“FOGO AMIGO”

“Fogo amigo”

Vereador e secretário de governo, Miguel Alencar vem sofrendo “fogo amigo”. Alguns analistas bem informados dizem que a artilharia pesada parte de “bunker”, na “República do Edifício das Professoras”, com assento especial e bem próximo ao prefeito Adriano Moreno, no “Palácio Tiradentes”.

Quem manda aqui sou eu.

Algumas críticas a Miguel Alencar frisam que o vereador e secretário de governo estaria apenas preocupado com a sua reeleição a câmara e com a ampliação dos seus espaços políticos e administrativos. Os mesmos observadores garantem que a disputa está mais para “quem manda aqui sou eu”.

O governo quer crise com a câmara?

A disputa com Miguel Alencar pode respingar na câmara e azedar as relações entre o prefeito e o legislativo. Miguel Alencar, diferente de outras figuras públicas, que foram afastadas do governo pela voracidade do poder, tem mandato e capacidade para influenciar decisões importantes para a prefeitura.

BORGES NO INFERNO por José Eduardo Agualusa.

Jorge Luis Borges soube que tinha morrido quando, tendo fechado os olhos para melhor escutar o longínquo rumor da noite crescendo sobre Genebra, começou a ver. Distinguiu primeiro uma luz vermelha, muito intensa, e compreendeu que era o fulgor do sol filtrado pelas suas pálpebras. Abriu os olhos, inclinou o rosto, e viu uma fileira de densas sombras verdes. Estava estendido de costas numa plantação de bananeiras.

Aquilo deixou-o de mau humor. Bananeiras?! Ele sempre imaginara o paraíso como uma enorme biblioteca: uma sucessão interminável de corredores, escadas e outros corredores, ainda mais escadas e novos corredores, e todos eles com livros empilhados até o teto.

Levantou-se. Endireitou-se com dificuldade, sentindo-se desconfortável dentro do próprio corpo subitamente rejuvenescido (quando morremos reencarnamos jovens e Borges não se recordava de como isso era). Caminhou devagar entre as bananeiras.
Parecia-lhe pouco provável encontrar ali alguém conhecido, ou seja, alguém de quem tivesse lido algo. Ou alguém sobre quem tivesse lido algo. Nesse caso seria alguém um pouco menos conhecido, ou um pouco menos alguém, ou ambas as coisas.

A plantação prolongava-se por toda a eternidade. Uma dúvida começou a atormentá-lo: talvez estivesse, afinal, não no paraíso, mas no inferno. Para onde quer que olhasse só avistava as largas folhas verdes, os pesados cachos amarelos, e sobre essa idêntica paisagem um céu imensamente azul. Borges lamentava a ausência de livros. Se ali ao menos existissem tigres – tigres metafóricos, claro, com um alfabeto secreto gravado nas manchas do dorso –, se houvesse algures um labirinto, ou uma esquina cor-de-rosa (bastava-lhe a esquina), mas não: só avistava bananeiras, bananeiras, ainda bananeiras.

Bananeiras a perder de vista.

Percorreu sem cansaço, mas com crescente fastio, a infinita plantação. Era como se
andasse em círculos. Era como se não andasse. Fazia-lhe falta à cegueira. Cego, o que não via tinha mais côres do que aquilo – além do mistério, claro. Como é que um homem morre na Suíça e ressuscita para a vida eterna entre bananeiras?

Borges não gostava da América Latina. A Argentina, como se sabe, é um país europeu (ou quase), que por desgraça faz fronteira com o Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai. Para Borges, aquele quase sempre foi um espinho cravado no fundo da alma. Isso e a vizinhança. Os índios ele ainda tolerava. Tinham fornecido bons motivos para a literatura e além disso estavam mortos. O pior eram os negros e os mestiços, gente capaz de transformar o grande drama da vida – da vida, meu Deus! – numa festa ruidosa. Borges sentia-se europeu. Gostava de ler os clássicos gregos (gostaria de os ter lido em grego). Gostava do silêncio poderoso das velhas catedrais.

Foi então que a viu. À sua frente uma mulher flutuava, pálida e nua, sobre as bananeiras. A mulher dormia, com o rosto voltado para o sol e as mãos pousadas sobre os seios, e era belíssima, mas isso para Borges não tinha grande importância (a especialidade dele sempre foram os tigres). Horrorizado compreendeu o equívoco. Deus confundira-o com outro escritor latino-americano. Aquele paraíso fora construído, só podia ter sido construído, a pensar em Gabriel García Marquez.

