A ESCOLHA É ENTRE SOBREVIVER E VIVER – Ângela Maria Sampaio de Souza (*)

Estamos numa época e que só ouvimos falar em “pandemia e isolamento social”. Será que esse isolamento social já não existia? Pensando friamente nesse momento temos um isolamento físico. O isolamento social já acontece há muitos anos, quando não eliminamos a exclusão e a desigualdade social.

Enquanto não eliminarmos esses fatores não sairemos desse isolamento. Enquanto não tivermos políticas públicas para esses fatores serem eliminados existirão os chamados “ invisíveis “.

É o mal cristalizado nas estruturas sóciais e econômicas injustas na sua raiz e não poderemos esperar um futuro melhor.

A crise é profunda.

Dimensões éticas como o pessoal e o institucional teriam que passar de um comportamento individualista para um solidário. Isso só poderá ocorrer com mudança de mentalidade, de valores e de cultura.

Transformar o estilo de vida é reconhecer a necessidade de mudar.

As instituições não estão organizadas em função do bem comum e quando isso acontecer chegaremos ao final do isolamento social.

Não será com o fim da pandemia e sim quando não existir exclusão, injustiça social e todos serão VISÍVEIS.

A escolha é entre sobreviver e viver.

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é Professora.

AS TRAQUINAGENS DO TIO DECOTELLI – Eduardo Vasconcellos (*)

Depois de atolar-se em pseudo-explicações sobre os falsos títulos de mestre, doutor e pós-doutor em seu CV Lattes, surgem, agora, dúvidas sobre o histórico escolar do tio Decotelli em idades mais tenras.
Graduação, ensino médio, fundamental, infantil, essas coisas.
Entrementes, chega aqui uma nota da diretora da Pré-Escola Coelhinho Feliz, informando que o pequeno Carlinhos Decotelli não concluiu o jardim de infância naquele estabelecimento.
Esclarece ainda a tia Márcia que o aluninho não teve a prova final aceita no Jardim 1, por não ter nem colorido o desenho da Mônica.
Ou seja, o garoto sempre foi precoce, à frente do seu tempo.
Só que um dia a casa cai, caro ex-futuro ministro.
De volta aos bancos da escola, Carlinhos…!

(*) Eduardo Vasconcellos é Engenheiro.

Aos sessenta anos, após a morte do marido, Hillé — a senhora D — percebe que está absolutamente sozinha. Em seu luto, a protagonista decide viver no vão da escada de casa e experimentar o mais profundo isolamento. Num intenso fluxo de consciência, ela se vê às voltas com lembranças do passado ao mesmo tempo que se pergunta sobre o verdadeiro sentido da vida.

Lançado originalmente em 1982, A obscena senhora D é uma das obras mais cultuadas e transgressoras de Hilda Hilst. Incluída em Da prosa, a edição conta com posfácio inédito da professora Eliane Robert Moraes.

É MUITO ABUSO!

É muito abuso!

A ENEL cortou o fornecimento de energia de 14 prédios públicos da prefeitura de Cabo Frio. A ENEL (comprou a Ampla Energia) é subsidiária da ENEL, elétrica italiana, que tem como maior acionista o governo da Itália através do Ministério de Economia e Finanças. Em tempo: os serviços prestados pela estatal italiana, em nossa Região dos Lagos são muito ruins e corta energia em plena pandemia. É muito abuso! Se fosse uma estatal brasileira os privatistas de plantão estariam estrilando.

Goleada!

O Botafogo, mesmo jogando sob protesto, aplicou goleada de 6 X 2 sobre a Associação Desportiva Cabofriense (ADC), que nada tem a ver com a tradicional Associação Atlética Cabofriense (AAC), embora tente lhe copiar a estética. O jogo aconteceu no “Niltão”, no Rio de Janeiro para desgosto do secretário de esportes Flávio Rebel, porque a partida não pode ser realizada no “Correão”.

O Verme!

O pouco apreço pela vida humana de um governo federal bolsonarista está levando o país a ser recordista em óbitos e tornando o brasileiro um pária no planeta. Seguindo a “regra”, Cabo Frio está uma vergonha. O governo é incompetente em todas as áreas e com a saúde não seria diferente. O bolsonarismo é um verme que tudo corrói.

