RALO DO DINHEIRO PÚBLICO

Como explicar que a mesma pessoa que afirmou que a Comsercaf era “ralo do dinheiro público em Cabo Frio” e que prometeu extingui-la, além de manter, cresceu o orçamento da autarquia em 150%? Adriano Moreno é um inconseqüente ou suas promessas não tem o menor valor?

REELEIÇÃO?

As paredes do Palácio Tiradentes, sede da prefeitura de Cabo Frio, engrossam os rumores da falta de empatia do prefeito Adriano Moreno e do seu “1º Ministro”, Antônio Carlos Vieira, o Cati. Reeleição? A única chance está na colocação dos salários dos servidores, em dia. Mesmo assim a dupla vai ter que batalhar muito para chegar em outubro com chance eleitoral.

FATURANDO NA SAÚDE

Tem muita gente querendo faturar politicamente em cima do quadro caótico em que vive a saúde pública em Cabo Frio. É gente que utiliza métodos da extrema direita, embora com discurso progressista, sem qualquer conteúdo. Os palcos principais são as redes sociais da internet.

QUAL A REAÇÃO DO PSDB?

Qual a reação do ninho tucano, no Rio de Janeiro e Brasília, após Marquinhos Mendes ter perdido qualquer possibilidade de se candidatar nas eleições para prefeito de Cabo Frio, em 2020? Até o momento, apesar de muitas bravatas, a possível candidatura de sua esposa não colou.

CANDIDATOS & PARTIDOS

Quem conhece a política partidária e a relação das nacionais e estaduais com os diretórios das cidades do interior garante que muita água ainda vai passar sob as pontes Feliciano Sodré e Márcio Corrêa, no Canal do Itajuru. Tem candidato a prefeito que pode perder o partido?

OS “POINTS” DA NOITE DE CABO FRIO

Os dois grandes “points” da noite cabofriense são o bairro da Passagem e a Rua Porto Alegre, que atravessa o Jardim Flamboyant e chega até as Palmeiras. O “Boulevard Canal”, que tem recebido ação promocional de empresários e do governo até agora não voltou a decolar. O que falta?

TEMPOS SOMBRIOS

O episódio da tietagem sobre o ex-goleiro Bruno, no Shopping Park Lagos, envergonha Cabo Frio. Mostra como os valores morais e éticos estão completamente invertidos e não encontram eco na sociedade. Estamos vivendo tempos sombrios.

“JÓIA DA COROA”

Assim era apresentado o Riala.

A antiga “Jóia da Coroa” do político e empresário Alair Corrêa, o Parque Aquático Riala (Alair de trás pra frente) ressurge das cinzas. Com o nome de “Cabo Frio Parque Aquático”. Anuncia que está sob nova direção e voltando a funcionar. Está, inclusive, com propaganda nas redes sociais da Internet. Quem será o novo empresário a tocar o negócio?

QUASE ELA DEU O “SIM”, MAS … Lima Barreto

João Cazu era um moço suburbano, forte e saudável, mas pouco ativo e amigo do trabalho.

Vivia em casa dos tios, numa estação de subúrbios, onde tinha moradia, comida, roupa, calçado e algum dinheiro que a sua bondosa tia e madrinha lhe dava para os cigarros.

Ele, porém, não os comprava; “filava-os” dos outros. “Refundia” os níqueis que lhe dava a tia, para flores a dar às namoradas e comprar bilhetes de tômbolas, nos vários “mafuás”, mais ou menos eclesiásticos, que há por aquelas redondezas.

O conhecimento do seu hábito de “filar” cigarros aos camaradas e amigos, estava tão espalhado que, mal um deles o via, logo tirava da algibeira um cigarro; e, antes de saudá-lo, dizia:

—Toma lá o cigarro, Cazu.

Vivia assim muito bem, sem ambições nem tenções. A maior parte do dia, especialmente a tarde, empregava ele, com outros companheiros, em dar loucos pontapés, numa bola, tendo por arena um terreno baldio das vizinhanças da residência dele ou melhor: dos seus tios e padrinhos.

