POR QUE TIO SAM É IMPERIALISTA?

Após a vitória dos aliados na II Guerra os Estados Unidos assumiu a liderança econômica do Ocidente já que a Europa tinha sido devastada. O modelo norte-americano acelerou a partir de um capitalismo consumista e todos os demais países copiaram esse modelo.

Ocorre que esse modelo consome boa parte dos recursos materiais da Terra que é finita – Estados Unidos tem mais ou menos 5% da população mundial e contribuiu com 36% das emissões de gases de efeito estufa e consome 25% da energia mundial. Essa é a lógica do imperialismo norte-americano, a produção e a exportação de “bens” de consumo.

O Shopping Center é a Catedral do Consumo- você precisa consumir – se você não tem Cartão de Crédito você não existe.

“A ditadura perfeita terá as aparências de uma democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.” Aldous Huxley Tinha que ser imperialista. Mas tem o outro lado da moeda.

A contra-cultura americana, desafiando o “bem-estar” do modelo consumista do “use e jogue fora”, começou na década de 50. Com a Beat Generation (São Francisco – Califórnia) Um movimento literário originado em meados dos anos 1950 por um grupo de jovens intelectuais que estava cansado do modelo quadradinho da ordem estabelecida nos EUA após a Segunda Guerra Mundial. Com o objetivo de se expressarem livremente e contarem sua visão do mundo e suas histórias, esses escritores começaram a produzir desenfreadamente, muitas vezes movidos a drogas, álcool, sexo livre e jazz – o gênero musical que mais inspirou os beats.

Mais do que escrever, esse grupo de amigos tinha interesse em estar sempre junto, compondo, viajando, bebendo e, por vezes, transando em grupo. (Super Interessante)

* Não deixe de ler “América” de Allen Ginsberg), na tradução de meu amigo Cláudio Willer

Esse movimento influenciou uma geração posterior que foram os hippies, que tinha maior concentração de jovens em São Francisco. Eram norte-americanos de classe média, alguns de família abastada, a maioria entre 17 e 25 anos, que resolveram contestar os valores que seus pais acreditavam.

Paz e Amor, comida natural, roupas coloridas, liberdade sexual, maconha, mochila e pé na estrada. Essa geração assumiu a bandeira ecológica em defesa do meio ambiente.

*Não deixe de ler “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson de 1962.

Nessa época surgiu o alerta de que a Águia Americana – símbolo nacional dos Estados Unidos – está em todos os escudos oficiais do governo norte-americano – estava em perigo de ser extinta pela alteração do meio ambiente.

No próximo artigo – Por que Tio Sam é imperialista? – O outro lado da moeda.

(*) Luiz Carlos de Barros foi servidor da Câmara Municipal de S.Paulo por 35 anos. Veio para Cabo Frio em 1990. Na Câmara entre suas atividades, foi secretário da Comissão Permanente de Meio Ambiente, desde seu início, fundada em 1977, por iniciativa do vereador Flavio Bierrenbach. Foi a primeira Çomissão Permanente de Meio Ambiente, numa Câmara Municipal em todo o Brasil.

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