Estamos todos no mesmo barco, mas nem todos na mesma tempestade.

Estamos todos no mesmo barco, mas nem todos na mesma tempestade. O objetivo do barco é único, mas cada viajante tem o seu e assim sua tempestade se torna diferente.

Uns estão passando pela tempestade com angústia, outros com paz, outros com momentos de reflexão!

Então cada um está passando por ela a sua maneira!

Muitos irão atravessar bronzeados de piscina, outros com cicatrizes na alma.

No momento essa tempestade também nos proíbe de nos abraçarmos, de nos beijarmos, de nos vermos, mas nesse barco não estamos proibidos de demonstrar amor, de deixar os amigos, de sentirmos saudades!

E quando esse barco chegar ao seu destino, seremos outras pessoas.

Assim, cada um vai criando sua história.

Temos que compreender que a vida nos dá, mas também nos tira e não estamos proibidos de buscar a felicidade!

O importante é que o passado nos ensinou e hoje é o presente e o futuro pertence a nós que iremos fazer, pois somos todos habitantes!!

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é professora.

Percursos da poesia brasileira Do século XVIII ao século XXI por Antonio Carlos Secchin

Este livro elabora uma espécie de “história informal” da poesia brasileira, percorrendo-a desde o século XVIII, com Tomás Antônio Gonzaga, até alcançar alguns escritores do século XXI. Ao lado de estudos consagrados a nomes estabelecidos, Antonio Carlos Secchin propõe inovadoras reflexões acerca de autores esquecidos ou minimizados no cânone de nossas letras. Seja no trato de questões genéricas – em ensaios que estampam questões de ordem histórica e sociológica – seja na verificação microscópica das engrenagens do texto literário, avulta a mesma consciência atilada do crítico, em sua surpreendente capacidade de multiplicar os sentidos da obra que examina. A enunciação ao mesmo tempo sofisticada e comunicativa, que marca tanto a criação poética quanto o ensaísmo de Secchin, está presente em cada passo deste Percursos da poesia brasileira.

Desastre!

Um dos candidatos bolsonaristas tenta cativar eleitores cabofrienses com intensa propaganda nas redes sociais da internet. É o mesmo que tentou criar uma CPI, na ALERJ para investigar as universidades públicas, seguindo orientação do ministro da educação Abraham Weintraub.

Mistério!

Nas redes sociais continuam manifestações sobre o possível “Efeito QuaQuá” sobre o processo eleitoral de Cabo Frio. Embora o ex-prefeito de Maricá seja figura importante do PT, no estado, não se sabe ainda de que maneira ele poderia dar ao PT os votos, que ele nunca teve no município. É um mistério!

Fortalecer o SUS

O secretário municipal de saúde, Iranildo Campos, poderia aproveitar que pegou o covid-19 e renunciar ao cargo. O momento é de fortalecer o SUS e é inaceitável trazer OSs para terceirizar a saúde pública em Cabo Frio.

As “rachadinhas”

O secretário municipal de saúde, que é ex-deputado na ALERJ teve o seu nome citado algumas vezes no Jornal Nacional, da Rede Globo. Seu gabinete está sendo investigado por denúncias da existência do esquema de “rachadinhas”.

Trapalhadas

O governo Adriano Moreno/Cati, cada vez mais tem o apoio de Aquiles Barreto e Marquinhos Mendes. O governo tem o mesmo DNA de Bolsonaro e se mete em trapalhadas quase diariamente. Vai disputar espaço com Sérgio Luiz Azevedo.

No campo progressista

José Bonifácio conseguiu montar, com Rafael Peçanha, uma aliança no campo progressista com o PDT, PSB, Cidadania e Rede Sustentabilidade, podendo agregar outras forças políticas. O PSOL, até o momento, ainda está fora da aliança.

Nenhuma novidade

A posição do PT não trás nenhuma novidade. Desde a aliança Alair (“mestre”) para prefeito e Marquinhos (“aluno”) para vice, que o PT foi cooptado: o episódio repercutiu em todo o estado. O partido, em função da bancada nacional, sempre teve bom tempo de TV, no horário eleitoral gratuito, embora nunca tenha conseguido transformar em votos.

De olhos abertos

O que ainda não se sabe é se houver a formalização da aliança com o governo Adriano Moreno/Cati se a executiva do PT, sempre tão ciosa dos seus “direitos” vai querer portarias (cargos comissionados) na prefeitura. De olhos abertos!

Fiscalização rigorosa

Esses acordos em ano de eleições devem ser fiscalizados criteriosamente pela justiça eleitoral, ministério público, pela própria oposição e a sociedade civil organizada. É importante que estejam absolutamente dentro da Lei.

Aposentados & Pensionistas

Afinal, se hoje o governo Adriano Moreno/Cati não cumpre a Lei Orgânica Municipal (LOM) e está sem pagar aos aposentados e pensionistas do IBASCAF, imagina se tiver que empregar ainda mais gente, fruto de acordos políticos. Seria inadmissível inchar ainda mais a máquina pública.

A CRISE DAS CESTAS BÁSICAS

Luis Geraldo & Letícia Jotta

Os vereadores Luis Geraldo, presidente da câmara e Letícia Jotta, presidente da comissão especial de saúde, cansaram de esperar, conseguiram mandado de segurança contra a prefeitura, leia-se Adriano Moreno/Cati. Os vereadores estavam particularmente irritados porque não receberam respostas da prefeitura dos ofícios com pedido de informações.