Contudo, ainda não estava satisfeito. Restava-lhe a grave preocupação de encontrar quem lhe lavasse e engomasse a roupa, remendasse as calças e outras peças do vestuário, cerzisse as meias, etc., etc.

Em resumo: ele queria uma mulher, uma esposa, adaptável ao seu jeito descansado.

Tinha visto falar em sujeitos que se casam com moças ricas e não precisam trabalhar; em outros que esposam professoras e adquirem a meritória profissão de “maridos da professora”; ele, porém, não aspirava a tanto.
Apesar disso, não desanimou de descobrir uma mulher que lhe servis convenientemente.

Continuou a jogar displicentemente, o seu football vagabundo e a viver cheio de segurança e abundância com os seus tios e padrinhos.

Certo dia, passando pela porteira da casa de uma sua vizinha mais ou menos conhecida, ela lhe pediu:

— “Seu” Cazu, o senhor vai até à estação?

— Vou, Dona Ermelinda.

— Podia me fazer um favor?

— Pois não.

— É ver se o “Seu” Gustavo da padaria “Rosa de Ouro”, me pode ceder duas estampilhas de seiscentos réis. Tenho que fazer um requerimento ao Tesouro, sobre coisas do meu montepio, com urgência, precisava muito.

— Não há dúvida, minha senhora.

Cazu, dizendo isto, pensava de si para si: “É um bom partido. Tem montepio, é viúva; o diabo são os filhos!”. Dona Ermelinda, à vista da resposta dele, disse:

— Está aqui o dinheiro.

Conquanto dissesse várias vezes que não precisava daquilo — o dinheiro — o impenitente jogador de football e feliz hóspede dos tios, foi embolsando os nicolaus, por causa das dúvidas.

Fez o que tinha a fazer na estação, adquiriu as estampilhas e voltou para entregá-las à viúva.

De fato, Dona Ermelinda era viúva de um contínuo ou cousa parecida de uma repartição pública. Viúva e com pouco mais de trinta anos, nada se falava da sua reputação.

Tinha uma filha e um filho que educava com grande desvelo e muito sacrifício.

Era proprietária do pequeno chalet onde morava, em cujo quintal havia laranjeiras e algumas outras árvores frutíferas.

Fora o seu falecido marido que o adquirira com o produto de uma “sorte” na loteria; e, se ela, com a morte do esposo, o salvara das garras de escrivães, escreventes, meirinhos, solicitadores e advogados “mambembes”, devia-o à precaução do marido que comprara a casa, em nome dela.

Assim mesmo, tinha sido preciso a intervenção do seu compadre, o Capitão Hermenegildo, a fim de remover os obstáculos que certos ” águias” começavam a pôr, para impedir que ela entrasse em plena posse do imóvel e abocanhar-lhe afinal o seu chalézito humilde.

De volta, Cazu bateu à porta da viúva que trabalhava no interior, com cujo rendimento ela conseguia aumentar de muito o módico, senão irrisório montepio, de modo a conseguir fazer face às despesas mensais com ela e os filhos.

Percebendo a pobre viúva que era o Cazu, sem se levantar da máquina, gritou:

— Entre, “Seu” Cazu.

Estava só, os filhos ainda não tinham vindo do colégio. Cazu entrou.

Após entregar as estampilhas, quis o rapaz retirar-se; mas foi obstado por Ermelinda nestes termos:

— Espere um pouco, “Seu” Cazu. Vamos tomar café.

Ele aceitou e, embora, ambos se serviram da infusão da “preciosa rubiácea” , como se diz no estilo “valorização”.

A viúva, tomando café, acompanhado com pão e manteiga, pôs-se a olhar o companheiro com certo interesse. Ele notou e fez-se amável e galante, demorando em esvaziar a xícara. A viuvinha sorria interiormente de contentamento. Cazu pensou com os seus botões: “Está aí um bom partido: casa própria, montepio, renda das costuras; e além de tudo, há de lavar-me e consertar a roupa. Se calhou, fico livre das censuras da tia…”

Essa vaga tenção ganhou mais corpo, quando a viúva, olhando-lhe a camisa, perguntou:

— “Seu ” Cazu, se eu lhe disser uma cousa, o senhor fica zangado?

