PRAÇAS SEM ENERGIA

PRAÇAS SEM ENERGIA

A ENEL, péssima concessionária, corta a energia de 17 praças de Cabo Frio devido à inadimplência da prefeitura. Uma das praças foi a da Cidadania, junto a Praia do Forte, onde existem mais de 200 boxes ocupados por concessionários, vendendo toda sorte de badulaques e faturando alto em um dos pontos mais privilegiados da cidade. A praça, evidentemente, ficou as escuras.

TÃO DE BRINCADEIRA!

As perguntas que não querem calar são as seguintes: por que o cidadão, morador de Cabo Frio, que paga toda sorte de impostos, sem o retorno desejado, também é obrigado a pagar a energia dos boxes dos concessionários? Por acaso a apresentação do pagamento do IPTU dá ao cidadão algum desconto nos boxes da Praça da Cidadania e na feira de bugigangas oriundas da Rua 25 de março, em São Paulo?

SEM BAIXAR O NÍVEL

José Bonifácio Novellino tem deixado claro que se recusa a baixar o nível da campanha para a prefeitura, em 2020. Nas entrevistas, que tem dado na mídia tradicional e nas mídias alternativas José Bonifácio tem feito duras críticas à falta de transparência e de respostas a população por parte do governo de Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira (Cati) e tem reiterado o chamado para o vereador Rafael Peçanha se integrar a sua campanha.

QUANDO EU ERA CRIANÇA por Ricardo Chapola

Momentos em que sempre queremos ser os mais levados, os mais bonitinhos, os diferentões.

Quando eu era criança, juro, joguei pela janela do carro todas as calcinhas e sutiãs novos que minha mãe tinha acabado de comprar. Voltávamos da loja, minha mãe dirigindo, eu no banco de trás, com a sacola cheia de lingeries ao meu lado e a vontade irrefreável de fazer um “caminho de migalhas” para não me perder. Acredita? Não? Tem mais: quando era criança, rabisquei com pedregulhos do jardim a traseira do carro zero do meu pai: a lata brilhante e escorregadia do automóvel era a lousa; as pedras, o giz; e eu, o infante professor, lecionando a uma garagem cheia de alunos interessados nos hieróglifos que eu tatuava na bunda do Chevrolet.

“Você tem noção?” – perguntarei, certo de que ninguém mais seria capaz de algo mais ousado, mais serelepe, mais faceiro, mais pimpão.

Sempre vai ter – ou pelo menos alguém que pensa que é – o diferentão, o travesso, o malandro, o “ié, ié”, “o que apertava a campainha e saía correndo”. Sempre haverá alguém que não jogou fora as lingeries da própria mãe, mas que, fez pior: quebrou todos os bonequinhos do presépio da avó brincando de lutinha. Ou alguém que diga: “Riscar o carro do pai não é nada. E eu, que fiz minha irmã rolar abaixo 15 degraus da escada de casa e quebrar um braço por causa de um pega-pega?”.

Começar uma conversa com “quando eu era criança” é começar uma guerra. Preste atenção: o papo vai bem, é amistoso, até que, de repente, uma alma desavisada lança na roda a sentença belicosa, criando uma espécie de competição sem fim de quem era o mais sapeca, ou o mais fofo, de quem consegue surpreender mais com uma lembrança da infância compartilhada por outras pessoas do grupo de amigos.

Não é à toa que, uma vez aceso esse pavio, a disputa tende a durar minutos a fio, a menos que alguém hasteie a bandeira branca, pedindo arrego depois de esgotar todas as suas lembranças do baú da memória. Aconteceu recentemente comigo, em um almoço, quando uma amiga puxou o assunto ao entrarmos no restaurante. Rendeu até a hora da sobremesa, quando ainda discutíamos, afinal, quem daquela mesa teria sido a criança a mais terrível de todos os tempos. Não houve consenso.

Quase nunca vai ter, exatamente como quando, sabe-se lá por que, as pessoas começam a disputar quem é o mais velho – as pessoas gostam de disputar várias coisas. O que incomoda um pouco é que os mais obcecados por essa competição são os que geralmente regulam com a sua idade, mas querem, de qualquer maneira, se impor pela superioridade etária, pelos cabelos brancos que não têm, pela experiência não totalmente crua, mas mais pra mal-passada. “Isso é da sua época?”, costumam questionar, sabendo no fundo que a sua época é a mesma que a dele.