Jorge Luis Borges sentou-se sobre a terra úmida. Levantou o braço, colheu uma banana, descascou-a e comeu-a. Pensou em Gabriel García Marquez e voltou a experimentar o intolerável tormento da inveja. Um dia o escritor colombiano fechará os olhos, para melhor escutar o rumor longínquo da noite, e quando os reabrir estará deitado de costas sobre o lajedo frio de uma biblioteca. Caminhará pelos corredores, subirá escadas, atravessará outros corredores, ainda mais escadas e novos corredores, e em todos eles encontrará livros, milhares, milhões de livros. Um labirinto infinito, forrado de estantes até o teto, e nessas estantes todos os livros escritos e por escrever, todas as combinações possíveis de palavras em todas as línguas dos homens.

Jorge Luis Borges descascou outra banana e nesse momento um sorriso – ou algo como um sorriso – iluminou-lhe o rosto. Começava a adivinhar naquele equívoco cruel um inesperado sentido: sendo certo que o paraíso do outro era agora o inferno dele, então o paraíso dele haveria de ser, certamente, o inferno do outro. Borges terminou de descascar a banana e comeu-a. Era boa. Era um bom inferno, aquele.

DICA – “CATÁLOGO DE LUZES” por José Eduardo Agualusa.

Um homem cai em um buraco e, depois de dias na escuridão, volta à superfície estranhamente mudado.  Outro, paga o preço por desafiar o poder da magia.  Um taxista vende crenças sob medida para cada passageiro.  O homônimo de um famoso tenor vive escondido no interior do Brasil, fugindo de seu passado misterioso. Um inexperiente terrorista é surpreendido pela vítima em um elevador. Essas e outras personagens povoam a prosa de contos de José Eduardo Agualusa que, agora, ganha coletânea de suas melhores histórias pela Gryphus Editora.

Catálogo de luzes (os meus melhores contos) reúne algumas dessas e outras histórias, destaques da carreira do autor, selecionados pelo próprio Agualusa.  A diversidade é a marca da antologia, cujos contos saltam do realismo fantástico para o político, passando pela religião; de fatos corriqueiros para conceitos filosóficos ou tiradas inusitadas com alta voltagem de humor.  Assim acontece com a velha senhora desiludida com a luz elétrica de “Porque é tão importante ver estrelas”: “Tendo deixado de se confrontar, todas as noites, com o ilimitado, o infinito, a fantástica imensidão do universo – os homens perderam a humildade, e com a humildade perderam a razão, o desvario do mundo está na opinião dela, diretamente ligado ao êxodo rural e à multiplicação vertiginosa das grandes cidades.”

A morte é um dos temas abordados pelo autor na antologia.  Em “A bigger splash” um rapaz descobre que vai morrer e não revela a ninguém: “Não me assusta a morte; o que temo é a promiscuidade, ter de a partilhar, ter de viver com alguém até ao fim.  A minha morte é um enigma íntimo”. Em “O inferno de Borges”, o poeta argentino que havia vislumbrado o pós-morte cercado de uma eterna biblioteca, chega ao céu e se depara com intermináveis corredores de bananeiras. Compreende que deve ter sido confundido pelo Senhor Deus, com outro escritor, o colombiano, Garcia Marques.

O livro, com prefácio da atriz e escritora Maitê Proença, ainda traz três contos inéditos de Agualusa.  Em “Esquecimento”, a travessia de um rio é o convite ao esvair-se das memórias.  Quais os desejos que você faria na chegada do Ano Novo?  Esse é o dilema da personagem de “A primeira noite”. “Não há nada mais deprimente do que a alegria dos tristes”, diz o narrador, perdido numa festa de réveillon.  Só restavam-lhe passas nas mãos.  Desejos faltavam-lhe.  E, em “A última”, Sofia tenta entender o significado do título que lhe é atribuído, e que dá nome ao conto.

A prosa de Agualusa mostra sua multiplicidade.  O autor se interessa por toda coisa, mas até o que é comum, em suas histórias, ganha ar extraordinário.

QUEM VAI FICAR COM A OPUS DEI?

Quem vai ficar com a Opus Dei?

O deputado Sérgio Azevedo, que tentou colocar uma CPI para investigar a UERJ e a UENF, está no PSL de Bolsonaro e assumiu o controle do PSC. O prefeito Adriano Moreno não deixou por menos e junto com o seu blindado amigo Antônio Carlos Vieira tratou de pegar o velho PFL, ou melhor, o Democratas. A briga na direita vai ser grande em Cabo Frio.