— Ora, qual, Dona Ermelinda?

— Bem. A sua camisa está rasgada no peito. O senhor traz “ela” amanhã, que eu conserto “ela”.

Cazu respondeu que era preciso lavá-la primeiro; mas a viúva prontificou-se em fazer isso também. O player dos pontapés, fingindo relutância no começo, aceitou afinal; e doido por isso estava ele, pois era uma ” entrada”, para obter uma lavadeira em condições favoráveis.

Dito e feito: daí em diante, com jeito e manha, ele conseguiu que a viúva se fizesse a sua lavadeira bem em conta.

Cazu, após tal conquista, redobrou de atividade no football, abandonou os biscates e não dava um passo, para obter emprego. Que é que ele queria mais? Tinha tudo…

Na redondeza, passavam como noivos; mas não eram, nem mesmo namorados declarados.

Havia entre ambos, unicamente um “namoro de caboclo”, com o que Cazu ganhou uma lavadeira, sem nenhuma exigência monetária e cultivava-o carinhosamente.

Um belo dia, após ano e pouco de tal namoro, houve um casamento na casa dos tios do diligente jogador de football. Ele, à vista da cerimônia e da festa, pensou: “Porque também eu não me caso? Porque eu não peço Ermelinda em casamento? Ela aceita, por certo; e eu…”

Matutou domingo, pois o casamento tinha sido no sábado; refletiu segunda e, na terça, cheio de coragem, chegou-se à Ermelinda e pediu-a em casamento.

— É grave isto, Cazu. Olhe que sou viúva e com dois filhos!

— Tratava “eles” bem; eu juro!

— Está bem. Sexta-feira, você vem cedo, para almoçar comigo e eu dou a resposta.

Assim foi feito. Cazu chegou cedo e os dous estiveram a conversar. Ela, com toda a naturalidade, e ele, cheio de ansiedade e, apreensivo.

Num dado momento, Ermelinda foi até à gaveta de um móvel e tirou de lá um papel.

— Cazu — disse ela, tendo o papel na mão — você vai à venda e à quitanda e compra o que está aqui nesta “nota”. É para o almoço.

Cazu agarrou trêmulo o papelucho e pôs-se a ler o seguinte:

1 quilo de feijão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .600 rs.
1/2 de farinha. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 rs.
1/2 de bacalhau. . . . . . . . . . . .. . . . . . . .1.200 rs.
1/2 de batatas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 360 rs.
Cebolas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 rs.
Alhos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .100 rs.
Azeite. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 rs.
Sal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 rs.
Vinagre. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 rs.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.260 rs.

Quitanda:

Carvão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . …280 rs.
Couve. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ….200 rs.
Salsa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . …100 rs.
Cebolinha. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ……100 rs.

tudo: . . . . . . . . . . . …………………………3.860 rs.

Acabada a leitura, Cazu não se levantou logo da cadeira; e, com a lista na mão, a olhar de um lado a outro, parecia atordoado, estuporado.

— Anda Cazu, fez a viúva. Assim, demorando, o almoço fica tarde…

— É que…

— Que há?

— Não tenho dinheiro.

— Mas você não quer casar comigo? É mostrar atividade meu filho! Dê os seus passos… Vá! Um chefe de família não se atrapalha… É agir !

