INICIAÇÃO por Caio Fernando Abreu.

Foi numa dessas manhãs sem sol que percebi o quanto já estava dentro do que não suspeitava. E a tal ponto que tive a certeza súbita que não conseguiria mais sair. Não sabia até que ponto isso seria bom ou mau — mas de qualquer forma não conseguia definir o que se fez quando comecei a perceber as lembranças espatifadas pelo quarto. Não que houvesse fotografias ou qualquer coisa de muito concreto — certamente havia o concreto em algumas roupas, uma escova de dentes, alguns discos, um livro: as miudezas se amontoavam pelos cantos. Mas o que marcava e pesava mais era o intangível.

Lembro que naquela manhã abri os olhos de repente para um teto claro e minha mão tocou um espaço vazio a meu lado sobre a cama, e não encontrando procurou um cigarro no maço sobre a mesa e virou o despertador de frente para a parede e depois buscou um fósforo e uma chama e fumei fumei fumei: os olhos fixos naquele teto claro. Chovia e os jornais alardeavam enchentes. Os carros eram carregados pelas águas, os ônibus caíam das pontes e nas praias o mar explodia alto respingando pessoas amedrontadas. A minha mão direita conduzia espaçadamente um cigarro até minha boca: minha boca sugava uma fumaça áspera para dentro dos pulmões escurecidos: meus pulmões escurecidos lançavam pela boca e pelas narinas um fio de fumaça em direção ao teto claro onde meus olhos permaneciam fixos. E minha mão esquerda tocava uma ausência sobre a cama.

Tudo isso me perturbava porque eu pensara até então que, de certa forma, toda minha evolução conduzira lentamente a uma espécie de não-precisar-de-ninguém. Até então aceitara todas as ausências e dizia muitas vezes para os outros que me sentia um pouco como um álbum de retratos. Carregava centenas de fotografias amarelecidas em páginas que folheava detidamente durante a insônia e dentro dos ônibus olhando pelas janelas e nos elevadores de edifícios altos e em todos os lugares onde de repente ficava sozinho comigo mesmo. Virava as páginas lentamente, há muito tempo antes, e não me surpreendia nem me atemorizava pensar que muito tempo depois estaria da mesma forma de mãos dadas com um outro eu amortecido — da mesma forma — revendo antigas fotografias. Mas o que me doía, agora, era um passado próximo.

Não conseguia compreender como conseguira penetrar naquilo sem ter consciência e sem o menor policiamento: logo eu, que confiava nos meus processos, e que dizia sempre saber de tudo quanto fazia ou dizia. A vida era lenta e eu podia comandá-la. Essa crença fácil tinha me alimentado até o momento em que, deitado ali, no meio da manhã sem sol, olhos fixos no teto claro, suportava um cigarro na mão direita e uma ausência na mão esquerda. Seria sem sentido chorar, então chorei enquanto a chuva caía porque estava tão sozinho que o melhor a ser feito era qualquer coisa sem sentido. Durante algum tempo fiz coisas antigas como chorar e sentir saudade da maneira mais humana possível: fiz coisas antigas e humanas como se elas me solucionassem. Não solucionaram. Então fui penetrando de leve numa região esverdeada em direção a qualquer coisa como uma lembrança depois da qual não haveria depois. Era talvez uma coisa tão antiga e tão humana quanto qualquer outra, mas não tentei defini-la. Deixei que o verde se espalhasse e os olhos quase fechados e os ouvidos separassem do som dos pingos da chuva batendo sobre os telhados de zinco uma voz que crescia numa história contada devagar como se eu ainda fosse menino e ainda houvesse tias solteironas pelos corredores contando histórias em dias de chuva e sonhos fritos em açúcar e canela e manteiga.

MARQUINHOS MENDES QUER ANULAR A SESSÃO DA CÂMARA QUE O AFASTOU DA VIDA PÚBLICA.

Os corredores do Palácio Tiradentes e as paredes históricas da Câmara reverberam que o ex-prefeito Marquinhos Mendes continua insistindo, isto é, “correndo atrás” da anulação da sessão da Câmara, que acabou por tirá-lo da vida pública e que o impede de ser candidato. O ex-prefeito quer se manter vivo e influente na política e se de todo não obtiver sucesso em retroagir e anular a votação, vai ter que colocar a “viola no saco” e conversar muito com outros candidatos já colocados e obviamente também com aquelas lideranças que querem sucedê-lo no grupo.

ESTARIA O PREFEITO SENDO DISSIMULADO?

Nesse jogo de muitas dissimulações uma pergunta teria que ser forçosamente respondida: se o prefeito não pretende ser candidato a reeleição, por que se filiou ao Democratas, da Família Maia? A filiação seria, no caso, absolutamente dispensável para quem pretende retornar aos quadros da Cotrel para tratar de joelhos e tornozelos alheios.

