

Ninguém entendeu o apoio de Marquinhos Mendes ao delegado da Polícia Federal Felipe Laterça, que acabou se elegendo deputado. Afinal, o irmão de Marquinhos, Carlos Victor Mendes, o Vivique era candidato pela segunda vez a câmara federal, com chances reais de se eleger. De uma hora pra outra abandonou a candidatura.

MARQUINHOS E O “EFEITO BARROSO”

Após o chamado “Efeito Barroso” a situação do ex-prefeito Marquinhos Mendes ficou ainda pior com a justiça e culminou com o seu afastamento do mandato como prefeito. Hoje, o ex-prefeito, fez uma aliança com o primo/sobrinho, com quem teve momentos de muita interação e de profunda divergência como na sessão que julgou o parecer do Tribunal de Contas.

A “BOQUINHA”

A maior parte dos candidatos a câmara municipal não tem qualquer chance de se eleger. Sabem disso: não são inocentes entregues aos leões. Pretendem ter uma boa votação, contribuindo para o partido e terminada a eleição ter uma “boquinha”, leia-se “portaria” ou cargo comissionado, na prefeitura.

PEQUENOS DETALHES DE UMA VIDA NO MATO – Luciana Branco (*)

Arrumo o jardim da casa. Enterro minhas mãos na terra preta. Minhas unhas estão acabadas, tal qual minha vaidade. O que é mesmo que importa? Ouço um disco antigo da Zizi Possi, perdido entre tantos outros que quero ouvir. Coisa que talvez não fizesse em outros tempos.

Observo o gato de olhos vidrados no louva- deus pousado na porta da geladeira. Não me parece faminto, apenas curioso.

Leio sobre filosofia e ciência. Leio sobre o budismo. Leio sobre pessoas e o Pessoa. Releio João Ubaldo na sua “Casa dos Budas Ditosos”. Me excito. Este é um livro quente. Corro pela trilha da minha roça. Faço ginástica.

Cozinho. Me alegro com as sementes que brotam. Vibro com as rúculas novas no canteiro e petisco, assim mesmo, sem sal ou azeite.

Acordo cedo para esperar o sol. Tiro fotos do sol e de árvores e de passarinho.

Minhas orquídeas se abrem. A chuva não cai. Arrumo a casa e acendo incensos. Organizo o guarda roupa. Troco as fronhas e lençóis. Faço café para esperar a tarde na varanda. Vejo a primeira estrela. Faço pedido. Tenho um único pedido. E é sempre o mesmo… Falo com minha neta ao telefone. Conto histórias para ela daqui de longe. Seu sorriso me dá colo.

Ouço Marisa cantando o seu Vilarejo que também é meu. Ouço barulho de crianças lá fora. Ouço barulho de grilos e sapos. Essa mistura é boa.

Anoitece matizado de azul, amarelo, abóbora e vermelho. Não há uma nuvem no céu desse inverno aqui. Faz frio. Uma única garça perambula solitária pela beira do lago. Garças não gostam de aproximação. Devemos amá-las de longe.

Fecho a casa. Hora do mosquito.

Abro a casa. Hora da lua. Não há mato sem mosquito; mas há noite sem lua.

Aproveito a que chega esta noite pra mim. Passeio solitária como a garça. Faz frio. Acendo uma fogueira. Abro um vinho. Coloco Milles Davis. O fogo me aquece. O vinho me aquece. Estou completamente embriagada de paz.

Despeço-me do dia harmonioso. Entro. Dentro me recolho. A casa cheira a alecrim. Lá fora ainda há brasa. Abro um dos livros que estou lendo. Meus olhos pesam de sono. Apago a última luz acesa. Mas dentro continuo iluminada.

(*) Luciana Branco é artesã, escritora e produtora cultural.

SAÚDE E EDUCAÇÃO: ÁREAS CENTRAIS DE RIGOROSA FISCALIZAÇÃO DA CÂMARA – Cláudio Leitão (*)

Em todas as pesquisas de opinião feitas na cidade, em que os eleitores apontam os principais problemas que afligem a população, a saúde e a educação aparecem junto com a segurança pública como as principais queixas.