Alair + Marquinhos + Adriano

A saúde no município de Cabo Frio não piorou por acaso e muito menos de uma hora para outra. A destruição do sistema público de saúde é obra dos governos de Alair Corrêa e Marquinhos Mendes, “sheiks”, que nadavam em royalties do petróleo: Adriano esta completando a obra e parece bastante satisfeito com o resultado.

Os investimentos drenados

Os “sheiks” não souberam investir. Era mais negócio brincar e auferir dividendos políticos com micaretas (Cabofolia), no qual apareciam como galãs suburbanos reverenciados pelos bajuladores de plantão. A falta de seriedade drenou os recursos e hoje Cabo Frio não tem nada, nem mesmo cemitério para enterrar seus mortos.

Milícia é nociva a democracia

Basta uma rápida observação para perceber que as milícias estão investindo pesado na Região dos Lagos. É preciso que a população identifique as candidaturas ligadas a esses tipos de práticas nocivas a democracia e a liberdade de expressão. Alguns tem discurso macio, mas seus aliados expressam com muita clareza a que vieram. Todos, sem exceção veneram Bolsonaro.

AS MENINAS

Lygia Fagundes Telles

Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. A burguesa Lorena, filha de família quatrocentona, nutre veleidades artísticas e literárias. Namora um homem casado, mas permanece virgem. A drogada Ana Clara, linda como uma modelo, divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. Lia, por fim, milita num grupo da esquerda armada e sofre pelo namorado preso.
As meninas colhe essas três criaturas em pleno movimento, num momento de impasse em suas vidas. Transitando com notável desenvoltura da primeira pessoa narrativa para a terceira, assumindo ora o ponto de vista de uma ora de outra das protagonistas, Lygia Fagundes Telles constrói um romance pulsante e polifônico, que capta como poucos o espírito daquela época conturbada e de vertiginosas transformações, sobretudo comportamentais.
Obra de grande coragem na época de seu lançamento (1973), por descrever uma sessão de tortura numa época em que o assunto era rigorosamente proibido, As meninas acabou por se tornar, ao longo do tempo, um dos livros mais aplaudidos pela crítica e também um dos mais populares entre os leitores da autora.

Quem é Francisco dos Anjos Rangel?

Chiquinho Rangel, começou sua militância política muito cedo na época no MDB. Com a legalização dos partidos políticos se filiou ao PC do B em 1985. Militou em movimentos sociais, foi balconista de lojas, funcionário na estatal Companhia Nacional de Álcalis em Arraial do Cabo, assessor especial para assuntos afro-brasileiros em 1992 na prefeitura de Campos dos Goitacazes, assessor político na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 1989 no Gabinete do Vereador Edson Santos. Trabalhou no DEGASE (Sistema Sócio Educativo do Estado do Rio de Janeiro) em 2009 na função de diretor na unidade do Criad de Cabo Frio. Hoje atua no ramo da Construção Civil como executivo, na empresa 2R construção Civil e Serviços Ltda.

NADA JUSTIFICA

Defender a abertura de templos em plena progressão do covid-19 é falta de respeito à vida humana. É ampliar geometricamente as possibilidades de contaminação, sabendo que o município não tem condições de abraçar e tratar os contaminados. Quais as razões que explicam a pressão para a abertura? O faturamento com o dízimo? A manutenção da influência política devido a proximidade da eleição? Nada justifica!

SALVEM AS BALEIAS

By: Marcelo de Paula – fotógrafo/cineasta Código Solar Produções

marcelodepaula.codigosolar@gmail.com

Está chegando à época de avistamento de Baleias Jubartes e outras espécies de baleias em Arraial do Cabo. É o ciclo de movimento natural desses mamíferos marinho que viajam do Polo Sul até às aquecidas águas de Abrolhos, na Bahia. Justamente quando navegam bem próximas ao litoral de Arraial, passando inclusive pelo canal entre a Prainha do Pontal e a Ilha do Farol.

É um dos seres gigantes magníficos do Planeta Terra! Como a própria classificação científica diz, baleias são cetáceos, palavra que se origina do grego ketos e significa monstro marinho!

