QUEBRA PAU NA DIREITA

Dirlei Pereira foi vereador, ex-candidato a prefeito, também secretário de saúde e depois de governo, com Alair Corrêa. Empresário (produzia picolés) foi um dos articuladores das concentrações, manifestações e passeatas da extrema direita, exigindo o impeachment de Dilma Rousseff, processo que ajudou o país a encastelar Bolsonaro e sua turma, na presidência da república.

Qual a razão da dissidência?

O radialista Dirlei Pereira, junto com outros, que batem ponto no chamado “senadinho” se transformou numa das vozes da oposição ao governo de Adriano Moreno, embora tenha apoiado a sua eleição. Portanto, é uma dissidência dentro do arco político da direita e extrema direita.

Briga dentro do bolsonarismo

Esses embates e freqüentes conflitos se dão dentro daquelas correntes políticas que apoiaram o bolsonarismo por ideologia e/ou pelo mais puro oportunismo. Nesses se incluem o deputado, líder do PSL, na Assembleia Legislativa, Sérgio Luis Azevedo e o outro, o deputado Mauro Bernardo. Ambos estão dentro do mesmo matiz ideológico.

Que tudo não termine em samba

As denúncias feitas no programa radiofônico de Dirlei Pereira por um empresário, que transita no meio político da cidade há algum tempo, são gravíssimas e precisam ser apuradas. Espera-se que o denunciante seja chamado pelas autoridades a depor e apresente provas robustas das acusações e se comprovadas, tudo não termine em samba.

Em nome do povo?

É bom que todas as denúncias e certamente algumas bravatas sejam investigadas a fundo, não apenas para que ocorra a necessária punição caso as denúncias sejam comprovadas, mas também para que venham à tona as razões dessas brigas. Por que, afinal, esse pessoal está brigando? Alguém se sentiu prejudicado? Permitam-me com toda a paciência uma pequena ironia: será em nome do povo? De que povo estamos falando?

O BOICOTE AO VICE

O vídeo gravado pelo vice-prefeito Felipe Monteiro e distribuído nas redes sociais da internet é bem incisivo nas críticas a secretários e “cardeais” do governo, mas ainda poupa o prefeito Adriano Moreno. Felipe Monteiro se diz boicotado e que esses membros do governo prejudicam a população.

Felipe é um estranho no ninho

O vice-prefeito, membro do PC do B, nunca gozou das “boas graças” das principais figuras que rodeiam o gabinete do prefeito. É evidente que se pudessem o teriam demitido na reforma administrativa como fizeram com tantos outros que trabalharam na campanha, mas como é vice-prefeito e manteve a dignidade do cargo, tem que aturá-lo.

Felipe é candidato a vereador

Felipe Monteiro é candidato a sentar em macia poltrona, na câmara de vereadores e para isso montou estrutura, que lhe permite sonhar com a eleição. É o que o faz não romper em definitivo com o governo de Adriano Moreno, embora alguns “cardeais” tentem empurrá-lo para fora.

TRÊS GUINÉUS – Virgínia Woolf.

Três guinéus é um longo e complexo ensaio. Mas não se trata de um ensaio comum. Em primeiro lugar, ele assume o formato de uma carta escrita por uma missivista fictícia e endereçada a um destinatário também fictício. Depois, trata-se de uma carta muito peculiar: dividida em três capítulos, traz cinco fotos e muitas notas. Virginia constrói aqui uma trama argumentativa para demonstrar o forte vínculo entre o militarismo e o papel subordinado das mulheres na esfera doméstica, política e social. O livro está todo recheado de exemplos da vida cotidiana, de citações de jornais e livros, de extratos de biografias e autobiografias, de dados e estatísticas de livros de referência. Pode-se questionar alguns detalhes específicos dos espinhosos teoremas de Virginia; é difícil, entretanto, não se deixar convencer por suas rigorosas demonstrações. Incontestavelmente, Três guinéus foi um documento importante em sua época. E continua, sem dúvida, importante, num tempo em que a maioria das estruturas opressoras então dominantes continuam tão fortes e firmes e ferrenhas quanto antes. Três guinéus continua válido e vivo. Virginia, a feminista e pacifista Virginia, vive. Além do texto de Virginia, completam o livro extensas notas do tradutor Tomaz Tadeu e um posfácio de Naomi Black, pesquisadora de ativismo e teoria feminista, sobre o feminismo de Virginia Woolf.

A ARANHA E O BURACO DA FECHADURA – Leonardo da Vinci

Após ter explorado a casa toda, por dentro e por fora, uma aranha resolveu esconder-se no buraco da fechadura.

Que esconderijo ideal! Pensou ela. Quem jamais havia de imaginar que ela estava ali? E além disso podia espiar para fora e ver tudo o que acontecia.

Ali em cima disse ela para si mesma, olhando para o alto da porta:

– Vou fazer uma teia para moscas ali embaixo. – olhando a soleira, observou: – Farei outra para besourinhos ali. Ao lado da porta, vou armar uma teiazinha para os mosquitos.

A aranha estava exultante. O buraco da fechadura proporcionava-lhe uma nova e maravilhosa sensação de segurança. Era tão estreito, escuro, e era revestido de ferro. Parecia-lhe mais inexpugnável que uma fortaleza, mais garantido que qualquer armadura.

Imersa nesses deliciosos pensamentos, a aranha ouviu o som de passos que se aproximavam. Correu de volta para o fundo de seu refúgio.

Porém a aranha esquecera-se de que o buraco da fechadura não havia sido feita para ela. Sua legítima proprietária, a chave, foi colocada na fechadura e expulsou a aranha.

OCUPA JAIR, O RETORNO

Também conhecido como “Arrebenta Jair”, acontece hoje, a partir do meio-dia o evento “Ocupa Jair”, organizado pelas mulheres empoderadas, com a nobre curadoria de Kiko de Timinho e Juninho Nogueira (Caju) para dar ares mais progressistas ao tradicional bar localizado na Rua Rui Barbosa, no centro de Cabo Frio. As meninas não deixam por menos e anunciam que vão “arrebentar a boca do balão”.

As exigências das meninas

A “ocupação” do bar de Jair Cabral representa mais uma conquista das mulheres cabofrienses contra o machismo. As meninas estão fazendo algumas exigências que passam pela presença, em maior quantidade, de risoles e empadas de camarão da Laguna de Araruama (não vale camarão de Macaé), além da mudança da marca de cerveja.

Ato Público, na Casa de Cultura José de Dome

Na noite de ontem aconteceu, na Casa de Cultura José de Dome (Charitas), o ato público “Não à Violência, Basta de Morte, Zumbi Vive!! Pela Dignidade Humana”. O evento tem por objetivo “chamar atenção das autoridades e à população em geral, à falta de política segurança que leve em conta a preservação da cidadania plena e dos direito humanos.”

QUESTÃO DE PACIÊNCIA

“Paciência, muita paciência”, assim se referiu o presidente da câmara de Cabo Frio, Luis Geraldo, a respeito do trabalho como moderador, na relação entre o legislativo e a prefeitura de Adriano Moreno. O vereador conhecido por sua discrição enfrenta, em ano que antecede a eleição municipal, a insatisfação de muitos vereadores com a ineficiência do governo, em especial quanto ao cumprimento de acordos, em especial com os sindicatos dos servidores. Segundo o vereador “tudo repercute na câmara”.