No fundo, no fundo mesmo, a verdade é que, tanto em um caso, quanto no outro, ainda somos um pouco crianças, disputando pelas pequenas lideranças da vida. Antes, queríamos ser donos dos brinquedos mais legais, ser o Power Ranger vermelho, ter os melhores superpoderes, ocupar os patamares mais privilegiados de uma sociedade cuja economia era baseada no acúmulo de tazzos. Hoje, ainda que sem querer, continuamos perseguindo as mesmas posições, desejando ser os diferentões dos tempos da brilhantina.

Não precisa ter essa pressão – de querer ser o mais levado, o mais bonitinho, nem o mais velho. Desencana dessa “competição natural”. A infância está lá só pra ser lembrada e fazer sorrir. E a vida, pra ser vivida, sem pressa de chegar no final.

O DESGASTE!

O DESGASTE!

É imenso o desgaste do nome de Antônio Carlos Vieira, o Cati, nas ruas de Cabo Frio. O ex-secretário de fazenda e atual ‘assessor especial’, no gabinete, conseguiu arrastar pra sua companhia o prefeito Adriano Moreno. A maior rejeição vem de dentro do próprio governo. Muitos setores não aceitam a ingerência do ‘assessor especial’.

A RESPOSTA?

O grupo que fez, articulou e organizou a campanha de Adriano Moreno a prefeitura de Cabo Frio foi o primeiro alvo de Antônio Carlos Vieira, o Cati: esvaziou, isolou e aproveitando a reforma administrativa colocou fora do governo. A princípio, o grupo que inicialmente apoiou Adriano Moreno se articula em torno de duas candidaturas a câmara: Cláudio Leitão e Hélio Gualberto, em legendas partidárias diferentes.

A ELEIÇÃO É LOGO ALÍ NA ESQUINA

Hoje a mesa do Café Pertutti reuniu o tabelião-surfista Flávio Rosa, o cineasta José Sette, Raquel Ribeiro e parte do Clã Monteiro, o patriarca Wilmar e Eduardo (Duca). Todos a espera do “voluntário do combate ao fogo”, José Américo Trindade, vulgo Babade. Dois assuntos dominaram as conversas, a formação de nominatas para a câmara municipal e o chamado que José Bonifácio fez para que Rafael Peçanha se integrasse a sua campanha.

DESCONTENTAMENTO

O vice-prefeito Felipe Monteiro é um dos muitos do governo insatisfeitos com o direcionamento político-administrativo. Felipe tem muita dificuldade e pouco trânsito no governo. O seu grupo político tem agüentado toda sorte de restrições e convive com a rejeição da opinião pública. Dificilmente o vice-prefeito vai continuar aliado a dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira, o Cati.

SHANGRI-LÁ

Uma das coisas mais interessantes da propaganda oficial da prefeitura de Cabo Frio e também das postagens de grande parte dos secretários e assessores especiais é a fuga da realidade. Quem não conhece Cabo Frio imagina que a cidade é Shangri-lá, o “reino da felicidade” tal a artificialidade com que tudo é apresentado. Quem conhece, “morre de rir” ou “chora de tristeza”.

UPA TAMOIOS – PROBLEMAS ESTRUTURAIS

A UPA de Tamoios está com vários problemas estruturais, inclusive na parte elétrica. Volta e meia apaga a luz e os profissionais não têm como trabalhar. O pessoal da noite precisa de luz de celular ou aguardar a luz natural chegar pela manhã para concluir seus trabalhos. Isso, é claro, na parte burocrática, que pode se dar ao luxo de ficar para depois.

Chega de ortopedistas!

O descaso com a saúde pública tem sido praticamente uma norma no governo do médico ortopedista Adriano Moreno e em Tamoios não é diferente. A ambulância está “caolha”, apenas um farol funciona, mas quem precisa abrir o olho é o prefeito, porque Tamoios tem equipe de coordenação de saúde. Afinal, o que ela faz?