Nome bem apropriado para descrever a grandiosidade desses seres vivos, que impressionam não apenas pelo tamanho, mas pela beleza, sincronicidade do nado, inteligência e sociabilidade.

Não tem como não ficar emocionado ao vê-las, seja da segurança de um litoral ou bem próximas navegando e acompanhando-as em alto-mar! Impressionam até mesmo enquanto ossadas expostas em museus!

Mas é claro que vivas, nadando, saltando, exibindo suas longínquas caudas fora d´água ou em agudas conversas sonoras, impressionam e emocionam muito mais!

As baleias, esses belos exemplares de monstros marinhos, foram feitas para deslizarem na imensidão dos oceanos! E nunca deveriam sair de lá! Onde um encontro casual fosse um prêmio aos que se arriscam a navegar no além-mar!

Mas aí apareceu o homem e sua horripilante ganância comercial! E, de uns poucos esquimós e/ou habitantes das regiões extremas que caçavam baleias apenas para subsistência, surgiram as esquadras baleeiras e seus putrefatos arpões causando uma carnificina sem igual, ao ponto de deixar o mar banhando em sangue!

A carnificina das baleias foi inclusive a segunda grande motivação operacional da ONG Greenpace, na década de 70, que conseguiu atenção mundial e o veto à pesca comercial das baleias, que ocorreu uma década mais tarde. Diminuindo em muito a predação desses animais.

Hoje a Noruega, a Islândia e o Japão são os únicos que insistem com essa aberração comercial contra as baleias!

Groelândia, Alasca, St. Vincent Grenadines, Ilhas Faroé e a região de Chukotka, no leste da Sibéria oriental, praticam a caça de subsistência. Essas populações têm quotas regulamentadas e toleradas para caçar baleias, porque é parte do seu patrimônio cultural, uma herança tradicionaldessas regiões. 

Infelizmente, a morte por caça não é o único problema para a espécie! A ganância comercial foi ainda mais longe em seus atos abusivos e prendeu a beleza desses monstros marinhos em mínimos aquários turísticos!

Sim, me refiro a podridão da requintada prisão marinha, chamada Sea World!

Para quem não sabe, o processo inicial do Sea World foi caçando Baleias Orcas e aprisionando as mesmas em cativeiro e depois ensinando-as, sob péssimas condições aquáticas circenses, aos truques que tanto cativam seus visitantes!

O filme Blackfish, documentário disponível na Netflix é drasticamente libertador, para ninguém nunca mais deixar uma moeda, sequer, na prisão marinha que tortura esses magníficos animais ao deleite de atrativo turístico!

É de chorar as cenas que mostram as Baleias Orcas sendo retiradas do seu habitat natural, arrastadas por redes para o confinamento eterno do Sea World! Tanques mínimos os quais elas são obrigadas a ficarem após cada espetáculo! Não nadam, são depressivas e estressadas.

Os bonzinhos proprietários do Sea World reproduziram inúmeras baleias em cativeiro para aumentar o lucro do showbiznes! Uma verdadeira casa dos horrores! Sem falar nos vários ataques que tratadores sofreram e o Sea World escondeu do grande público!

O motivo de estar falando sobre tudo isso?! Simples! Voltamos ao velho tema ambiental de um único Planeta habitado por todos nós! E somos nós, os únicos seres capazes de lutar pela soltura dessas Baleias Orcas e demais animais marinhos dessa decadente atração turística. Basta nunca mais ou nunca, como é meu caso, pisar num Sea World da vida!

Deixar esse bárbaro showbiznes as minguas até que libertem a última Orca do cativeiro e deixem esses magníficos monstros marinhos a desfrutarem as imensidões dos Oceanos!

Espero quem muitos leiam o texto e muitos mais ainda assistam ao filme Blackfish, na Netflix, e boicotem as ordinárias apresentações do Sea World!

O boicote é uma arma poderosa e o Brasil ainda engatinha nessa filosofia!

No próximo sábado, volto com o tema de boicote! Boicote às empresas que andam exterminando ecossistemas inteiros, para que a produção de seus produtos nunca pare de dar lucros!

As baleias que cruzam Arraial do Cabo a caminho de Abrolhos, essas sim merecem nossa atenção!