FRASE INFELIZ

Frase infeliz

“A gente mata é bandido, não funcionário sério”, frase do PM reformado, ex-deputado e atual secretário municipal de saúde de Cabo Frio, Iranildo Campos. Afinal, é secretário de saúde ou de segurança (já seria um absurdo)? Péssima imagem!

A Reação!

A declaração do secretário municipal de saúde, Iranildo Campos, pegou muito mal na sociedade cabofriense, que vive a profunda crise do covid-19. No legislativo a reação veio do vereador Rafael Peçanha, do Cidadania, que repudiou as palavras do secretário.

Gazeteiro

O deputado Mauro Bernard faltou a todas as sessões da Assembleia Legislativa, em abril. Como as sessões são online, alegou que não sabe participar de vídeo conferência. Estranho, porque o deputado não desgruda das redes sociais.

Exemplo?

O deputado parece seguir o exemplo de Alair Corrêa, que faltava tanto às sessões da Assembleia Legislativa, que a deputada Cidinha Campos dizia que ele não sabia sequer o endereço da Alerj. Na época alguns gozadores se dispuseram a fazer um mapa para orientar o ex-prefeito de Cabo Frio.

Live do PSOL

“A urbanização como negócio e o direito à cidade em Cabo Frio” é o tema da ‘live’ do PSOL/Cabo Frio. Betinho Póvoas recebe o professor da rede pública municipal Luiz Felipe Oliveira, mestre em Geografia, e ex coordenador-geral de ciência e tecnologia do município.

Cego e amigo Gedeão à beira da estrada por Moacyr Scliar (*)

— Este que passou agora foi um Volkswagen 1962, não é, amigo Gedeão?

— Não, Cego. Foi um Simca Tufão.

— Um Simca Tufão? … Ah, sim, é verdade. Um Simca potente. E muito econômico. Conheço o Simca Tufão de longe. Conheço qualquer carro pelo barulho da máquina.

Este que passou agora não foi um Ford?

— Não, Cego. Foi um caminhão Mercedinho.

— Um caminhão Mercedinho! Quem diria! Faz tempo que não passa por aqui um caminhão Mercedinho. Grande caminhão. Forte. Estável nas curvas. Conheço o Mercedinho de longe… Conheço qualquer carro. Sabe há quanto tempo sento à beira desta estrada ouvindo os motores, amigo Gedeão? Doze anos, amigo Gedeão. Doze anos.

É um bocado de tempo, não é, amigo Gedeão? Deu para aprender muita coisa. A respeito de carros, digo. Este que passou não foi um Gordini Teimoso?

— Não, Cego. Foi uma lambreta.

— Uma lambreta… Enganam a gente, estas lambretas. Principalmente quando eles deixam a descarga aberta.

Mas como eu ia dizendo, se há coisa que eu sei fazer é reconhecer automóvel pelo barulho do motor. Também, não é para menos: anos e anos ouvindo!

Esta habilidade de muito me valeu, em certa ocasião… Este que passou não foi um Mercedinho?

— Não, Cego. Foi o ônibus.

— Eu sabia: nunca passam dois Mercedinhos seguidos. Disse só pra chatear. Mas onde é que eu estava? Ah, sim.

Minha habilidade já me foi útil. Quer que eu conte, amigo Gedeão? Pois então conto. Ajuda a matar o tempo, não é? Assim o dia termina mais ligeiro. Gosto mais da noite: é fresquinha, nesta época. Mas como eu ia dizendo: há uns anos atrás mataram um homem a uns dois quilômetros daqui. Um fazendeiro muito rico. Mataram com quinze balaços. Este que passou não foi um Galaxie?

— Não. Foi um Volkswagen 1964.