Na segurança pública o município pode pouco e depende muito dos governos estadual e federal. Tem que buscar parcerias e ações integradas e para isso é necessário realizar muitas articulações políticas.

Entretanto, aqui em Cabo Frio a questão do atraso reiterado do salário do servidor também acaba aparecendo, pois prejudica a população no atendimento dos serviços públicos, principalmente na saúde e na educação, áreas em que o número de servidores chega a cerca de 70% do total. Greves e interrupções tem sido uma constante.

Com relação ao salário do servidor defendo uma emenda, um projeto de lei ou uma alteração na LOA – Lei Orçamentária Anual do município que garanta de forma IMPOSITIVA o cumprimento desta obrigação por parte do executivo, como é no funcionalismo federal, pois as “dotações para pagamento de pessoal e seus encargos” é despesa obrigatória na Constituição Federal (Art. 166/Parágrafo 3*), e consequentemente, está prevista no Orçamento Geral da União. Você já viu atraso no salário do servidor Federal? A resposta é não.

A definição de políticas públicas para a Saúde e a Educação começa na elaboração do orçamento anual. Este orçamento precisa ser aprovado pela Câmara de Vereadores, onde cada vereador dentro de suas prerrogativas pode elaborar emendas. É aqui que começa a fiscalização. É importante que o vereador tenha conhecimento do orçamento e suas respectivas leis orçamentárias para que possa neste momento já detectar se os valores estabelecidos estão corretos, são proporcionais as necessidades da cidade e estão dentro das regras das leis orçamentárias.

Por exemplo: A área da Saúde deve receber no mínimo 15% dos recursos próprios arrecadados pelo município. A educação deve receber no mínimo 25% destes mesmos recursos. É exatamente aqui que acontece muitas irregularidades e “escamoteamento” por parte do executivo. É preciso conhecer e estar atento para fiscalizar e impedir que estes recursos não sejam desviados para outras áreas.

Esta experiência eu “vivi na pele” durante minha gestão de nove meses como Secretário de Educação deste governo. Não repassavam corretamente, cobrei do prefeito e das instâncias internas e por não obter êxito me restou sair do governo e denunciar as irregularidades e desvios ao MP e demais instâncias. Infelizmente, a Ação Civil Pública aberta pelo MP/GAEDUC-RJ caminha a “passos de tartaruga” na justiça.

Mas essa experiência me deu os conhecimentos necessários para conhecer a máquina administrativa e orçamentária “por dentro” e saber hoje “ aonde colocar o dedo” para uma rigorosa fiscalização em prol da população.

Educação e Saúde consomem mais da metade do orçamento do município e são áreas fundamentais para garantir o futuro de nossas crianças e salvar vidas. Não se pode brincar com a sua efetiva fiscalização, fato que tem acontecido com os componentes desta atual Câmara, a exceção do vereador Rafael Peçanha.

Vereador não é lacaio do prefeito e não está ali para fazer sempre “vistas grossas” para uma situação tão relevante para a cidade. É imperativo mudar este quadro, caso contrário, serão mais quatro anos de mesmice, de reclamações e de descaso nas políticas públicas nestas duas áreas tão importantes.

Esta mudança só depende de nós quando estivermos frente a frente com a urna eletrônica em 15 de novembro de 2020 !!

(*) Claudio Leitão é Economista, professor de História e pré-candidato a vereador pelo PDT.

LIVRO É AQUI!

VESTIDO DE VIOLENE – Henrique Rossi

Uma águia, um corvo, um vestido, uma flor. Envoltos em um fantástico cenário, onde a terra abraça e a as sombras dançam… Verônica, Janvier, Leonara, Violene, Moricel e Délia ousam enxergar mais além, e gentilmente, cedem a narrativa um ao outro. Uma história que brinca com a “literalidade das metáforas” e as “metáforas dos literais”. Seis vidas entrelaçadas como as tramas do tecido que forma o mundo. Desde fantásticos seres voadores até o lamento de árvores macambúzias, seis destinos hão de se cruzar, ora vestidos de penas, ora vestidos de histórias, ora vestidos de Violene.