O esvaziamento do bolsonarismo.

Os grupos de direita e ultra-direita (neofascistas) tem mais um motivo de preocupação: as pesquisas quantitativas e qualitativas revelam acentuada queda de popularidade de Bolsonaro e Moro. Não se sabe ainda como esse declínio vai repercutir em cidades pequenas e de porte médio como Cabo Frio.

O tsunami recua e se transforma em marola.

A tendência é que a maré bolsonarista se esvazie ainda mais ao longo de 2019, em função do desgaste da imagem do presidente da república. As suas posições extremistas, o despreparo intelectual para o cargo e os constantes atritos internacionais contribuem para que o bolsonarismo enfrente desconfiança e desprezo por boa parte da população.

A crise se aprofunda.

A grande crise do bolsonarismo ainda está por vir. Veio à reforma trabalhista, ainda no governo de Temer e a reforma da previdência com a dupla Bolsonaro/Guedes. Tudo em nome da desregulamentação e do crescimento da economia. No entanto, é a recessão profunda, que se avizinha, ampliando a crise, o desemprego e a desigualdade social.

Mais um estelionato eleitoral?

São tempos tão graves, de constantes ameaças ao Estado Democrático de Direito, desrespeito as instituições republicanas e de crise econômica profunda. Lideranças, que se colocam como progressistas, poderão acenar para os setores mais reacionários da sociedade? Estariam traindo o próprio discurso? Ou o discurso progressista era apenas para criar o clima para mais um estelionato eleitoral?

Qual o futuro da nobreza do Edifício Lila?

O meio político não costuma ser benevolente com o fracasso, ao contrário, é especialmente duro com os derrotados. Alguns agentes políticos começam a se perguntar qual o destino dos barões e duques e outros membros da nobreza do Edifício Lila. Continuarão aqui por Cabo Frio ou procurarão outras paragens, como Niterói, para se agasalhar?

Elicéa reassume a administração.

A professora Elicéa da Silveira reassume a secretaria de administração no dia 2 de setembro. Ao retornar a professora cumpre a palavra empenhada, porque ao tomar posse no governo saiu para realizar viagem ao exterior programada com longa antecedência. Após o retorno, reassume a secretaria conforme o acordado com o governo.

Queijo suíço ou mineiro?

O prefeito de Cabo Frio toda vez que vai ao Rio para alguma cerimônia volta com a notícia que conseguiu junto às autoridades estaduais asfalto de graça para a cidade. Rodou e prometeu muitos quilômetros e a cidade continua toda esburacada. É um queijo suiço de história em quadrinhos ou um solo lunar?

Desemprego cresce.

As filas em drogarias, farmácias e supermercados são constantes. A crise é grande e apesar das inúmeras vantagens proporcionadas pela reforma trabalhista, os empresários estão contratando menos, a qualidade do atendimento cai e o desemprego vai às alturas.

Vale Tudo!

Nesses tempos de desemprego e subemprego crescentes, aprofunda o “vale tudo”, com taxis, empresas como Uber, motos e até bicicletas. O contexto é de desespero, ausência de qualquer garantia trabalhista e recorrentes ameaças a qualidade de vida dos trabalhadores, absolutamente precarizados.

LANÇAMENTO PARA BREVE por José Correia Baptista.

O Blog do Totonho quer saber que gênero de livro estou para lançar. Primeiro preciso dizer que há três anos este texto está pronto. Já diagramado e capa com arte de Júlia Quaresma. Na relação capital/trabalho, o que vem faltando para o livro vir a lume é o capital. Porque o texto é não só resultado das vivências que ajudam a moldar o trabalho, mas, neste caso, muito estudo, releituras e consultas a fontes primárias, que levaram outros três anos de dedicação exclusiva. Hoje ficou muito mais fácil você pesquisar. No caso dos arquivos públicos e bibliotecas, do Brasil e de outros países, você nem precisa sair de casa. Basta saber o que está procurando. Por exemplo, você digita a palavra chave, como Cabo Frio, e aí vão surgindo mil informações, até a rua Visconde de Cabo Frio aparece. Mas há surpresas. E uma dessas surpresas de procura de documentos que não vieram de palavra chave (isso acontece) foi a prestação de contas de Martim Correia de Sá com informações importantes e inéditas (o passado traz sempre novidades!) sobre a ocupação de Cabo Frio no início do século XVII. Mas meu livro não é especificamente sobre história, o que para mim seria reducionista porque não daria conta do que me interessa. O continente da história é de contextualização do tema principal, selva e utopia, emoldurando o percurso cabo-friense. Mas o que dá vida ao livro, penso, são as ideias e hipóteses proporcionadas por outros campos do conhecimento que vão se abrindo, fazendo ligações, e também por meu engajamento nos temas.