— Ah, um Volkswagen… Bom carro. Muito econômico. E a caixa de mudanças muito boa. Mas, então, mataram o fazendeiro. Não ouviu falar? Foi um caso muito rumoroso. Quinze balaços! E levaram todo o dinheiro do fazendeiro. Eu, que naquela época j á costumava ficar sentado aqui à beira da estrada, ouvi falar no crime, que tinha sido cometido num domingo. Na sexta-feira, o rádio dizia que a polícia nem sabia por onde começar. Este que passou não foi um Candango?

— Não, Cego, não foi um Candango.

— Eu estava certo que era um Candango… Como eu ia contando: na sexta, nem sabiam por onde começar.

Eu ficava sentado aqui, nesta mesma cadeira, pensando, pensando… A gente pensa muito. De modos que fui formando um raciocínio. E achei que devia ajudar a polícia. Pedi ao meu vizinho para avisar ao delegado que eu tinha uma comunicação a fazer. Mas este agora foi um Candango!

— Não, Cego. Foi um Gordini Teimoso.

— Eu seria capaz de jurar que era um Candango. O delegado demorou a falar comigo. De certo pensou: “Um cego? O que pode ter visto um cego?” Estas bobagens, sabe como é, amigo Gedeão. Mesmo assim, apareceu, porque estavam tão atrapalhados que iriam até falar com uma pedra. Veio o delegado e sentou bem aí onde estás, amigo Gedeão. Este agora foi o ônibus?

— Não, Cego. Foi uma camioneta Chevrolet Pavão.

— Boa, esta camioneta, antiga, mas boa. Onde é que eu estava? Ah, sim. Veio o delegado. Perguntei:

“Senhor delegado, a que horas foi cometido o crime?”

— “Mais ou menos às três da tarde, Cego” — respondeu ele. “Então” — disse eu. — “O senhor terá de procurar um Oldsmobile 1927. Este carro tem a surdina furada.

Uma vela de ignição funciona mal. Na frente, viajava um homem muito gordo. Atrás, tenho certeza, mas iam talvez duas ou três pessoas.” O delegado estava assombrado. “Como sabe de tudo isto, amigo?” — era só o que ele perguntava. Este que passou não foi um DKW?

— Não, Cego. Foi um Volkswagen.

— Sim. O delegado estava assombrado. “Como sabe de tudo isto?” — “Ora, delegado” — respondi. — “Há anos que sento aqui à beira da estrada ouvindo automóveis passar. Conheço qualquer carro. Sem mais: quando o motor está mal, quando há muito peso na frente, quando há gente no banco de trás. Este carro passou para lá às quinze para as três; e voltou para a cidade às três e quinze.” — “Como é que tu sabias das horas?” — perguntou o delegado. — “Ora, delegado”— respondi. — “Se há coisa que eu sei — além de reconhecer os carros pelo barulho do motor — é calcular as horas pela altura do sol.” Mesmo duvidando, o delegado foi… Passou um Aero Willys?

— Não, Cego. Foi um Chevrolet.

— O delegado acabou achando o Oldsmobile 1927 com toda a turma dentro. Ficaram tão assombrados que se entregaram sem resistir. O delegado recuperou todo o dinheiro do fazendeiro, e a família me deu uma boa bolada de gratificação. Este que passou foi um Toyota?

— Não, Cego. Foi um Ford 1956.

(*) 1937/2011.

O REPÚDIO AO “HOMEM DE MERITI”

Gostaria de repudiar as falas do secretário de saúde de Cabo Frio e avisá-lo que aqui não vai perseguir nem matar ninguém. Se está acostumado com essas práticas, que volte para sua terra e se entenda com a Justiça lá. Aqui o jogo é outro, secretário, e eu estou nele. Amanhã estarei pedindo explicações oficiais sobre essas declarações. Cabo Frio ainda não é o seu faroeste!Vereador Rafael Peçanha.

TÁTICAS FASCISTAS

Táticas fascistas

Os bolsonaristas estão tentando impedir na violência as manifestações pela democracia e contra seu chefe. Utilizam as mesmas táticas dos grupos nazi-fascistas, no período que precedeu a 2ª Guerra Mundial. Precisam ser repelidos com rigor.