João Cazu, tendo a lista de gêneros na mão, ergueu-se da cadeira, saiu e não mais voltou…

A ARRECADAÇÃO É DE CAIR O QUEIXO

A prefeitura de Cabo Frio arrecadou nos 10 primeiros meses do ano a “pequena quantia” de R$ 692 milhões. Equivale a quase R$ 70 milhões/mês: são recursos importantes e que revelam vitalidade, mesmo dentro da crise vivida pelo país. O município, portanto, não é tão pobre como tantos gostariam fazer crer a população

NOTA ZERO EM PLANEJAMENTO

Apesar de estar bem acima da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) em relação à folha de pagamento de pessoal (cerca de 60%) significa uma gorda sobra de R$ 32 milhões/mês para custeio. Isso define a falta de planejamento do governo do ortopedista Adriano Moreno e seu companheiro de aventuras políticas e administrativas, Antônio Carlos Vieira, o Cati.

INSENSIBILIDADE SOCIAL

Retirou R$ 30 milhões do orçamento da educação. Recursos que poderiam melhorar a merenda e a estrutura, importantes para melhorar o ensino publico municipal, beneficiando milhares de alunos, em particular aqueles oriundos das famílias mais pobres.

ADRIANO TRAIU OS COMPROMISSOS DE CAMPANHA

O governo de Adriano Moreno não respeitou o discurso e traiu compromissos de campanha, que havia firmado com os apoiadores e o povo em geral: o que sobrou do candidato? Quem é o homem que hoje senta na cadeira de prefeito? Muita coisa mudou, tornando o prefeito irreconhecível, principalmente para aqueles que nele acreditaram.

ESQUEÇAM O QUE EU DISSE?

O prefeito que transferiu recursos da educação e diminuiu os da saúde, é o mesmo que prometeu, durante a campanha, extinguir a Comsercaf, considerada por ele o “ralo do dinheiro público em Cabo Frio”. Aboletado no poder, Adriano Moreno aumentou em 150% os recursos da autarquia. Então, o que dizia durante a campanha era demagogia? Numa comparação barata com FHC o que vale é “esqueçam o que eu disse”?

DEIXEM A NATUREZA EM PAZ.

Essa é a Orla do Malibu, bem diferente do que conhecemos na Praia do Forte ou Praia da Barra. Fruto da inconsequência, do populismo dos grandes negócios imobiliários. As ressacas causam muito menos estragos que a predatória ação dos humanos interessados em lucrar e se possível, bem rápido.

Os espertalhões debatem soluções milagrosas, sempre com muito dinheiro público envolvido. Não existe milagre que recupere, de imediato, esse trecho tão belo da Praia do Forte. Que tal esperar com respeito e paciência a ação da natureza? Deve demorar, afinal, o estrago foi grande, mas vale a pena. A recompensa será belíssima!

PROCURE DIVULGAR

Boa tarde, pessoal meu nome é Luciana e acabaram de roubar a minha casa. Levaram minha lira e três violões. A lira é um instrumento raro no Brasil e portanto pode ser mais fácil recuperá-la. Provavelmente vão tentar vende-la em sites na internet ou pra músicos. Peço encarecidamente que divulguem entre os seus pois, dependo dela para trabalhar. Segue a foto.

CONTOS TRADICIONAIS DO BRASIL – Câmara Cascudo.

Nesta coletânea de contos, Luís da Câmara Cascudo reúne uma centena de narrativas tradicionais da literatura oral brasileira, registradas com o cuidado e a maestria que caracterizam a obra deste incansável e apaixonado pesquisador da cultura nacional. De autoria desconhecida e sujeitas a adaptações ao longo do tempo, estas histórias são mantidas vivas no repertórios oral nacional por sucessivas gerações de narradores populares. Nelas estão registradas a imaginação, a malícia e a sabedoria do povo brasileiro.

TENTANDO A REELEIÇÃO

Aquele Adriano Moreno tímido, com discurso sofrível e péssima agenda publicitária não existe mais: o prefeito é candidato a reeleição e está sendo bajulado (por que será?) por boa parte da mídia local.

O “CALCANHAR DE AQUILES”

Apesar do apoio publicitário o prefeito enfrenta forte rejeição na opinião pública, principalmente em função de não conseguir pagar em dia os servidores públicos municipais. A lentidão para resolver problemas pontuais também colabora para a insatisfação popular.