Fragmento a formação de Cabo Frio e seu desenvolvimento, material e espiritual, em dez momentos, que considero importantes. Socorro-me da inspiração desgarrada, de mãos dadas com a antropologia, a sociologia, a ciência política, a história, a literatura (os capítulos sobre Pedro Guedes Alcoforado e Waldemir Terra Cardoso, e Teixeira e Sousa, na relação literatura e sociedade, exigiram meditação e análise por falta de referências críticas), para procurar compreender esse evangelho cristão de que a tragédia não é épica e nem heroica, mas que ela está na vida cotidiana. No capítulo do encontro dos Tupinambá com os europeus, na questão da alteridade, do verdadeiro “outro”, acabamos percebendo que esse “outro” é você mesmo. Por isso, procuro me desviar dos perigos da imparcialidade liberal. E, éticamente fundamental, entendo que você só vê a partir de algum lugar.

  • O ex-secretário de cultura, o jornalista José Correia Baptista é também formado em Ciências Sociais e Letras (Português e Literatura) pela Universidade Federal Fluminense.

A POLÍTICA ESQUENTA NOS BASTIDORES.

Adriano garante: é candidato a reeleição. Será mesmo?

O prefeito Adriano Moreno, que andou sendo chamado de dissimulado, disse que é candidato a reeleição e que as notícias de que não seria candidato, são falsas. A sociedade espera que ao menos dessa vez o prefeito tenha firmeza em suas declarações e que as idas e vindas, finalmente deixem de existir.

Candidato com o apoio do grupo de Marquinhos?

Significa que o prefeito será candidato com o apoio do grupo de Marquinhos Mendes, que ele incorporou a administração, porque do grupo original muito pouca gente continuou no governo. Resta saber se o grupo ligado a Marquinhos permanecerá com Adriano se as pesquisas continuarem ratificando a imensa rejeição do prefeito e do seu governo.

Quem derrotou Marquinhos na câmara?

O ex-prefeito Marquinhos Mendes sabe que a sua derrota na câmara e o conseqüente afastamento da disputa eleitoral se deve aos votos dos vereadores da base de Adriano Moreno e daqueles ligados ao deputado Sérgio Azevedo. Como reagirá? Mesmo assim aceitará apoiar a reeleição do prefeito?

Quem é quem?

No campo do grupo político de Marquinhos Mendes, aparecem dois vereadores: Aquiles Barreto e Luis Geraldo. Aquiles, depois de hibernar por longo tempo, está se promovendo nas redes sociais, com links patrocinados. Luis Geraldo, presidente da câmara, mantém o seu perfil discreto, repete como mantra, que é feliz no legislativo, mas trabalha nos bastidores. As pesquisas, quantitativas e qualitativas, darão o rumo político.

O que resta ao prefeito?

Do grupo original que apoiou Adriano Moreno não resta quase nada. A pretexto da necessidade de reestruturar o governo, que aparentemente mudou completamente sua concepção política (ou a dissimulou) resta muito pouca gente. O pessoal que ficou é bem mais a direita, alguns com perfil de extrema direita.

A disputa no campo da direita.

O prefeito tem um problema sério: vai ter que disputar a direita e a extrema direita com o deputado Sérgio Azevedo. O prefeito embarcou no Democratas da Família Maia e o deputado abocanhou o PSL e o PSC e disputa com o prefeito outras legendas “fake”, ou seja, aqueles partidos que só existem em período eleitoral, de olho no fundo partidário.

Tendência a polarização.

No campo progressista cresce a candidatura do ex-prefeito José Bonifácio, beneficiada pelo “desmanche” da administração da dupla Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira. Como a experiência do “novo” tem sido desastrosa, a tendência é o eleitor procurar patamares administrativos e políticos mais seguros. Como a eleição cabofriense sempre polariza, José Bonifácio deve ser o beneficiário desses votos, principalmente daqueles que querem alguém para “arrumar a casa”.