Jogo de xadrez.

O ano eleitoral é 2020, mas muita água há de passar sob a Ponte Feliciano Sodré, no Canal do Itajuru, antes que o quadro político-eleitoral esteja definido. Nesse jogo de xadrez, a última notícia é que uma das peças, o prefeito Adriano Moreno não será candidato a reeleição.

O vice não tem prestígio.

O vice-prefeito Felipe Monteiro e seu grupo político não desfrutam de grande prestígio dentro do governo: como vice-prefeito não é um cargo em comissão, não pode ser demitido, caso contrário teria o destino de outros tantos membros do grupo original, que levou a dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira ao poder.

Por que o vice não tem prestígio?

Companheiro de chapa de Adriano Moreno durante a campanha eleitoral, Felipe Monteiro, filiado ao PC do B, herdou a vice depois que os entendimentos com o PDT fracassaram, mas nunca foi reconhecido como uma força política pelo grupo, que é hegemônico na prefeitura de Cabo Frio. Os entendimentos do grupo com os “herdeiros” de Marquinhos Mendes, afastaram ainda mais Felipe Monteiro.

Pulando fora!

O empresário do setor de hotelaria Radamés Muniz é outro que deixou o barco da prefeitura. Radamés ocupava a estratégica secretaria municipal de turismo, hoje em mãos do professor Paulo Cotias, quando do início da implantação da reforma administrativa. Na época, Radamés perdeu o controle sobre o importante setor de eventos.

Curta e amarga experiência.

Radamés Muniz, então no PSB, foi vice de Rafael Peçanha, na última eleição para prefeito de Cabo Frio. Segundo consta, o empresário teve importante papel na organização da campanha, mas terminado o pleito, recebeu convite e aceitou participar do governo de Adriano Moreno. Foi uma curta experiência.

O vice atrapalha!

O ex-prefeito José Bonifácio sempre encontra jeito de escapar quando o assunto entra pelo caminho da escolha do vice, numa possível campanha a prefeito, em 2020. José Bonifácio acredita que o assunto atrapalha e afunila a formação de uma frente política capaz de ganhar a eleição e recuperar Cabo Frio.

Combate a intolerância.

O auditório da secretaria municipal de educação de São Pedro da Aldeia recebe hoje, sexta-feira, 23, às 16 horas, o importante ‘Encontro de Axé’. Reunião de membros e praticantes da religião afro-brasileira com o objetivo de combater a intolerância. Maiores informações no telefone: (22) 999241343.

O “agasalho” providencial.

A Família Bento demorou um pouquinho, mas já está agasalhada, como diz o “velho morubixaba”, na prefeitura. Não surpreende, também recebeu o abraço governamental do próprio Alair Corrêa e de Marquinhos Mendes. Por que agora seria diferente?

SEM ENFEITE NENHUM por Adélia Prado.

A mãe era desse jeito: só ia em missa das cinco, por causa de os gatos no escuro serem pardos. Cinema, só uma vez, quando passou os Milagres do padre Antônio em Urucânia. Desde aí, falava sempre, excitada nos olhos, apressada no cacoete dela de enrolar um cacho de cabelo: se eu fosse lá, quem sabe?

Sofria palpitação e tonteira, lembro dela caindo na beira do tanque, o vulto dobrado em arco, gente afobada em volta, cheiro de alcanfor.

Quando comecei a empinar as blusas com o estufadinho dos peitos, o pai chegou pra almoçar, estudando terreno, e anunciou com a voz que fazia nessas ocasiões, meio saliente: companheiro meu tá vendendo um relogim que é uma gracinha, pulseirinha de crom’, danado de bom pra do Carmo. Ela foi logo emendando: tristeza, relógio de pulso e vestido de bolér. Nem bolero ela falou direito de tanta antipatia. Foi água na fervura minha e do pai.

Vivia repetindo que era graça de Deus se a gente fosse tudo pra um convento e várias vezes por dia era isto: meu Jesus, misericórdia… A senhora tá triste, mãe? eu falava. Não, tou só pedindo a Deus pra ter dó de nós.

Tinha muito medo da morte repentina e pra se livrar dela, fazia as nove primeiras sextas-feiras, emendadas. De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia. Agora, da perdição eterna, tinha horror, pra ela e pros outros.

Quando a Ricardina começou a morrer, no Beco atrás da nossa casa, ela me chamou com a voz alterada: vai lá, a Ricardina tá morrendo, coitada, que Deus perdoe ela, corre lá, quem sabe ainda dá tempo de chamar o padre, falava de arranco, querendo chorar, apavorada: que Deus perdoe ela, ficou falando sem coragem de aluir do lugar.

Mas a Ricardina era de impressionar mesmo, imagina que falou pra mãe, uma vez, que não podia ver nem cueca de homem que ela ficava doida. Foi mais por isso que ela ficou daquele jeito, rezando pra salvação da alma da Ricardina.