Quem explica?

A Polícia Militar sempre tão violenta quando se trata em reprimir manifestações dos trabalhadores (especialmente contra os professores) se mostra incrivelmente tolerante quando se trata dos manifestantes contra a democracia. Não impedem sequer protestos em frente a hospitais.

O HOMEM DE MERITI

O Homem de Meriti

As reclamações chovem de todos os lados contra a gestão do secretário municipal de saúde, Iranildo Campos, ex-deputado estadual, que desembarcou aqui por Cabo Frio, migrado do meio político da Baixada Fluminense (São João de Meriti).

Blindado por Witzel

Nenhuma providência é tomada pelo governo de Adriano Moreno/Cati. Por que Iranildo Campos é blindado? Porque é uma indicação política do governador Wilson Witzel ao qual a prefeitura de Cabo Frio é intimamente vinculada.

FRAGILIDADE DO GOVERNO E A PANDEMIA

Subnotificação é uma “regra” no país.

A subnotificação dos infectados e mortos pelo covid-19 em Cabo Frio é fácil de perceber. Segue o rumo de todo o país, que primou por sucatear sua saúde pública, mas que na hora que do “pega pra capar” só pode contar mesmo com SUS e as universidades públicas tão vilipendiadas e ameaçadas pela elite política e sócio-econômica raivosa do Brasil.

Tudo pela reeleição?

A fragilidade política do governo Adriano Moreno/Cati é muito evidente e aceita qualquer coisa pela reeleição. A percepção dessa fragilidade é que deu aos empresários o poder de pressão para conseguir viabilizar o afrouxamento do isolamento social a partir de segunda-feira.

O INVISÍVEL – Ângela Maria Sampaio de Souza.

Aconteceu que um dia abrimos nossos olhos e o mundo já era outro!

Cidades e locais vazios, não se via ninguém! O que teria acontecido?

O invisível chegava para desafiar!!

Desafiar Poderosos, Dinheiro e Classe Social, mas veio também para refletirmos porque não tínhamos tempo!

Começamos a observar uma mudança de comportamento nas pessoas, sentimento de solidariedade maior, que incomoda o sistema, o meio ambiente finalmente respirando e se recuperando. Ele nos dá um sinal de alerta: o meio ambiente não precisa de nós, mas nós que precisamos dele.

Não assistimos mais destruição em cidades, guerras, bombas, mas assistindo outra guerra, a social.

Observamos mortes sem tanques, sem bombas, mas uma guerra em que o dominador é o invisível!

Os políticos em sua grande maioria não estão à altura dos desafios sociais, ambientais e econômicos.

Estruturas políticas corrompidas e desprestigiadas, limitadas as decisões territoriais.

O povo deveria ser a principal referência dos agentes políticos.

Só sabemos que quando o Invisível for dominado, teremos dois mundos, um antes e outro depois.

Duas incertezas nesse momento que estamos passando!

Corações encontram-se partidos e cheios de tristeza!

O que será de nós? O que será do necessitado? O Invisível ultrapassou as barreiras do Visível. Vemos que não adianta Poder, Posição Social, Dinheiro, pois ninguém ainda conseguiu dominar o Invisível!!!!

(*) Professora.

OS MENSAGEIROS DA MORTE!

Os gananciosos

Os gananciosos e ávidos empresários que estão pressionando o governo Adriano/Cati para desmobilizar o isolamento social vão assumir a responsabilidade pelo aumento do número de infectados e de mortes? Ou vão meter a grana no bolso para quando chegar o Natal, reservar uns trocados para levar cestas básicas para as viúvas do genocida-mor?

A solidariedade fajuta

É claro que os gestos de caridade (solidariedade é outra coisa) serão devidamente fotografados para que todos testemunhem tamanha generosidade. No dia seguinte, de banho bem tomado, desfilarão pela cidade nos mesmos automóveis luxuosos que participaram das “carreatas da morte”.