HISTÓRIA SURREAL por Manoel Justino.

História perdida
Percurso desfeito à Deus dará
anos afinco que fora
reminiscência dos primeiros povoados,
batalhas indígenas,, Pau Brasil,moeda
Ciclo econômico da nação, um dia

Das escrituras do romance,
do barquinho deslizante da bossa nova.

Um dia, um Centro histórico,
um dia, lagoa límpida

resisti a Duna mãe
avança a violência
apaga-se o cartão postal
tudo parece agora, 
ter sido apenas, 
obra de um fotografo, 
e sua lente do tempo,
e nada haver existido…

Esvai-se os royalties
petróleo vaza nas contas,

e nas estatística restou, na nova triste história
da fusão à ponte Rio – Niterói
liderar mortes de jovens
na vulnerabilidade social.
Socorro para onde vamos?. Destruições, síndrome
das oligarquias gananciosas

A “MOSCA AZUL” PICOU ADRIANO.

A “mosca azul” picou Adriano.

A “mosca azul” picou em definitivo o prefeito Adriano Moreno: garante que é candidato a reeleição sim. Fez cara feia, abandonando aquele velho perfil de paisagem, que sempre marcou sua apresentação em público. Para quem dizia não gostar de política, o menino é uma “boa bisca” como diriam os mais antigos, em especial o Vovô Bibiu.

A rejeição ao prefeito.

A rejeição a figura pública do prefeito de Cabo Frio é bastante evidente, impulsionada pela falta de cuidado com a área urbana e pelos constantes atrasos no pagamento doa funcionalismo público municipal. Não que este atraso seja “privilégio” desse governo, porque tanto Alair quanto Marquinhos, nos dois últimos mandatos também atrasaram e com grande freqüência.

A rejeição não é só de Adriano.

A ascensão da figura de Antônio Carlos Vieira em detrimento de outros personagens que participaram com muito mais intensidade da campanha, gerou também rejeição por parte da opinião pública. O então secretário de fazenda não conseguiu acertar as finanças da prefeitura e no momento exerce o cargo de assessor especial do prefeito, blindado pela “oportuna” reforma administrativa.

Conservadores X Progressistas

O ex-secretário de fazenda, pouco afeito a administração pública, conservador e tecnocrata, bateu de frente com a dupla da secretaria de educação, ambos de perfil progressista: Cláudio Leitão e Denize Alvarenga. O governo caminhou ainda mais para a direita e entregou a secretaria ao grupo político de Marquinhos Mendes.

Vai ter briga.

Apesar da aparente calma, a movimentação política de olho espichado em 2020, é intensa e mexe com os “cabos eleitorais”, vereadores e candidatos em geral. A briga é intensa pelo controle sobre os partidos políticos, em função dos tempos em rádio e televisão e para formação da lista (nominata) de candidatos a sentar nas macias poltronas da câmara.

Prefeitura: paga ou não paga?

As lideranças sindicais dos servidores públicos de Cabo Frio estão preocupadas com a capacidade da prefeitura de Cabo Frio pagar os salários nesse segundo semestre. Há quem diga que, se continuar do jeito que está à prefeitura chega ao final do ano devendo dois meses aos servidores, aposentados e pensionistas.

A “pulga atrás da orelha”

Sempre que a InterTV começa a produzir um jornalismo de críticas mais intensas à administração de um determinado município fica a velha “pulga atrás da orelha”. O que está acontecendo? A afiliada da Rede Globo está fazendo o mapeamento dos buracos, nos bairros de Cabo Frio. Por quê? Serviço público? Buraco tem, mas quando a InterTV está mais feliz, não mostra. É ou não é?

Proibição do “cerol” e da “linha chilena”

A proibição de utilização de cerol nas pipas e da comercialização da “linha chilena”, extremamente perigosa pela sua capacidade de corte é projeto de lei apresentado pelo presidente da câmara de Cabo Frio, Luis Geraldo. O cerol e a “linha chilena” têm provocado acidentes gravíssimos, especialmente entre os motociclistas e os ciclistas.

O fim de tarde.

Flávio Rosa, o tabelião surfista, também chamado de “O Homem de Maricá” liderou a mesa, que no final da tarde “encerrou os trabalhos”, no Café Pertutti, no centro de Cabo Frio. Wilmar Monteiro, Manoel Justino, Wallace Pereira, Juninho Nogueira e Laureliz Azambuja completaram os debates sobre a política cabofriense.