Era a mulher mais difícil a mãe. Difícil, assim, de ser agradada. Gostava que eu tirasse só dez e primeiro lugar. Pra essas coisas não poupava, era pasta de primeira, caixa com doze lápis e uniforme mandado plissar. Acho mesmo que meia razão ela teve no caso do relógio, luxo bobo, pra quem só tinha um vestido de sair.

Rodeava a gente estudar e um dia falou abrupto, por causa do esforço de vencer a vergonha: me dá seus lápis de cor. Foi falando e colorindo laranjado, uma rosa geométrica: cê põe muita força no lápis, se eu tivesse seu tempo, ninguém na escola me passava, inteligência não é estudar, por exemplo falar você em vez de cê, é tão mais bonito, é só acostumar. Quando o coração da gente dispara e a gente fala cortado, era desse jeito que tava a voz da mãe.

Achava estudo a coisa mais fina e inteligente era mesmo, demais até, pensava com a maior rapidez. Gostava de ler de noite, em voz alta, com tia Santa, os livros da Pia Biblioteca, e de um não esqueci, pois ela insistia com gosto no titulo dele, em latim: Máguina pecatrís. Falava era antusiasmo e nunca tive coragem de corrigir, porque toda vez que tava muito alegre, feito naquela hora, desenhando, feito no dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou: coitado, até essa hora no serviço pesado.

Não estava gostando nem um pouquinho do desenho, mas nem que eu falava. Com tanta satisfação ela passava o lápis, que eu fiquei foi aflita, como sempre que uma coisa boa acontecia.

Bom também era ver ela passando creme Marsílea no rosto e Antissardina n° 3, se sacudindo de rir depois, com a cara toda empolada. Sua mãe é bonita, me falaram na escola. E era mesmo, o olho meio verde.

Tinha um vestido de seda branco e preto e um mantô cinzentado que ela gostava demais.

Dia ruim foi quando o pai entestou de dar um par de sapato pra ela. Foi três vezes na loja e ela botando defeito, achando o modelo jeca, a cor regalada, achando aquilo uma desgraça e que o pai tinha era umas bobagens. Foi até ele enfezar e arrebentar com o trem, de tanta raiva e mágoa.

Mas sapato é sapato, pior foi com o crucifixo. O pai, voltando de cumprir promessa em Congonhas do Campo, trouxe de presente pra ela um crucifixo torneadinho, o cordão de pendurar, com bambolim nas pontas, a maior gracinha. Ela desembrulhou e falou assim: bonito, mas eu preferia mais se fosse uma cruz simples, sem enfeite nenhum.

Morreu sem fazer trinta e cinco anos, da morte mais agoniada, encomendando com a maior coragem: a oração dos agonizantes, reza aí pra mim, gente.
Fiquei hipnotizada, olhando a mãe. Já no caixão, tinha a cara severa de quem sente dor forte, igualzinho no dia que o João Antônio nasceu. Entrei no quarto querendo festejar e falei sem graça: a cara da senhora, parece que tá com raiva, mãe.

O Senhor te abençoe e te guarde,
Volva a ti o Seu Rosto e se compadeça de ti,
O Senhor te dê a Paz.

Esta é a bênção de São Francisco, que foi abrandando o rosto dela, descansando, descansando, até como ficou, quase entusiasmado.

Era raiva não. Era marca de dor.

INAPETÊNCIA OU INCOMPETÊNCIA?

Vereadores: agentes do acordo com o governo.

Segundo os ruídos emanados das históricas paredes do prédio, da câmara municipal, a reformulação do governo de Adriano Moreno foi feita com o grupo de Marquinhos Mendes, mas sem a presença do ex-prefeito. Os vereadores, interessados na reeleição, fizeram o acordo.

As alterações no secretariado.

As mesmas fontes garantem que hoje a câmara tem um poder e influência grande no governo, capaz de determinar alterações no secretariado. A saída de Duca Monteiro, Cláudio Leitão, Denize Alvarenga, Meri Damaceno e Radamés Muniz teria acontecido para adequar o governo a nova realidade política.

Mudança de rumo.

Ao estabelecer novas relações com o grupo de Marquinhos Mendes, que criticou duramente na campanha, a dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira deixou ao “sol e a chuva” boa parte do seu grupo político original. Ainda não se pode medir os efeitos dessa mudança de rumo feita pelo governo. Em 2020, a eleição dará a resposta.

Sai Bolsonaro, entra a “velha política”.

A campanha de Adriano Moreno teve o tom bolsonarista, com acusações pesadas às lideranças políticas tradicionais. Ao promover essa transformação o governo ao que parece reconhece que errou e buscou na “velha política” os quadros, que estão lhe permitindo governar, mesmo aos “trancos e barrancos”.