Mandado de segurança

O mandado de segurança obriga a prefeitura a enviar, no prazo de cinco dias as notas fiscais das compras de cestas básicas para enfrentamento da crise gerada pelo covid-19 e também a listagem das famílias beneficiadas pelas cestas. A princípio essa tarefa está entregue a secretaria de assistência social.

O FRÁGIL TOQUE DOS MUTILADOS – Alex Sens

Passado ao longo de 28 dias numa pequena cidade litorânea, o romance conta a história de Magnólia, uma enóloga tão temperamental quanto enigmática, que visita o irmão e os sobrinhos após ter estado três anos distante. Voltar àquela casa de frente para o mar parece ser uma série de novos testes em sua vida: confrontar o passado, aceitar a nova situação do irmão viúvo, viver uma nova e arriscada paixão e ser a guardadora de um segredo que pode abalar toda a sua família. O frágil toque dos mutilados é um drama familiar sobre o reencontro de pessoas que tentam se explicar, se ajustar e se compreender através de seus sonhos e conflitos.

Alex Sens foi o vencedor do Prêmio Governo Minas Gerais de Literatura 2012, na categoria Jovem Escritor. Segundo Jaime Prado Gouvêa, editor do Suplemento Literário, “Alex Sens Fuziy surge na literatura com traços firmes de escritor experiente, compondo uma trama magnificamente elaborada sobre os dramas de uma família que se reencontra numa cidade litorânea e tenta se explicar a partir da morte de um de seus membros.” Para Marcia Tiburi, “O mar é, para a ação que aqui se dá, um pano de fundo tão belo quanto trágico. O romance, desenhado com a meticulosidade da pena de Alex Sens Fuziy, constrói-se nesse trânsito, sobre aquela espécie de dificuldade consigo que é vivida por cada pessoa quando ser e estar – diante de si mesmo e diante dos outros – não parecem nada simples. Quando a possibilidade de viver junto com os outros está a cada momento posta em xeque.”

POR QUE TIO SAM É IMPERIALISTA?

Após a vitória dos aliados na II Guerra os Estados Unidos assumiu a liderança econômica do Ocidente já que a Europa tinha sido devastada. O modelo norte-americano acelerou a partir de um capitalismo consumista e todos os demais países copiaram esse modelo.

Ocorre que esse modelo consome boa parte dos recursos materiais da Terra que é finita – Estados Unidos tem mais ou menos 5% da população mundial e contribuiu com 36% das emissões de gases de efeito estufa e consome 25% da energia mundial. Essa é a lógica do imperialismo norte-americano, a produção e a exportação de “bens” de consumo.

O Shopping Center é a Catedral do Consumo- você precisa consumir – se você não tem Cartão de Crédito você não existe.

“A ditadura perfeita terá as aparências de uma democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.” Aldous Huxley Tinha que ser imperialista. Mas tem o outro lado da moeda.

A contra-cultura americana, desafiando o “bem-estar” do modelo consumista do “use e jogue fora”, começou na década de 50. Com a Beat Generation (São Francisco – Califórnia) Um movimento literário originado em meados dos anos 1950 por um grupo de jovens intelectuais que estava cansado do modelo quadradinho da ordem estabelecida nos EUA após a Segunda Guerra Mundial. Com o objetivo de se expressarem livremente e contarem sua visão do mundo e suas histórias, esses escritores começaram a produzir desenfreadamente, muitas vezes movidos a drogas, álcool, sexo livre e jazz – o gênero musical que mais inspirou os beats.

Mais do que escrever, esse grupo de amigos tinha interesse em estar sempre junto, compondo, viajando, bebendo e, por vezes, transando em grupo. (Super Interessante)

* Não deixe de ler “América” de Allen Ginsberg), na tradução de meu amigo Cláudio Willer

Esse movimento influenciou uma geração posterior que foram os hippies, que tinha maior concentração de jovens em São Francisco. Eram norte-americanos de classe média, alguns de família abastada, a maioria entre 17 e 25 anos, que resolveram contestar os valores que seus pais acreditavam.

Paz e Amor, comida natural, roupas coloridas, liberdade sexual, maconha, mochila e pé na estrada. Essa geração assumiu a bandeira ecológica em defesa do meio ambiente.

*Não deixe de ler “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson de 1962.

Nessa época surgiu o alerta de que a Águia Americana – símbolo nacional dos Estados Unidos – está em todos os escudos oficiais do governo norte-americano – estava em perigo de ser extinta pela alteração do meio ambiente.

No próximo artigo – Por que Tio Sam é imperialista? – O outro lado da moeda.

(*) Luiz Carlos de Barros foi servidor da Câmara Municipal de S.Paulo por 35 anos. Veio para Cabo Frio em 1990. Na Câmara entre suas atividades, foi secretário da Comissão Permanente de Meio Ambiente, desde seu início, fundada em 1977, por iniciativa do vereador Flavio Bierrenbach. Foi a primeira Çomissão Permanente de Meio Ambiente, numa Câmara Municipal em todo o Brasil.