OS PARQUÍMETROS

A queda na arrecadação é apenas uma das características da crise brasileira: a pandemia agravou. A prefeitura de Cabo Frio diz que não paga em dia em função da pequena entrada de recursos próprios. Ora, fez grande alarde na instalação dos parquímetros, que nunca funcionaram a contento e estão acorrentados na orla da Praia do Forte.

COMO POEIRA NO AR

Em época de eleição proliferam os “Homens de Deus”, os “Homens de Bem ou de Bens”, “Homens da Bala” espalhando a “caridade”, bênçãos divinas, prometendo segurança e pedindo votos. Os bairros populares são os que mais recebem esse tipo de gente, que de uma hora pra outra descobre buracos, falta d’água e saneamento. Depois da eleição desaparecem como poeira no ar.

NOTÍCIAS FALSAS

A turma da ultra direita, mesmo antes da eleição, já espalha notícias falsas, tentando criar um clima de insegurança e negação da política. De um modo geral são tão incompetentes, que, na primeira esquina são desmentidos, mas é preciso ter cuidado com esse tipo de gente, que não têm qualquer limite moral e ético.

VÔ & VÓ – DOÇURA! Ângela Maria Sampaio de Souza (*)

No dia 26 de julho comemora-se de o Dia dos Avós e resolvi fazer uma singela homenagem àqueles que deixaram marcas gostosas em nossos corações.

Essa data era em comemoração à Sant’Ana e São Joaquim, avós de Jesus, pais de Maria foi criado no papado de Paulo VI entre 1963 e 1978.

O dia dos Avós, foi criado por ação de Ana Elisa Couto, portuguesa, que escolheu essa data como o dia dos Avós.

Assim o padroeiro dos Avós são Sant’Ana e São Joaquim. Somente Portugal e o Brasil comemoram nesse dia. Em outros países é comemorado em datas diferentes.

É por meio de nossos avós que aprendemos sobre a vida, que entendemos as dificuldades que irão aparecer, mas também as alegrias que vêm para nos recompensar.

Alguns lares a convivência com os avós acontece diariamente, por meio de compartilhamento de cômodos e espaços, mas também encontramos realidades em que os avós moram distantes ou estão em lares compartilhamos, recebendo cuidados de profissionais da saúde.

Nunca devemos esquecer da fé simples mas robusta que carregam no coração e passaram de geração em geração.

Abraços e beijos sinceros e espontâneos valem ouro e são presentes que todos precisam, independentemente da idade.

Diz-se popularmente que avós são pais duas vezes, porque tem a missão de orientar e auxiliar na criação dos netos.

Celebrar o dia dos Avós é comemorarmos a experiência de vida, maturidade e sabedoria dos que são considerados os segundos país.

Como é bom relembrar o quanto é bom ter Avós, ir para casa deles, porque se diz: “ na casa dos avós pode tudo!”

Basicamente são eternamente aqueles anjos que vivem na terra e com certeza, não existem pessoas mais queridas que eles.

VÔ e VÓ não medem esforços pelos netos e são responsáveis pelas melhores memórias afetivas da nossa infância.

A gente adoraria que eles fossem eternos e a melhor coisa é aproveitar essa companhia incrível enquanto é tempo.

VÔ e VÓ, obrigada por vocês terem sido meus AVÓS.

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é professora.

A BORDA – Fábio Emecê

A Borda

Aquela mania de

querer

alargar a borda

noções espaciais

da energia

transborda

acorda

com os limites

sabe-se tudo

incomoda

oferece a dobra

aquela bem delineada

bem composta

o impacto

não tem sobra

nem estalo

apenas o talo

sendo bem usado

porque o uso

é o alimento

de seres acidentados

tempo de uso

de abuso

de caso

com a dor

o torpor

vem na abertura

da janela social

a propaganda

de que devemos

ser sempre

sensacionais

pra excitar ânimos

corações

emergir sentimentos

abissais

esquecem o básico

o poder do passo

do jeito

do tácito

uma apresentação

em que se tem

o ponto

a curva

a pintura

a tração

é suficiente

pra movimentar

um grupo

uma sala

uma paixão

pode ser o que nos

cabe

o suficiente

pra incitar uma

revolução

por que não?

(*) Fábio Emecê é Professor.