Convivência deliciosa.

Dos antigos quadros do governo duas figuras mantiveram e até ampliaram o prestígio e o poder: Antônio Carlos Vieira e Sérgio Ribamar. Porém, não governam sozinhos, mas escorados política e administrativamente nos quadros que meses atrás chamavam de “tudo e mais um pouco”. A convivência deve ser deliciosa.

O verdadeiro prefeito?

O “assessor especial” Antônio Carlos Vieira, tão agressivo, na Internet, durante a campanha, hoje é o líder do Democratas, na cidade. Segundo alguns analistas políticos Antônio Carlos Vieira seria o verdadeiro prefeito em função da inapetência (talvez incompetência?) de Adriano Moreno para ocupar o cargo.

Inapetência ou incompetência?

Quem conhece o assunto diz que o governo municipal vai chegar ao final do ano sem conseguir acertar os salários dos servidores municipais, tantos os da ativa como os aposentados e pensionistas. Não foi por acaso então que o competentíssimo gestor financeiro Antônio Carlos Vieira abandonou a secretaria de fazenda e se transformou em “assessor especial”. O governo então será a junção da inapetência com a incompetência?

Blindando o prefeito?

Outros observadores da política local acreditam que a postura política agressiva de Antônio Carlos Vieira é uma forma de blindar o prefeito, atraindo para si a ira dos descontentes e da oposição. Assim, pouparia Adriano, candidatíssimo a reeleição, embora faça sempre aquela cara de quem não sabe o que está acontecendo.

Ação popular contra Milton Alencar.

A SAL (Sociedade de Artistas Livres) abriu Ação Popular, na 2ª Vara, no município de Cabo Frio, contra a permanência de Milton Alencar Jr. no cargo de secretário de cultura. A SAL considera que o secretário não teria “idoneidade moral” para ser o titular da secretaria. O grupo de artistas liderou o “Ocupa Charitas” e foi retirado através de Ação Judicial feita pela prefeitura.

DICA – TODOS OS VÍCIOS – Maitê Proença.

Maitê Proença aborda o amor na maturidade em um romance atual e intenso.

Stella, uma bela e madura atriz e escultora, se apaixona por João, um publicitário cinquentão, feio e viciado em remédios tarja preta. A partir desse encontro, Maitê Proença escreveu a bela trama de Todo vícios. Essa paixão improvável torna-se um retrato de um tipo de relacionamento cada vez mais comum nesses dias em que as redes sociais substituíram o contato profundo. Alternando as perspectivas de Stella e João, Maitê descreve um caso de amor que não rompe a superfície, em que mensagens de celular substituem o diálogo. Além de uma profunda análise do momento presente, ela consegue a proeza de inserir no enredo um tempero de thriller. Em seu segundo romance, a escritora Maitê mostra que chegou à literatura para ficar.

INFELIZ CARRO PRATEADO

Infeliz carro prateado! Embora bonito e imponente! A cor brilhante, os sistemas elétricos e modernos, a frente intimidadora como a dos grandes felinos. Contudo de uma natureza exclusivamente destinada ao asfalto.

Trouxeram-no para a estrada de chão. E bastava uma criança pedir um pirulito que lá se ia o carro prateado fazer o sacrifício. Não demorou para a mecânica de seu corpanzil ser afetada. Ficou estacionado na entrada da casa e aconselharam ao dono que chamasse um perito. Mas ele afirmou que o problema não era grave e garantiu possuir habilidades para curar a máquina. Comprou uma peça nova, selecionou uma ferramenta e se meteu sob o carro para logo constatar que sua iniciativa agravava o problema.

O abandono do infeliz carro prateado começou ali. Disseram que onde estava era inseguro, porque no verão havia tempestades. O dono nada fez. E a tempestade chegou lançando uma telha no para-brisa. Um verdadeiro nocaute!

Logo começaram as reclamações, pois o carro, há tanto estacionado, assassinava a grama debaixo de sua sombra grossa. Empurraram-no para outra parte do terreno como se fosse um defunto que não cheirasse mal.

O dono da casa maldizia o carro! O dono do carro o esqueceu. Tenho certeza que lhe escorriam lágrimas pelos faróis, mas como chovia ninguém percebeu. Alguns dias e as crianças não se preocupavam se a bola batia na lataria e os pássaros se empoleiravam nos retrovisores.

Infeliz carro prateado! Fui saber do dono da casa o que acontecera com “tão belo modelo automotivo!”. Ele falou muito e por fim afirmou “É um carro amaldiçoado”. Eu que nada entendo de motores e sequer sei dirigir sugeri “Então que se dê um banho de sal grosso nele”. Antes que a testa do sujeito desenrugasse, pedi licença e saí.

Rafael Alvarenga

20 de agosto de 2019